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Da esquerda para direita: Serginho Groisman, Jal e
Gual. Foto por Luciano Salles.

Olá, tudo bem?

Ontem, 16/09/2018, aconteceu a entrega do 30º troféu HQMIX, o prêmio mais relevante do quadrinhos nacional. Esse ano, decidi de última hora (apesar de estar cogitando a quase um mês) assistir a apresentação. Comprei uma passagem às 23h da sexta-feira, dia 14 e, já às 11h, no dia seguinte, embarcava em um ônibus da Empresa Cruz com destino a São Paulo. Eu adoro viajar pela Empresa Cruz.
Fui um dia antes da entrega do HQMIX para prestigiar o lançamento de SHIRÔ, a nova HQ do Danilo Beyruth, que aconteceu na loja da UGRA. O evento estava com um bom público apesar de São Paulo sempre oferecer mais de dois, três ou quatro eventos no mesmo dia e com a mesma temática, ou seja, eventos relacionados as histórias em quadrinhos. Foi exatamente o que aconteceu.
Ainda não li a revista para comentar algo, mas folheando rapidamente, é notável como o Danilo sabe exatamente o que faz. Aliás, todo o álbum é de uma qualidade incrível, impecável, exatamente como a editora Darkside costuma fazer. E o Danilo é um camarada que sempre acolhe muito bem seus fãs e admiradores.
No evento encontrei camaradas leitores, autores, jornalistas, produtores e editores que lutam pelo quadrinho nacional de forma sincera. Não vou citar os nomes pois posso cometer a injustiça de esquecer alguém.
Já no domingo, cheguei no SESC Pompeia com umas duas horas de antecedência do horário marcado para a retirada do convite para dar um caminhada por aquele lugar tão bonito. Fui com meu irmão Murilo, sua esposa Adriana, minha sobrinha Julia e passamos bons momentos juntos. Chegando perto das 16h, comecei a encontrar alguns conhecidos e, novamente, não vou citar nomes pois seria injusto.

Com a apresentação iniciada, a entrega ocorreu como de costume. O Serginho Groisman, apresentador desde o primeiro HQMIX, coordenava muito bem o palco sempre junto do Gual e Jal, os idealizadores do troféu. São 30 anos de batalha pelo quadrinhos no Brasil, enfrentando diversas conturbações políticas e econômicas, financeiras e de toda variedade que somente aqui podemos oferecer. Resumindo, esses três, Gual, Jal e o Serginho Groisman são realmente batalhadores.

Aqui estão todos os vencedores do 30º troféu HQMIX onde revelo os meus votos:
– ? representam as categorias em que votei e levaram o troféu;
– ? representam os projetos onde, de alguma forma, participei;
– ? representam as categorias onde não votei por não conhecer o trabalho, ou por não encontrar um projeto ou candidato que contemplasse meu voto, ou por ter votado em mim mesmo, pois concorria na mesma categoria.

Vamos lá:

Adaptação para os quadrinhos Moby Dick ?

Arte-Finalista Nacional Lu e Vitor Cafaggi ?
Colorista Nacional Cris Peter ?
Desenhista Nacional Marcelo D´Salete ? (concorri na mesma categoria)
Destaque Internacional Marcelo D´Salete ? 
Doutorado Tecnologia e cultura nos quadrinhos independentes brasileiros por Liber Eugenio Paz ?
Edição Especial Estrangeira Moby Dick ?
Edição Especial Nacional Angola Janga ?
Editora do Ano Pipoca & Nanquim ?
Evento CCXP Comic Con Experience ?
Exposição A Era Heroica – O Universo DC Comics por Ivan Reis ?
Grande Contribuição Prêmio Jabuti – Histórias em Quadrinhos ?
Homenagem Douglas Quinta Reis ?
Homenagem Sonia Luyten ?
Livro Teórico Desaplanar de Nick Sousanis ?
Mestrado O Processo de legitimação cultural das histórias em quadrinhos por Beatriz Sequeira de Carvalho 
Mestre Daniel Azulay ?
Novo Talento Desenhista Bruno Seelig ?
Novo Talento Roteirista Carol Pimentel 
Produção para outras Linguagens Traço Livre – O Quadrinho Independente no Brasil (Filme Documentário) ? ?
Projeto Editorial Os Mundos de Jack Kirby – Um tributo ao rei dos quadrinhos ? ?
Publicação de Aventura/Terror/Fantasia Meu Amigo Dahmer ?
Publicação de Clássico Akira ?
Publicação de Humor Marcatti 40 ? ?
Publicação de Tira Linha do Trem – The Best Of
Publicação em Minissérie Xampu (Vol. 1, Vol. 2 E Vol. 3) ?
Publicação Independente de Autor Alho-Poró ? (concorri na mesma categoria)
Publicação Independente de Grupo Orixás – Em Guerra ?
Publicação Independente Edição Única Alho-Poró ? (concorri na mesma categoria)
Publicação Infantil Combo Rangers – Somos Iguais ?
Publicação Juvenil Graphic MSP Vol.15: Chico Arvorada ?
Publicação Mix Baiacu e Marcatti 40 ? (Empate)
Roteirista Nacional Marcelo D´Salete ?
TCC Naruna – Uma história sobre esculpir travessias por Mayara Lista Alcantara ?
Web Quadrinhos Hell No! Meu pai é o diabo ?
Web Tira Will Tirando ?

Fico por aqui. Deixe seus comentários sobre o que achou do prêmio, se foi ao evento, o que tem achado do blog. Enfim, aqui o espaço é aberto e seu comentário será respondido em breve.

Um abraço.

Luciano Salles.

Olá.

