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Ansiedade.
Essa é a palavra que melhor sintetiza o que sinto neste momento.

Os motivos?
01. Ter O Quarto Vivente concorrendo ao 26º HQMIX, o maior prêmio da bandas desenhadas brasileiras, na categoria Publicação Independente Edição Única.
02. Concorrer também na categoria Novo Talento – Desenhista.
03. Ser indicado em um prêmio que nem em sonho imaginei que estaria concorrendo.

Acredito que isso justifica minha ansiedade tremenda. Você pode conferir direto no blog do HQMIX o post ‘Começa a Votação’.

Sendo assim, se você ainda não conhece, aqui fica o convite para se inteirar de O Quarto Vivente, minha referida HQ indicada ao prêmio. Aqui mesmo, no bloguesaite, você consegue adquirir uma edição autografada.

E aqui também, deixo o link de uma Análise e Interpretação de O Quarto Vivente, feita por leitores mais do que carinhosos com o meu trabalho. Confesso que contém doses cavalares de spoilers, mas também instiga que ainda não leu.

Agora, se já conhece e achar que O Quarto Vivente e eu somos merecedores do seu voto, não hesite. Eu conto com seu voto.

Muito obrigado pelo seu apoio!

Um grande abraço.

Luciano Salles.

Capa de O Quarto Vivente

Olá, camarada. Tudo bem?

E quando se aproxima o aniversário de um ano da minha revista em quadrinhos O Quarto Vivente, uma análise e interpretação da HQ é publicada! Que demais isso!
Os autores são os camaradas Paulo Cecconi, Lauro de Luna Larsen e Janaina de Luna Larsen.

Fiquei demais de contente com essa análise em cima da revista. Só em pensar no fato de que três pessoas dedicaram do seu tempo para escarafunchar na história de Juliett-e Manon, é para emocionar.

Esse é o link para todo o texto, que foi publicado no site do Pipoca e Nanquim. Mas, deixo aqui, um trecho do texto para aguçar sua curiosidade. E detalhe importantíssimo: Contém doses cavalares de spoilers!

“Mas, afinal, o que é O Quarto Vivente?
O Quarto Vivente é uma história em quadrinhos lançada em 2013 pelo quadrinista brasileiro Luciano Salles. Totalmente auto-financiado, o gibi ganhou destaque em vários blogs e sites, teve diversos reviews, e o autor foi evidenciado como uma grande promessa para os quadrinhos nacionais.
Porém, o que todas as resenhas e festejos não falaram foi sobre o que o autor quis contar na história. Muitas resenhas apontavam para uma obra aberta à interpretação, citavam referências de filmes ou de quadrinhos, e todas eram muito genéricas ao descrever o enredo. Foi notando esse entendimento difuso que resolvermos desvendar a obra. As informações propostas são baseadas na pesquisa de vários aspectos religiosos, filosóficos e estéticos.

Esta resenha acompanha várias páginas do gibi, analisando a maior quantidade de detalhes que foi possível, e, ao fazê-lo, descobrimos que a aobra é ainda mais rica do que percebemos numa primeira leitura e não imaginávamos a quantidade de surpresas reservadas aos leitores mais atentos, fazendo emergir os significados por trás dos números, nomes, cores e enquadramentos.

Então, à obra:

Podemos explicar do que O Quarto Vivente trata em uma palavra: (…)”

Olha, garanto que vale a pena a leitura de todo texto!

Grande abraço e em especial para os três amigos desbravadores Paulo, Lauro e Janaina!

Luciano Salles

Olá!
Uma resenha bem legal, junto de uma entrevista muito bem elaborada, acabou de ser postada no site do Terra Zero!
A pauta O Quarto Vivente e Luciano Salles, inaugura a coluna HQ Brasil! Fico feliz e me sinto lisonjeado, por ser lembrado para estreiar a nova atração aos leitores do site. Agradeço ao convite de Felipe Morcelli.
Fique por aqui mesmo e leia a entrevista ou, vá até o incrível site do Terra Zero, confira a matéria e muito mais do que a página tem para oferecer!
Forte abraço…
Luciano Salles.

