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Imagem que contém resenha no instagram do Fora do Plástico
Olá. tudo bem?
Na semana passada saiu uma resenha da minha última publicação em quadrinhos pelo Fora do Plástico, uma conta do Instagram que é fantástica e basicamente fala sobre HQ. É muito legal seguir a conta e perceber como eles sabem utilizar extremamente bem a plataforma.
Conheci a Mariana e o Pedro, casal responsável pela página, no FIQ 2018. Não lembro se concedi alguma entrevista para eles que são extremamente simpáticos, interagem muito bem e de forma inteligente, com os autores.
Segue a resenha e aqui está link para você seguir o Fora do Plástico no Instagram. Com certeza vale por toda publicação que fazem!
Deixo aqui meu abraço e, logo abaixo, o link para adquirir seu exemplar de EUDAIMONIA!
Luciano Salles.

Clique na imagem para ser direcionado para minha conta na Amazon. A HQ será enviada com um autografo e dedicatória.

Resenha de EUDAIMONIA pelo Fora do Plástico
Texto por Mariana Viana.

“Eudaimonia não é um quadrinho fácil. Nada ali está explicado ou entregue de forma fácil e evidente. Na verdade, foi somente na segunda leitura que captamos alguns detalhes e nuances que Luciano Salles insere em meio a suas hachuras e traços finos em nanquim. Aqui, acompanhamos um matador de aluguel vestido de leopardo (que parece um tanto tolo) que tem uma segunda chance para efetivar sua caçada. Para isso, ele conta com a ajuda de Luzcia, a rabugenta dona de um boteco.

Com falar característico, olhar duro, e crises de artrite, Luzcia é um personagem que gera empatia no primeiro olhar (mesmo já tendo sido apresentada em um dos primeiros trabalhos do autor). O quadrinista traz para a protagonista uma força visceral feminina, que transmite a garra de uma sobrevivente, custe o que custar. Luzcia parece não conhecer o medo.

Embora a HQ não entregue muita profundidade na construção dos personagens, toda a narrativa de Eudaimonia flui facilmente, embalada pela arte única de Luciano Salles e pelo tom de suspense. É uma pena que o quadrinho seja tão curto. Terminamos com a sensação de que poderíamos ver aquela história se desenrolar por várias páginas, afinal, ela capta o leitor, deixando-o imerso no universo nonsense ali apresentado.

Você pode terminar este gibi com um ponto de interrogação ou pode se sentir inebriado pela experiência inusitada que o quadrinho proporciona, já buscando retornar à primeira página. Na verdade, não há como prever a reação de um leitor a Eudaimonia. Talvez fosse exatamente esse o objetivo do autor: despertar um resultado imprevisível em quem fecha as últimas páginas do gibi.”


Curso de férias no Instituto HQ
Olá, tudo bem?
No dia 28 de janeiro de 2017, um sábado, estarei novamente em São Paulo mas agora para coordenar dois cursos de férias no Instituto HQ. Ambos terão três horas de duração sendo um no período da manhã e o outro no período da tarde do mesmo sábado.
Na parte da manhã, das 9h às 12h, apresento:  Como entender seu estilo de desenho e narrativa. Esse foi um curso criado para aproximadamente 6 horas mas gosto muito da ideia de comprimi-lo na metade do tempo. Já realizei oficinas e aulas deste curso nos dois formatos e ambos conversam e se fazem entender muito claramente nas duas extensões.
Curso de férias no Instituto HQ
Neste curso tento passar ao aluno diretrizes e por que não dizer, caminhos, em como perceber de forma intuitiva a sua forma natural de se expressar, seja pelos desenhos como pelas histórias contadas.
Já no período da tarde, das 13h às 17h, apresento: A economia criativa e os quadrinhos. Esse é um curso novo que estou montando para o formato de três horas. Há tempos pensei nesta aula mas ainda não havia tido a oportunidade de apresentá-la.