Quando as antigas civilizações criaram, de acordo com suas convicções religiosas e crenças, o período definido como as 24h que contemplam um dia, nunca imaginariam a precisão centesimal que atingiriam os relógios atômicos (e nem era esse o propósito). 
É incrível como essa divisão do tempo em que se baseia nossa existência, é capaz de nos alegrar em “exato” momento (com mais de “não sei quantas” casas decimais após a vírgula) e, mais do que de repente, a vida apresenta seu potencial incrível para acabar com seu viço, aquela energia vital que habitava seu corpo e estava exuberante.
HQMIX
Encontrei nestes dois parágrafos introdutórios a forma ideal para expressar que não venci nenhuma da três categorias em que fui indicado no 30º trofeu HQMIX. Claro que parabenizo todos os vencedores em suas respectiva categorias!
Não ganhei na categoria publicação independente edição única porém a vencedora foi minha amiga Bianca Pinheiro com sua HQ Alho-poró. Não ganhei na categoria publicação independente de autor e aqui novamente, a Bianca abocanhou com Alho-poró. Ao mesmo tempo que fico triste por não ganhar, fico feliz pelo quadrinho dela ter levado os prêmios nestas duas categorias. 
Não ganhei na categoria desenhista nacional. Aqui o prêmio foi para o premiadíssimo Marcelo D’Salete, autor de Angola Janga. Novamente o mesmo sentimento, triste por ter perdido e feliz pelo Marcelo.
Você que lê o post pode até pensar: …o Luciano está chateado pois inveja os que ganharam. Não mesmo! Inveja é diferente de cobiça. Eu cobiço um HQMIX desde que fui indicado pela primeira vez e ao todo, já foram 9 indicações entre os meus trabalhos.
Então, novamente, você pode imaginar: …poxa, o camarada está reclamando que não ganhou mas já foi indicado esse monte de vezes. Ser indicado também é legal demais! Você está certo se imaginou isso. Ser indicado é bem legal, significa que seu trabalho foi analisado por especialistas e mereceu estar entre aquele tanto de gente talentosa, mas existe uma grande diferença entre ser indicado e vencer. 
A diferença está na validação que somente um prêmio confere, incrementa ao seu trabalho como quadrinista, desenhista, roteirista, colorista. É a confirmação daquele artista como um profissional da área, como um bom contador de histórias em quadrinhos. Ao mesmo tempo, você concorre entre tantas pessoas talentosas que a votação torna-se algo totalmente subjetivo. Digo pela diferença e critério de exposição dos artistas que estão disputando a mesma categoria, em que vitrine ele ou ela aparecem, como ele ou ela permanecem na mente dos demais que votam entre tantas outras e inúmeras variáveis e possibilidades.
Novamente enfatizo, não confunda inveja com cobiça. São sentimentos bem diferentes e quase que antagônicos.
ProAC
Estava esperando o resultado do HQMIX para revelar que novamente não fui contemplado com o prêmio do edital.
Resumindo: preciso melhorar e sigo em frente. Preciso e vou criar melhores histórias, preciso e vou ser um melhor desenhista do que fui ontem, preciso e vou entender vários processos e seus meandros.
Agradeço a você que votou em mim, torce pelos meus trabalhos e provavelmente estarei na entrega do prêmio, no SESC Pompeia.
Grande abraço.
Luciano Salles.
Olá, tudo bem?
Dei uma entrevista para o fórum Multiverso Bate-Boca e o resultado ficou demais. Agradeço a iniciativa e contato do Gustavo Soares pela perguntas feitas e fundamentadas pelos leitores do site.
Batemos um longo papo e falei sobre formação, com é ser quadrinista, se dá para viver assim, influências, dinheiro, música, processo criativo, explicações sobre detalhes das minhas HQ, conversamos sobre outros quadrinistas, dificuldades, motivações, enfim, uma longa e sincera entrevista.
Adicionei todo conteúdo logo abaixo mas deixo o link para lê-la direto no MBB, com direito a imagens e comentários antes de depois da pauta.
Muito obrigado.
Luciano Salles.
– Poderia começar se apresentando? (quem é, onde nasceu e cresceu, família, formação acadêmica, como começou a ler quadrinhos e desenhar, etc.)
Meu nome é Luciano Salles, nasci no dia 14/02/1975, em Taquaritinga, uma pequena cidade no interior do estado de SP. Ainda criança minha família mudou-se para Araraquara, uma cidade vizinha cinco ou seis vezes maior. Araraquara me acolheu muito bem e chegando na cidade encontrei tudo o que mais precisava na época: fanzine, skate, música e o movimento punk.

Minha família teve que se mudar para São Carlos e eu continue morando em Araraquara, isso com 16 anos. Então já com essa idade aprendi a me virar sozinho. Me formei em Engenharia Civil, pós graduei em Engenharia de Segurança do Trabalho e atuei na área até ir trabalhar em uma instituição bancária.

Ainda em Taquaritinga já lia turma da Mônica pois gostava de desenhar e meus pais compravam uma revista no mês pra mim. Lembro que eu lia tudo e ficava tentando desenhar os personagens das histórias do Penadinho.


– Aos 37 anos você deixou de ser bancário para se dedicar exclusivamente aos quadrinhos. Como foi essa decisão? Qual a reação das pessoas mais próximas?
Eu adoeci na empresa que trabalhava e acho que adoeceria em qualquer trabalho que fizesse naquela época. Adorava trabalhar no banco porém, dos 35 aos 37 anos comecei a perceber que algo não ia bem com minha saúde. Fiquei durante um ano me consultando com médicos, das mais diversas especialidades, para tentar descobrir o que estava acontecendo comigo até que tive minha primeira crise de uma doença chamada síndrome de pânico.

É algo que não desejo para ninguém pois não existe nada mais horrível e sofrível neste mundo. É comum as pessoas confundirem ansiedade aguda, pressão no trabalho, tristeza, achar que vai morrer entre outros vários sintomas com a doença mas quem irá diagnosticar será um bom médico psiquiatra. Esse realmente foi o motivo que tive que deixar o Banco. Eu não tinha mais capacidade neurológica e psicológica de trabalhar ali.

Até tentei voltar mas o cargo que tinha não permitia erros e comecei a cometer falhas primárias até que a direção do Banco decidiu atender e, entender, meus pedidos de desligamento (foram vários) por perceber que eu não tinha mais condição. A diretoria do Banco foi extremamente atenciosa, gentil e tão humana que me demitiram, recebendo  assim, todos os meus direitos. Sou muito grato por isso.

Minha esposa foi a primeira pessoa a me dizer para pedir demissão. Ela havia percebido que algo não ia bem comigo então, tive total apoio da família.

