Posts

Recorte de um quadro de Limiar: Dark Matter, a nova
HQ de Luciano Salles com cores de Marcelo Maiolo.
Ok, o tempo passa e outubro está chegando.
Ou melhor, 12 de outubro, dia do lançamento da minha nova HQ. É um trabalho lascado mas com certeza bom demais.
Se ainda não leu as quatro atualizações anteriores aqui estão todos os links:
Páginas pixelizadas com a paleta de Limiar: Dark Matter
Agora vamos para as novas!
26. A revista já está toda pronta, com capa, ISBN, ficha catalográfica, diagramada e agora em processo de revisão final do texto. Hoje fiz a revisão de todas as páginas coloridas. Tudo está ok e somente recebendo um última afinação.
27. Como pode perceber aqui estão as páginas super pixelizadas e da para conferir a paleta que o Maiolo chegou a partir das referências que enviei.
28. A gráfica já foi escolhida e posso antecipar que o preço da revista ficará entre R$ 30,00 e R$ 35,00. Ainda faltam alguns detalhes para chegar ao valor ideal mas a HQ segue o mesmo padrão de O Quarto Vivente e de L’Amour: 12 oz ou seja, formato A4, lombada quadrada, capa com verniz de reserva, orelhas, papel couchê 150gsm, costurada e colada
29. Já há três datas de lançamentos confirmadas. Outros locais bem legais estão sendo agendados e só faltam as datas para ter a certeza do evento. O que já está confirmado:
– Araraquara (Mondrian Ambiente) – 16/10/2015
– São Paulo (Gibiteria) em 17/10/2015
– Santos (Gibiteca de Santos) em 18/10/2015
– Belo Horizonte (FIQ – Serraria Souza Pinto) entre 11 e 15/11/2015
– São Paulo (CCXP – São Paulo EXPO) entre 3 e 6/12/2015
30. E não aguentei e revelei para você um quadro da HQ.
31. Para fechar as novidades, existe uma página de Limiar: Dark Matter no Facebook. Deixo o convite para você curtir a página.
É isso camarada!
Um grande abraço para você.
Luciano Salles.
Teaser da minha terceira HQ independente
Limiar: Dark Matter
Olá camarada, tudo certo?
Faz três anos e três meses que vivo somente pelos quadrinhos. Durante este curto período de tempo produzindo minhas HQ percebi alguns detalhes que funcionavam legal para o meu trabalho.
Somado a isso, nos últimos seis meses tenho recebido alguns e-mails e mensagens de outros autores iniciantes – assim como eu – procurando tirar algumas dúvidas em relação a divulgação, precificação, roteiro, ideias, festivais de quadrinhos e muitas outras questões pertinentes.
Foi exatamente desta forma que se originou a ideia para essa postagem. Fiz a segunda parte chamada + 12 dicas para um quadrinista independente e você pode conferir neste link.
Um detalhe que gostaria de destacar é que estas dicas funcionaram e ainda funcionam para mim e assim, podem não ser necessariamente útil para seu método de trabalho. Pode até parecer pretensão mas como acredito muito no famoso
Capa da minha segunda HQ independente
O Quarto Vivente
jargão punk do it yourself, sinto que devo passar adiante para você que está começando nesta labuta tão prazeirosa que é fazer quadrinhos.
Espero que de alguma forma qualquer uma destas dicas possam te auxiliar. Muito bem, vamos ao que interessa!
Minhas 21 dicas para um quadrinista independente.

