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Desenhando e autografando uma edição de EUDAIMONIA
na CCXP17

Olá, tudo bem?

O que estou para publicar desde o término da CCXP17 é sobre uma situação delicada que acontece em convenções de quadrinhos, entre o autor – que também desenha – e o seu leitor, seu fã, seu público ou mesmo alguém que esteja com um caderninho colecionando sketches pelo evento.
Quanto vale um sketch? É justo chegar até a mesa de um(a) artista com um sketchbook e pedir um desenho? Desconsiderar os trabalhos que estão pela mesa e apenas pedir para ele(a) desenhar um batman ou outro personagem?
Sei que isso é recorrente e não tenho a resposta para uma possível equação que solucione esse tipo de pedido, considerando os produtos que a pessoa comprou (ou não) na mesa do(a) artista, o tempo que o(a) artista vai demorar para fazer o desenho, o específico valor daquele trabalho e qual será o destino final daquele desenho.
O que posso fazer é trazer essas questões para o meu mundo, para o que vivo nesta relação direta. Na última CCXP, vendi muitas revistas e prints. Para cada um destes itens vendidos, faço com o maior carinho do mundo um desenho (ou, sketch) e sempre pergunto se posso assinar os prints também. Gosto de fazer o melhor que posso naqueles poucos momentos. Não sou um desenhista tão rápido.
Foto retirada do Facebook de Eduardo Filloy

Entretanto, neste evento, foi a primeira vez que algumas pessoas enfrentaram fila para conseguir um desenho meu em seu caderno. Recebi bem estas pessoas, fiz os sketches e é aí que acontece o dilema: esses desenhos deveriam ser cobrados?

Eu não cobrei por nenhum sketch até porque, não havia uma plaquinha em minha mesa indicando o valor que cobraria por um desenho simples em um caderno, um desenho mais elaborado ou fazer um desenho naqueles quadrinhos com sketch cover (gibis de linha de banca das editoras com capa em branco para seu artista favorito fazer uma capa original e única).
Gibi vendido na CCXP com a capa
do tipo sketch cover

Aliás, para esses gibis com sketch cover, eu sempre aviso que não faço no evento. Se a pessoa quiser, por R$150,00 eu levo o quadrinho para o hotel e faço um trabalho que valha o investimento. Se estiver cansado ou com o tempo curto, trago a revista para meu estúdio aqui em Araraquara, faço o desenho e envio via SEDEX para o cliente.

Se for pensar, eu vivo exclusivamente pelos meus desenhos e quadrinhos, não tenho emprego formal que todo dia X me paga tantos reais como salário então, para cada desenho, eu deveria receber o valor que designei para aquele trabalho. Se seguir essa linha de raciocínio, em eventos, o sketch deveria ser cobrado.

Acredito que com uma simples placa¹ indicando os valores de cada produto da mesa incluindo sketches, desenhos mais elaborados, quadrinhos com sketch cover, os preços das revistas e prints, tudo ficaria mais tranquilo para o(a) artista não ter que se explicar sobre determinada situação. Ainda assim é uma postura delicada pois eu posso fazer deste modo mas muitos outros(as), no Artists’ Alley, não farão desta forma.

¹ Veja a plaquinha de preços do Ben Templesmith.

No canto inferior da foto: placa com os preços de cada item
 que você poderia comprar com o Ben Templesmith.

Existem tantos pontos aqui para serem amarrados que comentários serão muito bem-vindos!

Um abraço.

Luciano Salles.

Blob por Luciano Salles para o livro:
“Os mundo de Jack Kirby”
Olá, tudo bem?
Logo nos primeiro dias do ano recebi um e-mail convidando para participar de um projeto comemorando os 100 anos do inigualável Jack Kirby. Você pode até não conhecer o nome dele mas os personagens, com certeza, conhece. Um exemplo: Capitão América. Pronto, você conhece uma parte em um milhão do que Kirby fez.
O convite veio a partir do colega e quadrinista Will Sideralman e como ainda não havia começado a desenhar minha nova HQ ELA, deu certo para aceitar e colaborar com a publicação que estreiou ontem no Catarse! São 100 artistas desenhando os personagens criados ou co-criados pelo Kirby.
Recebi uma lista imensa de personagens para escolher e é claro que os super-heróis de primeiro escalão já estavam escolhidos. Mas na real, eu não estava afim de desenhar um personagem fortão, bombado ou icônico. Pensei logo no oposto e fui procurando pela lista um vilão que sempre gostei muito. Pronto, perfeito! Ninguém havia escolhido o Blob!
Rascunho do Blob por Luciano Salles
Vilão do tipo burrão, o “objeto irremovível” sofreu durante sua infância na escola (e geral) depois que começou a engordar sem parar devido a sua mutação. Sim, o cara é um mutante, inimigo clássico dos X-Men.
Espero que tenha gostado do desenho e fica a dica para colaborar com essa campanha no Catarse: Os mundos de Jack Kirby. Neste link estão todos os artistas que estão participando do livro, as recompensas, valores e tudo mais para dirimir suas dúvidas!

Deixe seus comentários, siga o blog e espalhe no BIG DATA (talvez o próximo post).

Um abraço!
Luciano Salles.
Etapas da arte-final por Luciano Salles
Lápis do Blob por Luciano Salles
Olá camarada, tudo bem?
Recebo alguns e-mails e mensagens com perguntas sobre meu processo de criação e também antes da arte final que, às vezes, costumo filmar para colocar no meu Instagram ou mesmo fazer pequenos trechos com o Periscope. Coloquei aqui alguns sketches, estudos de desenhos, personagens e thumbnails da minha última HQ.

Em linhas gerais, sempre penso bastante antes de qualquer traço. Prefiro ter basicamente o desenho pronto na cabeça do que enfrentar o desafio que uma folha em branco me propõe.

Com a imagem do desenho que quero na cabeça, faço um rápido rascunho – rápido mesmo pois essa é a parte que menos curto no processo – em uma folha a parte e que uso de guia para começar o lápis na folha que vai receber a arte final.

Pelas imagens você pode reparar que é um rascunhão mesmo pois quando faço o lápis no A3, sempre ajusto o desenho para o que realmente quero.

Deixe sua pergunta nos comentários que respondo logo logo.

Um abraço!

Luciano Salles.

Estou ficando (cada vez mais) fascinado por máquinas.
Tratores então, nem se fala.

Britadeira, basculante, trator com esteira, cabines estreitas, cabines largas, pequenos e imponentes, asas, traquitanas, engenhocas, pá carregadeiras, pneus, alavancas, pistões e seguiria com milhões de exemplos.
Abaixo um sketch que produzi aqui em Paris que mesmo com suas reformas urbanas ultra organizadas, não atrapalham a vida da cidade e muito menos sua beleza!
Le premier de la classe.
rapeize! olá!
às vezes gosto de fazer um simples e rápido sketch.
nesse caso achei que o desenho poderia ficar bom e decidi dar um trato com detalhes.
então, desse rápido sketch surgiu: the real fastest man in the world!

vejo vocês em breve! cheers!
esse foi o rápido sketch…
‘the real fastest man in the world’