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Ansiedade.
Essa é a palavra que melhor sintetiza o que sinto neste momento.

Os motivos?
01. Ter O Quarto Vivente concorrendo ao 26º HQMIX, o maior prêmio da bandas desenhadas brasileiras, na categoria Publicação Independente Edição Única.
02. Concorrer também na categoria Novo Talento – Desenhista.
03. Ser indicado em um prêmio que nem em sonho imaginei que estaria concorrendo.

Acredito que isso justifica minha ansiedade tremenda. Você pode conferir direto no blog do HQMIX o post ‘Começa a Votação’.

Sendo assim, se você ainda não conhece, aqui fica o convite para se inteirar de O Quarto Vivente, minha referida HQ indicada ao prêmio. Aqui mesmo, no bloguesaite, você consegue adquirir uma edição autografada.

E aqui também, deixo o link de uma Análise e Interpretação de O Quarto Vivente, feita por leitores mais do que carinhosos com o meu trabalho. Confesso que contém doses cavalares de spoilers, mas também instiga que ainda não leu.

Agora, se já conhece e achar que O Quarto Vivente e eu somos merecedores do seu voto, não hesite. Eu conto com seu voto.

Muito obrigado pelo seu apoio!

Um grande abraço.

Luciano Salles.

Pacote Combo : Um ano de O Quarto Vivente

Promoção Encerrada: Muito obrigado a você que participou!

Você ainda pode garantir seu exemplar de O Quarto Vivente aqui na Loja Online.

Abraço!

Luciano Salles.


No dia 07/06/2013, fez um ano que publiquei minha HQ O Quarto Vivente.
Veja o post do lançamento.

Desde então muita coisa boa aconteceu! Sendo assim, nada melhor do que comemorar com uma promoção, certo? Então, vamos lá!

Data da promoção!

Válida do dia 09/06/2014 até a próxima sexta-feira, dia 13/06/2014.
A promoção tem um número fixo de Pacotes Combo. Assim, se os Pacotes Combo acabarem antes do dia 13, a promoção está encerrada.
E o que tem nesse Pacote Combo?

O Quarto Vivente + Quatro Estações + Print do cabeça de teia (acabando esse print entra outro)
Duas HQs + um print por apenas R$ 25,00 + frete de R$ 9,00.

Mas e opção por depósito bancário, tem? Sim, há!

Aqui estão os dados para o depósito.
Atenção: Após feito o depósito ou transferência, enviar uma foto do depósito ou imagem do comprovante + seu endereço completo para o e-mail contato@dimensaolimbo.com

Banco Santander : 033
Agência : 3432
Conta Corrente : 13002356 – 2
Favorecido : Memento 832 – Produções Artísticas e Culturais LTDA – ME
CNPJ : 12.073.072/0001-48

Mais informações sobre as revistas e o print do Pacote Combo.

O Quarto Vivente, de Luciano Salles
Segunda HQ autoral e independente de Luciano Salles. 

O Quarto Vivente já atingiu mais de 1.100 unidades vendidas!

Álbum no formato A4, lombada quadrada, com 44 páginas coloridas em couche 170 gsm, capa em papel DUO Design 350 gsm e verniz de reserva.
O Quarto Vivente concorre ao HQMIX na categoria ‘Publicação Independente Edição Única’.
Quatro Estações. Capa por Luciano Salles
É um projeto colaborativo onde desenho a história de Raphael Fernandes, ganhador do troféu 25º HQMIX, como roteirista revelação, em 2013.
Álbum no formato americano, lombada quadrada, com 62 páginas em preto e branco.
Print do cabeça de teia
Impresso no formato A4 e em sulfite 210 gsm.
Capa de O Quarto Vivente

Olá, camarada. Tudo bem?

E quando se aproxima o aniversário de um ano da minha revista em quadrinhos O Quarto Vivente, uma análise e interpretação da HQ é publicada! Que demais isso!
Os autores são os camaradas Paulo Cecconi, Lauro de Luna Larsen e Janaina de Luna Larsen.

Fiquei demais de contente com essa análise em cima da revista. Só em pensar no fato de que três pessoas dedicaram do seu tempo para escarafunchar na história de Juliett-e Manon, é para emocionar.

Esse é o link para todo o texto, que foi publicado no site do Pipoca e Nanquim. Mas, deixo aqui, um trecho do texto para aguçar sua curiosidade. E detalhe importantíssimo: Contém doses cavalares de spoilers!

