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Olá, tudo bem?
Estou hospedado em SP pois participo da Comic Con Experience e ainda ontem, no evento, foi lançada oficialmente minha nova história em quadrinhos chamada EUDAIMONIA. No meio de todo esse turbilhão deste evento épico, saíram duas pautas bem legais que replico aqui:
Entrevista no Pipoca e Nanquim
Saiu o vídeo com uma entrevista que o pessoal do PN fez comigo e falamos bastante sobre EUDAIMONIA, processos, catarse, salgadinhos “dorodobios” e leopardos. Confira logo abaixo o vídeo que aliás, ficou super divertido. Ah, assine e canal e deixe o seu like!


EUDAIMONIA no UOL

Arte criada pelo UOL
Saiu uma pauta bem legal no site do UOL: CCXP rima com HQ
Uma matéria organizada pelo camarada Ramon Vitral que indicou 5 (cinco) quadrinhos para você procurar no Artists’ Alley da CCXP e EUDAIMONIA está nesta lista. 
Deixo aqui o link para sua leitura e para conhecer os outros fantásticos trabalhos listados pelo Ramon.
Agora vou correr pois a van me espera para ir para a CCXP. Ah! Sempre que quiser deixe seus comentários ?
Forte abraço.
Luciano Salles.
(A), um dos personagens de ‘L’Amour: 12 oz’

Olá, rapeize. Tudo bem?

Conforme as páginas da revista vão ficando prontas, maior o carinho que tenho com todo trabalho.

É um trabalho que demanda tempo mas que é apaixonante. As páginas vão se acumulando e as mesmas chegam lindamente coloridas, em lotes, diretamente enviadas pelo Maiolo.

Não optei por um financiamento coletivo, pois ainda não sei se consigo números de apoiadores suficientes para uma empreitada assim.

Então, surgiu o convite da editora. É tentador e ao mesmo tempo estranho. Gosto de ter o controle da qualidade da impressão, da escolha do papel das páginas, dos custos, controle do papel da capa, se haverá verniz, o custo final da revista e tudo mais.

Está chegando a hora de pensar em tudo isso e realmente conversar com os camaradas editores. Com certeza, farei o que for melhor para a revista pois certamente, o que for melhor para a HQ, será melhor para o leitor e também, melhor para mim.

Espero que esteja tão ansioso quanto eu para pegar essa HQ nas mãos. Chega logo novembro!

Baita abraço.

Luciano Salles.

Olá, camarada. Como vai? Tudo bem?

Agora, sim, com a atualização deste post, a Oficina de HQ Autoral e Independente: Criação e Produção está encerrada. Só tenho a agradecer ao SESC Araraquara pela oportunidade de desenvolver esse meu trabalho e a tamanha dedicação dos ‘oficineiros’ que se empenharam em entregar no prazo estipulado seus trabalhos. A revista ficou fantástica!
E agora, algumas fotos da do encerramento da Oficina, com a presença do Gustavo Duarte, para um bate papo animado e sessão de autógrafos.
Muito obrigado!
Luciano Salles.
Oficina de ‘HQ Autoral e Independente: Criação e Produção’
no SESC Araraquara. Foto por Leila Penteado
Oficina de ‘HQ Autoral e Independente: Criação e Produção’
no SESC Araraquara. Foto por Leila Penteado
Oficina de ‘HQ Autoral e Independente: Criação e Produção’
no SESC Araraquara. Foto por Leila Penteado
Oficina de ‘HQ Autoral e Independente: Criação e Produção’
no SESC Araraquara. Foto por Leila Penteado
Oficina de ‘HQ Autoral e Independente: Criação e Produção’
no SESC Araraquara. Foto por Leila Penteado
Oficina de ‘HQ Autoral e Independente: Criação e Produção’
no SESC Araraquara. Foto por Leila Penteado
Oficina de ‘HQ Autoral e Independente: Criação e Produção’
no SESC Araraquara. Foto por Leila Penteado
Oficina de ‘HQ Autoral e Independente: Criação e Produção’
no SESC Araraquara. Foto por Leila Penteado
Oficina de ‘HQ Autoral e Independente: Criação e Produção’
no SESC Araraquara. Foto por Leila Penteado
Oficina de ‘HQ Autoral e Independente: Criação e Produção’
no SESC Araraquara. Foto por Leila Penteado
Oficina de ‘HQ Autoral e Independente: Criação e Produção’
no SESC Araraquara. Foto por Leila Penteado
Oficina de ‘HQ Autoral e Independente: Criação e Produção’
no SESC Araraquara. Foto por Leila Penteado
Oficina de ‘HQ Autoral e Independente: Criação e Produção’
no SESC Araraquara. Foto por Leila Penteado
Oficina de ‘HQ Autoral e Independente: Criação e Produção’
no SESC Araraquara. Foto por Leila Penteado
Oficina de ‘HQ Autoral e Independente: Criação e Produção’
no SESC Araraquara. Foto por Leila Penteado
 
