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Imagem que contém resenha no instagram do Fora do Plástico
Olá. tudo bem?
Na semana passada saiu uma resenha da minha última publicação em quadrinhos pelo Fora do Plástico, uma conta do Instagram que é fantástica e basicamente fala sobre HQ. É muito legal seguir a conta e perceber como eles sabem utilizar extremamente bem a plataforma.
Conheci a Mariana e o Pedro, casal responsável pela página, no FIQ 2018. Não lembro se concedi alguma entrevista para eles que são extremamente simpáticos, interagem muito bem e de forma inteligente, com os autores.
Segue a resenha e aqui está link para você seguir o Fora do Plástico no Instagram. Com certeza vale por toda publicação que fazem!
Deixo aqui meu abraço e, logo abaixo, o link para adquirir seu exemplar de EUDAIMONIA!
Luciano Salles.

Clique na imagem para ser direcionado para minha conta na Amazon. A HQ será enviada com um autografo e dedicatória.

Resenha de EUDAIMONIA pelo Fora do Plástico
Texto por Mariana Viana.

“Eudaimonia não é um quadrinho fácil. Nada ali está explicado ou entregue de forma fácil e evidente. Na verdade, foi somente na segunda leitura que captamos alguns detalhes e nuances que Luciano Salles insere em meio a suas hachuras e traços finos em nanquim. Aqui, acompanhamos um matador de aluguel vestido de leopardo (que parece um tanto tolo) que tem uma segunda chance para efetivar sua caçada. Para isso, ele conta com a ajuda de Luzcia, a rabugenta dona de um boteco.

Com falar característico, olhar duro, e crises de artrite, Luzcia é um personagem que gera empatia no primeiro olhar (mesmo já tendo sido apresentada em um dos primeiros trabalhos do autor). O quadrinista traz para a protagonista uma força visceral feminina, que transmite a garra de uma sobrevivente, custe o que custar. Luzcia parece não conhecer o medo.

Embora a HQ não entregue muita profundidade na construção dos personagens, toda a narrativa de Eudaimonia flui facilmente, embalada pela arte única de Luciano Salles e pelo tom de suspense. É uma pena que o quadrinho seja tão curto. Terminamos com a sensação de que poderíamos ver aquela história se desenrolar por várias páginas, afinal, ela capta o leitor, deixando-o imerso no universo nonsense ali apresentado.

Você pode terminar este gibi com um ponto de interrogação ou pode se sentir inebriado pela experiência inusitada que o quadrinho proporciona, já buscando retornar à primeira página. Na verdade, não há como prever a reação de um leitor a Eudaimonia. Talvez fosse exatamente esse o objetivo do autor: despertar um resultado imprevisível em quem fecha as últimas páginas do gibi.”


Quadro de EUDAIMONIA, de Luciano Salles
Ola, bom dia.
Por vezes, recebo algumas resenhas esporádicas sobre meus trabalhos.
Eis que essa semana, fui marcado pelo Twitter em uma resenha narrada de forma peculiar. O autor, Lequinho, do site Pipe Bomb Wrestling Podcast, fez quase que um ensaio sobre as obras EUDAIMONIA e O Quarto Vivente, relacionando tudo isso a mim.
Foi um dos textos mais legais sobre meu trabalho e você pode conferir na integra pelo link https://goo.gl/87wG4Y

Você também pode lê-lo por aqui mesmo, ao final da postagem.

Seu comentário será sempre muito bem vindo, recebido e respondido.

Um abraço e fique com a resenha!

Luciano Salles.

Da Boca para Fora 3# – EUDAIMONIA, O Quarto Vivente e Luciano Salles
28 de agosto de 2018
, Lequinho, Colunas, Da Boca pra Fora

Esse escrito não é uma reportagem como a da última edição. Também não sei se é possível chama-lo de resenha. É um texto, e, tal qual as obras sobre as quais falarei hoje, ainda não compreendi totalmente.

A verdade é que a primeira vez que eu abri um quadrinho de Luciano Salles eu não entendi é porra nenhuma.