HQ Brasil: “O Quarto Vivente” e Luciano Salles

Postado em 06/12/2013, por Morcelli
Em: Análise , Destaque , Matérias

Nesta sexta-feira o Terra Zero inicia uma nova atração aos leitores: a coluna “HQ Brasil“. A ideia é promover uma HQ nacional fazendo comentários sobre ela e entrevistando seu(s) autor(es). Depois de um ano abarrotado de lançamentos no Festival Internacional de Quadrinhos e de projetos de quadrinhos bem sucedidos nas plataformas de financiamento coletivo ficou claro que os sites de quadrinhos, independente de qual escopo possuem, precisam promover o que está acontecendo no Brasil.
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Para a estreia da coluna foi escolhida a HQ “O Quarto Vivente” do araraquarense Luciano Salles. Esta é sua segunda HQ publicada e mais uma vez o autor optou pelo formato independente de lançamento. Focada na vida de uma jovem brasileira num mundo distópico e futurista a história figura entre as grandes obras nacionais de 2013.
A HQ
Luciano criou um universo à parte para sua história. A personagem principal, Juliett-e, é quem se conecta com o leitor, pois é ela que tenta sair da ordem dominadora no mundo. A Europa e a Ásia (chamadas aqui pelo seu antigo nome de Eurásia) afundaram e algumas sociedades se fundiram aos países que sobrevivem às mazelas do Século XXI – entre eles, o Brasil, onde a história se passa. A França foi anexada ao território brasileiro. Portanto, idioma e cultura se confundem e é muito importante que o leitor esteja atento a isso para não se perder nas falas dos personagens. Aliás, a única coisa que poderia fluir um pouco melhor na HQ são os diálogos. Por vezes confusas, as conversas possuem uma estrutura estranha e muitas vezes desconexa. Claro, isto faz parte do mundo em que o leitor imerge ao começar a ler a HQ, mas, às vezes, a coisa fica estranha demais.
Por outro lado, com muito bom gosto, Luciano questiona o marasmo mental de uma sociedade cada vez mais preguiçosa, colocando em xeque a dualidade do individualismo com o pensamento coletivo: como alguém pode se tornar tão individualista e, ao mesmo tempo, fazer exatamente o que todas as outras pessoas fazem? Seria culpa da ordem governamental opressora? Seria uma característica humana que nunca vai mudar? Quando as pessoas vão acordar para desbravarem a vida como a personagem principal tenta fazer nesta história? Estes são alguns dos muitos (e inteligentes) questionamentos que podem ser levantados durante a leitura da HQ.
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“O Quarto Vivente” é um grande trabalho dos quadrinhos nacionais. Luciano conseguiu criar uma distopia que obedece as regras mais clássicas do tema. Ao somar estas características com seu jeito ímpar de trabalhar a ideia e com o tempero brasileiro, o autor entrega uma obra interessantíssima e com um universo cheio de possibilidades de exploração.
Nota: 9/10
A Entrevista
Luciano, lendo “O Quarto Vivente” deu pra notar o quanto seu trabalho é influenciado, principalmente, por obras de ficção científica, em especial aquelas que tratam de possíveis futuros distópicos para o planeta. Quais são suas principais influências para expressar sua arte desta forma?
Acredito que para essa obra, uma grande influência, do gênero que citou, foi o filme Blade Runner. Entretanto gosto muito de alguns romances como “Admirável Mundo Novo” (“Brave New World“) de Aldous Huxley, 1984 e “A Revolução dos Bichos” (“Animal Farm“) de George Orwell. Voltando aos filmes (que são minha maiores influência para qualquer quadrinhos que eu faça), o filme “Fahrenheit 451″ também cito com uma influência para essa obra. E, para o ódio de muitos, acredito que a estética de Lars Von Trier e David Lynch existe nos meus trabalhos.
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Juliett-e é a protagonista da história. É aquela que nasceu ao acaso e quebra as regras da distopia seguindo seu próprio coração. Como artista, você acredita que o acaso está se perdendo e que os quadrinhos (assim como qualquer outra forma de arte) podem mostrar isso aos leitores?
Sim. Acredito no acaso como a mãe da evolução e também acredito, que o fim do acaso, é trabalhado diariamente e por muitas vertentes. Trabalhei com Juliett-e, nascida ao acaso, justamente para ter, como disse, a quebra do paradigma na história. Juliett-e vem com o ímpeto que é tão inerte hoje em dia. Ninguém arrisca contra o que já está imposto e decretado. Vivemos um estágio de torpor. Não sabemos conduzir nada. Somos apenas respostas automáticas. Não quero parecer pessimista e não sou pessimista. A realidade simplesmente é tirada do nosso foco. Simples assim.
A arte tem o poder e deve ser utilizada para o questionamento. Qualquer tipo de arte.