Oficina de ‘HQ Autoral e Independente: Criação e Produção’
no SESC Araraquara. Foto por Leila Penteado
Oficina de ‘HQ Autoral e Independente: Criação e Produção’
no SESC Araraquara. Foto por Leila Penteado
Oficina de ‘HQ Autoral e Independente: Criação e Produção’no SESC Araraquara. Foto por Leila Penteado
Oficina de ‘HQ Autoral e Independente: Criação e Produção’
no SESC Araraquara. Foto por Leila Penteado
Oficina de ‘HQ Autoral e Independente: Criação e Produção’
no SESC Araraquara. Foto por Leila Penteado
Oficina de ‘HQ Autoral e Independente: Criação e Produção’
no SESC Araraquara. Foto por Leila Penteado
Oficina de ‘HQ Autoral e Independente: Criação e Produção’
no SESC Araraquara. Foto por Leila Penteado
Oficina de ‘HQ Autoral e Independente: Criação e Produção’
no SESC Araraquara. Foto por Leila Penteado
Oficina de ‘HQ Autoral e Independente: Criação e Produção’
no SESC Araraquara. Foto por Leila Penteado
Oficina de ‘HQ Autoral e Independente: Criação e Produção’
no SESC Araraquara. Foto por Leila Penteado
Oficina de ‘HQ Autoral e Independente: Criação e Produção’
no SESC Araraquara. Foto por Leila Penteado
Oficina de ‘HQ Autoral e Independente: Criação e Produção’
no SESC Araraquara. Foto por Leila Penteado
Oficina de ‘HQ Autoral e Independente: Criação e Produção’
no SESC Araraquara. Foto por Leila Penteado
Oficina de ‘HQ Autoral e Independente: Criação e Produção’
no SESC Araraquara. Foto por Leila Penteado

HQuê? Revista em quadrinhos produzida na ‘Oficina
de HQ Autoral e Independente: Criação e Produção’
realizada em maio de 214, no SESC Araraquara.

Opa, camarada. Tudo certo?

Neste sábado, dia 31 de maio, das 16 às 18 horas, acontece no SESC Araraquarao encerramento da ‘Oficina de HQ Autoral e Independente: Criação e Produção’.

Lá será apresentada a revista que foi produzida pelos ‘oficineiros’ e que foi batizada de ‘HQuê?’ Essa imagem é ao lado é sim, a revista pronta e impressa! Cada participante da oficina receberá um exemplar da HQ que contou com o prefácio do editor e amigo, Daniel Lopes.

E para deixar o evento ainda mais legal, o quadrinista Gustavo Duarte, vem para um bate papo! Gustavo é autor de tantas beleza como, , Birds, Taxi, Monstros e 13. E detalhe! Ele vai trazer algumas Monstros e 13 para vender e autografar. Ou seja, é um evento imperdível e uma linda oportunidade de conhecer o camarada e levar suas revistas autografas!

E se você ainda não tem a minha HQ O Quarto Vivente, essa também é a hora! O Quarto Vivente está indicada ao prêmio HQMIX na categorias ‘Publicação Independente Edição Única’ e eu, indicado como ‘Novo Talento – Desenhista’.