“Mas, afinal, o que é O Quarto Vivente?
O Quarto Vivente é uma história em quadrinhos lançada em 2013 pelo quadrinista brasileiro Luciano Salles. Totalmente auto-financiado, o gibi ganhou destaque em vários blogs e sites, teve diversos reviews, e o autor foi evidenciado como uma grande promessa para os quadrinhos nacionais.
Porém, o que todas as resenhas e festejos não falaram foi sobre o que o autor quis contar na história. Muitas resenhas apontavam para uma obra aberta à interpretação, citavam referências de filmes ou de quadrinhos, e todas eram muito genéricas ao descrever o enredo. Foi notando esse entendimento difuso que resolvermos desvendar a obra. As informações propostas são baseadas na pesquisa de vários aspectos religiosos, filosóficos e estéticos.

Esta resenha acompanha várias páginas do gibi, analisando a maior quantidade de detalhes que foi possível, e, ao fazê-lo, descobrimos que a aobra é ainda mais rica do que percebemos numa primeira leitura e não imaginávamos a quantidade de surpresas reservadas aos leitores mais atentos, fazendo emergir os significados por trás dos números, nomes, cores e enquadramentos.

Então, à obra:

Podemos explicar do que O Quarto Vivente trata em uma palavra: (…)”

Olha, garanto que vale a pena a leitura de todo texto!

Grande abraço e em especial para os três amigos desbravadores Paulo, Lauro e Janaina!

Luciano Salles

O Quarto Vivente, muito bem acompanhado na
Biblioteca do SESC Ribeirão Preto – SP
Olá, camarada. Tudo bem?
No sábado, dia 25. 01. 2014, estarei em São Paulo, na Gibiteria, autografando o livro ‘Ícones dos Quadrinhos’. O evento acontece das 14 às 19 horas e será como uma Mini Comic Con.
Os nomes confirmados são, Joe Prado, Rod Reis, Luciano Salles, Marcelo Costa, Magno Costa, Will, Mario Cau, Mauro Souza, Flávio Luiz, Cris Peter, Sam Hart, Eduardo Schaal, Breno Tamura, Bira Dantas, Daniel Werneck e Diógenes Neves. E isso, somente por enquanto!
Vários artistas com suas revistas, prints e tudo mais.
Eu, estarei lá com O Quarto Vivente e o novo print do Hulk!
Sim, Banner Morphs Into Hulk, desenhado por mim e colorido pelo mestre Marcelo Maiolo, estará a venda por R$ 20,00 e no formato A3.
E no mesmo dia 25, estréia aqui no bloguesaite, a Dimensão Limbo Loja Online, onde você poderá comprar minha HQ, meus prints e alguns originais.
Tudo em uma única página consolidada e fácil de manusear. É só ir adicionando ao carrinho e está feito!
Grande abraço.
Luciano Salles.
O Quarto Vivente, de Luciano Salles
Olá camarada. Tudo bem?
O Quarto Vivente recebeu mais uma resenha bem legal! Agora veio no Melhores do Mundo, pelo famigerado Poderoso Porco, que tive a honra de conhecer pessoalmente, no FIQ 2013.
Como sempre, aqui você pode conferir a resenha completa que O Quarto Vivente recebeu, mas faço a sugestão que pule para o MDM, para ler as resenhas das demais citadas e conhecer essa galera que faz acontecer!
Aliás, se você não conhece o Melhores do Mundo, essa é a hora!
Baita abraço.
Luciano Salles.
Abaixo, breve explicação para o termo: Parangaricutirimirruaro.

Resenha: O Quarto Vivente
Por Poderoso Porco, em Janeiro 13, 2014.
O nosso >Parangaricutirimirruaro< Luciano Salles é um cara mais malandro que o gato: não sei se intencional ou acidentalmente, quando ele venceu o concurso de artes para o livrão Ícones dos Quadrinhos (onde uma caralhada de homenageavam ícones da história das HQ’s mundiais), muita gente se perguntou “Quem é Luciano Salles?”.

Ele não só se apresentou para o combate como sacou de debaixo do braço a desconcertante O Quarto Vivente. Desconcertante porque aborda um futuro distópico em que a Eurásia foi pro brejo e os cidadãos dos continentes foram acolhidos por outros países do mundo – a França passou a “existir” dentro do Brasil. O ano é 2177 e as mudanças globais geraram alterações na própria forma dos sujeitos apreenderem o mundo, nas formas de socialização e compartilhamento. A humanidade se tornou uma raça estranha, fria e distante uns dos outros (lembra bem os kriptonianos de John Bráine – inclusive nas roupas bizarras). Não há surpresa, não há encanto: só resta o estranhamento.