01. Para que você produza sua HQ é necessário antes de tudo gostar de quadrinho. Mas um(a) quadrinista que só lê HQ não vai produzir algo muito diferente do que já se espera. Procure ler de tudo, assista a filmes, séries, pesquise a fundo um assunto que te interessa. Seja curioso. Seja observador.
02. Sua primeira HQ deve ser curta. De dez a vinte páginas está ótimo!
Capa da minha primeira HQ independente
Luzcia, a Dona do Boteco
Leia online aqui
03. Com a ideia na cabeça, escreva todo roteiro da sua HQ para somente então começar a desenhar. Esse é um ponto primordial! Trate bem o roteiro. O desenhos das páginas ficarão mais simples de serem executados e darão menos dor de cabeça com um bom roteiro dissecando todos os quadros e páginas.
04. Com o roteiro pronto é hora de sentar e começar a desenhar. Seja paciente e desenhe. Não desanime e desenhe. Seja persistente e desenhe, desenhe e desenhe.
05. Agora já com as páginas prontas, revise o texto do seu quadrinho. Peça para pessoas de sua confiança ler sua HQ para ver se nenhum erro passou batido. Erros de português são sempre notados, apontados e podem desmerecer todo seu trabalho.
06. Com sua revista impressa, envie sua HQ para sites especializados em quadrinhos para uma possível resenha. Sites com o Pipoca e Nanquim e Universo HQ são excelentes meios para saber como seu quadrinho pode ser recebido por um possível leitor.
07. Monte um blog para concentrar seu trabalho e por onde possa vender online sua HQ. Mantenha uma regularidade nas atualizações deste blog. Esse item é de suma importância!
08. Use as redes sociais para divulgar seu trabalho em quadrinhos sempre embasado pelo seu blog. As redes sociais tem seu tempo de maturação e inevitavelmente são substituídas. Assim não dependa exclusivamente delas para divulgar seu quadrinho. Digo que as redes sociais tem seu tempo de vida pois tenho certeza que você não usa mais o ICQ, o Fotolog ou Orkut, certo? Assim, de ênfase ao seu blog.
09. Quando for enviar sua HQ via Correios, faça um bom pacote com plástico bolha e se necessário um papelão para dar firmeza ao pacote. Afinal, quando você recebe uma revista que comprou via Correios não gosta de nenhum amassado. Cuide para que a sua HQ chegue intacta ao destino final.
10. Envie sua revista via Correios através de uma Carta Registrada – Módico. O custo é menor por se trata de literatura e você terá o número de rastreio da encomenda para acompanhar o andamento do envio.
11. Como você tem o número de rastreio do envio da sua HQ, acompanhe o pedido através do site dos Correios para ver quando a mesma for entregue. Envie um e-mail perguntando ao destinatário se o pacote foi suficiente para toda viagem. Isso não custa nada, vai tomar 5 minutos do seu dia e você vai parametrizar se o seu pacote está legal o suficiente para toda truculenta viagem e transporte que sua revista enfrentará.
12. Vá para os Festivais de Quadrinhos pois é ali que tudo e todos vão se concentrar. Ali estarão os quadrinistas, roteiristas, desenhistas, ilustradores, editoras, editores e o publico consumidor. FIQ, CCXP e Gibicon são excelente exemplos de festivais onde seu trabalho pode ser muito bem difundido e divulgado.
13. Entenda que sua HQ é um produto de entretenimento e que estando em um Festival de Quadrinhos você vai ter que vender esse produto. Seja agradável na venda.
14. Saiba em poucas palavras contar sobre o que se trata seu gibi.
15. Tenha uma periodicidade na produção dos seus quadrinhos. Uma HQ a cada ano e meio está de bom tamanho.
16. Quando receber um e-mail, mensagem ou qualquer forma de contato de um leitor, responda. Separe um horário e alguns minutos do seu dia para isso. Isso é extremamente recompensador para você autor e para quem enviou o e-mail e aguarda uma resposta.
17. Para chegar no valor de venda da sua revista tenha em mente o custo unitário vindo diretamente da gráfica, as taxas percentuais sobre as vendas que o PayPal ou qualquer outra ferramenta de venda online cobra. Não se esqueça das taxas percentuais das máquinas de cartão de crédito e débito. Entenda que a revista tem que se pagar com pelo menos metade da tiragem vendida.
18. Confie no seu trabalho. Acredite na sua história, no seu traço (se você também for desenhista) e na sua história em quadrinhos com um produto final.
19. Não balize ou parametrize seu trabalho pelo o que estiver sendo bem aceito pelo mercado. Se fizer desta forma seu trabalho será apenas um genérico do que já existe. Faça o que acredita que deve ser feito e da forma que deve ser feito. Conte a história que deseja mostrar ao público leitor. Entenda que seu trabalho é um trabalho único.
20. Aceite que o início é sempre lento e aproveite para aprender com cada crítica, resenha e comentário que receber sobre sua HQ.
21. Por último e não menos importante: jamais subestime o leitor.