É algo que percebo em muitas das dúvidas que recebo pela internet. É recorrente a dificuldade em se mensurar valores, estruturar planejamentos, ter uma gestão profissional do trabalho como quadrinista ou ilustrador. De nada adianta ser um exímio desenhista, quadrinista ou ilustrador se você não consegue  divulgar seu projeto, vender esse trabalho de forma consciente, não invasiva, dentro dos prazos e nos valores corretos. E dentro de todos estes parâmetros, estudando um pouco de economia criativa e seus conceitos, decidi montar o curso.

Vale lembrar que as vagas são limitadas, as matrículas já estão abertas e você pode fazer a sua inscrição direto pelo e-mail escola@institutohq.com.br, informando no corpo do e-mail seu nome completo, RG, telefone e curso escolhido. Existe também a opção de fazer sua inscrição pelo telefone (011) 5072 6161.

Qualquer dúvida ou sugestão é só deixar nos comentários. Nos encontramos em janeiro no Instituto HQ.

Um abraço.

Luciano Salles.

Oficina de Quadrinho de Autor e Publicação Independente no SESC Campinas
Oficina de Quadrinho de Autor e Publicação Independente
no SESC Campinas
Olá, tudo bem?
Respondendo a pergunta do título do post, a oficina foi fantástica!

Apesar de ter acontecido em uma quarta e quinta-feira, num horário não tão favorável – das 16h às 19h – o público foi ótimo.

Uma baita turma entendida de quadrinhos e processos. A oficina, por si só, aconteceu como dois dias de boas trocas de informações onde apenas coordenei como publicar uma história em quadrinhos, desde a ideia da história até vender seu trabalho.
A unidade do SESC Campinas é linda e preciso ressaltar que fui muito bem atendido por todos, dando o destaque para a Valquíria, que cuidou de tudo com a máxima atenção.
Muito obrigado a todos que prestigiaram a Oficina de Quadrinho de Autor e Publicação Independente e ao SESC Campinas.
Um abraço.
Luciano Salles.
Teaser de Limiar: Dark Matter

Olá camarada, tudo certo?

Como prometido, aqui está o teaser de Limiar: Dark Matter, minha nova história em quadrinhos que será lançada no dia 12/10/2015.

Torço para que tenha gostado da imagem e a mesma instigado sua curiosidade!

Como pode ter percebido no teaser, as cores do quadrinho estão nas mãos do fantástico colorista Marcelo Maiolo, que hoje é responsável pelas cores nos títulos Batman Beyond para DC Comics, Old Man Logan para a Marvel Comics, Pacific Rim com Guillermo Del Toro para Legendary e é um dos autores de King para Amazon.

Mas do que se trata essa história em quadrinhos? De onde veio essa ideia? E qual o motivo por qual essa história encerra o arco aberto em O Quarto Vivente?

Sinopse de Limiar: Dark Matter
Amerício, Carino e Nádio, três amigos tentando quebrar uma ordem estabelecida entram por uma lendária porta em um processo de vingança que trará consequências que o universo conspira.

O que me levou a escrever essa nova HQ
Somos memória. Quando morremos nada mais somos do que apenas memória para aqueles que ficaram. Uma memória que se esvai, invariavelmente. Entretanto isso se aplica a tudo sendo incluido o universo.

Explico melhor.

Nosso corpo está em ordem quando, por exemplo, a idade – nosso fator comum – ou qualquer outro motivo o faz entrar em colapso e então caminhamos para deixar de existir. Com o universo é exatamente igual porém com uma projeção de tempo em bilhões de anos.

Hoje não notamos pois tudo parece estar estável (de certa forma) até que um evento, uma disfunção ou fagulha abra um novo princípio para a ordem entrar em colapso e mergulhar em um novo caos, que naturalmente se ajusta a uma nova ordem e assim, ciclicamente.

O caos procura naturalmente a ordem que naturalmente deseja o caos.

O motivo de Limiar: Dark Matter encerrar o arco aberto em O Quarto Vivente
Percebi isso quando terminei de escrever o roteiro da HQ.
Trabalhei com sensações humanas como o ego, o amor e a compaixão em sua forma pura tanto em O Quarto Vivente como em L’Amour: 12 oz. Limites, desejos e o acaso formalizado também foram enfatizados de uma forma ou de outra. Inconscientemente precisava retratar de outra maneira a busca incondicional que Juliett-e Mano-n (a jovem protagonista de O Quarto Vivente) faz.