Salles, nosso >Parangaricutirimirruaro< dos óculos fodões, reforça isso alterando mesmo a linguagem dos personagens: há intervenções do francês, perturbações nos tempos verbais, neologismos. Esse estranhamento inclusive faz com que engrenar a leitura seja uma tarefa um tanto complexa de início – com o tempo se acostuma com o ritmo e a terminologia, mas começar é difícil. A arte do Salles tem uma pegada urbana, do grafitti, que combina bem com a trama. Só me incomodaram um pouco as cores, às vezes sintéticas demais.

Ah, e concordo com o Raphael Fernandes do Contraversão: O Quarto Vivente PRECISA ser lida mais de uma vez.
O Quarto Vivente, de Luciano Salles.
‘Rito de Graduação da Policiamável’
Olá, camarada! Tudo bem?
Acabou de sair mais uma resenha sobre a minha HQ, O Quarto Vivente. Agora, saiu no blog do Alan Guedes!
Logo abaixo, você confere na integra a resenha mas, fica o convite para conhecer o blog do camarada Alan!
No mais, meu foco agora é forte no meu novo trabalho: L’Amour.
Entretanto, ainda tenho muito pra trabalhar com O Quarto Vivente, que você pode adquiri por aqui mesmo e por somente R$ 20,00!
Grande abraço!
Luciano Salles


O Quarto Vivente
Por Alan Guedes, às 06:59

Ao ler pela primeira vez “O Quarto Vivente” eu tive a mesma sensação de quando eu terminei de assistir pela primeira vez “2001 – Uma Odisseia no Espaço”.
Você entenderá o que digo, quando também ler o gibi.
Mas, felizmente, não é só com referências à obra de Stanley Kubrick que o gibi bebe da fonte. Há referências a “1984” de George Orwell ali, um pouco de “Admirável Mundo Novo” de Aldous Huxley aqui. E por aí vai.
Entretanto, uma boa história não se faz só com referências vomitadas na cara do leitor. A história tem que ter seu ponto de egocentrismo. Onde ela possa se destacar e diferenciar das quais, provavelmente as influenciou.
E o autor Luciano Salles fez isso muito bem. Ele (re) criou o mundo ao seu olhar e a sua forma de narrar à história. A primeira vista, pode-se aparecer um pouco estranha, confusa até. Mais, com alguns textos no meio do gibi e algumas releituras ou em apenas uma, você notará que Luciano fez um trabalho incrível.
O Quarto Vivente não é apenas uma leitura comum, é uma vivência. Você irá conhecer um pouco de todo esse mundo diatópico e singular, onde a Europa não existe mais. Os sobreviventes das hecatombes foram acolhidos fraternalmente pelos outros países. O Brasil adotou a França.
Com isso, tudo mundo. Cultura, costumes, a língua, política. TUDO mudou!
Sabe o egocentrismo que citei lá em cima? Então, no futuro de Luciano ele é o que move o mundo. O Ego. O EU.
O Acaso não existe mais. Tudo é controlado, até mesmo a gravidez. Os filhos agora são gerados geneticamente para serem seres perfeitos.  
Juliett-e Manon, a personagem da história é linda e intrigante e, que está disposta a se a riscar. Fugir dos padrões.
HUMPF…
Contar um pouco mais da história seria estragar o prazer da leitura e da descoberta de algo novo.
Essa é a primeira HQ de Luciano Salles com uma história longa, seu trabalho anterior foi o zine “Luzcia, a Dona do Boteco”, que infelizmente não tenho nenhum exemplar e também não li.
Outro ponto alto da HQ é sem dúvida a sua qualidade gráfica. Lombada quadrada, orelhas, verniz na capa e impressão de qualidade, é de dar inveja a muitas publicações feitas por editoras. Ah… Se eu não disse, digo agora, Quarto Vivente é uma publicação independente. Se quiser adquirir uma é só entrar em contato com o autor pelo seu site https://www.dimensaolimbo.com/.
E como ultimo elogio ao trabalho de Luciano, digo que além de ser mais um novo talento ao mercado independente de quadrinhos, ele é um dos poucos autores que ousam a pensar fora da caixa para contar suas histórias.
Seu desenho é lindo. Um traço limpo e desconcertante ao mesmo tempo. Suas formas e linhas são cheias de expressões e provocações.
Os olhos dos personagens são de impressionar. Hipnotiza se você ficar olhando por muito tempo.
As cores e a composição das páginas são outro ponto forte para a história. 
Fazia tempo em que não vi uma história original tão boa.
Não vejo a hora de ter em mãos o próximo trabalho de Luciano.
Memorize.