O manual de funcionamento da inseminação possui um olho em sua capa. Este mesmo olho está na contra-capa de “O Quarto Vivente” e nos autógrafos que você deu a cada fã que adquiriu o volume. Seria “O Quarto Vivente” um manual para que as pessoas deem mais atenção ao acaso e não à forma sistemática em que vivem? Todos deviam ser como Juliett-e?
Não só o olho. Cada página da revista. Se eu for falar do olho, posso entregar a história para quem ainda não leu a revista! Em cada página da HQ, coloquei intencionalmente, detalhes que acredito que muitos podem notar o que quero dizer. Não só detalhes em forma de desenho. Os nomes dos personagens foram pensados dentro da coesão da história. O nome da revista sintetiza muita coisa.
Mas também, acredito que fui direto ao que queria, no texto da história. Recebo críticas que dizem que é uma história linda e que, após o término da primeira leitura, a pessoa fechou a revista, pensou e, leu novamente. Esse é o maior feedback que posso receber. Consegui a atenção do leitor e o ciclo se fechou.
Ainda no aspecto filosófico que Juliett-e representa para a obra, o diálogo dela com o camaleão sugere que, mesmo sendo adaptável, nem mesmo ele evitou a própria extinção. Estaria você, como autor, sugerindo que a natureza adaptável do ser-humano não é mais suficiente para o mundo de hoje?
O ser humano foi adaptável em uma época pré histórica ou coisa assim. Hoje somos confortáveis. E o motivo de sermos seres confortáveis é que os pensamentos estão cada vez mais voltados para o ‘um’, para o único. Assim, temos a sensação de tudo certo. Funcionamos na base de choques. A limitação é tamanha, que somente acontecendo um hiper impacto, para mudarmos algo ou ligar a chave da adaptação. Isso é da essência humana e em todos os aspectos. Somos substâncias reativas e rasas. Acho que respondi sua pergunta (risos).
Já no começo da obra, especialmente na primeira página, é perceptível o quanto o português foi mudado para se adaptar à situação geo-política que você criou para “O Quarto Vivente”. Chega a ser intrigante como uma história que toma por inspiração autores estrangeiros tenha conseguido funcionar tão bem dentro do Brasil. Por outro lado, o país sempre foi um abrigo de várias culturas. Em que momento do roteiro você percebeu que misturar nações seria benéfico para sua narrativa?
Eu já tinha o roteiro pronto e já havia começado a desenhar a revista, quando fiz uma viagem de 21 dias para a França. Interrompi o trabalho. Lá, em um estúdio alugado, no frio de fim do outono e andando por toda Paris com minha esposa, comecei a fazer muitas conexões com minha história. Muito das coisas que havia procurado ambientar na HQ, acabei buscando dessa viagem. O silêncio que havia em alguns lugares, mesmo com muitas pessoas e, em especial, no dia que estava embarcando para o Brasil, sendo levado pela imensa esteira do aeroporto Charles De Gaulle, em um ambiente de isolamento imenso.
Ali, naqueles 21 dias, troquei os nomes das personagens, inclui a Europa na história e as Unidades Fraternais, mas o motivo central do roteiro não foi alterado.
E falando em nações e na nova geo-política proposta pela sua obra, por que a França foi a escolhida como principal parceira do Brasil? Outros países e culturas foram considerados enquanto você preparava a obra?
A França foi a escolhida pelo motivo real da viagem que fiz. Muitas lacunas que poderiam haver no roteiro foram preenchidas. E dessa forma, não havia dúvida que a França deveria ser acolhida fraternalmente. E um outro detalhe que devo citar é que me incomodou muito visitar alguns museus. Muito da parte egípcia que existe no Louvre, está lá pois foi saqueado, de alguma forma. E milhões de pessoas, assim com eu fiz, pagam para ver um produto que é parte de furto, roubo e atentado violente contra uma cultura. Somos uma coisa estranha e bizarra.
Juliett-e tem todo um futuro pela frente, mas muitos momentos da história podem ser explorados em futuras obras que revisitem este universo – tais como mostrar o dia-a-dia brasileiro do futuro mais detalhadamente e possíveis outros “dissidentes” desta distopia com mentalidade um pouco diferente de Juliett-e. Você tem planos para isso?
Esse universo que criei está congelado com essa história. Ainda não é o momento de revisitá-lo. E quando isso for feito, não será exatamente no momento que a deixei. Já pensei em opções.
Mas, na realidade, já tenho pronto o roteiro da minha nova história em quadrinhos. Estou fazendo uma terceira revisão e pretendo ter a revista pronta para impressão, no mais tarde, em Outubro de 2014. Mas já posso adiantar o nome da revista, que será: “L’Amour“.
Página 02, de ‘O Quarto Vivente’.