Espero você lá.

Grande abraço!

Luciano Salles.

‘L’Amour: 12 oz’ é a nova HQ de Luciano Salles.
‘Preview’ de cores por Marcelo Maiolo.
Rapeize, tudo bem? Espero que sim!
Vamos direto para as novidades:
16: A imagem ao lado é uma sequência de três quadros com o preview da HQ pintada pelo incrivelmente talentoso, Marcelo Maiolo. As páginas estão ficando bonitas demais e só posso mostrar isso. Guarde com carinho!
17: O história possui três intervalos de tempo durante sua leitura. Esses intervalos que compõem a revista terão a arte de três camaradas que admiro demais. E não sou só eu que admiro! Isso eu gostaria de deixar muito bem claro! Ao invés de uma galeria de arte tradicional no final da revista, intervalos assinados encorpam a HQ. Agora você deve estar pensando nos nomes? Quem sabe em um próximo post sobre a revista.
Por enquanto é isso.
Espero que esteja ansioso para ter um exemplar de ‘L’Amour: 12 oz’ em sua mão no mês de novembro. Estou trabalhando com o máximo de carinho que cada página merece, pois o final de todo o processo é você ter um belo material para ler e apreciar.
Um grande abraço!
Luciano Salles.
Troféu da 26º edição do HQMIX
Camarada, tudo certo?
Olha a pancada que acabei de receber!
Fui pré-indicado para o 26º Troféu HQMIX e estou concorrendo em duas categorias: Novo Talento – Desenhista e na categoria Publicação Independente Edição Única, com minha HQ O Quarto Vivente.
É incrível! E minha felicidade é ainda maior pois meu camarada, Camilo Solano também está indicado em duas categorias!
Estou realmente emocionado com tudo isso e assim termino esse post!
Um enorme abraço!
Luciano Salles.
Olá camarada, tudo certo?
Assim como fiz com a minha HQ O Quarto Vivente, começo nesse post, com as notícias sobre meu novo trabalho em quadrinhos, que se chamará, L’Amour.
Bom, sendo assim, vamos lá!
01: O roteiro já está pronto e revisado pelo meu camarada e grande amigo, Daniel Lopes, apresentador do excelente Pipoca e Nanquim.
02: Pelo roteiro, a revista terá 58 páginas de história. 
03: Obedecendo meus cronogramas, começo a desenhar a revista no dia 30/12/2013.
04: Não costumo mostrar meus rascunhos de personagens, mas aqui está um que provavelmente estará em L’Amour!
Essas são as primeiras novidades e notícias sobre meu novo projeto em quadrinhos. Espero que acompanhe as postagens, que deixe suas impressões e tudo o que quiser, aqui no bloguesaite!

Grande abraço!

Luciano Salles

Olá!
Uma resenha bem legal, junto de uma entrevista muito bem elaborada, acabou de ser postada no site do Terra Zero!
A pauta O Quarto Vivente e Luciano Salles, inaugura a coluna HQ Brasil! Fico feliz e me sinto lisonjeado, por ser lembrado para estreiar a nova atração aos leitores do site. Agradeço ao convite de Felipe Morcelli.
Fique por aqui mesmo e leia a entrevista ou, vá até o incrível site do Terra Zero, confira a matéria e muito mais do que a página tem para oferecer!
Forte abraço…
Luciano Salles.