Finalize.
O Quarto Vivente
Olá, camarada! Tudo certo?
Esse é o último post do ano e considero que fechei 2013 com medalha de ouro!
Recebi essa linda resenha e muito bem escrita, pela Milena Azevedo, do Portal GHQ.
Tive a honra de conhecer a Milena no FIQ 2013, pois minha mesa ficou ao lado da mesa dela e do Brum
Você pode conferir a resenha completa logo abaixo, ou pelo Portal GHQ. Assim, você aproveita e conhece esse baita site sobre as bandas desenhadas, que a Milena administra.
E ainda, agradecer você, camarada que sempre visita o Dimensão Limbo e acompanha meus trabalhos! Excelente 2014!
Grande abraço…
Luciano Salles.

[Quadrinhando] Mesmice Questionada.
Publicado em 30 de Dezembro de 2013 por Milena Azevedo

Luciano Salles, até bem pouco tempo, lidava apenas com números, padrões e sistemas pré-definidos. Formado em engenharia civil e atuando como bancário, Luciano deu um tempo nos cálculos e ousou investir nas paralelas de sua arte.
O ano de 2013 viu nascer seu segundo trabalho, a singular graphic novel O quarto vivente (48 páginas, colorida, R$ 20).
A trama de O quarto vivente se passa no ano de 2.177, após o mapa mundial ter sido alterado devido a catástrofes naturais.
O Brasil acolheu uma parte da população da Eurásia, principalmente os franceses. Passou a se chamar República Fraternal do Brasil. O governo mudou, a língua mudou, e a engenharia genética evoluiu.
Nesse Brasil orwelliano tudo é controlado. Crianças são programadas para nascer por auto-inseminação, e nem precisam ir à escola; o poder da instrução depende de quanto o(a) genitor(a) pode pagar pelas informações inseridas no organosfemto-chip.
O Estado adestra os cidadãos através de projeções de cores e ondas no ambiente, as ectoplasmotelas. Cada pessoa vê asectoplasmotelas da sua maneira, refletindo seu estado emocional. Quaisquer alterações emocionais são detectadas, sendo automaticamente corrigidas, garantindo assim um comportamento-padrão eficaz (por que investir em robótica se os seres humanos se comportavam tal qual autômatos?).
Da mesma forma, não há estímulo à socialização. Cada um preocupa-se apenas com seu próprio umbigo.
Contra o entorpecimento e a mesmice dos gestos fraternalmente egoístas da população, a jovem Juliett-e se rebela. Ela quer vida, emoção, surpresa; por isso  programa a concepção de um ser hibridumanizado.
Como Juliett-e não tem ideia do que especificamente irá parir, sonha com um camaleão que se vangloria em ser “o rei dos disfarces”, mas ainda assim fora exterminado. Decidida, embora temerosa, ela resolve encarar as consequências da quebra de regras e deixa o acaso voltar a intervir na sociedade.
A atitude de Juliett-e pode ser vista como fruto das inquietações de Luciano com o ambiente no qual estava imerso, onde a frieza da burocracia, do raciocínio lógico e da repetição de comandos sufocava a necessidade de expressar sua individualidade, de sentir cores e formas, de criar mais do que copiar.
Assim como sua anti-heroína, Luciano não se deixa prender às convenções e aos clichês. Isso o liberta para desenvolver tramas únicas que ganham amplitude através de seu traço particularmente característico. Porém, como é um autor neófito, nota-se que ficou um tanto quanto perdido e acabou misturando estrutura clássica com antitrama. Por exemplo, ele faz textos explicativos e insere datas em alguns momentos, e em outros há elementos surreais e a não-linearidade das ações se dá bruscamente, deixando o leitor confuso quanto à passagem do tempo.
Já o ponto positivo da narrativa de Luciano é não entregar tudo de bandeja para o leitor, convidando-o a diversas releituras e forçando-o a tecer reflexões após as mesmas.
No futuro distópico de O quarto vivente, além de Orwell, Huxley e Bradbury são referências pulsantes, uma vez que Luciano faz com que sua personagem principal questione o status quo e se desvencilhe das artimanhas do sistema.
Que O quarto vivente inspire mais quadrinistas a sair de suas zonas de conforto e criar histórias realmente originais.
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Olá, camarada, tudo certo?

Mais uma entrevista bem legal e agora para o site, Cenário HQ. Confira aqui na integra!
Abraço…
Luciano Salles.