Foi na Quanta [Academia de Artes]. Eu estudava desenho e sempre antes das aulas (quando não chegava atrasado) pegava alguma coisa para ler. Neste dia o escolhido foi Limiar Dark Matter. Como você pode ver no título, caro leitor, não vamos falar dessa HQ hoje, em primeiro lugar por conta de minha parca memória e em segundo lugar… bom, acredito que introdução deixou as impressões bem claras. O fato é que, mesmo sem entender nada, algo daquilo ficou, alguma coisa daquelas linhas e daquele treco preto que o personagem engoliu, aquelas imagens ficaram guardadas, um tipo de sensação e identidade que eu relembraria no futuro.

Ele chegou.

Dois anos se passaram até eu ler, na qualidade completa que a palavra exige, uma HQ do artista e ex-bancario. Foi Eudaimonia, financiado via Catarse, publicado de maneira independente e distribuído através da produtora de Luciano, a Memento 832; adivinhe o que aconteceu quando eu li a obra pela primeira vez?
EUDAIMONIA

É uma história sobre um homem vestido de onça que se alia a uma idosa usuária de drogas para invadir um cafofo e lobotomizar um sujeito com nome de eletrodoméstico.

EUDAIMONIA

É uma HQ sobre a morte da alma, uma segunda chance, a busca pela felicidade e o cumprimento das tarefas; uma perseguição ao objetivo, aquilo que te completa.

EUDAIMONIA

Um gibi que traz vários canudos (de plástico, mas não esquente com isso, são imaginários) que se enfiam nos crânios de Kubrick, Gaspar Noé, Spike Jonze, David Lynch, Katsuhiro Otomo, Moebius, bifurcando em uma intravenosa conectada ao braço que desenhava este gibi de 32 páginas em preto e branco. Tem hachuras, retículas e pessoas extremamente bem desenhadas que parecem estar sendo constantemente oprimidas ao mesmo tempo que oprimem seu mundos internos, seus próprios ossos existência.

EUDAIMONIA

Foi oficialmente minha primeira leitura do Salles, porque, francamente, nenhuma primeira “primeira” leitura dele pode ser considerada. Seria como considerar um soco na cara sua primeira aula de educação física; é mais um choque, um acordão. Ele te joga na água (quente ou fria) que é aquele mundo e fala “nade”, enquanto você está sem boia, não dá pé e tem dois blocos de concreto amarrados aos tornozelos. É angustiante a descida, mas também é inevitável.

Foi uma felicidade ver que a edição vinha com um autografo muito bonito do autor, este que saí mostrando pela casa, inclusive para o meu avô. Ele folheou a revista e adorou, mostrando aqui e ali algum desenho.

“Olha esse aqui” dizia ele enquanto estava deitado no sofá. Aposto que ele entendeu tudo de primeira.

Na mesma semana que recebi EUDAIMONIA em minha vida, Luciano estaria lançando-a em um evento na escola de desenho supracitada. Fui lá.

Naquela noite comprei O Quarto Vivente e, como sinopse, recebi o final da história da boca do próprio escritor, que apontou para mim e completou “isso ai é spoiler para você, inclusive”. Se pararmos para pensar, já era ele mesmo que ia me contar tal acontecido, de uma forma ou de outra. E já que o próprio Luciano não liga para spoilers, vou presumir que você também não.

O Quarto Vivente.

É um gibi sobre uma garota que dá à luz a uma baleia.

Um mundo de muitas cores e emoções, de verbos em 3ª pessoa, de coisas que se espalham. Líquidos e palavras e sentimentos e fases da vida. É outra confusão completamente diferente de EUDAIMONIA. É um trabalho mais antigo, o que faz dele ao mesmo tempo mais novo pela inexperiência e mais velho pela idade. Um outro mundo, diferente do nosso, ainda que reconhecível; uma outra sociedade ao passo que é a mesma, problemas iguais. Entrando de cabeça ali é impossível saber para onde olhar, mas também dificilmente você irá fechar os olhos.