Luciano Salles.

Olá camarada, tudo certo?

Uma das coisas mais importantes como quadrinista independente é ir aos eventos de quadrinhos. Como moro no interior do estado de São Paulo, priorizo os

maiores eventos pela questão do custo/benefício.

Ainda este ano vou para o FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos) e para a Comic Con Experience. Como o intuito é divulgar e vender

meus quadrinhos, os custos com hotel, alimentação e viagem não podem tirar todo o lucro das vendas pois ainda existe a despesa da gráfica para cobrir. Desta forma, eu sempre procuro apoio cultural para essas despesas extras.

Ainda não tenho 100% das despesas extras suportadas com apoio cultural mas boa parte delas sim.
Com o apoio da Mondrian Ambiente e World Game para a CCXP e da Aliança Francesa Araraquara e World Game para o FIQ, as coisas ficam realmente muito mais fácil.

Como fui convidado para o 21º Fest Comix essas despesas não existem e assim é sempre torcer para rolar um convite para os eventos!

Grande abraço!

Luciano Salles.

Teaser de Limiar: Dark Matter

Olá camarada, tudo certo?

Como prometido, aqui está o teaser de Limiar: Dark Matter, minha nova história em quadrinhos que será lançada no dia 12/10/2015.

Torço para que tenha gostado da imagem e a mesma instigado sua curiosidade!

Como pode ter percebido no teaser, as cores do quadrinho estão nas mãos do fantástico colorista Marcelo Maiolo, que hoje é responsável pelas cores nos títulos Batman Beyond para DC Comics, Old Man Logan para a Marvel Comics, Pacific Rim com Guillermo Del Toro para Legendary e é um dos autores de King para Amazon.

Mas do que se trata essa história em quadrinhos? De onde veio essa ideia? E qual o motivo por qual essa história encerra o arco aberto em O Quarto Vivente?

Sinopse de Limiar: Dark Matter
Amerício, Carino e Nádio, três amigos tentando quebrar uma ordem estabelecida entram por uma lendária porta em um processo de vingança que trará consequências que o universo conspira.

O que me levou a escrever essa nova HQ
Somos memória. Quando morremos nada mais somos do que apenas memória para aqueles que ficaram. Uma memória que se esvai, invariavelmente. Entretanto isso se aplica a tudo sendo incluido o universo.

Explico melhor.

Nosso corpo está em ordem quando, por exemplo, a idade – nosso fator comum – ou qualquer outro motivo o faz entrar em colapso e então caminhamos para deixar de existir. Com o universo é exatamente igual porém com uma projeção de tempo em bilhões de anos.

Hoje não notamos pois tudo parece estar estável (de certa forma) até que um evento, uma disfunção ou fagulha abra um novo princípio para a ordem entrar em colapso e mergulhar em um novo caos, que naturalmente se ajusta a uma nova ordem e assim, ciclicamente.

O caos procura naturalmente a ordem que naturalmente deseja o caos.

