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Olá! Saiu mais uma resenha sobre L’Amour: 12 oz!

Agora foi no excelente Papo de Quadrinhos, dentro da revista O Grito. Recomendo dar um pulo direto no Papo de Quadrinho para ler a resenha, curtir e dar um share se achar legal. Mas como sempre faço, disponibilizei todo texto logo abaixo.
Agradeço a resenha pelo camarada Jota Silvestre que cordialmente adquiriu a revista na CCXP.

Grande abraço que vou voltar a desenhar Limiar: Dark Matter.

Luciano Salles.

lamour12oz

Os quadrinhos, enquanto linguagem e produto de comunicação de massa, se presta a vários papéis: entreter, informar, educar, refletir, criticar, perturbar: é a esta última categoria que pertence L’Amour: 12 oz.

Luciano Salles é um dos mais interessantes expoentes da novíssima geração de quadrinhistas nacionais. Seu primeiro trabalho, Luzcia, a Dona do Boteco, passou quase despercebido. Já o seguinte, O Quarto Vivente, chamou atenção para seu estilo nada convencional.

Em L’Amour: 12 oz, o autor provoca ainda mais estranheza. Se em O Quarto, algumas digressões e concepções narrativas se amalgamavam ao clima de ficção científica, aqui elas são ainda mais provocantes ao se acomodar sobre uma trama aparentemente prosaica.

A história fala de amor, abnegação e resignação, encontros e desencontros, o que é, o que foi e o que pode vir a ser, tendo como epicentro o boxe. A narrativa evolui em trancos temporais, grandes planos e super closes; cobra a atenção do leitor, instiga, faz pensar, ler e reler.

A leitura de L’Amour: 12 oz é uma experiência difícil, mas não menos prazerosa. A arte de Luciano, com seus personagens sofridos e enrugados, é provocadora, hipnótica. Atrai e repele com a mesma intensidade.

Uma boa forma de se preparar para ler esta obra é começar pelo posfácio do jornalista e escritor Paulo Ramos. Como ele próprio admite, é o texto mais diferente que jamais escreveu. Isto porque se permitiu contagiar pela narrativa de Salles e conseguiu transmitir a mesma sensação de sincronicidade do original.

L’Amour: 12 oz marca a estreia da editora Mino no mercado editorial. Tem 66 páginas coloridas, formato A4 e preço de R$ 37, e pode ser adquirida diretamente no site do autor. Vale o investimento.

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[Quadrinhando] Briga de peso-pesado

Capa Final_MAIOLO
O amor chega como um nocaute inesperado, tornando vitorioso aquele que vai à lona e por lá permanece após dez segundos. Por mais que amor e tempo sejam cúmplices, o primeiro nunca está satisfeito com o segundo, e o segundo tem mil e uma artimanhas para driblar o primeiro.

No álbum L´amour: 12 oz (64 páginas, colorido, R$ 37), título inaugural da Editora Mino, Luciano Salles brinca com esses conceitos ao materializar o tempo como um hábil corredor que abruptamente se apaixona por uma mulher (mas cujas asas desenhadas nas costas de seu moletom e seu trabalho de observar as pessoas de longe levem a crer se tratar de um anjo). No mesmo instante em que o amor chega para o corredor, a mulher sente a presença de algo que ainda não sabe o que é. O corredor, então, muda seu trajeto e passa a circular pelos locais nos quais essa mulher está: sua casa (onde mora seu avô – um ex-boxeador que passa o resto da vida cuidando do seu amado que ficara doente) e a discoteca na qual trabalha. As histórias desses quatro personagens vão se ligar num entrelaçamento de passado e presente, mostrando que embora o amor às vezes se perca no tempo, e o tempo se deixe conduzir pelo amor, o importante é saber desfrutar o sentimento pelo tempo que for possível.
Luciano Salles é realmente um quadrinista singular. Com L’Amour: 12 oz ele afirma que está disposto a seguir contando histórias originais, e mostra um amadurecimento em relação ao seu trabalho anterior, O quarto vivente. Aqui, ele criou uma anti-trama redondinha, com um cuidado todo especial ao construir as narrativas no vai-e-vem do tempo, tanto em imagens quanto no texto, intrigando o leitor e convidando-o a reler o álbum para captar suas nuances.

L’Amour: 12 oz se completa com as participações especiais de Gustavo Duarte, Rafael Albuquerque e Marcelo Braga, os quais assinaram as ilustrações que abrem os capítulos, e do colorista Marcelo Maiolo.

Destaque também para o pósfácio de Paulo Ramos, que entrou na brincadeira do Luciano e “embaralhou” seu texto no tempo e no espaço.

Página de L’Amour: 12 oz

Olá, tudo certo?

Saiu a resenha de L’Amour: 12 oz no Universo HQ.
E que resenha lindona!
Foi escrita pelo Paulo Cecconi e com esse texto, fecho o ano de 2014 com chave de ouro.

Esse ano se mostrou extremamente generoso e também consegui a proeza de lançar mais um álbum em quadrinhos. É isso que amo fazer entretanto protelei por quase 20 anos para começar a trabalhar com o que realmente amo. E que venha o FIQ, a CCXP  e o que mais 2015 quiser proporcionar!

Toda a resenha está no Universo HQ conferir as demais resenhas que saíram hoje!

Grande abraço!

Luciano Salles.

Olá, camarada, tudo certo?

No dia 08 de novembro de 2014, em São Paulo, mais especificamente na Gibiteria, aconteceu o lançamento de L’Amour: 12 oz, publicada pela recente e inovadora editora MINO.

Foi demais! Confira o vídeo do lançamento.

Capa de L’Amour: 12 oz.

E finalmente saiu a primeira resenha oficial de L’Amour: 12 oz!

Através do fantástico Pipoca e Nanquim, Diego Penha resenha ‘doze onças’ e pelo que li, fiquei feliz demais. A análise é longa mas vale o texto.

O link para o texto na integra está logo abaixo deste trecho:

“Realmente o tempo é uma pedra angular da narrativa. Para mim fica cada vez mais claro que como um formalista, Luciano espera que o leitor seja ativo no processo de leitura. Realmente está nos chamando para-o-pau e  isso faz com que este seja um gibi para todo mundo. Ninguém tirará leite dessa pedra tão facilmente e o rei está realmente pelado, só os esnobes não admitem a nudez do mestre. É ridículo. A generosidade de Luciano está em nos lembrar de que esse objeto em minhas mãos – um gibi – não passa de um bolo de papel com imagens estáticas. A continuidade é uma ilusão espaço-temporal. Não há vida nestas páginas, a não ser aquela que você leva com você para a leitura. Nesse sentido, o gibi nas mãos de Salles é um dispositivo que tem como um de seus mais importantes elementos o leitor. Um olho confeccionado à priori em sua prancheta. Minha segunda leitura foi extremamente mais prazerosa. A cronologia deixa de ser uma preocupação minha e passa a ser só um recurso. Que bom, pois tenho tantos outros. Obrigado Luciano, por me lembrar disso.”

Aqui você pode conferir a resenha indo direto para o site do PN: http://pipocaenanquim.com.br/destaques/resenha-lamour-12oz/

É isso!

Grande abraço e até o próximo ‘post’…

Luciano Salles.