A busca de Juliett-e é o que me motiva. É a roda do mundo. É o futuro e o amor dissipado. É a ruptura da última barreira. Assim com o boxeador (M) de L’Amour: 12 oz, que ama incondicionalmente para além do tempo cronológico, a frente do subjetivo futuro e que retrocede ao passado.

Encerro o arco em um desejo embutido na amizade de três pessoas, na vontade conjunta seja através do ódio ou do amor que conduz. Se através de catalisadores ou não, sua vontade é a mola propulsora que faz o universo tocar o próximo.

O ciclo se fecha para então ser aberto para o novo.

É isso camarada!
Espero que tenha gostado do teaser e faço o convite para seguir a página de Limiar: Dark Matter no Facebook e seguir o blog. Assim você não perde nada das atualizações que ainda estão por vir.

Muito obrigado.

Luciano Salles.

Olá, tudo bem?

Em 07/10/2014 foi publicado em minha coluna no Stout Club o texto O Mercado dos Quadrinhos Independentes. Esse texto escrevi especialmente para o Stout e originalmente publicado ali. A partir de então, com essa pequena publicação, eu comecei a receber e-mails, mensagens direta via Twitter e mensagens inbox no Facebook sobre o que escrevi.

E, entre as mensagens comecei a perceber uma demanda e correlação que me fez pensar e analisar todo aquele conteúdo. Mas isso é assunto para uma próxima postagem.

Gostaria então de registrar aqui no blog, o texto que foi originalmente publicado no site do Stout Club.

O Mercado dos Quadrinhos Independentes

Camarada, faz dois anos que vivo exclusivamente pelos quadrinhos. Antes, labutei como engenheiro civil e depois em uma grande instituição financeira tendo as HQ, apenas como um entretenimento que ocupava a lacuna “sonhos” em minha cabeça. Esse período englobou quase 20 anos da minha vida.

Em abril de 2012, por motivo de saúde, pedi demissão e mergulhei de cabeça em produzir meus próprios quadrinhos. De repente, o famigerado e monstruoso mercado nacional das bandas desenhadas, “valorizou” o meu trabalho.

Explico melhor.

Sempre ouço alguém dizendo que o mercado não valoriza os quadrinhos nacionais, que só prioriza os mesmos, que as edições agora tem uma mísera tiragem de 1.500 cópias, ou até que não existe um mercado de HQ no país. Confesso que tenho dificuldades em entender o embasamento dessas perguntas.

Logo acima, quando disse que o mercado “valorizou” o meu trabalho, foi simplesmente pelo fato de que eu fiz uma revista. Ou seja, o mercado “viu” meu produto pois eu pensei em uma história, acreditei nela, escrevi um roteiro, desenhei tudo isso, fiz as cores, fui até uma gráfica rápida e imprimi 100 cópias, dobrei todas as folhas, fiz uma capa para o melhor acabamento que eu podia oferecer e enviei 3 ou 4 revistas para sites que costumam resenhar quadrinhos. Afinal, eu precisava de um parâmetro para a minha primeira experiência.

Recebi uma crítica muito legal de um destes sites e a trabalhei no meu blog e redes socias. O resultado foi que os 100 exemplares impressos foram vendidos! Você pode pensar: 100 edições e o camarada está comemorando? Sim! Exatamente! Comemorei o fato de uma ideia minha ter sido direcionada para a nona arte e essa ter sido aceita por 100 pessoas. O que mais eu poderia querer? Editoras correndo atrás de mim e do meu trabalho? Ser contratado para desenhar para a Marvel? DC? Ser convidado para festivais de quadrinhos? Isso é estar no mercado?

É por isso que digo não entender quando alguém já sai metralhando o mercado de HQs no Brasil. Aquela era minha primeira história em quadrinhos. Eu a fiz sozinho e o ciclo se fechou quando cada uma, das 100 pessoas, leu a revista.