HQ Brasil: “O Quarto Vivente” e Luciano Salles

Postado em 06/12/2013, por Morcelli
Em: Análise , Destaque , Matérias

Nesta sexta-feira o Terra Zero inicia uma nova atração aos leitores: a coluna “HQ Brasil“. A ideia é promover uma HQ nacional fazendo comentários sobre ela e entrevistando seu(s) autor(es). Depois de um ano abarrotado de lançamentos no Festival Internacional de Quadrinhos e de projetos de quadrinhos bem sucedidos nas plataformas de financiamento coletivo ficou claro que os sites de quadrinhos, independente de qual escopo possuem, precisam promover o que está acontecendo no Brasil.
o_quarto_vivente_capa
Para a estreia da coluna foi escolhida a HQ “O Quarto Vivente” do araraquarense Luciano Salles. Esta é sua segunda HQ publicada e mais uma vez o autor optou pelo formato independente de lançamento. Focada na vida de uma jovem brasileira num mundo distópico e futurista a história figura entre as grandes obras nacionais de 2013.
A HQ
Luciano criou um universo à parte para sua história. A personagem principal, Juliett-e, é quem se conecta com o leitor, pois é ela que tenta sair da ordem dominadora no mundo. A Europa e a Ásia (chamadas aqui pelo seu antigo nome de Eurásia) afundaram e algumas sociedades se fundiram aos países que sobrevivem às mazelas do Século XXI – entre eles, o Brasil, onde a história se passa. A França foi anexada ao território brasileiro. Portanto, idioma e cultura se confundem e é muito importante que o leitor esteja atento a isso para não se perder nas falas dos personagens. Aliás, a única coisa que poderia fluir um pouco melhor na HQ são os diálogos. Por vezes confusas, as conversas possuem uma estrutura estranha e muitas vezes desconexa. Claro, isto faz parte do mundo em que o leitor imerge ao começar a ler a HQ, mas, às vezes, a coisa fica estranha demais.
Por outro lado, com muito bom gosto, Luciano questiona o marasmo mental de uma sociedade cada vez mais preguiçosa, colocando em xeque a dualidade do individualismo com o pensamento coletivo: como alguém pode se tornar tão individualista e, ao mesmo tempo, fazer exatamente o que todas as outras pessoas fazem? Seria culpa da ordem governamental opressora? Seria uma característica humana que nunca vai mudar? Quando as pessoas vão acordar para desbravarem a vida como a personagem principal tenta fazer nesta história? Estes são alguns dos muitos (e inteligentes) questionamentos que podem ser levantados durante a leitura da HQ.
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“O Quarto Vivente” é um grande trabalho dos quadrinhos nacionais. Luciano conseguiu criar uma distopia que obedece as regras mais clássicas do tema. Ao somar estas características com seu jeito ímpar de trabalhar a ideia e com o tempero brasileiro, o autor entrega uma obra interessantíssima e com um universo cheio de possibilidades de exploração.
Nota: 9/10
A Entrevista
Luciano, lendo “O Quarto Vivente” deu pra notar o quanto seu trabalho é influenciado, principalmente, por obras de ficção científica, em especial aquelas que tratam de possíveis futuros distópicos para o planeta. Quais são suas principais influências para expressar sua arte desta forma?
Acredito que para essa obra, uma grande influência, do gênero que citou, foi o filme Blade Runner. Entretanto gosto muito de alguns romances como “Admirável Mundo Novo” (“Brave New World“) de Aldous Huxley, 1984 e “A Revolução dos Bichos” (“Animal Farm“) de George Orwell. Voltando aos filmes (que são minha maiores influência para qualquer quadrinhos que eu faça), o filme “Fahrenheit 451″ também cito com uma influência para essa obra. E, para o ódio de muitos, acredito que a estética de Lars Von Trier e David Lynch existe nos meus trabalhos.
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Juliett-e é a protagonista da história. É aquela que nasceu ao acaso e quebra as regras da distopia seguindo seu próprio coração. Como artista, você acredita que o acaso está se perdendo e que os quadrinhos (assim como qualquer outra forma de arte) podem mostrar isso aos leitores?
Sim. Acredito no acaso como a mãe da evolução e também acredito, que o fim do acaso, é trabalhado diariamente e por muitas vertentes. Trabalhei com Juliett-e, nascida ao acaso, justamente para ter, como disse, a quebra do paradigma na história. Juliett-e vem com o ímpeto que é tão inerte hoje em dia. Ninguém arrisca contra o que já está imposto e decretado. Vivemos um estágio de torpor. Não sabemos conduzir nada. Somos apenas respostas automáticas. Não quero parecer pessimista e não sou pessimista. A realidade simplesmente é tirada do nosso foco. Simples assim.
A arte tem o poder e deve ser utilizada para o questionamento. Qualquer tipo de arte.
O manual de funcionamento da inseminação possui um olho em sua capa. Este mesmo olho está na contra-capa de “O Quarto Vivente” e nos autógrafos que você deu a cada fã que adquiriu o volume. Seria “O Quarto Vivente” um manual para que as pessoas deem mais atenção ao acaso e não à forma sistemática em que vivem? Todos deviam ser como Juliett-e?