O motivo de Limiar: Dark Matter encerrar o arco aberto em O Quarto Vivente
Percebi isso quando terminei de escrever o roteiro da HQ.
Trabalhei com sensações humanas como o ego, o amor e a compaixão em sua forma pura tanto em O Quarto Vivente como em L’Amour: 12 oz. Limites, desejos e o acaso formalizado também foram enfatizados de uma forma ou de outra. Inconscientemente precisava retratar de outra maneira a busca incondicional que Juliett-e Mano-n (a jovem protagonista de O Quarto Vivente) faz.

A busca de Juliett-e é o que me motiva. É a roda do mundo. É o futuro e o amor dissipado. É a ruptura da última barreira. Assim com o boxeador (M) de L’Amour: 12 oz, que ama incondicionalmente para além do tempo cronológico, a frente do subjetivo futuro e que retrocede ao passado.

Encerro o arco em um desejo embutido na amizade de três pessoas, na vontade conjunta seja através do ódio ou do amor que conduz. Se através de catalisadores ou não, sua vontade é a mola propulsora que faz o universo tocar o próximo.

O ciclo se fecha para então ser aberto para o novo.

É isso camarada!
Espero que tenha gostado do teaser e faço o convite para seguir a página de Limiar: Dark Matter no Facebook e seguir o blog. Assim você não perde nada das atualizações que ainda estão por vir.

Muito obrigado.

Luciano Salles.

Olá! Tudo bem?
Neste sábado, 25. 01. 2014, estarei em São Paulo, na Gibiteria, participando da Sessão de Autógrafos, do livro Ícones dos Quadrinhos.
Quer saber quem já está confirmado? Bom, vamos lá!
O evento vai funcionar com uma Mini Comic Con, onde os artistas levarão seus trabalhos autorais, sketchbooks e prints, além de autografar seu Ícones! Aliás, se ainda não tem o Ícones dos Quadrinhos, essa é a chance, pois o mesmo estará a venda no local.
‘Banner Morphs Into Hulk’
Eu levarei meu novo print do Hulk, que o mestre Maiolo coloriu, além da minha HQ, O Quarto Vivente
Será um ótimo programa para este sábado. Se estiver em São Paulo, de um pulo na Praça Benedito Calixto, pois a Gibiteria fica bem em frente!
Até lá…
Abraço!
Luciano Salles.
O Quarto Vivente, de Luciano Salles
Olá camarada. Tudo bem?
O Quarto Vivente recebeu mais uma resenha bem legal! Agora veio no Melhores do Mundo, pelo famigerado Poderoso Porco, que tive a honra de conhecer pessoalmente, no FIQ 2013.
Como sempre, aqui você pode conferir a resenha completa que O Quarto Vivente recebeu, mas faço a sugestão que pule para o MDM, para ler as resenhas das demais citadas e conhecer essa galera que faz acontecer!
Aliás, se você não conhece o Melhores do Mundo, essa é a hora!
Baita abraço.
Luciano Salles.
Abaixo, breve explicação para o termo: Parangaricutirimirruaro.

Resenha: O Quarto Vivente
Por Poderoso Porco, em Janeiro 13, 2014.
O nosso >Parangaricutirimirruaro< Luciano Salles é um cara mais malandro que o gato: não sei se intencional ou acidentalmente, quando ele venceu o concurso de artes para o livrão Ícones dos Quadrinhos (onde uma caralhada de homenageavam ícones da história das HQ’s mundiais), muita gente se perguntou “Quem é Luciano Salles?”.

Ele não só se apresentou para o combate como sacou de debaixo do braço a desconcertante O Quarto Vivente. Desconcertante porque aborda um futuro distópico em que a Eurásia foi pro brejo e os cidadãos dos continentes foram acolhidos por outros países do mundo – a França passou a “existir” dentro do Brasil. O ano é 2177 e as mudanças globais geraram alterações na própria forma dos sujeitos apreenderem o mundo, nas formas de socialização e compartilhamento. A humanidade se tornou uma raça estranha, fria e distante uns dos outros (lembra bem os kriptonianos de John Bráine – inclusive nas roupas bizarras). Não há surpresa, não há encanto: só resta o estranhamento.