Faço aqui um adendo: trato da minha síndrome do pânico desde 2012 com medicamentos, yoga, andando muito de bicicleta e visitando bimestralmente meu psiquiatra. Ainda tenho meus altos e baixos e o acompanhamento é fundamental. O que quero dizer é que não use o Google como um guia médico achando que tem tal doença. Se sentir que algo não está certo, vá a um médico de referência no assunto.

– Financeiramente falando, consegue hoje viver somente de sua arte?
Consigo. Claro que não ganho tão bem como ganhava com meu trabalho anterior. Tem meses que são excelentes e outros que posso não receber nada. Então, um boa gestão financeira é fundamental. Aliás, percebo que muitas pessoas são praticamente ignorantes neste aspecto.


– Quais desenhistas influenciaram seus trabalhos? E roteiristas?
Desenhistas posso citar três: Moebius (sempre em primeiro lugar), Lourenço Mutarelli e hoje percebo o quanto (e cada vez mais) Frank Miller também me influenciou. Agora roteiristas, já é algo que acredito que minhas influências vem do cinema. Aliás, minha maior influência para fazer quadrinhos vem do cinema. Sou fascinado por alguns diretores como David Lynch, Stanley Kubrick, Gaspar Noe, David Cronenberg, Pedro Almodóvar, Gus Van Sant, Lars von Trier. Penso que esses são minhas influências como e, para roteiristas.

– Você já fez ilustrações de Laranja Mecânica (cinema), The end of the f***ing world (seriado) e já fez capa de álbum musical (Os Capial). Quais suas referências nessas três artes (cinema, seriado e música)? Há alguma influência delas em suas obras?
Acabei respondendo um pouco desta pergunta na questão anterior. Existe uma total influência do cinema e música nas minhas obras. Sou fascinado por essas duas artes. Minha mãe é pianista (não exerce como profissão) e sempre tivemos piano na minha casa, sempre ouvia minha mãe tocando os mais diversos temas e compositores. Meu irmão mais novo não é pianista mas estudou um pouco e tem um ouvido incrivelmente apurado. Meu irmão mais velho também tocava violão. 
– Seu processo criativo é sempre o mesmo ou varia de acordo com a obra? Poderia descrevê-lo? (roteiriza e depois desenha; rascunha enquanto roteiriza?) Sempre trabalha com papel ou também desenha digitalmente?Geralmente é sempre o mesmo. Por vezes a ideia de uma história pode surgir de uma simples observação. Por exemplo, a história de L’Amour: 12 oz, surgiu do fato de em uma manhã, eu observar a caneca de café que eu estava tomando: o tempo passa, o café vai esfriando e eu vou gostando mais ou menos dele. Em EUDAIMONIA, a história veio toda em minha cabeça por observar e pesquisar qual felino seria o mais efetivo em suas caçadas.

Pode parecer estranho mas é assim que as ideias para as histórias surgem pra mim. Alguma coisa me chama a atenção, observo, crio a relação com algo que pode vir a ser um bom tema, uma boa história e vou montando toda ela somente na minha cabeça sem anotar absolutamente nada. Não posso ter um caderninho de notas. Isso geralmente me atrapalha.

Com toda a história pronta na cabeça, vou direto para o computador escrever o roteiro, que faço como um roteiro de cinema, bem detalhado, descritivo pois assim ganho tempo na hora de desenhar as páginas.

Tendo o roteiro finalizado, envio para uma primeira revisão. Voltando corrigido, já começo a desenhar as páginas, que sempre são em um bom papel e com pincel e nanquim. Digitalmente eu só faço as cores, se necessário.

– Todos seus trabalhos até então são de autoria somente sua (roteiro e arte). Já recebeu proposta de desenhar roteiro de terceiros? Tem vontade de trabalhar com algum outro roteirista ou desenhista? Se sim, quem?
Já recebi várias propostas de desenhar para outros roteiristas mas é algo difícil para mim e sinto que seria angustiante. Desenhei uma história do Raphael Fernandes e simplesmente parece que não fui eu que desenhei.

Penso que seria mais fácil (pra mim) desenhar algo que o público já conheça. Por exemplo, desenhar uma história do Justiceiro. Pronto, é algo que faria. E se fosse, por exemplo, com um roteiro do Frank Miller, do Mark Millar, do Gaspar Noe. Esse é um detalhe que tenho: sempre gosto de pensar alto, vai que acontece, rs.

– Você produz, edita, divulga e vende diretamente. É uma escolha esse domínio de todo o processo ou gostaria de poder se dedicar exclusivamente à criação?
Gosto de todo esse processo (neste aspecto sou extremamente punk), gosto de receber uma resposta do leitor pois todo o caminho de se produzir uma HQ se encerra com o leitor(a). Ele(a) é a peça chave de todo ciclo.

Financeiramente, manter esse processo é mais lucrativo. Claro que gostaria muito de algum auxílio para ir aos Correios ou fazer pacotes, por exemplo, mas enquanto posso e consigo tempo para fazer isso, faço com prazer.

Seria muito bom e, diferente, somente me dedicar a criação mas ainda não chegou esse momento.

