Luciano Salles é quadrinista, ilustrador da Folha de S.Paulo e 1/3 da Produtora Cultural e Editora Memento 832.
Autor da histórias em quadrinhos EUDAIMONIA (2017, Publicação independente/Catarse), Limiar: Dark Matter (2015, Publicação independente), L’Amour: 12 oz (2014, Editora MINO), O Quarto Vivente (2013, Publicação independente) e da HQzine Luzcia, a Dona do Boteco (2012, Publicação independente).
Contato: lucianosalles@dimensaolimbo.com

12.3.18

Nova resenha (animal!) de EUDAIMONIA pelo site Raio Laser

Olá, tudo bem?

Saiu uma nova resenha de EUDAIMONIA agora no Raio Laser, um site que só fala sobre quadrinhos e que indico aqui para que acompanhe e siga esses camaradas. Se curte HQ não tem como não curtir o site.

Adorei a resenha, super honesta e coesa com a revista. Você pode conferir o texto logo abaixo ou dar um pulo no Raio Laser para fazer a leitura por lá.

Aproveito para divulgar a semana do consumidor na Amazon como descontos de até 70%. São tantos os títulos com promoções que vou colocar um link geral (imagem) e listar as editoras já com o links para os descontos de quadrinhos e livros:




Editora Mythos http://amzn.to/2FKRJgg







EUDAIMONIA por Luciano Salles
Voltando ao post!
Ainda não tem EUDAIMONIA?

Então agora é a hora de garantir sua edição autografada com dedicatória e um sketch na revista. A HQ não está em promoção e custa apenas R$25,00, o que pode fazer a diferença entre pagar suas compras com frete ou não.

Confira abaixo a nova resenha de EUDAIMONIA e clique na capa do gibi para colocá-lo no carinho de compras 😉

EUDAIMONIA – Luciano Salles (Independente, 2017)
Por Ciro Inácio Marcondes

"Diferentemente do sci-fi freak/lisérgico de trabalhos como O Quarto Vivente e Dark Matter (e reaproveitando a personagem de Luzcia, a Dona do Boteco), em Eudaimonia Luciano Salles traz à tona um submundo degenerado cheio de personagens "figura", traficantes e drogados que apelam ao non-sense dentro de um ambiente mais urbano. A porraloquice, no entanto (ainda bem), permanece a mesma. Porém, a coisa ganha camadas pesadas de Geof Darrow, Frank Miller dos anos 90/00, além de pitadas de Rafael Grampá, para erigir um verdadeiro colosso visual, em P&B super hachurado, preciso nanquim e um hiper detalhismo estilizado que meio que se justifica por si só.

Digo isso porque, por mais que a história passe como um relâmpago, seja espécie de trecho entrevado de algo maior e possa ser lida em poucos minutos, o apelo visual desta HQ é algo que não passa despercebido nem pelo mais careta e equivocado crítico do estilo visual hiper detalhista. Já o enredo trata de um acerto de contas entre um matador de aluguel brutamontes e meio mongoloide vestido de onça, aliado a uma velha bem escr*ta, dona de um bar, que precisa de droga para aliviar artrites terríveis e coisas assim.

A ação é vertiginosa. Mangás de Katsuhiro Otomo e Tayo Matsumoto também marcam presença como influências para a degeneração urbana, e Eudaimonia se faz ensaio pra algo que poderia ser maior e mais robusto (portanto, mais cabuloso). Linhas de ação trôpegas cortam as operações alucinadas que fazem esse quadrinho parecer um curta-metragem (bem curto mesmo) ou um teaser de algo ambicioso que se anuncia.

Eu, pessoalmente, aguardo ansiosamente o romance gráfico monstruoso que Luciano Salles está ensaiando em todas estas histórias curtinhas, unindo esses temas todos parecidos e favoritos: o convívio doidão com drogas estimulantes e/ou psicotrópicas, personagens barra pesada sempre “under the influence”, histórias sci-fi perturbadores que funcionam como se Black Mirror não fosse tão careta, imersão em sonhos, delírios ou realidade virtual mesmo. Eudaimonia realmente é um quadrinho legal, mas tem um certo jeito de “amostra grátis” que faz a gente pensar se não é tudo uma ação de marketing do autor para soltar sua obra-prima num futuro próximo. Estarei certo? (CIM)"

É isso! Espero que tenha gostado do post, da resenha e se tiver algo para comentar é só deixar suas ponderações logo abaixo.

Um abraço!

Luciano Salles.