Salles, nosso >Parangaricutirimirruaro< dos óculos fodões, reforça isso alterando mesmo a linguagem dos personagens: há intervenções do francês, perturbações nos tempos verbais, neologismos. Esse estranhamento inclusive faz com que engrenar a leitura seja uma tarefa um tanto complexa de início – com o tempo se acostuma com o ritmo e a terminologia, mas começar é difícil. A arte do Salles tem uma pegada urbana, do grafitti, que combina bem com a trama. Só me incomodaram um pouco as cores, às vezes sintéticas demais.

Ah, e concordo com o Raphael Fernandes do Contraversão: O Quarto Vivente PRECISA ser lida mais de uma vez.
O Quarto Vivente, de Luciano Salles.
‘Rito de Graduação da Policiamável’
Olá, camarada! Tudo bem?
Acabou de sair mais uma resenha sobre a minha HQ, O Quarto Vivente. Agora, saiu no blog do Alan Guedes!
Logo abaixo, você confere na integra a resenha mas, fica o convite para conhecer o blog do camarada Alan!
No mais, meu foco agora é forte no meu novo trabalho: L’Amour.
Entretanto, ainda tenho muito pra trabalhar com O Quarto Vivente, que você pode adquiri por aqui mesmo e por somente R$ 20,00!
Grande abraço!
Luciano Salles


O Quarto Vivente
Por Alan Guedes, às 06:59

Ao ler pela primeira vez “O Quarto Vivente” eu tive a mesma sensação de quando eu terminei de assistir pela primeira vez “2001 – Uma Odisseia no Espaço”.
Você entenderá o que digo, quando também ler o gibi.
Mas, felizmente, não é só com referências à obra de Stanley Kubrick que o gibi bebe da fonte. Há referências a “1984” de George Orwell ali, um pouco de “Admirável Mundo Novo” de Aldous Huxley aqui. E por aí vai.
Entretanto, uma boa história não se faz só com referências vomitadas na cara do leitor. A história tem que ter seu ponto de egocentrismo. Onde ela possa se destacar e diferenciar das quais, provavelmente as influenciou.
E o autor Luciano Salles fez isso muito bem. Ele (re) criou o mundo ao seu olhar e a sua forma de narrar à história. A primeira vista, pode-se aparecer um pouco estranha, confusa até. Mais, com alguns textos no meio do gibi e algumas releituras ou em apenas uma, você notará que Luciano fez um trabalho incrível.
O Quarto Vivente não é apenas uma leitura comum, é uma vivência. Você irá conhecer um pouco de todo esse mundo diatópico e singular, onde a Europa não existe mais. Os sobreviventes das hecatombes foram acolhidos fraternalmente pelos outros países. O Brasil adotou a França.
Com isso, tudo mundo. Cultura, costumes, a língua, política. TUDO mudou!
Sabe o egocentrismo que citei lá em cima? Então, no futuro de Luciano ele é o que move o mundo. O Ego. O EU.
O Acaso não existe mais. Tudo é controlado, até mesmo a gravidez. Os filhos agora são gerados geneticamente para serem seres perfeitos.  
Juliett-e Manon, a personagem da história é linda e intrigante e, que está disposta a se a riscar. Fugir dos padrões.
HUMPF…
Contar um pouco mais da história seria estragar o prazer da leitura e da descoberta de algo novo.
Essa é a primeira HQ de Luciano Salles com uma história longa, seu trabalho anterior foi o zine “Luzcia, a Dona do Boteco”, que infelizmente não tenho nenhum exemplar e também não li.
Outro ponto alto da HQ é sem dúvida a sua qualidade gráfica. Lombada quadrada, orelhas, verniz na capa e impressão de qualidade, é de dar inveja a muitas publicações feitas por editoras. Ah… Se eu não disse, digo agora, Quarto Vivente é uma publicação independente. Se quiser adquirir uma é só entrar em contato com o autor pelo seu site https://www.dimensaolimbo.com/.
E como ultimo elogio ao trabalho de Luciano, digo que além de ser mais um novo talento ao mercado independente de quadrinhos, ele é um dos poucos autores que ousam a pensar fora da caixa para contar suas histórias.
Seu desenho é lindo. Um traço limpo e desconcertante ao mesmo tempo. Suas formas e linhas são cheias de expressões e provocações.
Os olhos dos personagens são de impressionar. Hipnotiza se você ficar olhando por muito tempo.
As cores e a composição das páginas são outro ponto forte para a história. 
Fazia tempo em que não vi uma história original tão boa.
Não vejo a hora de ter em mãos o próximo trabalho de Luciano.
Memorize.