– Dos seus cinco trabalhos: três foram publicados de forma independente (Luzcia, a dona do boteco; O quarto vivente; Limiar: dark matter); um por editora (L’Amour: 12 oz pela Mino); e um  financiado através do Catarse (Eudaimonia). Quais as diferenças e qual a sua preferência?
Definitivamente o financiamento coletivo é onde melhor me encaixo. Apesar de ter publicado com a MINO, nunca tiver um editor direto. L’Amour: 12 oz estava pronta quando a MINO entrou em contato comigo e publicou então, basicamente, fiz e faço tudo sozinho entretanto, sempre confio a alguém muito competente a revisão dos meus trabalhos. Até o momento as pessoas que fizeram as revisões foram o Daniel Lopes e o Audaci Junior.
– É raro vermos quadrinistas independentes reimprimindo suas obras esgotadas. No seu caso, Luzcia, a dona do boteco esgotou faz tempo. Por que não reimprimir?
Por ter sido uma “HQzine” tão simples, feita de forma inocente, despretenciosa, toda dobrada a mão, grampeada e com uma tiragem de 100 cópias, reimprimi-la deve ser algo muito especial e quando chegar o momento, saberei como fazer.
– Atualmente o Catarse e outros sites de financiamento coletivo estão passando por um momento complexo: de um lado há crise de credibilidade em relação a projetos independentes, pois muitos projetos (inclusive de HQ) recolheram o dinheiro e não entregaram as recompensas; de outro lado cada vez mais editoras buscam ali financiar suas publicações, como a Figura e a Editora 85. Como foi sua experiência de financiamento coletivo? Pretende repetir?
Minha experiência foi fantástica e minha próxima publicação será pela mesma plataforma. Existem esses casos que citou, que deveria prejudicar a imagem de quem fez e faz as besteiras e não a plataforma, pois o método do financiamento coletivo é algo fantástico. É uma das grandes benesses que a internet pode proporcionar.

Estudando a plataforma, entendendo bem como funciona aqui no Brasil, sabendo dos riscos e padrões, fazer uma campanha bem sucedida não é somente bater a meta do valor requerido. É fazer todos as apoiadores receberem suas recompensas antes de qualquer distribuição ou venda da revista. O apoiador terá sempre a preferência.

– Em seu blog (dimensaolimbo.com.br) você já compartilhou algumas trocas de informações entre você e outros quadrinistas, como Rafael Grampá, Fabio Bá e Marcelo Maiolo – este com direito até a print da conversa. Você também ministra cursos e oficinas de quadrinhos. Entretanto você é autodidata. Busca oferecer algo que acredita ter lhe faltado? Faltam professores e informações sobre quadrinhos?
Essa realmente é uma pergunta complexa. Como autodidata, aprendo todos os dia alguma coisa nova no tocante a fazer quadrinhos. E também, como autodidata, aprendo muito quando aceito todas as criticas que meu trabalho possa receber de pessoas como o Grampá, o Bá e o Maiolo.

Foram pessoas que conheci, admiro muito e que sinceramente criticam meu trabalho de um forma que só faz crescer. Todas essas criticas são lições que aprendo para nunca mais esquecer. Me sinto um privilegiado de o Bá, chegar em mim no FIQ 2018, e falar o que achou da minha nova HQ. Isso pelo fato de eu ter pedido um sincero feedback. Aqueles 15 minutos que conversamos foram uma das melhores aulas que já tive sobre fazer quadrinhos.

Nos curso que coordeno, procuro passar tudo o que aprendi e tenho aprendido, como faço, o motivo de fazer daquele jeito, meios de como procurar uma ideia não tão comum, enfim, meus cursos são muito mais subjetivos e introspectivos do que me propor a ensinar como fazer um desenho realista, técnicas de aguada, aquarela, cores e o que for, até porque, não sei nada disso.

– [PERGUNTA COM SPOILER DE QUARTO VIVENTE E LIMIAR: DARK MATTER] Suas obras são marcadas por flertarem com o abstrato em algum momento. Há algo de nonsense ou tudo tem algum sentido específico? Alguns autores preferem não comentar pontos específicos de suas obras, deixando as interpretações para o público. Como pensa sobre isso? O que diria para alguém que lhe perguntasse “o que significa aquela beluga” ou “Nadio e Carino morreram”?
Não tem nada de nonsense nas minhas histórias e tudo que está ali tem um sentido específico e função. O que acontece é que insiro alguns níveis de camadas na história e faço isso propositalmente, pois cada pessoa é única assim como sua leitura. O processo de ler é igual para todos(as) mas a absorção no interior da mente daquela pessoa, junto de toda bagagem de vida que ela carrega, é que moldam o que escrevi. Bem, sei que isso é arriscado mas trabalho assim. Existem os(as) que gostam e os(as) que não gostam assim como tem que gosta de repolho e outros(as) não.

Não tenho problema em comentar pontos específicos dos meus trabalhos. Se vier uma pergunta direta, como essa que fez, respondo que a beluga foi o ponto máximo que pude conceber e que traria uma ruptura brusca no processo de evolução da humanidade.

Se Nádio e Carino morreram? Sim, claro que morreram! Até deixo isso bem claro no texto da última página da HQ. Nádio está nocauteado no chão enquanto Carino sofre as consequências de uma overdose de Dark Matter. Ali uso o recurso de quadros narrativos onde Nádio relata ao leitor: “Tudo isso me foi informado e este sou eu memorizado” lembrando que o termo “memorizado” criei para ser um sinônimo para “estar morto”, algo que deixo claro durante toda HQ.

E então ele continua e comenta que Carino é “…nossa fagulha memorizada, a explosão não contida, a ordem para um novo limiar”. Aqui também, se ler atentamente, junto do caminhar da HQ, perceberá que Carino não suportou a overdose de Dark Matter e como uma fagulha basta para uma explosão, o corpo dele explode como uma bomba atômica, dizimando tudo e todos ao seu redor, ou seja, “…a ordem se dissipando para um novo limiar” ou simplificando, um modelo fracassado se desfazendo para o início de uma nova proposta.

Existem HQ que tem um leitura direta, simples (o que não vejo problema algum e gosto também), como se faz uma simples redação com uma introdução, o desenvolvimento da ideia e a conclusão, mas formulas foram criadas para dimensionar uma ponte, um viga que suporta um vão livre de 30 metros. Gosto de usar formulas para isso e não para escrever uma história

– Você, assim como 90% dos quadrinistas autorais brasileiros, produz obras curtas. As poucas exceções como Marcelo D’Salete (Cumbe e Angola Janga), Rafael Coutinho (Mensur) e Marcelo Quintanilha (Tungstênio e Talco de vidro) são sucesso de público e crítica. Por que essas obras longas aqui ainda são tão raras? Pretende fazer algo assim?
Eu produzo obras curtas pelo fato de gostar muito de ler obras curtas, de fazer obras curtas e por ser um quadrinista independente que precisa bancar a impressão, depois carregar o peso dos gibis nas costas, distribuir, pagar os envios pelos correios, organizar e fazer lançamentos e finalmente, apresentar um preço coerente com o mercado editorial sem essas distorções que tem acontecido ultimamente com o efeito Amazon.

