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‘quando david lynch visitou um boteco e virou quadrinista brasileiro’
leia a materia toda por aqui!

essa é frase que abre a resenha feita pelo ‘saite’ contraversão sobre minha hq ‘luzcia, a dona do boteco’ que você pode comprar aqui.

bom, nem preciso dizer a felicidade imensa que estou neste momento, postando isso!

sempre fui mega disciplinado e de repente, como um lunático, larguei tudo para seguir somente com a minha arte. isso aos 37 anos de idade.

adendo: eu sempre li quadrinhos de todos os tipos e, quando me perguntam se fiz alguma faculdade de artes ou algum curso de desenho, digo que sou formado em moebius.
sim, isso mesmo, o grande jean girauld moebius. que suas paisagens o tenham!

e, a história dessa hq foi assim!
com mega disciplina e em duas semanas precisava mostrar meu trabalho para outro mestre que viria ao sesc araraquara para uma palestra.
leia na postagem piwl-pa-col sobre a visita de laerte coutinho de 14.o7.2o12.

enfim, sentei, escrevi o roteiro, desenhei, pintei, imprimi, grampei e finalizado o trabalho comecei a mostrá-lo.
lembro que os primeiros a conhecer meu trabalho foram o pessoal do pipoca e nanquim. sempre serei grato a esse caras. obrigado daniel lopes, alexandre callari, bruno zago e guilherme garcia, um dos fundadores e que hoje está em outros embalos logicamente envolto com hqs.

e assim está sendo minha nova vida como artista, ilustrador e quadrinista.

cheers motherfuckers!

‘trailer’ da hq ‘luzcia, a dona do boteco


ao som de bleach ‘nirvana’ 1992.
antes mesmo de lançar minha hq debut ‘luzcia, a dona do boteco’ eu já havia escrito o roteiro de uma história que seria sim, minha primeira história em quadrinhos. o nome dessa história é: piwl-pa-col.
e, por incrível que pareça, já estava com sete página prontas, em um total de 44 páginas, para receber minha arte final.

pergunta: o que aconteceu então para eu lançar a ‘luzcia’?

eu precisava de um material gráfico inicial, no formato lusitano de banda desenhada para mostrar meu real interesse em produzir histórias em quadrinho no brasil. o roteiro da ‘luzcia’ já estava pronto e perambulando pela minha cabeça mesmo enquanto eu desenhava o piwl-pa-col.

assim, pensei que poderia escrever o roteiro da ‘luzcia’ e desenhar rapidamente pois sabia que em duas semanas eu me encontraria com o laerte coutinho no sesc em araraquara em um evento chamado literalmentes.
enfim, se o laerte gostasse do que visse eu me meteria de vez nesse mundo.

chegou o dia e o genial laerte, elegantemente vestido e com unhas perfeitamente bem feitas na mesma cor do vestido, deu o seu aval. só não chorei pois havia tomado rivotril.
ali havia garantido a minha não aposentadoria pois esse conceito já não mais existia para mim.

na próxima postagem falarei do porquê vou reescrever o roteiro do piwl-pa-col.

grande abraço a todos!

fotos por lilian penteado