Olá camarada, tudo certo?
Hoje acordei e logo ao primeiro café do dia, fique muito feliz com essa resenha, feita pela Roberta Cadenas, e que saiu no Impulso HQ!
Aqui você pode ler a matéria na integra, mas recomendo também a leitura no Impulso HQ, pois além da minha, há muita coisa legal demais por lá!
Ao lado, coloquei a página número 02 da revista e, para que quiser adquirir um exemplar de ‘O Quarto Vivente’, é só clicar aqui!
Grande abraço e gratidão!
Luciano Salles.
Resenha HQB: O Quarto Vivente
“O Quarto Vivente”, HQ independente de Luciano Salles, é uma experiência interessante e bastante intrigante. Seja por seu traço quase desconcertante, seja por seu universo ficcional inquieto e cheio de cores.
Salles nos insere num universo ‘distante’ em que não há mais interesse na interação, pois tudo gira ao redor do INDIVÍDUO, do um. Nesta nova configuração mundial, continentes devastados por desastres ecológicos tem seus sobreviventes acolhidos por Repúblicas Federativas Fraternais, que é o caso do Brasil no ano de 2177. A linguagem é afetada e, muito pior, o acaso foi totalmente perdido.
É o sentimento de estranheza que torna a obra de Salles tão marcante. Sentimento esse que se transforma em questionamento, que demora alguns instantes pra ser digerido e que, ao final, se relaciona de perto com quem lê.
Durante a experiência vem a mente, clássicos literários como “Admirável mundo novo” de Aldous Huxley, “Laranja Mecânica” de Anthony Burguess e “1984″ de George Orwell, além de David Lynch, Moebius e Lourenço Mutarelli, mas, apesar destas possíveis referências do autor, sua obra é autêntica.
Uma história distópica, contada através do inquietante e, ao mesmo tempo, hipnotizante, traço de Salles. A sensação é de algo está fora do eixo, deslocado, porém é inevitável manter os olhos fixos no que se vê. Vale, também, destacar a qualidade da impressão da edição.
Luciano Salles é formado em Engenharia Civil e já foi bancário, para nossa alegria resolveu dar atenção a arte que o acompanha desde criança. Em junho de 2012 lançou sua primeira HQ, intitulada “Luzcia, a Dona do Boteco”.
Para saber mais sobre o autor e seus trabalhos acesse www.dimensaolimbo.com. No site também é possível comprar a HQ.
Tire um tempo do seu dia, respire fundo e prepare-se para ser supreendido!
O Quarto Vivente
Edição Independente
Autor: Luciano Salles
Colorido
44 páginas
R$ 20,00
Contato: contato@dimensaolimbo.com

Olá camarada! Tudo certo?

Recebi hoje uma baita resenha legal sobre ‘O Quarto Vivente’.
Sim, e ela veio pelo grande MOB Ground! Você pode optar em ler a resenha direto no site ou, toda ela por aqui.