O mercado é consequência do que crio. Ainda hoje não tenho uma editora que publica meus trabalhos. Entre as tantas etapas para lançar minha terceira HQ autoral, confesso que muita coisa mudou e para melhor.

Minha segunda empreitada foi com O Quarto Vivente. Eu vendi a minha moto para bancar a impressão da revista. Separei mais de 100 edições, de uma tiragem de 2.000, para enviar aos sites especializados em resenhas e para pessoas que trabalham diretamente com a mídia. Até o momento vendi 1.100 revistas. Muitas diretamente pelo meu blog e tantas outras por lojas especializadas em quadrinhos, as quais procurei para consignar minha revista. Lançei o álbum no dia 12 de junho de 2013 e ainda hoje trabalho todos os dias em cima de O Quarto Vivente, pois sei que ainda existem muitas pessoas que nem sequer ouviram falar dessa HQ.

Pergunta: O mercado se abriu para mim? O mercado “valorizou” meu trabalho? O mercado me aceitou?

Se você tem a certeza de que ama fazer algo e quer aquilo para sua vida, faça. Faça de coração aberto, verdadeiramente e sendo sincero com você mesmo. Trabalhe 12, 14, 20 horas por dia. Produza sua ideia e não espere a amargura do tempo e paradigmas esmagarem seus desejos.

O famigerado mercado dos quadrinhos autorais e independentes é apenas reativo ao seu trabalho, e garanto, ele existe e apenas aguarda a sua HQ. Pode ter certeza!
(A), um dos personagens de ‘L’Amour: 12 oz’

Olá, rapeize. Tudo bem?

Conforme as páginas da revista vão ficando prontas, maior o carinho que tenho com todo trabalho.

É um trabalho que demanda tempo mas que é apaixonante. As páginas vão se acumulando e as mesmas chegam lindamente coloridas, em lotes, diretamente enviadas pelo Maiolo.

Não optei por um financiamento coletivo, pois ainda não sei se consigo números de apoiadores suficientes para uma empreitada assim.

Então, surgiu o convite da editora. É tentador e ao mesmo tempo estranho. Gosto de ter o controle da qualidade da impressão, da escolha do papel das páginas, dos custos, controle do papel da capa, se haverá verniz, o custo final da revista e tudo mais.

Está chegando a hora de pensar em tudo isso e realmente conversar com os camaradas editores. Com certeza, farei o que for melhor para a revista pois certamente, o que for melhor para a HQ, será melhor para o leitor e também, melhor para mim.

Espero que esteja tão ansioso quanto eu para pegar essa HQ nas mãos. Chega logo novembro!

Baita abraço.

Luciano Salles.

‘L’Amour: 12 oz’ é a nova HQ de Luciano Salles.
‘Preview’ de cores por Marcelo Maiolo.
Rapeize, tudo bem? Espero que sim!
Vamos direto para as novidades:
16: A imagem ao lado é uma sequência de três quadros com o preview da HQ pintada pelo incrivelmente talentoso, Marcelo Maiolo. As páginas estão ficando bonitas demais e só posso mostrar isso. Guarde com carinho!
17: O história possui três intervalos de tempo durante sua leitura. Esses intervalos que compõem a revista terão a arte de três camaradas que admiro demais. E não sou só eu que admiro! Isso eu gostaria de deixar muito bem claro! Ao invés de uma galeria de arte tradicional no final da revista, intervalos assinados encorpam a HQ. Agora você deve estar pensando nos nomes? Quem sabe em um próximo post sobre a revista.
Por enquanto é isso.
Espero que esteja ansioso para ter um exemplar de ‘L’Amour: 12 oz’ em sua mão no mês de novembro. Estou trabalhando com o máximo de carinho que cada página merece, pois o final de todo o processo é você ter um belo material para ler e apreciar.
Um grande abraço!
Luciano Salles.
Olá camarada. Tudo bem?
Estou feliz e profundamente imerso nos trabalhos da minha nova HQ. E como o post abre sobre novidades, vamos lá!
09: Novo video de L’Amour: 12 oz para você. Assista e se gostar, compartilhe.