Foi bom pegar um dos primeiros trabalhos para ler logo após ter consumido o mais recente. A evolução ficou mais clara, tanto em diagramação, em pensar o produto e em escolhas estéticas, quanto no próprio traço, que apesar de já ser uma porrada (ou um chute, você que escolhe), foi ganhando mais e mais sustância com o tempo.

Ambos são gibis difíceis, muito mais sinestésicos do que cartesianos, então se você não gosta de não entender algo, é provável que torça o nariz.

E tudo bem.

Parece pouco saudável falar que se gosta ou não de algo simplesmente por não conseguir tirar uma conclusão sobre aquilo, tanto em ficção quanto na vida. O negócio com os gibis desse autor, pelo menos para mim, é que você entende tudo, se entende, pega as coisas e digere, mas no final não sabe disso. Da mesma forma que as vezes olha-se para um lado, para o outro e a vida simplesmente não faz sentido, ainda que seja totalmente coerente.

É bom, é ruim, é aquilo que está na página e o que está entre a página. Também é o que está em sua volta, por trás, nos livros, nos filmes, é um apanhado de coisas. Me desculpe por falar tantas vezes sobre o que as coisas SÃO e NÃO SÃO, mas nessa confusão toda e nesse turbilhão que existe nas obras do autor residente de Araraquara fica realmente complicado não se perder.

Sobre o autor? Na ocasião em que o conheci, além de ter sido muito atencioso, mostrou ser alguém de pensamentos muito digeridos e concretos, seja no que tange arte ou até mesmo seu modo de viver ou de seguir sua carreira. Luciano Salles é sóbrio, extremamente sóbrio, ele sabe o que está fazendo, mesmo que você não saiba o que está lendo. “Esse aqui é meu material de trabalho“ disse ele me mostrando o estojo. Talvez não tenham sido exatamente essas palavras, mas faz realmente um certo tempo (seis meses entre o evento narrado e a conclusão deste texto.)

Estou sem saber como arrematar tudo… então vou pelo caminho mais fácil: Durante a confecção desse texto, EUDAIMONIA foi indicada ao troféu HQMIX nas categorias “publicação independente de autor” e “publicação independente edição única”, além do desenhista, que concorre ao prêmio “desenhista nacional”. A entrega do troféu acontece no dia 16/09, as 17h no SESC Pompeia.

Salles também faz as ilustrações semanais da coluna de Daniel Furlan (grande craque) dentro da Folha de S. Paulo. Procure as obras, ache-as e, depois disso, procure mais um pouco ali dentro.

Obedeças para serdes feliz.
Foto retirada do twitter da Camila Loricchio
Olá.
No dia 27 de março saiu mais uma resenha bem legal sobre meu novo quadrinho. Foi no Castelo de Cartas, um site que até então eu não conhecia. Aliás, vale a ressalva pelo site muito bem feito e com conteúdo.
Quem cuida de tudo é a Camila Loricchio que é escritora é lançou seu livro Castelo de Cartas financiado pelo Catarse. Esse é o link para você adquirir seu exemplar do livro: https://goo.gl/tXdt8x.
No site você ainda pode conferir contos da autora e outros(as) colaboradores(as).
A resenha está logo abaixo mas deixo o convite para conhecer o Castelo de Cartas. Você pode aproveitar e ler a resenha por lá!
Vamos para o texto da Camila:
“Com aquele gore simpático, um traço lindão, e a melhor dona de buteco que você vai conhecer, Eudaimonia foi mais um projeto apoiado no Catarse que adorei ler.

Sinopse: Piwl-Pa-Col é o nome de um estranho e solitário caçador que falha na tentativa de abater “uma parte” de sua presa. Ele tem apenas uma segunda chance para o sucesso de sua caçada e, não por acaso, contará com a ajuda de uma inusitada parceira chamada Luzcia, a dona de um boteco.

Luzcia é a melhor dona de bar que já vi. Ela é firmeza. Tem os problemas da idade, a bem da verdade, mas quem não os tem desde os 20 anos hoje em dia… Mas não leva desaforo pra casa nem nada.