Baita abraço

Luciano Salles.

Uma grande surpresa: O Quarto Vivente

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Sempre que pego uma HQ nova, tento analisar, através do título, da capa e em uma folheada rápida nas páginas dela, o que o autor estava pensando quando começou a roteirizar e desenhar aquele trabalho e o que ele quer nos mostrar com esse trabalho. Sei que é um pouco precipitado e difícil chegar a alguma conclusão apenas com esses itens citados, uma HQ é muito mais que uma capa e um título, mas temos de concordar, especialmente se tratando de trabalhos mais independentes, que são itens muito importantes no momento da escolha e da compra de um produto.
E foi assim logo que recebi O Quarto Vivente, de Luciano Salles.
A HQ
“Em 2.177, o Brasil acolheu fraternalmente França para dentro de seu território, pois toda Eurasia, em um processo rápido de quase 60 anos, foi inundada pelos oceanos. Os demais países dessa enorme área, foram da mesma forma, acolhidos por outras nações. É um novo mundo estranho, diferente do que se imaginava, onde o acaso se perdeu e os seres humanos estão totalmente voltados para o único e para o ‘um’. É onde a jovem Juliett-e Mano-n, descobre um método para mudar os caminhos até então percorridos e escolhidos.”
Analisei muito o trabalho dele, bem mais do que deveria para ser sincero, sempre acontecia algo e acabava não conseguindo lê-la. Mas logo de cara você tem um título um pouco fora do comum, mas que, por alguma razão, me remeteu ao filme O Quinto Elemento – e que depois de conseguir apreciar a leitura calmamente vi que não tem quase nada relacionado um com o outro além da história se passar em um futuro (não tão) distante -, uma capa que parece não explicar muito, mas que possuí um traço firme e marcante e páginas que, ao folheadas, não dizem muito além da bela ilustração feita pelo autor.
E ficou nisso por algumas semanas, até que consegui ler da forma como eu queria, com calma, tentando pegar os detalhes e as referências do trabalho.
Sobre o Autor
Luciano Salles, também conhecido com Pirica, nasceu em 1975, na cidade de Taquaritinga, interior do estado de SP. Ainda criança pequena, mudou-se para Araraquara, onde encontrou as coisas que viriam a ser suas paixões: rock’n’roll e quadrinhos.
Graduou-se em Engenharia Civil e Engenharia de Segurança do Trabalho. Labutou, também, anos como bancário. Entretanto, mesmo durante esses longos períodos, sempre se manteve fiel aos quadrinhos e os desenhos.
Em 2012, decidiu viver somente de sua produção artística. Entre trabalhos de ilustração, produziu sua primeira HQzine “Luzcia, a Dona do Boteco” e agora lança sua segunda empreitada “O Quarto Vivente”.
Li a primeira, a segunda e a terceira vez e em cada uma descobria coisas novas, entendia diálogos e interpretava os acontecimentos de formas diferentes e, ao mesmo tempo em que tudo parecia não fazer o menor sentido, estavam interligados, talvez dentro da minha cabeça, talvez essa tenha sido a intenção do Luciano ou ainda eu simplesmente não devia estar entendendo porra nenhuma do que estava acontecendo ali.
Não que isso seja ruim ou estrague a experiência da leitura, mas sim o oposto, toda a satisfação desse trabalho está nisso, pensar e repensar nas possibilidades, entender que o leitor faz parte daquele conjunto e, apesar de todas as impressões da HQ serem exatamente iguais, as pessoas que a lerem terão visões diferentes (e as vezes até opostas) sobre o que está acontecendo ali. Como disse o Raphael Fernandes na sua resenha para o Contraversão, no fim, você seria o quarto vivente da história, pois ela só existe porque você está ali para interpretar (ou não) tudo aquilo.
Posso afirmar que alguns acharão que os diálogos são incompletos, outros conseguirão encontrar referências filosóficas daquelas mais obscuras possíveis e com certeza essa é a grande sacada do Luciano Salles, fazer com que as pessoas reflitam sobre os dias de hoje e o nosso obscuro futuro, sobre a individualização e a “independência” dos seres humanos e tentar ligar tudo isso ao trabalho dele.
A arte é algo belo e desconcertante, Luciano tem traços muito bem definidos e utiliza bem as cores em cada detalhe, ainda mais tendo um formato A4 e uma linda impressão colorida em papel couchê, tornando todo o conjunto em algo único e muito bem feito.
Confesso que o universo explorado nessa HQ deveria ser expandido para outros contos ou talvez um arco mais complexo que ligaria essa história a muitas outras que eu acredito que existam na mente do autor.
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O Quarto Vivente
Autor: Luciano Salles
Páginas: 44
Nota: 7,5
Valor: R$20,00
Maiores informações e compras: em:https://www.dimensaolimbo.com/ 