Não só o olho. Cada página da revista. Se eu for falar do olho, posso entregar a história para quem ainda não leu a revista! Em cada página da HQ, coloquei intencionalmente, detalhes que acredito que muitos podem notar o que quero dizer. Não só detalhes em forma de desenho. Os nomes dos personagens foram pensados dentro da coesão da história. O nome da revista sintetiza muita coisa.
Mas também, acredito que fui direto ao que queria, no texto da história. Recebo críticas que dizem que é uma história linda e que, após o término da primeira leitura, a pessoa fechou a revista, pensou e, leu novamente. Esse é o maior feedback que posso receber. Consegui a atenção do leitor e o ciclo se fechou.
Ainda no aspecto filosófico que Juliett-e representa para a obra, o diálogo dela com o camaleão sugere que, mesmo sendo adaptável, nem mesmo ele evitou a própria extinção. Estaria você, como autor, sugerindo que a natureza adaptável do ser-humano não é mais suficiente para o mundo de hoje?
O ser humano foi adaptável em uma época pré histórica ou coisa assim. Hoje somos confortáveis. E o motivo de sermos seres confortáveis é que os pensamentos estão cada vez mais voltados para o ‘um’, para o único. Assim, temos a sensação de tudo certo. Funcionamos na base de choques. A limitação é tamanha, que somente acontecendo um hiper impacto, para mudarmos algo ou ligar a chave da adaptação. Isso é da essência humana e em todos os aspectos. Somos substâncias reativas e rasas. Acho que respondi sua pergunta (risos).
Já no começo da obra, especialmente na primeira página, é perceptível o quanto o português foi mudado para se adaptar à situação geo-política que você criou para “O Quarto Vivente”. Chega a ser intrigante como uma história que toma por inspiração autores estrangeiros tenha conseguido funcionar tão bem dentro do Brasil. Por outro lado, o país sempre foi um abrigo de várias culturas. Em que momento do roteiro você percebeu que misturar nações seria benéfico para sua narrativa?
Eu já tinha o roteiro pronto e já havia começado a desenhar a revista, quando fiz uma viagem de 21 dias para a França. Interrompi o trabalho. Lá, em um estúdio alugado, no frio de fim do outono e andando por toda Paris com minha esposa, comecei a fazer muitas conexões com minha história. Muito das coisas que havia procurado ambientar na HQ, acabei buscando dessa viagem. O silêncio que havia em alguns lugares, mesmo com muitas pessoas e, em especial, no dia que estava embarcando para o Brasil, sendo levado pela imensa esteira do aeroporto Charles De Gaulle, em um ambiente de isolamento imenso.
Ali, naqueles 21 dias, troquei os nomes das personagens, inclui a Europa na história e as Unidades Fraternais, mas o motivo central do roteiro não foi alterado.
E falando em nações e na nova geo-política proposta pela sua obra, por que a França foi a escolhida como principal parceira do Brasil? Outros países e culturas foram considerados enquanto você preparava a obra?
A França foi a escolhida pelo motivo real da viagem que fiz. Muitas lacunas que poderiam haver no roteiro foram preenchidas. E dessa forma, não havia dúvida que a França deveria ser acolhida fraternalmente. E um outro detalhe que devo citar é que me incomodou muito visitar alguns museus. Muito da parte egípcia que existe no Louvre, está lá pois foi saqueado, de alguma forma. E milhões de pessoas, assim com eu fiz, pagam para ver um produto que é parte de furto, roubo e atentado violente contra uma cultura. Somos uma coisa estranha e bizarra.
Juliett-e tem todo um futuro pela frente, mas muitos momentos da história podem ser explorados em futuras obras que revisitem este universo – tais como mostrar o dia-a-dia brasileiro do futuro mais detalhadamente e possíveis outros “dissidentes” desta distopia com mentalidade um pouco diferente de Juliett-e. Você tem planos para isso?
Esse universo que criei está congelado com essa história. Ainda não é o momento de revisitá-lo. E quando isso for feito, não será exatamente no momento que a deixei. Já pensei em opções.
Mas, na realidade, já tenho pronto o roteiro da minha nova história em quadrinhos. Estou fazendo uma terceira revisão e pretendo ter a revista pronta para impressão, no mais tarde, em Outubro de 2014. Mas já posso adiantar o nome da revista, que será: “L’Amour“.
Olá, camarada. Tudo certo?
Esse é um grande ano!
Meu primeiro, efetivamente como quadrinista, e já vou participar do 8º FIQ,  Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte, o maior evento de quadrinhos do Brasil.
Nessa oitava edição, entro com a minha nova HQ : O Quarto Vivente, que custa R$ 20,00 e mais alguns ‘prints’, também por vinte dinheiros. O Quarto Vivente tem recebido boas críticas dos meios especializados. 
Aqui você pode conferir algumas desses resenhas:
Capa de O Quarto Vivente