Ela apareceu em outra hq do Luciano Salles, o autor, mas como Eudaimonia foi meu primeiro contato com a obra dele, foi também meu primeiro encontro com ela. Logo que ela aparece já chega com uns verbos em segunda pessoa magníficos, reclamando das artrites, de que vão parar de fornecer os medicamentos, e Piwl-Pa-Col (por algum motivo desconhecido) vai parar na frente do seu bar com uma segunda chance pra uma missão.

“Mas és um mentecapto, ahn? Olhes essa muralha! Agora percebas este velho poço de dores que tens no colo! Achas que vais entrar só porque tens uma segunda chance para fazer o que tem de fazerdes? És isso? Não podes falhar agora, és isso?”
Eudaimonia, Luciano Salles

A história é super rápida, você começa no fim da primeira tentativa falha de Piwl… bem, dele. E a partir daí você desce de carona alucinadamente pra tentar entender o que está acontecendo, quem são aquelas pessoas, por que ele tem uma segunda chance, por que as chaves funcionam, por que ele usa roupa de leopardo, por que tem um leopardo de verdade na capa, por que… enfim. São muitos porquês. E quando você chega ao final, nem todos os porquês são respondidos, a bem da verdade, mas não tem problema. Nenhuma das personagens está lá pra respondê-los.

Você termina o quadrinho se perguntando uma penca de coisa e querendo ver mais, tentar entender as suas dúvidas, acompanhar o depois de tudo. E isso é que é o melhor. Quando a gente relê vai pegando umas nuances, tentando entender porque tal personagem fez tal coisa… e o final. O que acontece no final?

Eu acabei com algumas teorias do depois que me deixaram querendo ver a sequência, admito haha

O traço é aquele super detalhado, que você perde tempo vendo como cada linha encaixa na outra e imergindo na história.

Enfim, Eudaimonia foi mais um projeto que ajudei no Catarse pela curiosidade e que foi bem recompensada.

EUDAIMONIA por Luciano Salles
Agora é conferir os outros trabalhos do autor e ver mais de Luzcia. haha
Aguardando um tutorial de rasga-bucho com Luzcia.”

E aí, se interessou por EUDAIMONIA? Você pode adquirir seu exemplar pela minha loja na Amazon ou clicando em cima da capa da revista.

Como sou eu mesmo que envio o livro, o mesmo vai autografado com dedicatória e um sketch na revista.

Seu comentário é sempre muito bem vindo!

Um abraço.

Luciano Salles.
Olá, tudo bem?
Hoje acordei pensando que saíram poucas resenhas em vídeo sobre minha nova HQ. Após tomar meu café da manhã, liguei o computador para tratar os e-mails, mensagens, similares mas comecei a procurar por resenhas de EUDAIMONIA.
Na primeira página do Google vejo: “Eudaimonia, o leopardo e as…”, espera! Melhor colocar a imagem do Google aqui.
Descubro (com quase um mês de atraso) uma resenha em vídeo publicada em 22 de fevereiro!
Eu estava precisando de energia para voltar a trabalhar com afinco e foi exatamente isso que o vídeo me proporcionou. 
O incorporei abaixo para que você possa tirar suas conclusões sobre a boniteza do trabalho do Gabriel Gnann e descobrir um pouco mais sobre meu novo quadrinho. Aliás, siga o Entretenimento Ácido, que é o canal no Youtube do camarada. 

E, aí? Não sei se você leu ou não a revista mas me diz: o que achou do vídeo?
Pode deixar suas impressões nos comentários.

Um abraço e o meu muito obrigado ao talentoso Gabriel Gnann.

Luciano Salles.

Olá, tudo bem?

Saiu uma nova resenha de EUDAIMONIA agora no Raio Laser, um site que só fala sobre quadrinhos e que indico aqui para que acompanhe e siga esses camaradas. Se curte HQ não tem como não curtir o site.

Adorei a resenha, super honesta e coesa com a revista. Você pode conferir o texto logo abaixo ou dar um pulo no Raio Laser para fazer a leitura por lá.

Aproveito para divulgar a semana do consumidor na Amazon como descontos de até 70%. São tantos os títulos com promoções que vou colocar um link geral (imagem) e listar as editoras já com o links para os descontos de quadrinhos e livros:



Editora Mythos http://amzn.to/2FKRJgg







EUDAIMONIA por Luciano Salles
Voltando ao post!
Ainda não tem EUDAIMONIA?