Extras : O Quarto Vivente

Rapeize, tudo certo?
Essa páginas, entrariam como extra ou bônus, na minha HQ : O Quarto Vivente.
Acabei desistindo dessas três páginas na gráfica. Para quem não sabe, eu já havia começado a desenhar a revista, quando fiz uma viagem e desse período de 21 dias, trouxe várias ideias e conceitos que utilizei em uma nova revisão no roteiro e, também, na arte.
As quatro primeiras páginas que havia desenhado tinha um traço que não me contentava. Sentia que por ali o trabalho não seguiria legal.
Se você tem a revista, pode comparar as quatro primeiras páginas com essas que descartei. Se não tem a revista, pode comprar por aqui mesmo, rs…
Baita abraço : Salles
  
O Quarto Vivente de Luciano Salles
Olá, camarada. Tudo certo?
Comecei hoje, pelo Twitter, uma nova Promoção -Sorteio. Sim, basta você  ‘retuitar’ a seguinte frase:

“Eu quero ganhar ‘O Quarto Vivente’, a nova HQ de @lucianosalles”
E, além da frase, você deve estar entre meus seguidores. Se ainda não segue meu perfil no Twitter é (sendo redundante) : @lucianosalles
Simples demais, D’Accord?
A Promoção começou hoje e o sorteio será ao final do dia 11/09.
Forte abraço!
Luciano Salles
Acima, duas páginas, de um total de 48 páginas da HQ. Todas coloridas em papel Couchê 170 gramas, capa com verniz de reserva em papel DUO Design e formato A4.

Olá, camarada. Tudo bem?

Saiu uma resenha bem legal de O Quarto Vivente no Universo HQ. Coloco aqui o texto na integra mas se quiser pode ver diretamente no UHQ.

Forte abraço!

Luciano Salles.

