Luciano Salles é quadrinista, ilustrador da Folha de S.Paulo e 1/3 da Produtora Cultural Memento 832.
Autor das Histórias em Quadrinhos Limiar: Dark Matter (2015, Publicação Independente), L'Amour: 12 oz (2014, MINO) indicada ao 27º HQMIX, O Quarto Vivente (2013, Publicação Independente) indicada ao 26º HQMIX e da HQzine Luzcia, a Dona do Boteco (2012, Publicação Independente).

22.9.16

Doutor Estranho é o segundo print exclusivo para a CCXP

Doutor Estranho por Luciano Salles
Dr. Estranho por Luciano Salles
Olá, tudo bem?

A Comic Con Experience está chegando e esse é o segundo print exclusivo para o evento. Sempre é complicado decidir o que vou desenhar e como estou no maior Artists' Alley das Américas, penso em algo ligado aos super-heróis e a cultura pop, que é o que fomentam toda a CCXP.

O Dr. Estranho é (ou era) um personagem linha B da Marvel e foi a partir da Graphic Marvel (acho que se chamava assim na época) Tormento e Triunfo, uma HQ publicada em 1989 e que consagraria Mike Mignola, que passei a admirar o mestre das magias.

Lembro perfeitamente quando comprei essa revista e simplesmente surtei vendo os desenhos do gibi. Vinculando tudo isso ao fato do trailer do filme ser foda, decidi fazer essa arte para a CCXP. Assista ao vídeo de um pouco da arte-final. Espero que goste!

Um abraço.

Luciano Salles.

Sketch final para o desenho
Doutor Estranho por Luciano Salles
Dr. Estranho por Luciano Salles

























Rascunhos do rosto
Primeira ideia do desenho na página





















Um vídeo publicado por Luciano Salles (@lucianosalles) em

21.9.16

Quadrinhos fofinhos X Quadrinhos "cabeça"

Recorte de L'Amour: 12 oz, de Luciano Salles publicado pela Editora MINO
Olá camarada, tudo bem?

Antes de tudo preciso revelar que o título do post foi um meticuloso chamariz pra te atrair para algo que vem me incomodando.

Por quais motivos acontece de hierarquizar tipos e gêneros de histórias em quadrinhos angariando assim certos rancores e caras viradas?

Posso ser paranóico (ou estar literalmente viajando) mas tenho percebido isso: certos graus de importância para determinados gêneros de publicação e desmerecimento de outros, algo que acho extremamente bizarro e que segue exatamente na contramão do que nosso pequeno mercado dos quadrinhos precisa.

Uma HQ direcionada para um determinado público deve ou tenta agradar essa tal demanda e não deveria gerar um descontentamento de outros que não consumirão essa publicação, sejam leitores, autores ou editores. 

Vou tentar exemplificar:

Um leitor(a), autor(a) ou editor(a) que tem preferência por quadrinhos de terror e publica isso ou consome, não deveria se opor a quem produz, por exemplo, um dos ditos "quadrinhos fofinhos". E isso para todos os gêneros. Uma pessoa que escreve, leia ou edite quadrinhos herméticos deve fazer isso bem feito e não criticar quem escreve, leia ou edite quadrinhos de heróis, novamente aqui um outro exemplo. 

No Japão há todos os tipos de quadrinhos. Para idosos, para crianças, para quem gosta de esportes, robôs, fantasmas, "difíceis", eróticos, herméticos, pornográficos, cabeça, suspense e todos os tipos de enredos que possa imaginar. Isso é demais de saudável para um mercado saudável e que pretende crescer.

Não tenho o conhecimento se existe um autor(a) japonês(esa) que publica quadrinhos eróticos grotesco e, por esse fato, ignore um quadrinista que trabalhe com tema fantasiosos.

Você pode não gostar do estilo de tal autor(a) ou do seu trabalho mas isso não lhe dá o direito de ignorar essa pessoa ou mesmo repugnar ou desdenhar seu trabalho. Há espaço para todos nesse mercado, somos todos colegas e educação é primordial pra tudo. O que não podemos é coadunar com conchavos, panelas e favorecimentos. Afinal, fazemos o mesmo trabalho com apenas temas diferentes. Fazemos e lemos histórias em quadrinhos ou gibis.