Então agora é a hora de garantir sua edição autografada com dedicatória e um sketch na revista. A HQ não está em promoção e custa apenas R$25,00, o que pode fazer a diferença entre pagar suas compras com frete ou não.

Confira abaixo a nova resenha de EUDAIMONIA e clique na capa do gibi para colocá-lo no carinho de compras ?
EUDAIMONIA – Luciano Salles (Independente, 2017)
Por Ciro Inácio Marcondes

Diferentemente do sci-fi freak/lisérgico de trabalhos como O Quarto Vivente e Dark Matter (e reaproveitando a personagem de Luzcia, a Dona do Boteco), em Eudaimonia Luciano Salles traz à tona um submundo degenerado cheio de personagens “figura”, traficantes e drogados que apelam ao non-sense dentro de um ambiente mais urbano. A porraloquice, no entanto (ainda bem), permanece a mesma. Porém, a coisa ganha camadas pesadas de Geof Darrow, Frank Miller dos anos 90/00, além de pitadas de Rafael Grampá, para erigir um verdadeiro colosso visual, em P&B super hachurado, preciso nanquim e um hiper detalhismo estilizado que meio que se justifica por si só.

Digo isso porque, por mais que a história passe como um relâmpago, seja espécie de trecho entrevado de algo maior e possa ser lida em poucos minutos, o apelo visual desta HQ é algo que não passa despercebido nem pelo mais careta e equivocado crítico do estilo visual hiper detalhista. Já o enredo trata de um acerto de contas entre um matador de aluguel brutamontes e meio mongoloide vestido de onça, aliado a uma velha bem escr*ta, dona de um bar, que precisa de droga para aliviar artrites terríveis e coisas assim.

A ação é vertiginosa. Mangás de Katsuhiro Otomo e Tayo Matsumoto também marcam presença como influências para a degeneração urbana, e Eudaimonia se faz ensaio pra algo que poderia ser maior e mais robusto (portanto, mais cabuloso). Linhas de ação trôpegas cortam as operações alucinadas que fazem esse quadrinho parecer um curta-metragem (bem curto mesmo) ou um teaser de algo ambicioso que se anuncia.

Eu, pessoalmente, aguardo ansiosamente o romance gráfico monstruoso que Luciano Salles está ensaiando em todas estas histórias curtinhas, unindo esses temas todos parecidos e favoritos: o convívio doidão com drogas estimulantes e/ou psicotrópicas, personagens barra pesada sempre “under the influence”, histórias sci-fi perturbadores que funcionam como se Black Mirror não fosse tão careta, imersão em sonhos, delírios ou realidade virtual mesmo. Eudaimonia realmente é um quadrinho legal, mas tem um certo jeito de “amostra grátis” que faz a gente pensar se não é tudo uma ação de marketing do autor para soltar sua obra-prima num futuro próximo. Estarei certo? (CIM)

É isso! Espero que tenha gostado do post, da resenha e se tiver algo para comentar é só deixar suas ponderações logo abaixo.
Um abraço!
Luciano Salles.
Olá, tudo bem?
Saiu uma nova resenha de EUDAIMONIA em um site que eu ainda não conhecia. Bom, o site é realmente novo e minha HQ ganhou o primeiro review do Dimensão 11.
Gostei bastante do texto que insiro no integra logo abaixo mas deixo o convite para conhecer esse novo espaço que vai tratar de quadrinhos e da cultura pop.

“E aí, meus queridos da D11! Para iniciarmos os trabalhos sobre quadrinhos no nosso site, foi escolhido uma obra muito especial, especial por alguns motivos. Primeiro por ser uma obra nacional com uma arte incrível. Segundo por ter um roteiro maravilhoso e cativante. Terceiro, mas não menos importante, porque vários de vocês talvez ajudaram a financiar esta obra. Sim! A obra em questão é Eudaimonia, do incrível Luciano Salles.
Luciano, de forma muito corajosa, utilizou a plataforma de financiamento coletivo para imprimir sua HQ. Ele é um quadrinista independente que escreveu alguns quadrinhos anteriormente como Luzcia, O Quarto Vivente, L’amor e Limiar. Eudaimonia é o seu mais novo projeto.

