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Mostrando postagens de Junho, 2020

Acionei meu plano B: sendo quadrinista e ilustrador, recomendo ter estratégias nas mangas

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Olá, como vai?
É difícil ser artista no Brasil.
A frase pode soar genérica, cômoda ou mesmo apenas repetitiva, mas que é difícil ser artista no Brasil, isso é uma verdade.
Não só artista. Arriscaria dizer que deve ser difícil ser artista em qualquer lugar do Globo Terrestre (a Terra não é plana).
Estendo esse fato para os(as) atletas e tantas outras profissões onde você depende, exclusivamente, de você. Deste modo, se está contido entre os habilitados que citei ou impliquei, tenha planos para os eventos que não são de sua alçada ou que estão fora de seu controle; tenha um plano A, tenha um plano B e por que não, um plano C.
A pandemia e a crise vieram de forma tão brutal e avassaladora que quando percebi havia acionado meu plano B. Vinha me preparando desde 2015, mesmo sem saber, perceber ou "se" – e de qual forma – o botão de ignição seria pressionado.
Retrocedo. O começo de 2020 foi promissor. Tinha contratos e eventos para cumprir até julho/agosto, além de estar no núcleo de ar…

FLIP DRAW A3: recebi essa incrível prancheta da MOCHO

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Olá, como vai?
Na segunda-feira recebi um pacote com a etiqueta da MOCHO. Pelo tamanho e peso, suspeitei o que poderia ser (ainda não sabe o que é a MOCHO? Confira logo abaixo e visite o site).
Era o novo lançamento FLIP DRAW A3 MOCHO, uma prancheta portátil, com 6 possibilidades de inclinação, base giratória e composta por apenas 5 peças de encaixe.
Eu que sempre desenhei direto na mesa, estava sentindo necessidade de uma prancheta e essa veio para resolver minha dor no pescoço. Apesar de ser A3, ela cabe na minha mesa e ainda consigo fazer as cores digitalmente usando ela e Photoshop.
Para facilitar, fiz um vídeo no IGTV do meu Instagram e subi ele para o meu canal do YouTube. Você pode conferir a prancheta no vídeo logo abaixo:

Agradeço a MOCHO por enviar o produto e recomendo – se ainda não tem uma prancheta – que confira o valor dessa (R$159,90) e das demais, pois vale cada centavo investido.
Um abraço.
Luciano Salles

Ilustração e texto completo do Contardo Calligaris para a Folha de S.Paulo: "Outra causa da morte de Miguel"

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Olá, como vai?
No meu Instagram(que faço o convite agora para seguir clicando aqui), publiquei a ilustração da semana na Folha de S.Paulo e para o texto do parceiro de coluna, Contardo Calligaris.
Ali avisava que o todo conteúdo do texto seria inserido aqui pois acho válido que muitos tenham acesso.
Eu não sou pai, tenho três sobrinhos e, mesmo assim, me coloquei no lugar (seja em qual for o lugar) no caso do menino Miguel, que despencou de um prédio no Recife.
Segue o texto para reflexão:
"Mais uma causa da morte de Miguel
No dia 2 de junho, no Recife (PE), um menino de 5 anos, Miguel Otávio, caiu do nono andar de um prédio de alto padrão e morreu.
Miguel estava naquele prédio acompanhando a mãe, Mirtes Renata, empregada doméstica de uma família composta por Sari Corte Real, Sérgio Hacker, prefeito de Tamandaré (no litoral do Estado) e os dois filhos pequenos do casal.
Mirtes desceu para passear com a cachorra da família. Enquanto isso, uma manicure estava fazendo a unha de Sari.
Miguel …

Ilustração editorial: como faço para chegar até o desenho

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Olá, como vai?
Decidi falar sobre a ilustração que fiz para a coluna do Contardo Calligaris, publicada hoje na Folha de S.Paulo, somente para tentar mostrar como trabalho com ilustração editorial, ou mesmo, como faço para chegar até o desenho a partir das referências e da abertura em escutar o próprio autor do texto.
Um dia antes de receber o e-mail com a coluna, Contardo me antecipou o título "O triunfo da morte" e o que pretendia explanar; para tal, citou duas referências: uma foto do Pedro LadeiraFolhapress – e o afresco O triunfo da morte, de autoria desconhecida (ou incerta), podendo ser de Guillaume Spicre, de Bordonha ou Pisanello.
Com o texto e referências em mãos, comecei a trabalhar mentalmente de qual forma as informações que tinha se relacionavam. Num primeiro momento, poderia sair desenhando por desenhar, mas pensar, correlacionar as referências, sondar as entrelinhas do texto, além de acontecimentos anteriores relacionados, as práticas do atual governo aditivad…

Dissecando a ideia do meu quadrinho L'Amour: 12 oz

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Olá, como vai?
Pode parecer estranho que eu, como autor, faça uma postagem para esmiuçar uma história em quadrinhos que escrevi e desenhei em 2014. Faço por vários pedidos que recebi nesse intervalo de quase seis anos desde a publicação e por ter recebido novamente essa solicitação, mas para escrever aqui no blog.
Algumas coisas já comentei em entrevistas e por isso mesmo, posso soar redundante. Minha intenção não será explicar a obra – outra demanda para que sou solicitado –; é claro que não farei isso!

Porém, acho que posso trazer pormenores que agrade quem aprecie essa história em quadrinhos, que tem por premissa básica duas histórias de amor que acontecem ao mesmo tempo 1) de um antigo pugilista e seu moribundo marido, 2) ao mesmo tempo que é narrado o início de uma outra história de amor que acontece com sua neta (isso não é spoiler apesar de muitos leitores não perceberem esses fatos).
A origem de L'Amour: 12 oz (lê-se L'Amour, doze onças) Como sempre acontece, o ato de …