Posso estar louco, paranóico ou mesmo escrevendo um apanhado de asneiras e aliás, torço para que esteja digitando bobagens e que isso seja somente aflições da minha cabeça.  Um mercado forte de histórias em quadrinhos se faz com a diversidade de temas, formatos, gêneros, ousadias, quebras de paradigmas e com todos os tipos de autores, leitores e editores, sempre é claro, prezando pela excelência dos trabalhos.

E um pequeno adendo usando minhas HQ como exemplo: o fato de eu ter publicado um fanzine com uma história de suspense/terror e depois publicar três revistas herméticas e distópicas, não significa que tenha que sempre seguir nessa toada, certo?

É isso camarada!

Fique livre para deixar suas percepções nos comentários.
Um detalhe: se estiver logado no Facebook no momento que for comentar, isso pode ser feito através do seu perfil. Assim, deixe seu Facebook ligado e comente aqui no blog pois isso facilita para você saber que eu respondi seu comentário.

Um abraço.

Luciano Salles.

14.9.16

Como foi a Bienal de Quadrinhos de Curitiba?

Olá camarada, tudo bem?

Geralmente não costumo interrogar no título de um post mas para este, especificamente, preciso desta pontuação. 


Lucky Luke que fiz para a exposição dos 70 anos
do personagem e para a Bienal.
Fui para a Bienal de Quadrinhos de Curitiba de última hora. Não havia reservado mesa e tão pouco me planejado para a antiga Gibicon. A convite da Bianca Pinheiro e do Liber Paz, que ofereceram dividir a mesa com eles, comecei a procurar por apoios culturais (leia-se patrocínio) aqui na minha cidade para os custos de passagens rodoviária e estádia. 

Depois de tanta correria deu tudo certo. Com os apoios da Mondrian Ambiente e da World Game pude viajar para o evento.

A Bienal de Quadrinhos de Curitiba acontece no MuMA, Museu Municipal de Arte, um bonito prédio  no bairro Portão. O clima ajuda muito para passar horas mostrando seu material. Com uma lista IMENSA de convidados, sendo seis internacionais e, se estiver certo, 125 nacionais (!), o evento primou pela diversidade e inclusão, com bons painéis, exposições e tudo mais. Haviam tantos convidados que não vi uma porção deles que estavam citados no site.

Comparativamente com o Festcomix (17,18 e 19 de junho de 2016–SP) e com o FIQ (11 a 15 de novembro 2015 – BH), a Bienal, em questão de vendas, ficou entre os dois eventos. As minhas vendas na Bienal foram bem inferiores ao Festival Internacional de Quadrinhos e muito superiores ao Festcomix

É claro que minhas vendas poderiam ser maiores se tivesse apresentado algum trabalho novo. Mesmo assim, fico grato pelo tanto de pessoas que passaram pela minha mesa para dizer que tem todas as minhas revistas, que adoraram a trilogia, que levaram todas as revistas para eu autografar, que gostam do meu trabalho com roteirista e como desenhista. Fico realmente lisonjeado com todo esse carinho. 

Também percebi o menor alcance que meu trabalho tem na região sul do Brasil. É com certeza a região onde tenho o menor índice de penetração dos meus trabalhos. Eu até tentei deixar alguns exemplares dos meus quadrinhos em um loja especializada que estava no evento mas infelizmente meu trabalho não foi aceito pelo lojista naquele momento. Uma pena.

Alguns aspectos que devo destacar:

– A tentativa da organização da Bienal em disponibilizar um sinal de internet grátis para os expositores foi incrível. 
– A entregar de copos de água para os expositores pois no MuMA não havia bebedouros. Acredito que o público teve que comprar água para aliviar sua sede.
– A falta de bebedouros. Eu não localizei.
– O horário estabelecido das 11h às 21h foi um excelente acerto.
– Os painéis também merecem destaques.
– O período do ano em que a Bienal se encaixa é ideal para um conforto térmico dos expositores como dos visitante. Uma temperatura super agradável. 
– As mesas para os expositores foram ideais em tamanho e conforto.

Balizado pelos eventos que tenho me esforçado muito para ir, a Bienal de Quadrinhos se mostrou fiel a sua proposta. 

