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Banner que usei na CCXP com os apoiadores culturais

Olá. Tudo bem?

Acredito que o assunto deste post seja difícil de praticar por algumas pessoas. No decorrer da leitura você poderá se identificar com a frase acima e para isso, tentarei, de alguma forma, ajudar.
Se você é um quadrinista (aquela pessoa que cria história em quadrinhos) ou ilustrador(a), desenhista, roteirista, colorista, letrista, ou seja, um profissional que trabalha com quadrinhos e que precisa ir aos eventos e festivais, sabe quanto é caro sair da sua cidade, viajar até onde acontecerá o encontro,  hospedar-se em um hotel, hostel ou mesmo a casa de um amigo, arcar com sua alimentação por 5 ou 6 dias, deslocar-se até o evento, pagar o aluguel da mesa onde mostrará seus trabalhos e arcar com tantas outras variáveis possíveis e que possam gerar despesas.
Quero me referir e enfatizar o fato de que um evento de quadrinhos é o local ideal para você conseguir levantar créditos, ou seja, dinheiro com sua arte. No meu ponto de vista, ir para um festival preocupado se as vendas pagarão as despesas é algo extremamente angustiante, além de poder prejudicar sua disponibilidade em prestar um bom atendimento e até gerar uma certa agressividade nas vendas.
Esses quatro parágrafos introdutórios foram para formular a seguinte pergunta:
– E se fosse possível ir para uma convenção, feira ou festival de quadrinhos com um apoio cultural que dê suporte as suas despesas?
Como já enfatizado, ir para um evento de quadrinhos é caro entretanto, é o local onde posso contabilizar um lucro que, dependendo do evento, equivalem a dois, três meses de trabalho constante em meu estúdio.
Assim, desde 2013, sempre procuro e tento buscar na iniciativa privada, parcerias que possam diminuir os valores das minhas despesas com o objetivo zerá-la. 
O anos de 2018 foi um dos mais difíceis em conseguir os apoios culturais para minha ida a Comic Con Experience. Mesmo assim, apesar das dificuldades que 2018 tem proporcionado, fui para o Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte – o FIQ –, com todas as despesas quitadas pelo Colégio Pueri Domus de Araraquara.

Apoiadores culturais para meu transporte, ida, estadia, alimentação e transporte durante a CCXP 2018.

Para essa CCXP (Comic Con experience) as empresas que estão me apoiando culturalmente e que estão dando suporte para minha ida a convenção são, novamente, o Colégio Pueri Domus Araraquara, a Mondrian Ambiente, a World Game, o espaço Shanti Yoga, a Portal Informática e a Visual Comunicação.

IMPORTANTE: Um detalhe crucial em enfatizar é que esse é um trabalho que faço semanalmente, durante todo o ano, pensando estrategicamente nos melhores eventos que acontecerão, nas empresas que já me apoiam, me apoiaram e em novas instituições que podem dar suporte ao meu trabalho, mediante é claro, contrapartidas da minha parte.

Sendo assim, deixo abaixo algumas dicas para você tentar parcerias que possam aliviar e proporcionar uma melhor qualidade de trabalho nos eventos de quadrinhos.

01. Procure por empresas ligada a cultura, entretenimento e que tenham enfoque ou, apreço por artes.

02. Para cada empresa que você for apresentar seu pedido de apoio cultural, tenha especificamente apresentado o valor que necessita, suas contrapartidas e o detalhamento das mesmas.

03. Faça a estimativa de custo total de sua ida para o evento. Esse valor deve se rateado de acordo com uma perspectiva que a empresa possa transparecer para você.

04. Busque parceria que possa ser benéfica para ambos. Por exemplo, Araraquara, que é onde moro, é onde fica a sede da Cutrale, uma grande produtora e exportadora de suco de laranja. Como meu trabalho poderia ser aproveitado pela empresa? Qual contrapartida eu poderia oferecer para ela?

05. Coloque em sua rotina a busca por empresas que possam vir ou que tenham potencial para ser um ou uma apoiador(a) cultural. Faça isso sem pressão e somente acione a mesma no ato de se apresentar, antes mesmo de enviar sua proposta.

06. Monte um blog para inserir botões e links de todas as empresas que dão suporte durante o período acordado entre a parceria.

07. Preste contas, apresente o valores com nota fiscal ou cupom fiscal que justifiquem o valor solicitado.

08. Você, como artista, não deve ter aquele tino comercial natural ou mesmo traquejo para essas negociações. Entendo perfeitamente. Eu nunca tive e fui aprender alguma coisa em quase 13 anos trabalhando em um instituição financeira onde o que importa é se vendeu e atingiu sua meta diária, estipulada por seu gestor (neste item explico o motivo da frase inicial da postagem).

09. Veja logo abaixo o pedido de apoio cultural padrão que uso. Vale a ressalva que para cada empresa esse arquivo é ajustado e adequado para a mesma.

Exemplo de pedido de apoio cultural
Exemplo de pedido de apoio cultural

10. Seja ético, responsável e impecável com sua palavra.

Espero que esse post possa te ajudar e se tiver alguma dúvida é só deixar nos comentários.

Fico por aqui.

Um abraço.

Luciano Salles.

