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Banner que usei na CCXP com os apoiadores culturais

Olá. Tudo bem?

Acredito que o assunto deste post seja difícil de praticar por algumas pessoas. No decorrer da leitura você poderá se identificar com a frase acima e para isso, tentarei, de alguma forma, ajudar.
Se você é um quadrinista (aquela pessoa que cria história em quadrinhos) ou ilustrador(a), desenhista, roteirista, colorista, letrista, ou seja, um profissional que trabalha com quadrinhos e que precisa ir aos eventos e festivais, sabe quanto é caro sair da sua cidade, viajar até onde acontecerá o encontro,  hospedar-se em um hotel, hostel ou mesmo a casa de um amigo, arcar com sua alimentação por 5 ou 6 dias, deslocar-se até o evento, pagar o aluguel da mesa onde mostrará seus trabalhos e arcar com tantas outras variáveis possíveis e que possam gerar despesas.
Quero me referir e enfatizar o fato de que um evento de quadrinhos é o local ideal para você conseguir levantar créditos, ou seja, dinheiro com sua arte. No meu ponto de vista, ir para um festival preocupado se as vendas pagarão as despesas é algo extremamente angustiante, além de poder prejudicar sua disponibilidade em prestar um bom atendimento e até gerar uma certa agressividade nas vendas.
Esses quatro parágrafos introdutórios foram para formular a seguinte pergunta:
– E se fosse possível ir para uma convenção, feira ou festival de quadrinhos com um apoio cultural que dê suporte as suas despesas?
Como já enfatizado, ir para um evento de quadrinhos é caro entretanto, é o local onde posso contabilizar um lucro que, dependendo do evento, equivalem a dois, três meses de trabalho constante em meu estúdio.
Assim, desde 2013, sempre procuro e tento buscar na iniciativa privada, parcerias que possam diminuir os valores das minhas despesas com o objetivo zerá-la. 
O anos de 2018 foi um dos mais difíceis em conseguir os apoios culturais para minha ida a Comic Con Experience. Mesmo assim, apesar das dificuldades que 2018 tem proporcionado, fui para o Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte – o FIQ –, com todas as despesas quitadas pelo Colégio Pueri Domus de Araraquara.

Apoiadores culturais para meu transporte, ida, estadia, alimentação e transporte durante a CCXP 2018.

Para essa CCXP (Comic Con experience) as empresas que estão me apoiando culturalmente e que estão dando suporte para minha ida a convenção são, novamente, o Colégio Pueri Domus Araraquara, a Mondrian Ambiente, a World Game, o espaço Shanti Yoga, a Portal Informática e a Visual Comunicação.

IMPORTANTE: Um detalhe crucial em enfatizar é que esse é um trabalho que faço semanalmente, durante todo o ano, pensando estrategicamente nos melhores eventos que acontecerão, nas empresas que já me apoiam, me apoiaram e em novas instituições que podem dar suporte ao meu trabalho, mediante é claro, contrapartidas da minha parte.

Sendo assim, deixo abaixo algumas dicas para você tentar parcerias que possam aliviar e proporcionar uma melhor qualidade de trabalho nos eventos de quadrinhos.

01. Procure por empresas ligada a cultura, entretenimento e que tenham enfoque ou, apreço por artes.

02. Para cada empresa que você for apresentar seu pedido de apoio cultural, tenha especificamente apresentado o valor que necessita, suas contrapartidas e o detalhamento das mesmas.

03. Faça a estimativa de custo total de sua ida para o evento. Esse valor deve se rateado de acordo com uma perspectiva que a empresa possa transparecer para você.

04. Busque parceria que possa ser benéfica para ambos. Por exemplo, Araraquara, que é onde moro, é onde fica a sede da Cutrale, uma grande produtora e exportadora de suco de laranja. Como meu trabalho poderia ser aproveitado pela empresa? Qual contrapartida eu poderia oferecer para ela?

05. Coloque em sua rotina a busca por empresas que possam vir ou que tenham potencial para ser um ou uma apoiador(a) cultural. Faça isso sem pressão e somente acione a mesma no ato de se apresentar, antes mesmo de enviar sua proposta.

06. Monte um blog para inserir botões e links de todas as empresas que dão suporte durante o período acordado entre a parceria.

07. Preste contas, apresente o valores com nota fiscal ou cupom fiscal que justifiquem o valor solicitado.

08. Você, como artista, não deve ter aquele tino comercial natural ou mesmo traquejo para essas negociações. Entendo perfeitamente. Eu nunca tive e fui aprender alguma coisa em quase 13 anos trabalhando em um instituição financeira onde o que importa é se vendeu e atingiu sua meta diária, estipulada por seu gestor (neste item explico o motivo da frase inicial da postagem).

09. Veja logo abaixo o pedido de apoio cultural padrão que uso. Vale a ressalva que para cada empresa esse arquivo é ajustado e adequado para a mesma.

Exemplo de pedido de apoio cultural
Exemplo de pedido de apoio cultural

10. Seja ético, responsável e impecável com sua palavra.

Espero que esse post possa te ajudar e se tiver alguma dúvida é só deixar nos comentários.

Fico por aqui.

Um abraço.

Luciano Salles.

FIQ 2018, por Luciano Salles

Olá. Tudo bem?