10: Ainda não decidi sobre o processo de crowdfunding
11: Uma editora se apresentou interessada na HQ e já conversamos bastante. Não posso deixar de ressaltar que isso me deixa contente demais.
12: O revista estará com certeza na minha mesa na Comic Con Experience, que acontece em São Paulo, entre 4 e 7 de Dezembro de 2014.
Encerro por aqui!
Espero que tenha gostado do video estilo ‘one take’.

Grande abraço!

Luciano Salles.

“Ao abrir da contagem feita pelo juiz, os dez segundos são uma eternidade ensanguentada. Quando os olhares se encontram, as horas adquirem um comportamento volátil. É como um poderoso vírus mutante. De qualquer forma, o tempo castiga os eleitos que amam. É dessa maneira que L’Amour: 12 oz se conduz dentro das histórias de quatro personagens. O velho pugilista (M) nos orienta em tudo, do início ao fim”.



Olá camarada. Tudo certo?
Aqui está o teaser da minha nova HQ e que deve ser lançada em novembro de 2014.
O subtítulo oz é referente a unidade de medida inglesa de massa onça.
Doze onças é o exato peso das luvas de boxe que os lutadores da categoria peso pesado usam.
Aqui pelo Dimensão Limbo você pode acompanhar o desenvolvimento da revista e todas as novidades que ela trará! 

Baita abraço!


Luciano Salles.
O Quarto Vivente, de Luciano Salles
Olá camarada. Tudo bem?
O Quarto Vivente recebeu mais uma resenha bem legal! Agora veio no Melhores do Mundo, pelo famigerado Poderoso Porco, que tive a honra de conhecer pessoalmente, no FIQ 2013.
Como sempre, aqui você pode conferir a resenha completa que O Quarto Vivente recebeu, mas faço a sugestão que pule para o MDM, para ler as resenhas das demais citadas e conhecer essa galera que faz acontecer!
Aliás, se você não conhece o Melhores do Mundo, essa é a hora!
Baita abraço.
Luciano Salles.
Abaixo, breve explicação para o termo: Parangaricutirimirruaro.

Resenha: O Quarto Vivente
Por Poderoso Porco, em Janeiro 13, 2014.
O nosso >Parangaricutirimirruaro< Luciano Salles é um cara mais malandro que o gato: não sei se intencional ou acidentalmente, quando ele venceu o concurso de artes para o livrão Ícones dos Quadrinhos (onde uma caralhada de homenageavam ícones da história das HQ’s mundiais), muita gente se perguntou “Quem é Luciano Salles?”.

Ele não só se apresentou para o combate como sacou de debaixo do braço a desconcertante O Quarto Vivente. Desconcertante porque aborda um futuro distópico em que a Eurásia foi pro brejo e os cidadãos dos continentes foram acolhidos por outros países do mundo – a França passou a “existir” dentro do Brasil. O ano é 2177 e as mudanças globais geraram alterações na própria forma dos sujeitos apreenderem o mundo, nas formas de socialização e compartilhamento. A humanidade se tornou uma raça estranha, fria e distante uns dos outros (lembra bem os kriptonianos de John Bráine – inclusive nas roupas bizarras). Não há surpresa, não há encanto: só resta o estranhamento.

Salles, nosso >Parangaricutirimirruaro< dos óculos fodões, reforça isso alterando mesmo a linguagem dos personagens: há intervenções do francês, perturbações nos tempos verbais, neologismos. Esse estranhamento inclusive faz com que engrenar a leitura seja uma tarefa um tanto complexa de início – com o tempo se acostuma com o ritmo e a terminologia, mas começar é difícil. A arte do Salles tem uma pegada urbana, do grafitti, que combina bem com a trama. Só me incomodaram um pouco as cores, às vezes sintéticas demais.

Ah, e concordo com o Raphael Fernandes do Contraversão: O Quarto Vivente PRECISA ser lida mais de uma vez.