A sinopse do quadrinho é muito interessante. Piwl-pa-col é o nome de um estranho caçador que falha na tentativa de abater “uma parte” de sua presa. Ele tem apenas uma segunda chance para o sucesso de sua caçada e, não por acaso, contará com a ajuda de uma inusitada parceira chamada Luzcia, a dona de um boteco.

Em uma certa entrevista, perguntaram ao Luciano qual o gatilho para ele começar a escrever Eudaimonia e sua resposta foi a seguinte:

“Eu não me lembro exatamente o motivo pelo qual estava pensando em um caçador. Sabe, como no exemplo da xícara de café, por vezes me pego pensando e refletindo sobre coisas aleatórias como um caçador. Por que alguém é um caçador? Caçar para sobreviver é caçar? Há quantos poucos anos vivemos sem caçar? E se eu eu fosse um caçador e falhasse? Qual é o caçador mais efetivo da natureza? E entre tantas divagações, a imagem de um leopardo sempre vinha a minha mente. Sei que apesar de não ser tão grande, forte e pesado, é um dos mais eficiente felinos quanto à caça. E todos esse argumentos representam a “felicidade” de um leopardo, ou seja, a melhor forma de se viver fazendo aquilo que a natureza o criou para fazer. Um leopardo vive de acordo com a natureza dele. Esse conceito é basicamente um termo grego antigo para felicidade chamado eudaimonia.”

A HQ é curta, possui 32 páginas em preto e branco, o que não lhe tira a beleza. Os traços de Luciano Salles não são convencionais, porém são belíssimos e, às vezes, estranhos como o do saudoso Frank Miller.

Por fim, galera, Eudaimonia é um quadrinho belíssimo. Super indico a leitura e dou um pequeno conselho: se apegue aos pequenos detalhes e curta bastante cada página dessa pequena grande obra.

E com essa pequena resenha da obra do Luciano Salles, damos Start aos trabalhos sobre HQ’s no D11. O autor do texto chama-se Sérgio Arama, um apreciador nato das obras quadrinescas. Continuem com a gente, pois ainda teremos muito conteúdo relacionado ao tema.”
Compre agora pela Amazon, sua edição de EUDAIMONIA por R$25,00.
É só clicar na imagem abaixo! 

Um abraço.

Luciano Salles.

Olá, tudo bem?
Estão chegando alguns reviews bem interessantes sobre EUDAIMONIA. Listei abaixo os vídeos do canal Odisseia Cultural do camarada Carlos, Central HQs do Fernando Bedin, Papo Zine do amigo Carlos Neto Na Disciplina do Cristiano Vidal, o vídeo foi um pouco diferente. 
Você pode adquirir agora sua edição de EUDAIMONIA. É só ir até a Loja Online aqui do blog, fazer sua compra (que pode ser parcelada em até 12 vezes), que sua HQ será enviada autografada, com dedicatória e um sketch na revista.
Adquira agora sua edição de EUDAIMONIA.

Deixe seus comentários que sempre respondo. Agora fique com os vídeos.

Um abraço.

Luciano Salles.

Limiar: Dark Matter (Luciano Salles, 2015, independente)
Olá, tudo bem?
Ontem saiu uma resenha de Limiar: Dark Matter no excelente Universo HQ, assinada pelo Charlles Lucena. O texto foi muito preciso em, particularmente, usar o termo “um terço” linkado ao fato de a revista encerrar a trilogia aberta em O Quarto Vivente.
É legal que Limiar ainda colha algumas resenhas até pelo fato de ter sido lançada em 05 de novembro de 2015 e não ser nenhuma novidade neste mundão de lançamentos.
Outro ponto que gostei bastante foi ter citado o fantástico trabalho do Marcelo Maiolo nas cores e na ousada paleta. Como já enfatizei por aqui, trabalhar com o Maiolo é uma tranquilidade. Conversamos muito bem, parece que já conheço o camarada a milênios e para as cores, eu simplesmente indico um filme para ele assistir e captar as sensações que eu gostaria no álbum. O resto é com ele afinal, o que eu entendo de cores para meter o bedelho no trampo do melhor colorista do mundo ?
Você pode ler a resenha logo abaixo ou visitar o site do UHQ para ler por lá e comentar (se achar necessário). Ah! Seus comentários aqui também são muito bem vindos!
Um abraço e um bom natal para você que festeja a data.
Luciano Salles.