Apoio Cultural para o FIQ 2015
Olá camarada, tudo bem?
Essa foi minha segunda participação no Festival Internacional de Quadrinhos que acontece bienalmente em Belo Horizonte. Já com toda contabilidade feita, números levantados, roupas lavadas e recuperado fisicamente da maratona de cinco dias de evento, vou direto as minhas percepções e dados:
1. O FIQ é um evento incrível. Se você é quadrinista, seja amador(a), profissional, que faz fanzines ou trabalha para o mercado editorial internacional, é de suma importância sua presença.
2. Na nona edição do evento, o número de lançamentos e mesas foi surpreendente. O evento foi focado nisso tanto que, as exposições ficaram de certa forma em segundo plano.
3. O Festival contou com mais de noventa artistas convidados e teve o importante foco na diversidade e nas meninas quadrinistas!
4. O evento sempre apresenta a famosa rodada de negócios onde você pode apresentar seu trabalho para os editores. Isso é excelente e deve ser aproveitado para quem deseja publicar editorialmente.
5. O FIQ é a grande celebração do quadrinho nacional. Isso é fato! Com tantas mesas e lançamentos – por consequência – o número de artistas explodiu. É sempre uma festa encontrar e reencontrar tantos camaradas, conhecer pessoalmente outros inúmeros que somente falávamos por meros avatares em redes sociais. Logo abaixo coloquei um monte de fotos do evento. Não deixe de conferir 😉
6. Muito se conversava sobre como estavam as vendas. Artistas perguntando para outros, editores perguntando nas mesas e estandes. De acordo com o levantamento e contabilidade final da minha participação, essa edição foi melhor em números e resultados do que em 2013. Entretanto, com o incremento de lançamentos no evento para praticamente um mesmo público, a percepção foi de vendas menores, o que de fato, deve ter ocorrido com alguns.

Fiz uma pesquisa no Twitter e esse é o resultado para uma amostragem de 41 votos:

Enquete realizada em 18/11/2015 no meu Twitter

Um detalhe que devo ressaltar: sempre vou aos eventos com apoio cultural de empresas da minha cidade. Com a máxima certeza, sem isso, minha participação não seria possível. Para o FIQ 2015, tive o apoio para hospedagem pela escola Pueri Domus e pela Aliança Francesa (muito obrigado Mônica, muito obrigado Erick). Minha alimentação foi toda com o apoio da World Game do grande e fenomenal amigo Leo. Muito obrigado a cada um de vocês!!!
7. Ah, o calor! Essa memória vai permanecer da edição de 2015. É claro que não temos controle sobre as alterações climáticas mas podemos prever com certa exatidão como estará o clima nos dias do acontecimento. 
A Serraria Souza Pinto é um local fantástico e acredito que o evento deva continuar ali, entretanto, a planta baixa e disposição dos estandes deve sempre favorecer a troca natural e a circulação de ar. Fechando todo o contorno do lado direito da Serraria com estandes e lojas, a entrada de ar foi prejudicada e desta forma, a troca e circulação do mesmo não aconteceu o que fez a temperatura se elevar dentro do espaço e por consequência aquela sensação térmica vietnamita.
Os exaustores do prédio, por algum problema técnico, não foram todos ligados e na emergência da situação, alguns ventiladores foram disponibilizados no corredor do mezanino, logo acima das mesas dos expositores. Também, por algum problema técnico ou mesmo por uma interpelação de algum órgão de segurança, estes ficaram por pouco tempo ligados.
8. Sempre, após o evento, me questiono sobre meu posicionamento como autor de quadrinhos. Muitos iniciantes, quadrinistas de primeira viagem, vinham até minha mesa para conversar ou mesmo me presentear com seus gibis. Espero que tenha sido cordial e que tenha conseguido dar a atenção necessária. De mala já basta as que levamos cheias de gibis!
Fecho aqui o texto e deixo aberto o canal de comentários para sua contribuição!
Forte abraço e te vejo na Comic Con Experience!
Luciano Salles.

Greg Tocchini – FIQ 2015
Foto por Lilian Penteado

Memento 832, Social Comics e Omelete – FIQ 2015
Foto por Lilian Penteado

Presentaço do camarada Conrado Almada – FIQ 2015
Foto por Lilian Penteado

Camilo Solano, Vitor Cafaggi e Thobias Daneluz
Foto por Lilian Penteado

Leo e Daniel, os Dioguinhos lazarentos 😉
Foto por Lilian Penteado

Alunos da Rebeca Prado
Foto por Lilian Penteado

Larissa, Camilera e Zamorano – FIQ 2015
Foto por Lilian Penteado

FIQ 2015 – Foto por Lilian Penteado 

Conrado Almada – FIQ 2015
Foto por Lilian Penteado

Trinca de três – FIQ 2015
Foto por Lilian Penteado

FIQ 2015 – Foto por Lilian Penteado
Araraquara em Belo Horizonte – FIQ 2015
Foto por Lilian Penteado

FIQ 2015 – Foto por Lilian Penteado

Camilera, Thobias e Vitor – FIQ 2015
Foto por Lilian Penteado

Mestre Maiolera, o melhor parcerô pé vermeio!
Foto por Lilian Penteado

Lilian Penteado e Rebeca Prado
Lilian Penteado e Lu Cafaggi

Douglas e Pedro Cobaico