Finalize.
O Quarto Vivente
Olá, camarada! Tudo certo?
Esse é o último post do ano e considero que fechei 2013 com medalha de ouro!
Recebi essa linda resenha e muito bem escrita, pela Milena Azevedo, do Portal GHQ.
Tive a honra de conhecer a Milena no FIQ 2013, pois minha mesa ficou ao lado da mesa dela e do Brum
Você pode conferir a resenha completa logo abaixo, ou pelo Portal GHQ. Assim, você aproveita e conhece esse baita site sobre as bandas desenhadas, que a Milena administra.
E ainda, agradecer você, camarada que sempre visita o Dimensão Limbo e acompanha meus trabalhos! Excelente 2014!
Grande abraço…
Luciano Salles.

[Quadrinhando] Mesmice Questionada.
Publicado em 30 de Dezembro de 2013 por Milena Azevedo

Luciano Salles, até bem pouco tempo, lidava apenas com números, padrões e sistemas pré-definidos. Formado em engenharia civil e atuando como bancário, Luciano deu um tempo nos cálculos e ousou investir nas paralelas de sua arte.
O ano de 2013 viu nascer seu segundo trabalho, a singular graphic novel O quarto vivente (48 páginas, colorida, R$ 20).
A trama de O quarto vivente se passa no ano de 2.177, após o mapa mundial ter sido alterado devido a catástrofes naturais.
O Brasil acolheu uma parte da população da Eurásia, principalmente os franceses. Passou a se chamar República Fraternal do Brasil. O governo mudou, a língua mudou, e a engenharia genética evoluiu.
Nesse Brasil orwelliano tudo é controlado. Crianças são programadas para nascer por auto-inseminação, e nem precisam ir à escola; o poder da instrução depende de quanto o(a) genitor(a) pode pagar pelas informações inseridas no organosfemto-chip.
O Estado adestra os cidadãos através de projeções de cores e ondas no ambiente, as ectoplasmotelas. Cada pessoa vê asectoplasmotelas da sua maneira, refletindo seu estado emocional. Quaisquer alterações emocionais são detectadas, sendo automaticamente corrigidas, garantindo assim um comportamento-padrão eficaz (por que investir em robótica se os seres humanos se comportavam tal qual autômatos?).
Da mesma forma, não há estímulo à socialização. Cada um preocupa-se apenas com seu próprio umbigo.
Contra o entorpecimento e a mesmice dos gestos fraternalmente egoístas da população, a jovem Juliett-e se rebela. Ela quer vida, emoção, surpresa; por isso  programa a concepção de um ser hibridumanizado.
Como Juliett-e não tem ideia do que especificamente irá parir, sonha com um camaleão que se vangloria em ser “o rei dos disfarces”, mas ainda assim fora exterminado. Decidida, embora temerosa, ela resolve encarar as consequências da quebra de regras e deixa o acaso voltar a intervir na sociedade.
A atitude de Juliett-e pode ser vista como fruto das inquietações de Luciano com o ambiente no qual estava imerso, onde a frieza da burocracia, do raciocínio lógico e da repetição de comandos sufocava a necessidade de expressar sua individualidade, de sentir cores e formas, de criar mais do que copiar.
Assim como sua anti-heroína, Luciano não se deixa prender às convenções e aos clichês. Isso o liberta para desenvolver tramas únicas que ganham amplitude através de seu traço particularmente característico. Porém, como é um autor neófito, nota-se que ficou um tanto quanto perdido e acabou misturando estrutura clássica com antitrama. Por exemplo, ele faz textos explicativos e insere datas em alguns momentos, e em outros há elementos surreais e a não-linearidade das ações se dá bruscamente, deixando o leitor confuso quanto à passagem do tempo.
Já o ponto positivo da narrativa de Luciano é não entregar tudo de bandeja para o leitor, convidando-o a diversas releituras e forçando-o a tecer reflexões após as mesmas.
No futuro distópico de O quarto vivente, além de Orwell, Huxley e Bradbury são referências pulsantes, uma vez que Luciano faz com que sua personagem principal questione o status quo e se desvencilhe das artimanhas do sistema.
Que O quarto vivente inspire mais quadrinistas a sair de suas zonas de conforto e criar histórias realmente originais.
Esta entrada foi publicada em Resenhas e marcada com a tag . Adicione o link permanenteaos seus favoritos.
Olá, camarada. Tudo certo?
Boas notícias para o começo de 2014.
Já em Janeiro, vou coordenar o próximo : HQ Lab – Laboratório de Histórias em Quadrinhos, evento que acontece no SESC Ribeirão Preto.
O curso será em todas as quartas-feiras de Janeiro, das 19 h 00 às 21 h 30.
O assunto vai ser específico em Quadrinhos Autoral, Independente e Auto Produção. Ali não pretendo ensinar nada e sim, trocar ideias e experiência com os que se participantes.
Em breve, mais detalhes por aqui mesmo! Abraço!
Aguardo você lá!
Luciano Salles.