Contraversão 

Papo de Quadrinho 

Universo HQ 

Gibi Znort 

Quadrimcast

Além da minha HQ, também participo do livro do Ivan Freitas da Costa,  Ícones dos Quadrinhos, com minha ilustração do Watchmen. 

Esse é um baita de um item obrigatório para qualquer colecionador ou apreciador de quadrinhos. Aqui tem muito mais informações sobre esse livrão!
Watchmen por Luciano Salles
O Quarto Vivente, Ícones dos Quadrinhos e mais outra HQ. Sim, participo desenhando uma história de Raphael Fernandes, ganhador do HQMix como roteirista revelação, em outra revista, que também será lançada no Festival.
E para finalizar, fiz uma participação para almanaque do Shogum dos Mortos de Daniel Wernëck.
Colaboração para o Shogum dos Mortos
Detalhe da HQ de Raphael Fernandes
Tenho ainda, outra participação, mas essa não veio a tona e então, não posso revelar…
Assim, passarei a semana de 13 a 17 de Novembro, em Belo Horizonte, no maior Festival de Quadrinhos do Brasil! Espero encontrar você lá!
Grande abraço!
Luciano Salles.

Olá, camarada. Tudo certo?

Ontem saiu uma resenha de O Quarto Vivente no site Contraversão. Confesso que fui surpreendido pela resenha. Aqui o link direto para a matéria. Abaixo, texto na integra.

Abraço…

Luciano Salles.

As muitas leituras de O Quarto Vivente

Por:   |  em 13/09/2013  |  0 comentários

Capa da frente

Quando li O Quarto Vivente pela primeira vez, minha sensação foi a de ter visto uma janela para um futuro paralelo, mas que o tempo que eu tinha para ver era de apenas alguns poucos minutos. Luciano Salles  é um autor que gosta de provocar sensações, estranhezas e dar choques de 220 volts na sua cachola pra ver se sai alguma coisa. O que ele faz não é contar histórias. Ele faz arte. Meu segundo contato com essa história em quadrinhos foi em uma resenha escrita por Gustavo Vícola, publicada na edição46 da revista Mundo dos Super-heróis. Depois de elogiar o desenho e a qualidade da impressão, o crítico afirma o seguinte “É uma pena que, em meio a tantos acertos, o argumento da HQ seja confuso e Salles não consiga apresentar com clareza o estranho mundo futurista que criou, resultando em diálogos às vezes incompreensíveis.” Inicialmente, discordei com muita veemência da resenha! Afinal, eu havia me encantado com o trabalho lisérgico, futurista e com altas doses de surrealismo de Luciano Salles. Porém, ao reler “O Quarto Vivente”, acabei concordando em parte com o Gustavo Vícola.