Entrevista – Luciano Salles

Por  Em  · 1 Comentários · Em Sem categoria
salles
A primeira vez que vi O Quarto Vivente foi na Monkix. Um dia entrei lá e o Marcelo me mostrou, “esse cara deixou esse livro aqui, ele é do interior”. Peguei o livro e comecei a folhear. Me lembrou muito os europeus nos quadrinhos. Perguntei quem era o cara. “Ele era bancário”. Eu pensei “porra, mas gente nesse emprego, quando surta, sai metralhando gente na rua, não faz quadrinhos”. Na verdade, o Luciano sempre foi ilustrador. Trabalhou no banco pra ajudar a pagar as contas. Enfim peguei o livro e levei para casa. Meses depois ele participou de uma tarde de autógrafos na Monkix, junto com o pessoal da Miolo Frito e da LOKI. Vi o cara lá, sentado, na dele, autografando os livros. Ali comecei a falar com ele. Lembro que fazia frio e o cara de bermuda. Conversamos sobre quadrinhos, o interior de São Paulo, o Batman com seu suspensório de utilidades, e, claro, peguei meu autógrafo. E acompanhando as publicações em seublog, suas postagens no Facebook e outras entrevistas que ele deu, você vê que o cara é muito tranquilo, simpático, atencioso e preocupado com seu trabalho e a recepção do público. Além do Quarto Vivente, o Luciano participou da publicação Quatro Estações e da edição comemorativa Mônica(s). Baita ilustrador e um cara muito legal. Agora passou o FIQ, fiz uma pequena entrevista com ele sobre seus trabalhos e o mercado de quadrinhos.


P: Como tem sido a receptividade d’O Quarto Vivente?
Luciano SallesMuito boa, para não dizer excelente!Tenho recebido ótimas críticas e resenhas. Em quase todas as vendas que faço pelo meu bloguesaite Dimensão Limbo sempre recebo um feedback espontâneo do comprador. Acho isso demais de legal. É o fechamento perfeito do ciclo, Obra : Autor : Leitor. A receptividade no FIQ também foi demais.As lojas especializadas também tem sido muito receptivas para acolher minha revista.
P: Você acha que hoje o grande divulgador de Quadrinhos no Brasil é o Independente e não as editoras? Pergunto isso por 

Capa da frente

causa da FIQ. Eu não fui, mas pelo que vi nas fotos e no que o pessoal comentou pelas redes sociais, o FODA da FIQ foram os Independentes, os que publicaram por conta própria ou através de financiamento coletivo.

L.S.Sempre trabalhei de forma independente com os meus quadrinhos e, que não são muitos. Na realidade, são dois. A HQzine ‘Luzcia, a Dona do Boteco’ e agora, a HQ ‘O Quarto Vivente’. Agora, não acredito que um ou outro seja o grande divulgador. O mercado está para todos na mesma proporção. Sempre pensei assim. As ferramentas, como a internet, redes sociais, blogs, apps e outros milhões de formas para se divulgar seu trabalho, estão prontas e aguardando o seu trabalho. Acredito enfim, em trabalho. Minha próxima HQ, que devo lançar no final de 2014, já está com o roteiro pronto e já estou na terceira revisão. Quero trabalhar e muito bem, em cada página, quando começar a desenhá-la. Acredito piamente em uma fórmula simples e eficiente. Seu trabalho será valorizado se for feito com amor, dedicação diária, intensidade, verdade e dando as caras para bater. Uma editora terá acesso a alguns pontos de venda que ainda não consegui, a distribuição será muito melhor mas se eu, no conforto do meu estúdio, não me mexer, nada acontece. Trabalho muito e todos os dias. Independente da minha revista já ter vendido quase 500 unidades. Continuo firme e forte!

P: E vendo esse mercado independente crescer, você tem vontade de ver um livro seu publicado por uma editora, ou, ser chamado por uma editora para produzir um livro?

L.S.Seria uma experiência nova que teria que analisar. Os prós e contras. Não posso julgar ou falar sobre algo que nunca aconteceu. Com certeza, ouviria a proposta com carinho e iria procurar o melhor para a obra, para os meus leitores e também, é claro, para a Editora, que estaria bancando o livro. Sempre estou aberto a novas ideias, propostas e interesses.

P: O que falta no mercado independente para chegar no nível das editoras? (estou pensando em distribuição e renda. Já peguei algumas publicações independentes que foram lançadas na FIQ que estão pau a pau com edições lançadas por editoras, por exemplo a QUAD… ou o seu próprio Quarto Vivente…O Inspiração do Solano, etc.)