Olá, camarada, tudo certo?

Mais uma entrevista bem legal e agora para o site, Cenário HQ. Confira aqui na integra!
Abraço…
Luciano Salles.

Entrevista – Luciano Salles

Por  Em  · 1 Comentários · Em Sem categoria
salles
A primeira vez que vi O Quarto Vivente foi na Monkix. Um dia entrei lá e o Marcelo me mostrou, “esse cara deixou esse livro aqui, ele é do interior”. Peguei o livro e comecei a folhear. Me lembrou muito os europeus nos quadrinhos. Perguntei quem era o cara. “Ele era bancário”. Eu pensei “porra, mas gente nesse emprego, quando surta, sai metralhando gente na rua, não faz quadrinhos”. Na verdade, o Luciano sempre foi ilustrador. Trabalhou no banco pra ajudar a pagar as contas. Enfim peguei o livro e levei para casa. Meses depois ele participou de uma tarde de autógrafos na Monkix, junto com o pessoal da Miolo Frito e da LOKI. Vi o cara lá, sentado, na dele, autografando os livros. Ali comecei a falar com ele. Lembro que fazia frio e o cara de bermuda. Conversamos sobre quadrinhos, o interior de São Paulo, o Batman com seu suspensório de utilidades, e, claro, peguei meu autógrafo. E acompanhando as publicações em seublog, suas postagens no Facebook e outras entrevistas que ele deu, você vê que o cara é muito tranquilo, simpático, atencioso e preocupado com seu trabalho e a recepção do público. Além do Quarto Vivente, o Luciano participou da publicação Quatro Estações e da edição comemorativa Mônica(s). Baita ilustrador e um cara muito legal. Agora passou o FIQ, fiz uma pequena entrevista com ele sobre seus trabalhos e o mercado de quadrinhos.