Todos os autores e exemplos que citou foram publicados por excelentes editoras e não sei a forma que receberam para fazer as obras, por isso, não posso argumentar sobre algo que não tenho conhecimento.

– Falando sobre obras mais longas, aproximadamente um ano atrás você postou no blog que por diversos motivos pessoais (lá detalhados) estava engavetando um projeto mais longo, chamado Ela (136 páginas, enquanto suas maiores tiveram 50). Alguma novidade sobre essa HQ?
Por enquanto não mas quando houver, logo saberão.

_ Quais as grandes dificuldades no mercado de quadrinhos nacional? E o que o motiva a seguir nesse caminho?
Eu vivo pelos quadrinhos pois sempre adorei desenhar e criar histórias. Sejam quais forem as dificuldades, não sou um colecionador delas. Tento me ajustar para estar em eventos de quadrinhos, me adequar em como divulgar melhor meus trabalhos e procuro sempre fazer tudo com excelência para que o leitor(a) tenha uma experiência  única, boa e intimista com a HQ e, que valha o valor que ele pagou pelo produto.

Outra coisa que me motiva é que posso viver também pelas ilustrações. Isso, cada vez mais, tem me empolgado! Pensando melhor, existe uma dificuldade que posso apontar. Há algo de natural aos brasileiros, que é a formação de grupos que se preservam e só validam o que acontece entre eles. Acredito que essa seja uma dificuldade que sempre haverá entre qualquer circuito criativo.

– Antes os quadrinistas nacionais tinham dois objetivos: entrar no mercado de super-heróis ou trabalhar para o Mauricio de Souza. Já hoje em dia os quadrinhos autorais parecem ser uma terceira boa opção. Acredita que essa mudança perdurará? O que acha dessa cada vez maior quantidade de editoras e lançamentos?
Penso que esses dois objetivos que citou no início da sua pergunta ainda perduram. Vejo inúmeras publicações genéricas as Graphics MSP e outras tantas similares ao mercado de super-heróis. Acho que ainda exista um novo e terceiro objetivo que é fazer quadrinhos para ser vendido para o cinema, Netflix.

O quadrinhos autorais são a quarta opção e ainda bem que estão cada vez mais valorizados dentro do mercado em geral. Eu tenho certeza de que isso continuará por um bom tempo e que temos uma produção consistente para manter o mercado fortalecido em títulos e diversidade.

Quando mais editoras e lançamentos tivermos é melhor para todos e todas. Muitas editora surgirão e sumirão assim como autores(as). É assim mesmo, um ciclo onde, por um momento, haverá uma ebulição e de repente, um arrefecimento, entretanto, hoje, a oscilação entre as ondas estão brandas e tendem a ser cada vez mais serenas.

– Você é presença constante em eventos de quadrinhos. Ainda o faz pelo prazer de estar no evento ou encara como um compromisso de trabalho?
Adoro estar em eventos de quadrinhos pois faço dele um compromisso de trabalho onde encontro colegas, amigos, vinculados a ganhar novos leitores que não conhecem o que faço.

A logística para se ir ao evento é financeiramente dispendiosa e por isso priorizo o FIQ, a CCXP e priorizava a Bienal de Quadrinhos de Curitiba.

– Apesar de somente ter trabalhos autorais você já tem um belo acervo de ilustrações de super-heróis. Tem vontade de trabalhar no mainstream? Se pudesse escolher personagens da Marvel e da DC para trabalhar, quais seriam?
Tenho pensado nisso ultimamente. Acho que gostaria de trabalhar neste mercado mas de uma forma muito particular. Sei que não sou um desenhista para fazer uma série mensal de algum título mas adoraria fazer histórias curtas, capas variantes e outras coisas. Se pudesse escolher um personagem seria o Aranha e o Bizarro.
– Pelos seus relatos, você é próximo do Rafael Grampá e suas artes possuem semelhanças. O que acha do rumo que o amigo tomou profissionalmente? Tem vontade de atuar no mercado publicitário, mesmo que isso signifique se afastar dos quadrinhos?
Acho que jamais conseguiria trabalhar no mercado publicitário. Acho que é um tipo de trabalho que não combina com meu jeito de ser. Quanto ao Grampá escolher o que quiser fazer é critério dele. Cada um é livre para fazer o que quiser, como quiser e se tem uma coisa que ele faz bem é isso! O cara é um gênio, excelente profissional e se engana quem acha que ele se afastou das HQ.
Ele acha estranho quando dizem que dizem que nossas artes possuem semelhanças. Na animação Dark Noir, que dirigiu com o apoio do pessoal da Red Knuckle, ele me chamou para desenhar as tatuagens do personagem principal e fazer boa parte do storyboard. Acredito que nossos trabalhos conversam entre si e funcionam muito bem quando juntos.
– Tem algum novo trabalho em andamento? Pode nos dizer algo sobre ele?
Sim, tenho. O que posso dizer por enquanto é que a história esta pronta em minha cabeça e desta vez, só vou mostrar algo ou falar sobre ele quando tudo estiver pronto.

– Você já disse que tudo na sua carreira é pensado e planejado. Quais os seus planos para o futuro mais distante?
Tenho realmente tudo pensado e planejado mas só tenho o controle sobre o agora. Então, se eu quiser que as coisas aconteçam, tenho que zelar e viver somente pelo instante em que estou respirando. O futuro será feito das ações que tomar hoje. Ou seja, eu sei onde quero chegar mas só tenho o agora para trabalhar.

– O que não falta no MBB é leitor querendo indicações, do mainstream a obras mais obscuras. Quais suas HQs preferidas?
Gosto muito de quadrinho japonês e europeu. Leia qualquer coisa do Suehiro Maruo e também recomendo Pluto. Agora mainstream… bom, acho que Pluto é mainstream.

– Ainda tem tempo para ser leitor? Se sim, o que tem lido ultimamente?
Tenho lido pouco quadrinhos. Estou relendo Lobo Solitário, Pluto e AKIRA.
EUDAIMONIA indicada para o
30º trofeu HQMIX em três categorias:
publicação independe de autor,
publicação independente edição única
e desenhista nacional.