Limiar: Dark Matter

Data: 23 dezembro, 2016

Limiar: Dark MatterEditora: independente – Edição especial
Autores: Luciano Salles (roteiro e arte) e Marcelo Maiolo (cores).
Preço: R$ 35,00
Número de páginas : 48
Data de lançamento : Novembro de 2015
Sinopse
Com a morte de um confrade, dois amigos, Nádio e Carino, vão quebrar o status quo em busca de vingança por meio da memória do que partiu.
Positivo/negativo
Pow! Dessa forma, com os dedos indicador e médio apontados, como se simulasse uma arma de fogo, Carino atinge fatalmente a testa do servidor de acesso que o perseguia, assim como aos amigos Nádio e Amerício. Este último já se encontra “memorizado”, o que seria o equivalente à morte no futuro distópico conduzido com inquietação e energia vibrante pelo paulista Luciano Salles.
Apesar de não ter sido inicialmente intencional, Limiar: Dark Matter se desenha como o último terço da trilogia iniciada com O Quarto Vivente (independente, 2013) e L’amour: 12 oz (Mino, 2014), suas obras anteriores,que parecem se situar em um mesmo e estranho universo, caoticamente conduzido por Salles, dono de um traço nervoso e detalhista, rompendo o status quo do que se vê no atual mercado nacional de quadrinhos.
Assim como a arte de Salles, os personagens de Limiar também estão dispostos a quebrar as regras. São eles Carino e Nádio, dois terços do grupo de confrades (eles se tratam dessa forma), reunidos após a “memorização” do terceiro elemento da trupe, Amarício.
A ruptura vem por meio da ingestão de Dark Matter, uma potente e antiga substância psicoativa, que os levam a sair da inércia e a reencontrar o já falecido amigo.
O Dark Matter é como a pílula vermelha da trilogia de filmes Matrix ou a toca do coelho de Alice no País das Maravilhas. Uma abertura para um até então novo mundo, o que contraria os interesses dos chamados servidores do equilíbrio, os censores desse asséptico mundo, onde “tudo é porque é”.
É uma verdadeira vingança contra o sistema, contra o conformismo, a partir do momento que os personagens resolvem interromper a ingestão de suas doses de metais representativos diários (antidepressivos? controle social? repressão?) e a atirar para todos os lados usando apenas os seus dedos.
A arte de Luciano é complexa e arrebatadora, assim como o intrincado labirinto no qual ele tece seus roteiros, cheios de referências e entrelinhas, o que faz o leitor recorrer a diversas releituras para melhor compreensão da obra. Mais um tiro certeiro do autor, amparado pela ousada paleta de cores de Marcelo Maiolo (Arqueiro Verde, O Velho Logan). Pow!
Classificação
4,0
Olá camarada, tudo bem?
Ainda ontem recebi um tuite da Anna Schermak, que conheci na Bienal de Curitiba e que tem o canal no YOUTUBE Pausa Para um CaféEsse tuite continha um link para o vídeo que ela fez e eu ADOREI falando sobre minhas três últimas histórias em quadrinhos que considero uma trilogia e assim é. Como estava no meio do último dia da Primeira Feira Des.Gráfica que aconteceu no MIS SP, não consegui assistir na hora e fiquei louco para ver o quanto antes…
Pensado aqui, essa foi a primeira resenha sobre as três revistas de uma única vez. Não me lembro de haver alguma assim e se estiver errado é só me corrigir nos comentários. Aliás, sempre é legal deixar seu comentário!
Mas enfim, deixo aqui o vídeo para você assistir, conhecer e assinar o canal da Ana, canal Pausa Para um Café que é bem legal.
Um abraço.
Luciano Salles.