P: Como tem sido a receptividade d’O Quarto Vivente?
Luciano SallesMuito boa, para não dizer excelente!Tenho recebido ótimas críticas e resenhas. Em quase todas as vendas que faço pelo meu bloguesaite Dimensão Limbo sempre recebo um feedback espontâneo do comprador. Acho isso demais de legal. É o fechamento perfeito do ciclo, Obra : Autor : Leitor. A receptividade no FIQ também foi demais.As lojas especializadas também tem sido muito receptivas para acolher minha revista.
P: Você acha que hoje o grande divulgador de Quadrinhos no Brasil é o Independente e não as editoras? Pergunto isso por 

Capa da frente

causa da FIQ. Eu não fui, mas pelo que vi nas fotos e no que o pessoal comentou pelas redes sociais, o FODA da FIQ foram os Independentes, os que publicaram por conta própria ou através de financiamento coletivo.

L.S.Sempre trabalhei de forma independente com os meus quadrinhos e, que não são muitos. Na realidade, são dois. A HQzine ‘Luzcia, a Dona do Boteco’ e agora, a HQ ‘O Quarto Vivente’. Agora, não acredito que um ou outro seja o grande divulgador. O mercado está para todos na mesma proporção. Sempre pensei assim. As ferramentas, como a internet, redes sociais, blogs, apps e outros milhões de formas para se divulgar seu trabalho, estão prontas e aguardando o seu trabalho. Acredito enfim, em trabalho. Minha próxima HQ, que devo lançar no final de 2014, já está com o roteiro pronto e já estou na terceira revisão. Quero trabalhar e muito bem, em cada página, quando começar a desenhá-la. Acredito piamente em uma fórmula simples e eficiente. Seu trabalho será valorizado se for feito com amor, dedicação diária, intensidade, verdade e dando as caras para bater. Uma editora terá acesso a alguns pontos de venda que ainda não consegui, a distribuição será muito melhor mas se eu, no conforto do meu estúdio, não me mexer, nada acontece. Trabalho muito e todos os dias. Independente da minha revista já ter vendido quase 500 unidades. Continuo firme e forte!

P: E vendo esse mercado independente crescer, você tem vontade de ver um livro seu publicado por uma editora, ou, ser chamado por uma editora para produzir um livro?

L.S.Seria uma experiência nova que teria que analisar. Os prós e contras. Não posso julgar ou falar sobre algo que nunca aconteceu. Com certeza, ouviria a proposta com carinho e iria procurar o melhor para a obra, para os meus leitores e também, é claro, para a Editora, que estaria bancando o livro. Sempre estou aberto a novas ideias, propostas e interesses.

P: O que falta no mercado independente para chegar no nível das editoras? (estou pensando em distribuição e renda. Já peguei algumas publicações independentes que foram lançadas na FIQ que estão pau a pau com edições lançadas por editoras, por exemplo a QUAD… ou o seu próprio Quarto Vivente…O Inspiração do Solano, etc.)

L.S.Eu acredito que a distribuição é o grande diferencial entre os independentes e as editoras. Para ser independente é necessário, antes de tudo, ter uma visão ampla do mercado, aprender a mexer com a logística da sua publicação, ter controle sobre vendas, pontos de vendas, parceiros, parcerias entre outras tantas coisas. Hoje, é possível um independente ter uma publicação tão boa quanto qualquer editora. A minha revista, por exemplo, foi impressa na mesma gráfica que são impressos alguns gibis da turma da Mônica. O atendimento foi excelente e eles entendem que o mercado independente está se estruturando.

P: Por fim, quais os planos para 2014?

L.S.: Já estou, como disse, com o roteiro da minha nova HQ pronto. Só estou fazendo uma terceira revisão, para dirimir continuidades e outros pontos. Também tomo bastante cuidado com o texto no roteiro. Mas, voltando a pergunta, meus planos para 2014, basicamente é, finalizar com a impressão dessa nova revista, trabalhar bastante com ilustração (que adoro) e divulgar muito a minha revista ‘O Quarto Vivente’. Fiz 2000 cópias e que pretendo vender todas.