L.S.Eu acredito que a distribuição é o grande diferencial entre os independentes e as editoras. Para ser independente é necessário, antes de tudo, ter uma visão ampla do mercado, aprender a mexer com a logística da sua publicação, ter controle sobre vendas, pontos de vendas, parceiros, parcerias entre outras tantas coisas. Hoje, é possível um independente ter uma publicação tão boa quanto qualquer editora. A minha revista, por exemplo, foi impressa na mesma gráfica que são impressos alguns gibis da turma da Mônica. O atendimento foi excelente e eles entendem que o mercado independente está se estruturando.

P: Por fim, quais os planos para 2014?

L.S.: Já estou, como disse, com o roteiro da minha nova HQ pronto. Só estou fazendo uma terceira revisão, para dirimir continuidades e outros pontos. Também tomo bastante cuidado com o texto no roteiro. Mas, voltando a pergunta, meus planos para 2014, basicamente é, finalizar com a impressão dessa nova revista, trabalhar bastante com ilustração (que adoro) e divulgar muito a minha revista ‘O Quarto Vivente’. Fiz 2000 cópias e que pretendo vender todas.
Olá!
Uma resenha bem legal, junto de uma entrevista muito bem elaborada, acabou de ser postada no site do Terra Zero!
A pauta O Quarto Vivente e Luciano Salles, inaugura a coluna HQ Brasil! Fico feliz e me sinto lisonjeado, por ser lembrado para estreiar a nova atração aos leitores do site. Agradeço ao convite de Felipe Morcelli.
Fique por aqui mesmo e leia a entrevista ou, vá até o incrível site do Terra Zero, confira a matéria e muito mais do que a página tem para oferecer!
Forte abraço…
Luciano Salles.