Limiar: Dark Matter de Luciano Salles (2015, independente)
Olá camarada, tudo bem?
No dia 22 de Julho saiu uma resenha de Limiar: Dark Matter, meu último quadrinho publicado de forma independente em outubro de 2015.
A resenha foi assinada por Floreal Andrade no excelente site de entretenimento e cultura pop Impulso HQ. Floreal foi ao ponto exato no texto. Sucinto e assertivo, o texto consegue captar muito do que quis na HQ. Enfim, eu adorei a resenha!
Confira toda resenha logo abaixo ou siga direto para ler no site dos camaradas do Impulso HQ e se ficou interessado em adquirir a HQ é só ir por aqui até minha Loja Online!
Forte abraço.
Luciano Salles.
Por Floreal Andrade, 22 de julho de 2016 – publicado originalmente no Impulso HQ.

“Acho tudo muito infantil. Em contrapartida, acredito que ele exprime uma busca de nossos desejos mais profundos…”, Moebius sobre as histórias em quadrinhos.

Impressionante como os quadrinhos de Luciano Salles conseguem nos atingir de maneira tão profunda e tão impactante. É impactante visualmente, é impactante conceitualmente. Como um me disse um amigo um dia desses “como é bom se perder nos labirintos das HQs do Luciano”.
Lançado de maneira independente, Limiar: Dark Matter encerra um ciclo na carreira desse quadrinhista que despontou no mercado nacional em 2012. Audaci Junior diz que Dark Matter tem uma ligação com outro álbum de Luciano Salles, “O Quarto Vivente” de 2013, e se você conhece essa obra irá perceber que estamos em um mesmo universo. Porém, com a brilhante narrativa de Salles, somos apresentados a três personagens no futuro, lembranças que não são suas, um sonho ou um pesadelo.

Amerício, Carino e Nádio são três amigos que buscam vingança sendo que um está morto. Parece complicado não? E é. A trama ambientada nesse futuro distópico também é composta por uma lendária porta que os amigos terão que passar e a vingança traz consequências não só para eles, mas para todo o universo.

Salles não subestima o leitor, pelo contrário, o faz se esforçar e tentar ler nas entrelinhas, nas entrecores, nos entrequadros, entretempos. Estariam os três amigos sobre efeitos de alucinógenos? A porta fez com que eles ganhassem poderes para enfrentar o assassino do amigo morto?

Salles em toda a sua narrativa cria uma sensação de desconforto e de difícil compreensão. E já que falei de “entrecores”, não posso deixar de citar a paleta de Marcelo Maiolo, que assina a colorização do álbum. O colorista optou por cores não tradicionais nas aplicações de pele e um efeito de brilho nos cenários, deixando as composições cromáticas com contrastes bem interessantes. Lembrando que essa parceria entre Maiolo e Salles já pode ser vista no L’Amour: 12 oz, também de autoria de Salles.


A vingança é dada pela memória, afinal, de acordo com Salles em uma de suas entrevistas, “somos apenas memória e isso se aplica para tudo, inclusive ao Universo”.


Exato. Mais uma vez, Luciano não traz uma leitura fácil. É preciso se esforçar para acompanhar suas páginas. O trio está nascendo ou morrendo? São várias perguntas que podem não ter respostas.

Faça um teste curioso: peça aos amigos que leiam a história e depois que contem a sua versão da mesma. Você perceberá que milhares de outras histórias virão à tona.


Por isso é tão difícil classificar a obra de Luciano Salles apresentada até agora. E pra que classificar se o melhor é ler. Ler e se perder. Aqui estou eu perdido no traço e nas cores singulares de Luciano Salles.

Quando cheguei à última página, não sabia se chegava ao fim ou ao início da aventura.


Limiar: Dark Matter

Edição independente
Roteiro e arte: Luciano Salles
Cores: Marcelo Maiolo
Colorido
21 x 27,5 cm
50 páginas


R$ 35,00