Page 10

  “O Quarto Vivente” é uma história em quadrinhos futurista protagonizada pela jovem Juliett-E, que quer ser mãe e busca os métodos mais modernos para ter autonomia masculina nessa história. No entanto, a história não se trata desta personagem. Em minha segunda leitura, percebi que o quarto vivente sou eu. Sim, leitor. O Quarto Vivente é o próprio leitor, que é convidado por Luciano Salles para entender esse sonho, vislumbre, visão. Para ajudá-lo a interpretar. No posfácio, existe um texto de Daniel Lopes, parceiros do Pipoca e Nanquim, afirmando todas as suspeitas que um leitor mais versado em outras artes poderia sacar. Segundo ele, Luciano é herdeiro de David Lynch, Moebius, Philip K. Dick… Mesmo essa visão ainda não pegou o pulo do gato de Luciano Salles. “O Quarto Vivente” não é uma história, mas uma experiência que deve ser vivenciada como tal. Algumas coisas são impossíveis de contar e só podem ser compreendidas quando vividas. Foi isso que o supracitado autor tentou fazer, contar algo que ele considera inviável de ser contado. Para isso, ele nos pede que o ajudemos a interpretar esse sonho louco distópico, sujo e artificial.

Page 21

  O grande mote da história é que tudo soa falso, tudo soa dentro da moda e com altas dosagens de mentalidade de gado. Quando nos tornamos parte desse sistema que perde o sentido? Quando a influência norte-americana foi mais forte que a francesa, tão apreciada pelo meio acadêmico brasileiro? Até quando vamos ver a concepção como algo feito por um homem e uma mulher? O julgamento do próximo dá o tom de toda a história, parecem páginas sem sentido, mas elas são a chave decodificadora. O mundo é das aparências e até os velhos reacionários sabem disso. Algumas obras não estão aqui para dar respostas, para pegar na sua mão e te levar a todas as conclusões do autor. Outras são muito mais inspiradas em Carlos Castañeda, Timothy Leary, Robert Anton Wilson, Aleister Crowley, William Burroughs, Alejandro Josorowsky e outros pensadores que rompem com a necessidade de serem entendidos ou óbvio.

Page 25

O Quarto Vivente não é para ser lido, mas vivido. Sua experiência de leitura não é para trazer respostas, mas para que você seja forçado a fazer perguntas. Por isso, devo concordar com a resenha de Gustavo Vícola. Realmente, Luciano Salles não mostrou com clareza esse mundo futurista e deixou seu argumento confuso, mas não é uma pena. Ele nunca quis que você soubesse do que a obra estava falando. Na verdade, ele provou pra você que a nossa visão de hoje para “o estranho mundo futurista que criou” seria essa. Afinal, vemos o mundo pelos olhos do nosso tempo. As minhas perguntas foram: Quem diabos é esse “O Quarto Vivente”? O que significa o nascimento de uma criança? Por que você ainda não leu Moby Dick? Você já é um dos conformados com a rotina e o óbvio? O que leva alguém a querer ter um filho? Muita gente se apaixona por quem quer ter filhos e se casar, pois isso tem aquele cheirinho de nostalgia, certo? Partos na água são uma moda sem o menor sentido ou somos criaturas aquáticas? Será que o Luciano Salles pensou alguma coisa ao fazer isso tudo? Ele teria apenas sonhado

Editor da MAD, do blog Contraversão e dos quadrinhos da Editora Draco. Atua como social media e roteirista das HQs Ditadura No Ar, Ida e Volta e Apagão. Quadrinhos, humor, terror, literatura e subversão.
Olá, camarada. Tudo certo?
Essa é uma das páginas que mais gosto de O Quarto Vivente. Ela é praticamente uma vírgula em toda história. Deve ser esse o real motivo da minha preferência.
Gosto do gosto das vírgulas que as histórias carregam.
Um forte abraço!
Luciano Salles.