HQ Brasil: “O Quarto Vivente” e Luciano Salles

Postado em 06/12/2013, por Morcelli
Em: Análise , Destaque , Matérias

Nesta sexta-feira o Terra Zero inicia uma nova atração aos leitores: a coluna “HQ Brasil“. A ideia é promover uma HQ nacional fazendo comentários sobre ela e entrevistando seu(s) autor(es). Depois de um ano abarrotado de lançamentos no Festival Internacional de Quadrinhos e de projetos de quadrinhos bem sucedidos nas plataformas de financiamento coletivo ficou claro que os sites de quadrinhos, independente de qual escopo possuem, precisam promover o que está acontecendo no Brasil.
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Para a estreia da coluna foi escolhida a HQ “O Quarto Vivente” do araraquarense Luciano Salles. Esta é sua segunda HQ publicada e mais uma vez o autor optou pelo formato independente de lançamento. Focada na vida de uma jovem brasileira num mundo distópico e futurista a história figura entre as grandes obras nacionais de 2013.
A HQ
Luciano criou um universo à parte para sua história. A personagem principal, Juliett-e, é quem se conecta com o leitor, pois é ela que tenta sair da ordem dominadora no mundo. A Europa e a Ásia (chamadas aqui pelo seu antigo nome de Eurásia) afundaram e algumas sociedades se fundiram aos países que sobrevivem às mazelas do Século XXI – entre eles, o Brasil, onde a história se passa. A França foi anexada ao território brasileiro. Portanto, idioma e cultura se confundem e é muito importante que o leitor esteja atento a isso para não se perder nas falas dos personagens. Aliás, a única coisa que poderia fluir um pouco melhor na HQ são os diálogos. Por vezes confusas, as conversas possuem uma estrutura estranha e muitas vezes desconexa. Claro, isto faz parte do mundo em que o leitor imerge ao começar a ler a HQ, mas, às vezes, a coisa fica estranha demais.
Por outro lado, com muito bom gosto, Luciano questiona o marasmo mental de uma sociedade cada vez mais preguiçosa, colocando em xeque a dualidade do individualismo com o pensamento coletivo: como alguém pode se tornar tão individualista e, ao mesmo tempo, fazer exatamente o que todas as outras pessoas fazem? Seria culpa da ordem governamental opressora? Seria uma característica humana que nunca vai mudar? Quando as pessoas vão acordar para desbravarem a vida como a personagem principal tenta fazer nesta história? Estes são alguns dos muitos (e inteligentes) questionamentos que podem ser levantados durante a leitura da HQ.
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“O Quarto Vivente” é um grande trabalho dos quadrinhos nacionais. Luciano conseguiu criar uma distopia que obedece as regras mais clássicas do tema. Ao somar estas características com seu jeito ímpar de trabalhar a ideia e com o tempero brasileiro, o autor entrega uma obra interessantíssima e com um universo cheio de possibilidades de exploração.
Nota: 9/10
A Entrevista
Luciano, lendo “O Quarto Vivente” deu pra notar o quanto seu trabalho é influenciado, principalmente, por obras de ficção científica, em especial aquelas que tratam de possíveis futuros distópicos para o planeta. Quais são suas principais influências para expressar sua arte desta forma?
Acredito que para essa obra, uma grande influência, do gênero que citou, foi o filme Blade Runner. Entretanto gosto muito de alguns romances como “Admirável Mundo Novo” (“Brave New World“) de Aldous Huxley, 1984 e “A Revolução dos Bichos” (“Animal Farm“) de George Orwell. Voltando aos filmes (que são minha maiores influência para qualquer quadrinhos que eu faça), o filme “Fahrenheit 451″ também cito com uma influência para essa obra. E, para o ódio de muitos, acredito que a estética de Lars Von Trier e David Lynch existe nos meus trabalhos.
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Juliett-e é a protagonista da história. É aquela que nasceu ao acaso e quebra as regras da distopia seguindo seu próprio coração. Como artista, você acredita que o acaso está se perdendo e que os quadrinhos (assim como qualquer outra forma de arte) podem mostrar isso aos leitores?
Sim. Acredito no acaso como a mãe da evolução e também acredito, que o fim do acaso, é trabalhado diariamente e por muitas vertentes. Trabalhei com Juliett-e, nascida ao acaso, justamente para ter, como disse, a quebra do paradigma na história. Juliett-e vem com o ímpeto que é tão inerte hoje em dia. Ninguém arrisca contra o que já está imposto e decretado. Vivemos um estágio de torpor. Não sabemos conduzir nada. Somos apenas respostas automáticas. Não quero parecer pessimista e não sou pessimista. A realidade simplesmente é tirada do nosso foco. Simples assim.
A arte tem o poder e deve ser utilizada para o questionamento. Qualquer tipo de arte.
O manual de funcionamento da inseminação possui um olho em sua capa. Este mesmo olho está na contra-capa de “O Quarto Vivente” e nos autógrafos que você deu a cada fã que adquiriu o volume. Seria “O Quarto Vivente” um manual para que as pessoas deem mais atenção ao acaso e não à forma sistemática em que vivem? Todos deviam ser como Juliett-e?
Não só o olho. Cada página da revista. Se eu for falar do olho, posso entregar a história para quem ainda não leu a revista! Em cada página da HQ, coloquei intencionalmente, detalhes que acredito que muitos podem notar o que quero dizer. Não só detalhes em forma de desenho. Os nomes dos personagens foram pensados dentro da coesão da história. O nome da revista sintetiza muita coisa.
Mas também, acredito que fui direto ao que queria, no texto da história. Recebo críticas que dizem que é uma história linda e que, após o término da primeira leitura, a pessoa fechou a revista, pensou e, leu novamente. Esse é o maior feedback que posso receber. Consegui a atenção do leitor e o ciclo se fechou.
Ainda no aspecto filosófico que Juliett-e representa para a obra, o diálogo dela com o camaleão sugere que, mesmo sendo adaptável, nem mesmo ele evitou a própria extinção. Estaria você, como autor, sugerindo que a natureza adaptável do ser-humano não é mais suficiente para o mundo de hoje?
O ser humano foi adaptável em uma época pré histórica ou coisa assim. Hoje somos confortáveis. E o motivo de sermos seres confortáveis é que os pensamentos estão cada vez mais voltados para o ‘um’, para o único. Assim, temos a sensação de tudo certo. Funcionamos na base de choques. A limitação é tamanha, que somente acontecendo um hiper impacto, para mudarmos algo ou ligar a chave da adaptação. Isso é da essência humana e em todos os aspectos. Somos substâncias reativas e rasas. Acho que respondi sua pergunta (risos).
Já no começo da obra, especialmente na primeira página, é perceptível o quanto o português foi mudado para se adaptar à situação geo-política que você criou para “O Quarto Vivente”. Chega a ser intrigante como uma história que toma por inspiração autores estrangeiros tenha conseguido funcionar tão bem dentro do Brasil. Por outro lado, o país sempre foi um abrigo de várias culturas. Em que momento do roteiro você percebeu que misturar nações seria benéfico para sua narrativa?
Eu já tinha o roteiro pronto e já havia começado a desenhar a revista, quando fiz uma viagem de 21 dias para a França. Interrompi o trabalho. Lá, em um estúdio alugado, no frio de fim do outono e andando por toda Paris com minha esposa, comecei a fazer muitas conexões com minha história. Muito das coisas que havia procurado ambientar na HQ, acabei buscando dessa viagem. O silêncio que havia em alguns lugares, mesmo com muitas pessoas e, em especial, no dia que estava embarcando para o Brasil, sendo levado pela imensa esteira do aeroporto Charles De Gaulle, em um ambiente de isolamento imenso.
Ali, naqueles 21 dias, troquei os nomes das personagens, inclui a Europa na história e as Unidades Fraternais, mas o motivo central do roteiro não foi alterado.
E falando em nações e na nova geo-política proposta pela sua obra, por que a França foi a escolhida como principal parceira do Brasil? Outros países e culturas foram considerados enquanto você preparava a obra?
A França foi a escolhida pelo motivo real da viagem que fiz. Muitas lacunas que poderiam haver no roteiro foram preenchidas. E dessa forma, não havia dúvida que a França deveria ser acolhida fraternalmente. E um outro detalhe que devo citar é que me incomodou muito visitar alguns museus. Muito da parte egípcia que existe no Louvre, está lá pois foi saqueado, de alguma forma. E milhões de pessoas, assim com eu fiz, pagam para ver um produto que é parte de furto, roubo e atentado violente contra uma cultura. Somos uma coisa estranha e bizarra.
Juliett-e tem todo um futuro pela frente, mas muitos momentos da história podem ser explorados em futuras obras que revisitem este universo – tais como mostrar o dia-a-dia brasileiro do futuro mais detalhadamente e possíveis outros “dissidentes” desta distopia com mentalidade um pouco diferente de Juliett-e. Você tem planos para isso?
Esse universo que criei está congelado com essa história. Ainda não é o momento de revisitá-lo. E quando isso for feito, não será exatamente no momento que a deixei. Já pensei em opções.
Mas, na realidade, já tenho pronto o roteiro da minha nova história em quadrinhos. Estou fazendo uma terceira revisão e pretendo ter a revista pronta para impressão, no mais tarde, em Outubro de 2014. Mas já posso adiantar o nome da revista, que será: “L’Amour“.
Banner Dimensão Limbo para o FIQ 2013
Olá, camarada! Tudo certo? Fiz esse post exclusivamente para você me encontrar no FIQ.
Sim, estarei na mesa com o nome de Dimensão Limbo, e o incrível e talentoso Camilo Solano, estará dividindo a mesa comigo!
Esse banner ficará em cima da nossa mesa! É só achar esse baita olhão!
Achando o olho, você me encontrará, junto das seguintes publicações.