Olá, tudo bem?

Ontem foram anunciadas as indicações para o 30º trofeu HQMIX, o prêmio mais relevante para o quadrinho nacional, e tive a honra de ser indicado para concorrer em três categorias:
Publicação independente de autor, por EUDAIMONIA;
Publicação independente edição única, por EUDAIMONIA;
Desenhista nacional.
Apesar de nunca ter ganhado o prêmio, é gratificante saber que todos os meus trabalhos (com  exceção de Limiar: Dark Matter), foram indicados para concorrer ao trofeu. É claro que gostaria de ter faturado alguma destas estatuetas mas a indicação, por si só, já é algo legal demais.
A entrega aos escolhidos será no dia 16/09/2018, às 17h, na comedoria SESC Pompeia. Agradeço imensamente a você que tem curtido meus trabalhos, seja ele nos quadrinhos ou com os desenhos e as ilustrações.
O período de votação foi aberto, vai até 14/08/2018 e somente os profissionais da área e cadastrados podem votar. É claro que conto com seu voto e com a sua torcida!
Grande abraço.
Luciano Salles.
Olá, tudo bem?
Ontem foi divulgado os vencedores do 27º Troféu HQMIX e infelizmente não levei o prêmio em nenhuma das três indicações que recebi.
Agradeço imensamente você que votou em mim na categoria Desenhista Nacional ou em L’Amour: 12 oz na categoria Edição Especial Nacional ou ainda no curta-metragem Luzcia, a Dona do Boteco, na categoria Adaptação para Outras Mídias.
Na imagem ao lado estão todos os vencedores da edição de 2015 e o troféu lindão! Para a todos!
Grande abraço.
Luciano Salles

Olá camarada, tudo certo?

Uma das coisas mais importantes como quadrinista independente é ir aos eventos de quadrinhos. Como moro no interior do estado de São Paulo, priorizo os

maiores eventos pela questão do custo/benefício.

Ainda este ano vou para o FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos) e para a Comic Con Experience. Como o intuito é divulgar e vender

meus quadrinhos, os custos com hotel, alimentação e viagem não podem tirar todo o lucro das vendas pois ainda existe a despesa da gráfica para cobrir. Desta forma, eu sempre procuro apoio cultural para essas despesas extras.

Ainda não tenho 100% das despesas extras suportadas com apoio cultural mas boa parte delas sim.
Com o apoio da Mondrian Ambiente e World Game para a CCXP e da Aliança Francesa Araraquara e World Game para o FIQ, as coisas ficam realmente muito mais fácil.

Como fui convidado para o 21º Fest Comix essas despesas não existem e assim é sempre torcer para rolar um convite para os eventos!

Grande abraço!

Luciano Salles.

Olá camarada, tudo bem?

Na segunda-feira, dia 08/06/2015, foram divulgados os pré-indicados ao 27º Troféu HQMIX. Como de praxe, são lançados os pré-indicados e durante uma semana os nomes ficam abertos para apreciação e comentários no site do HQMIX.

Dentro deste prazo alguma alteração pode acontecer e então é divulgada a lista final com os nomes que estarão na cédula de votação.

Agora é oficial! Concorro nas categorias:

– Desenhista Nacional
– Edição Especial Nacional
– Adaptação Para Outras Linguagens

Mas como e o motivo destas três categorias?

Estou concorrendo com L’Amour: 12 oz nas categorias Desenhista NacionalEdição Especial Nacional.

Luzcia, a Dona do Botecoo curta-metragem baseado na minha primeira HQzine e dirigido pelo cineasta Paulo Delfini entrou como Adaptação para Outras Linguagens pois o filme foi rodado em 2014, apesar da HQ ter sido publicada em 2012.

http://globotv.globo.com/eptv-sp/jornal-da-eptv-1a-edicao-sao-carlosararaquara/v/curta-metragem-e-quadrinista-de-araraquara-concorrem-ao-premio-hqmix/4259279/

Agora é torcer para quem sabe garantir meu primeiro troféu HQMIX!

Muito obrigado, grande abraço e confira todos os indicados logo abaixo!

Luciano Salles.

Após as considerações dos jurados apresentamos as Indicações que vão constar da cédula final.
No dia 27 de junho se inicia o processo de votação, a partir desta data todos os que estão inscritos para votar na premiação começarão a receber, por e-mail, o login e senha.
Agradecemos a participação de todos e desejamos boa sorte!!!
Júri das Indicações do 27º Troféu HQMIX – 2015″
Adaptação para os Quadrinhos
A Invenção de Morel (L&PM)
A Morte de Ivan Ilitch (Peirópolis)
Cânone Gráfico (Boitempo/Barricada)
Grande Sertão Veredas (Globo)
Helena (New Pop)
Kaputt (WMF Martins Fontes)
O Estrangeiro (Quadrinhos na Cia)
Desenhista Estrangeiro
Andrew C. Robinson (O Quinto Beatle)
Chris Samnee (Demolidor)
Fiona Staples (Saga)
Jeff Smith (Shazam & A Sociedade dos Monstros)
Masasumi Kakizaki (Hideout e Green Blood)
Paul Pope (Bom de Briga)
Salvador Sanz (Legião)
Desenhista Nacional
Flávio Luiz (Aú, o Capoerista e O Fantasma do Farol)
Laudo Ferreira Jr. (Yeshuah vol. 3 – Onde Tudo Está)
Luciano Salles (L’Amour: 12 oz)
Magno Costa (A Vida de Jonas)
Marcello Quintanilha (Tungstênio)
Marcelo D’Salete (Cumbe)
Shiko (Talvez Seja Mentira)
Destaque Internacional
André Diniz (7 Vidas)
Fábio Moon e Gabriel Bá (Casanova)
Greg Tocchini (Low)
Gustavo Duarte (Guardiões da Galáxia)
Ivan Reis (Aquaman e Multiversity)
Mike Deodato Jr. (Novos Vingadores)
Rafael Albuquerque (Vampiro Americano e Batman)
Edição Especial Estrangeira
Bom de Briga (Quadrinhos na Cia)
O Cão que Guarda as Estrelas (JBC)
O Quinto Beatle (Aleph)
Olympe de Gouges (Record)
Os Ignorantes – Relato de Duas Iniciações (WMF Martins Fontes)
Saga vol. 1 (Devir)
Shazam & A Sociedade dos Monstros (Panini)
Edição Especial Nacional
A Vida de Jonas (Zarabatana)
Aos Cuidados de Rafaela (Zarabatana)
Cumbe (Veneta)
Duas Luas (Gibiz)
Klaus (Balão Editorial)
L’Amour: 12 oz (Mino)
Tungstênio (Veneta)