O quarto vivente

Por Audaci Junior

Data: 2 agosto, 2013

O quarto viventeEditora: Independente – Edição especial
Autor: Luciano Salles (roteiro e desenhos).
Preço: R$ 20,00
Número de páginas: 48
Data de lançamento: Junho de 2013
Sinopse
No futuro, em um processo que durou 60 anos, a Eurásia foi inundada pelos oceanos. Os países desse continente foram incorporados por outras nações. O Brasil acolheu fraternalmente a França para dentro de seu território.
O ano é 2177 e o acaso se perdeu. O admirável mundo novo se volta para o individualismo. É nele que a jovem Juliett-e Mano-n descobre um método para mudar os caminhos até então percorridos e escolhidos.
Positivo/Negativo
O segundo trabalho de Luciano Salles (o primeiro foi a HQzine Luzcia, a dona do boteco) é um exercício das consequências do tempo atual que poderá levar ao futuro distópico representado nas suas páginas.
Hoje, o individualismo e a liberdade se perdem não só pelos contrastes sociais, mas também pela perda da identidade frente às novas tecnologias ou aos valores intrinsicamente ligados ao ser humano.
Em O quarto vivente, as pessoas usam fones de ouvidos e viseiras para não ter nenhum tipo de contato uns com os outros. Os veículos não têm vidros, guiados por câmeras, os partos são arranjados geneticamente e o controle total oferece os ecos de 1984, de George Orwell.
Interessante a construção gramatical do futuro rearranjado pelo autor, com estrangeirismos e neologismos que podem causar estranhamento, mas que se encaixam muito bem na história. Por exemplo, as expressões herdadas pelos nossos “convidados” franceses como “d’accord” ou “Por D’Arc” (uma referência à mártir santificada Joana D’Arc, camponesa que ajudou a França a vencer a Inglaterra na Guerra dos Cem Anos, no Século 15).
O efeito na protagonista de domar as estribeiras do destino também carrega traços biográficos do autor, que por muitos anos foi bancário em Araraquara, São Paulo, e largou tudo pra se dedicar profissionalmente aos quadrinhos.
Com um estilo que combina o underground e a “linha clara” europeia (lembra muito os trabalhos dos brasileiros Rafael Grampá e Rafael Coutinho), a arte estilizada e as belas cores funcionais de Salles mostram-se bem “vivas” e dinâmicas.
Às vezes, os detalhes causam certa confusão, como no quarto quadro da página 11, em que percebe-se, na continuação da narrativa, que são os joelhos da protagonista. As spash pages (páginas que fazem um único painel) não são bem aproveitadas, a exemplo da 3, em que o impacto causado pelo trânsito “cego” não é alcançado.
Vale notar que o autor também aproveita algumas splash pages para quebrar a narrativa para detalhar seu futuro, um indício que esse universo poderá ser revisitado.
Em contrapartida, as junções cinematográficas dos detalhes em O quarto vivente mostram uma simplicidade que serve para contar a história e oferecer o tom intimista. Cenas como a inseminação de Juliett-e e o “cheiro de nostalgia” da sua amiga Madelein-e conferem o domínio narrativo de Luciano Salles.
Sobre a qualidade editorial do álbum, sabe-se que já se foi o tempo de fotocópias e mimeógrafos associados aos independentes, mas o trabalho de Salles impressiona. Um formato diferenciado (semelhante a uma folha A4), aliado a uma ótima impressão em um papel couché fosco de alta gramatura oferece fidelidade à sua arte.
E a bela capa cartonada ainda tem aplique de verniz, QR Code e orelhas. Tudo isso por um preço bastante acessível, valendo pela qualidade material e artística da obra.
Dentre escorregadas, nada que comprometa a HQ: a justificação da apresentação de Ivan Freitas da Costa, um dos curadores do Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte, está muito espaçada, dificultando um pouco a leitura; e o crédito do posfácio assinado por Daniel Lopes faz parecer que ele é editor da DC e Vertigo nos Estados Unidos, não da Panini, que lança esses selos no Brasil.
Mas é tudo perdoável pelos outros acertos editoriais.
Uma edição e um quadrinhista que merecem ser conferidos, seja pela arte, pela construção de um universo ou pelo desfecho aberto do seu recorte futurístico.
Classificação
4,0
Olá, camarada. Tudo certo?
Fiz essa peça para a exposição, em homenagem ao artista araraquarense Sebastião Seabra, dentro do XI Território da Arte de Araraquara – Mostra de Artes Visuais.
Fui convidado e pensei em fazer um desenho inédito. Ao primeiro momento e, na postagem anterior, meu rascunho sugeria três personagens. Mas decidi somente por essa pin-up.
Se ficou interessado na história, através da ilustração, já está na hora de você garantir seu álbum O Quarto Vivente.

Forte abraço!
Luciano Salles.

Olá, Camarada! Tudo certo?
Fui convidado pelo artista Sebastião Seabra, para participar do XI Território da Arte de Araraquara – Mostra de Artes Visuais, e que neste ano, o homenageado será o próprio Seabra.
Fiquei demais de contente em ser lembrado e decidi enviar uma arte inédita.

Comecei a pensar em como estaria a situação de Juliett-e Manon, cinco anos mais tarde, no ano de 2.182. Cinco anos após a história que acontece em O Quarto Vivente. Cinco anos após os fatos.
Bem, com certeza, muita coisa muda dos 15 anos de idade até os 20 anos!
Não costumo mostrar meus rascunhos e rabiscos, mas aqui está o sketch do que estará exposto entre 03 e 27 de Setembro de 2013, no Palacete das Rosas, aqui de Araraquara.
Forte abraço!