O Quarto Vivente, de Luciano Salles

O Quarto Vivente
Essa é minha segunda revista autoral e o carro chefe dos meus trabalhos.
A revista custa R$ 20,00. São em 44 páginas coloridas em couchê fosco 170 gsm, capa em papel DUO Desing 350gsm com verniz de reserva.

Mônica(s)

Mônicas
Essa é a capa revelada pelo Editor Sidney Gusman, da edição comemorativa de 50 anos da personagem, criada por Maurício de Souza.
Nessa obra, eu participo, junto de mais 149 artistas, com uma ilustração da dentuça!
Esse livro será lançado, vendido no FIQ e você, poderá percorrer os estandes e mesas coletando autógrafos nas lindas páginas ilustradas.

Ícones dos Quadrinhos, de Ivan da Freitas Costa
Ícones dos Quadrinhos

Esse livro, do escritor e colecionador de arte em quadrinhos, financiado pelo Catarse, apresenta 100 dos principais personagens das HQs, interpretados por 100 artistas de todo mundo.
Nessa obra, participei desenhando a galera do ‘Watchmen’.
Primavera, capa por Luciano Salles
Quatro Estações
É um projeto que reúne quatro roteiristas e quatro desenhistas, onde cada dupla é responsável por criar uma HQ de 12 a 15 páginas que tenho como pano de fundo uma estação do ano.
Primavera: Raphael Fernandes (R) e Luciano Salles (A)
Verão: Lillo Parra (R) e Jackson Oliveira (A)
Inverno: Alex Mir (R) e Décio Ramírez (A)
A revista terá 4 capas diferentes feitas pelos mesmo artistas da HQs e que referencia sua respectiva estação. O prefácio ficou a cargo de Laudo Ferreira Jr e a capa ao lado, é a minha, para a história Primavera.

Shogum dos Mortos

Participei com um desenho do Almanaque de Férias do Shogum.

Prints

Levarei prints no valor de R$ 20,00.

Baita abraço, camarada e até dia 17/11/2013!