Editora
HQM
JBC
WMF Martins Fontes
Nemo
Panini
Veneta
Zarabatana
Evento
Brasil Comic Con (São Paulo)
CCXP – Comic Con Experience (São Paulo)
Fest Comix (São Paulo)
Festival Guia dos Quadrinhos (São Paulo)
Gibicon (Curitiba)
Multiverso Comic Con (Canoas)
Ugra Zine Fest (São Paulo)
Exposição
Breve História do Mangá no Brasil (Gibicon/JBC)
David Lloyd – Um Inglês e o Brasil (Gibicon)
Exposição Kim Jung Gi – O gigante do oriente (Gibicon)
Imersão – Renato Guedes (Galeria Ornitorrinco e Gibicon)
Luz e Sombras – O Universo Fantástico de Salvador Sanz (Gibicon)
O Mundo Segundo Mafalda (Praça das Artes)
Ocupação Laerte (Itaú Cultural)
Livro
A Arte de Neil Gaiman – Harley Campbell
Heróis dos Animês – André Morelli
Humor Paulistano – A Experiência da Circo Editorial, 1984-1995 – Toninho Mendes (org.)
O Uso das Cores – Cris Peter
Quadrinhos e literatura: diálogos possíveis – Paulo Ramos, Waldomiro Vergueiro e Diego Figueira (orgs.)
Quadrinhos: história moderna de uma arte global – Dan Mazur e Alexander Danner
Tiras Livres: Um Novo Gênero dos Quadrinhos – Paulo Ramos
Novo Talento Desenhista
Felipe Nunes (Klaus)
Gabriel Jardim (Café)
Germana Viana (Lizzie Bordello e as Piratas do Espaço)
Gustavo Borges (Edgar, Em Busca da Energia dos Ventos)
Marco Oliveira (Aos Cuidados de Rafaela)
Samanta Flôor (Click)
Thiago Souto (Mikrokosmos)
Novo Talento Roteirista
Bianca Pinheiro (Dora e Bear)
Clayton InLoco (Hurula)
Felipe Nunes (Klaus)
Guilherme de Sousa (A Última Bailarina)
Gustavo Borges (Edgar, Em Busca da Energia dos Ventos)
Samanta Flôor (Click)
Zé Wellington (Quem Matou João Ninguém)
Produção para Outras Linguagens
Agents of SHIELD 2ª Temporada (série de TV)
Capitão América 2 – O Soldado Invernal (filme)
Cena HQ (teatro)
Guardiões da Galáxia (filme)
Lili, a Ex (série de TV)
Luzcia, a Dona do Boteco (curta baseado em HQ de Luciano Salles)
X-Men, Dias de Um Futuro Esquecido (filme)
Projeto Editorial
Canone Gráfico (Boitempo/Barricada)
Coleção Histórica Marvel (Panini)
Grande Sertão Veredas (Globo)
Graphic MSP (Panini)
Humor Paulistano: A Experiência da Circo Editorial (SESI-SP)
Série Recordatório (Marsupial)
Selo Vertigo (Panini)
Publicação de Aventura-Terror-Ficção
20th Century Boys (Panini)
All You Need is Kill 1 e 2 (JBC)
Astronauta – Singularidade (Panini)
Demolidor 3 a 6 (Panini)
John Constantine – Hellblazer – Infernal vols. 1 a 3 (Panini)
Ronda Noturna (Zarabatana)
Zero Point (HQM)
Publicação de Clássico
A Saga do Monstro do Pântano 1 a 3 (Panini)
Coleção Marvel Terror: A Tumba de Drácula vol. 1 (Panini)
Creepy, Contos Clássicos de Terror vol. 2 (Devir)
Do Inferno (Veneta)
Lucky Luke vol.4 (Zarabatana)
Miracleman 1 (Panini)
Surfista Prateado – Parábola (Panini)
Publicação de Humor Gráfico
As Periquitas 1 (Kalaco)
Có! & Birds (Quadrinhos na Cia)
GRUMP, Naqueles Tempos – 20 anos de História (Independente)
Lizzie Bordello e as Piratas do Espaço (Jambô)
Nenhum Dia Sem um Traço (Independente)
O Livro de Ouro do Recruta Zero 1 (Pixel)
Pensamentos Babacas (Independente)
Publicação de Tira
Armandinho (Independente)
A Vida com Logan – Para ler no sofá (Jupati)
Calvin e Haroldo – As Tiras de Domingo 1985-1995 (Conrad)
Grump – Naqueles Tempos (Independente)
Macanudo 7 (Zarabatana)
Valente – Para o que der e vier (Panini)
Vida e Obra de Terêncio Horto (Quadrinhos na Cia)
Publicação Independente de Autor
Edgar 1 (Gustavo Borges)
Magra de Ruim (Sirlanney Nogueira)
Mayara & Annabelle vol. 1 (Pablo Casado e Thales Rodrigues)
Nenhum Dia Sem Um Traço (Ernani Cousandier)
Pátria Armada (Klebs Junior)
Revolta! (André Caliman)
Smegma Comix 1 (Pablo Carranza)
Publicação Independente de Grupo
321 Fast Comics
Café Espacial 13
Fronteira Livre
O Gralha – Tão Banal Quanto Original
QUAD 2
Um Rock para Caçador
Vigor Mortis Comics 2 – Sangue, Suor e Nanquim
Publicação Independente One-shot
A Última Bailarina (Guilherme de Souza)
Captar (Camilo Solano e Thobias Daneluz)
Click (Samanta Floor)
Dora (Bianca Pinheiro)
Morphine (Mário Cau)
Quaisqualigundum (Davi Calil e Roger Cruz)
Talvez Seja Mentira (Shiko)
Publicação Infanto-Juvenil
Aú, O Capoerista e o Fantasma do Farol (Independente)
Bear 1 (Nemo)
Bidu, Caminhos (Panini)
Bolinha e os homenzinhos de Marte (Pixel)
Da Terra à Lua (Desiderata)
O Cão que Guarda as Estrelas (JBC)
Valente – Para o que der e vier (Panini)
Publicação Mix
Clássicos Revisitados vol. 2 – Monstros Noir (Independente)
Dark Horse Apresenta 1 e 2 (HQ Maniacs)
Gibi Quântico (Independente)
Henshin! Mangá (JBC)
Imaginários em Quadrinhos vol. 3 (Draco)
Juiz Dredd Magazine (Mythos)
Safadas vols. 1 a 4 (Nemo)
Roteirista Estrangeiro
Alan Moore (Juiz Dredd Magazine e Fashion Beast)
Brian K. Vaughan (Saga vol. 1)
Étienne Davodeau (Os Ignorantes)
José-Louis Bocquet (Olympe de Gouges)
Mark Waid (Demolidor)
Matt Fraction (Gavião Arqueiro)
Naoki Urasawa (20th Century Boys)
Roteirista Nacional
André Diniz (Duas Luas)
Eloar Guazzelli (Kaputt)
Laudo Ferreira Jr. (Yeshuah vol. 3 – Onde Tudo Está)
Magno Costa (A Vida de Jonas)
Marcello Quintanilha (Tungstênio)
Marcelo D’Salete (Cumbe)
Marcelo Saravá (Aos Cuidados de Rafaela)
Tira Nacional
A Vida como ela Yeah (Adão Iturrusgarai)
Chiclete com Banana (Angeli)
Malvados (André Dahmer)
Manual do Minotauro (Laerte)
Mentirinhas (Fábio Coala)
Níquel Náusea (Fernando Gonsales)
Salmonelas (Benett)
Web Quadrinhos
Bear
Beladona
Edgar
O Diário de Virginia
Quadrinhos Ácidos
Salsicha em Conserva
Terapia
Web tiras
A Vida com Logan
Coelho Nero
Edibar
Mentirinhas
Um Sábado Qualquer
Última Quimera
Will Tirando
História de Marcelo Caraciolo Tucci e arte pelo Eder