É isso. Fique a vontade para deixar seu comentário.

Um abraço!

Luciano Salles.

8.9.16

Participo da exposição: Lucky Luke 70 anos na Bienal de Quadrinhos de Curitiba

Lucky Luke por Luciano Salles
Olá camarada, tudo bem?

Estou no Paraná mais especificamente na Bienal de Quadrinhos de Curitiba que acontece de 8 a 11 de setembro de 2016. Ah, importantíssimo! Só conseguir vir para o evento pois sai correndo atrás de apoio cultural para minhas passagens e hospedagem na cidade. E através da Mondrian Ambiente e da World Game que consegui participar da Bienal. Deixo aqui meu agradecimento a esses dois patrocinadores! Muito obrigado Teresa Magnani e Elio Lio.

Para me encontrar vai ser fácil!

Estou na MESA 18 junto dos amigos Liber Paz e Bianca Pinheiro. Nossa mesa fica no subsolo do evento. Estarei com minhas três últimas HQ e com alguns prints que estão relacionados no post: Estarei na Bienal de Quadrinhos de Curitiba.
Lucky Luke por Luciano Salles
Mas essa postagem é para divulgar que estou participando da exposição dos 70 anos do Lucky Luke. Quando o Claudio Martini, da editora Zarabatana me convidou, recebi uma lista de personagens para escolher e de cara escolhi o Lucky Luke e Mamãe Dalton. Sempre achei a Ma Dalton uma personagem muito peculiar. Desde a forma como ela arrecada mantimentos para a caridade até suas vestimentas e acessórios.

A exposição conta com os seguintes artistas: Natalia Forcat, Marco Oliveira, Julio Shimamoto, Santiago, Mario Cau, Camilo Solano, Germana Viana, Bira Dantas, Adão Iturrusgarai, Marcatti, Luciano Salles, Gustavo Machado, Evandro Luiz, Antonio Carlos Moreira, Fernandes e Lucs Varela.

E assim, finalizando, se estiver em Curitiba nesses dias, visite o MUMA e a Bienal de Quadrinhos de Curitiba.

Fique a vontade para deixar suas impressões, se estará na Bienal de Curitiba e o que estiver afim de me dizer.

Nós vemos por lá!

Um abraço.

Luciano Salles.

2.9.16

Sobre os comentários e as devidas resposta aqui no blog

Ilustração para a HQ de Charlles Lucena
"Um cara que caiu do céu"
Olá, tudo bem?

Tenho por hábito responder todas as mensagens, e-mail, twitter, , instagram, whatsapp, messenger e qualquer modo de contato que recebo, logo pela manhã. Tanto que algumas pessoas me perguntam se eu não durmo pois por vezes respondo de madrugada. Durmo sim, mas durmo muito cedo e ainda por cima pouco.

Mas voltando ao título da postagem, percebi que nas respostas que faço aos comentários aqui no blog, são sempre o final da conversa.

Explico melhor: você faz um comentário aqui no dimensaolimbo.com , eu te respondo e esse é o ponto final da conversa. Percebi que a pessoa que fez o comentário só vai ver minha resposta se novamente entrar no post para ver se respondi, ou se marcou a caixa para receber notificação ou mesmo se estiver logado no Facebook.

Abaixo exemplifico com imagens.

Opção de responder pelo seu Facebook mas somente quando você está logado. 









Você pode marcar na caixa "Notifique-me" antes de publicar seu comentário.



Mesmo assim, com essas duas opções, pensei que qualquer comentário aqui no blog possa vir precedido do e-mail de quem submeter um questionamento. Desta maneira eu faço a resposta aqui e já encaminho via e-mail. Acredito que seja uma maneira de que quem comentou saber rapidamente que teve uma resposta. 

O que acha? Vamos para um teste?

Teste ;)

Se quiser deixar um comentário (aqui neste post) para ser cobaia desse novo procedimento. Esteja com seu Facebook logado ou marque notifique-me. Coloque seu e-mail (ou mesmo twitter, que eu uso bastante) antes da mensagem para que eu possa encaminhar a resposta também nesse seu endereço eletrônico. Valeu e muito obrigado!

Um abraço!

Luciano Salles.