Olá, camarada, tudo certo?

E com muita felicidade que atualizo o bloguesaite com a notícia que vai sair a segunda edição da revista HQuê!

Esse foi um projeto que teve início em uma Oficina que conduzi no SESC Araraquara, em maio de 2014. O grupo formado na oficina se manteve e agora lança a segunda edição da revista. Uma coletânea com 12 histórias de até quatro páginas por autor.

Recebi o convite para escrever o posfácio desta segunda edição e ainda ganhei uma baita homenagem ao ser retratado na história do Marcelo Caraciolo Tucci, desenhada magistralmente pelo Eder e que você pode conferi aqui.

Ainda não há data para o lançamento da nova edição de HQuê, mas assim que souber, compartilho com vocês!

E exatamente em cima do que foi dito nesta postagem, ontem foi publicada a minha segunda coluna no Stout Club. Escrevi sobre o ‘Famigerado Mercado dos Quadrinhos Independentes’ e minha experiência com o mesmo.

Leia a coluna na integra direto no Stout Club e conheça essa beleza de site, onde há muito sobre fotografia, artes, quadrinhos, mulher bonita e música.

Grande abraço.

Luciano Salles.

Gustavo Duarte desenhou a abertura do intervalo 03
de L’Amour: 12 oz. Cores por Marcelo Maiolo.

Olá camarada, tudo certo?

Como prometido, hoje é dia de revelações!
Com muita honra, abro o texto com o lindo desenho que o Gustavo Duarte fez para intervalo 03 de doze onças.

Gustavo Duarte é formado em design gráfico pela UNESP de Bauru. Além de renomado ilustrador, como quadrinista é autor de Có, Taxi, Birds, Monstros, 13 e é o responsável pela Graphic MSP Pavor Espaciar. Nem preciso dizer que o Gustavo é dono de um traço único.

E, como estou falando sobre minha nova história em quadrinhos, é com muita satisfação que anuncio o nascimento da editora MINO.

A editora MINO brota com o lançamento de L’Amour: 12 oz. Um pouco mais de novidades?
Já tenho o nome do segundo artista a assinar com a MINO. É o Shiko, que acabou de ganhar um HQMIX como desenhista nacional e outro pela Graphic MSP Piteco – Ingá.

Confira tudo sobre a editora em sua página pelo Facebook.

Depois de tantas novidades, logo no começo de novembro você encontrará seu exemplar de L’Amour: 12 oz pelas livrarias do país e como de costume, aqui pelo bloguesaite!

Espero que tenha gostado das novidades e que novembro chegue logo!

Grande abraço.

Luciano Salles.

TMNT por Luciano Salles

Agora com L’Amour: 12 oz finalizada e bem encaminhada, começo a preparar três prints exclusivos para a Comic Con Experience, que acontece de 04 a 07 de dezembro, em São Paulo.

As Teenage Mutant Ninja Turtles, ou TMNT ou ainda, como bem conhecemos, as Tartarugas Ninja, será um deles. Coloquei aqui duas das etapas, desde o primeiro sketch que fiz até a arte final em PB. Logo mais, as cores darão o ar da graça na peça.
E falando em CCXP, gostaria de divulgar que recebi mais uma vez o Apoio da Mondrian Ambiente para minha hospedagem. Isso sempre dá uma grande tranquilidade pois, como artista independente, ficar uma semana em São Paulo acaba sendo bem caro.
Grande abraço!
Luciano Salles.
Primeiro sketch das cabeças. O rascunho 02 ficou
praticamente o mesmo do desenho finalizado.

TMNT por Luciano Salles