Somente na física e em condições específicas, como por exemplo na CNTP (para o estudo de gases), é que existem mundos ideais. Mesmo que esteja vivendo uma situação perfeita, um momento único e extremamente agradável, somos naturalmente impelidos, pela nossa ancestral ansiedade, a buscar ou supor que algo possa, de fato, interromper aqueles poucos momentos em que se percebe ser ou estar em estado de felicidade.
No FIQ 2018 foi bem assim. Lutei para simplesmente manter o foco com quem estava ali comigo, naquele exato instante, em alguns poucos segundos acumulados em uma conversa, entrevista, venda ou então, estando comigo mesmo, sentindo a oportunidade de estar ali, presente, naquele que se tornou o melhor evento de quadrinhos que participei.
Uma honra ter como vizinho de mesa o
underground do quadrinho nacional,
Franciso de Assis F***ing Marcatti
 

Um festival que foi cancelado em 2017, perigando não acontecer em 2018 e que então vem bem organizado, com muitos visitantes e artistas expondo seus quadrinhos, ideias e ideais. Poderia listar muitos itens positivos assim como negativos porém, o fiel da balança justificou sua honesta precisão.

É sempre muito bom reencontrar os(as) colegas e amigos(as) que são extremamente carinhosos(as) e cordiais comigo. Espero sinceramente que a minha recíproca seja tão verdadeira.

No tocante ao “saldão de balanço” – anunciado no nome da postagem –, confirmei que foi o evento que minhas vendas foram basicamente para leitores. Claro que todos nós somos leitores, entretanto existem os leitores que também produzem histórias em quadrinhos e foi neste aspecto que, por um levantamento junto da minha planilha de controle de vendas, constatei que aproximadamente entre 80% a 90% dos que compraram meus gibis eram “somente leitores”.

O super casal Fora do Plástico,
representando todos os youtubers!

Você pode estar se perguntando: mas como é que o Luciano sabe quem produz ou não quadrinhos? Em toda venda que faço, geralmente converso de boa com a pessoa e é claro que o papo sempre é direcionado para desenhos, gibis, animação, filmes e então, tenho a resposta se aquele(a) determinada pessoa produz quadrinhos ou não.

Claro que esse percentual indicado tem suas margens de erro mas mesmo assim, fiquei extremamente satisfeito com esse potencial de “somente leitores” consumindo quadrinho nacional, mas deixando esclarecido que, esses números foram nos meus controles de vendas.

Pensei em fazer esse post de forma precisa com números, listando cada ponto positivo e negativo que o evento apresentou (na minha visão), valores, ressalvas, mas isso fica por conta da percepção dos organizadores, que enfatizo mais um vez, estão de parabéns pelo melhor FIQ que pude participar.

Agradeço o apoio cultural de 100% das minhas despesas pela Escola Pueri Domus Araraquara. Somente assim para ir a um evento tão longe de casa e poder trabalhar tranquilo, sabendo que tenho o suporte de pessoas tão especiais.

O mesão, pelo garçom extremamente
educado e cordial que nos atendeu e que,
infelizmente, não anotei o nome para
crédito da foto.

Fico no aguardo de seu comentário, se foi ao evento, se passou por minha mesa, o que achou do festival, enfim, deixe suas impressões pois todas serão respondidas.

Muito obrigado pelo visita ao blog, pela visita a minha mesa e muito obrigado, Mônica e Pueri ♥️

Um abraço.

Luciano Salles.

Space Ghost e Blip por Luciano Salles
Olá, tudo bem?
Space Ghost foi um dos desenhos que mais assisti no começo dos anos 80 e foi assim até 1985. A pouco mais de um mês, pensei que seria legal desenhar o herói, piloto do Cruzador Fantasma. Ao mesmo tempo, a ideia de fazer um The Savage Dragon também me animava.
Decidi fazer uma enquete no Facebook para conhecer o resultado de qual desenho faria. O que não imaginava é que o Space Ghost ganharia tão facilmente!
Enquanto trabalhava neste desenho (e também em outros trabalhos), comecei a perceber e a finalmente entender meu traço. Parece ser um papo de doido isso mas saquei algumas coisas que não percebia.
É bem provável que uma leve mudança nos meus desenhos finalizados sejam percebidos e acredito que isso só venha a contribuir com o meu trabalho.
Ah! Esse desenho vai ser um dos prints que levarei para o FIQ 2018!

Espero que tenha gostado do desenho. Se não conhece o herói, é só digitar no Google e assistir alguns desenhos no Youtube. Só lembrando que é um desenho produzido em 1966 então a pegada é outra. Vale a pena!

E como sempre tudo tem um fim, muito obrigado por sua visita. Fique a vontade para deixar seu comentário, seja ele qual for. Pode ser sobre o desenho ou o texto, sobre o conteúdo e quantidade das postagens, a diagramação e o que mais achar legal deixar registrado. Você pode seguir o blog, cadastrar para receber o conteúdo de cada atualização em seu e-mail ou mesmo adicionar em sua aba de favoritos.

Fico por aqui!

Um abraço.
Luciano Salles.

Space Ghost e Blip por Luciano Salles

Sketch podrera por Luciano Salles

Sketch podrera por Luciano Salles
Sketch podrera por Luciano Salles

FIQ 2013
Olá, tudo bem?
Essa vai ser minha terceira participação como artista no Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte. Meu primeiro evento foi em 2013 onde apresentava O Quarto Vivente, participava da exposição Ícones dos Quadrinhos e também da edição do álbum Mônica(s). Foi um evento incrível para um recente artista que caia de paraquedas entre tantos autores que admirava e ainda admiro.
Em 2015, estava novamente no festival apresentando minha nova HQ Limiar: Dark Matter. Estava também com L’Amour: 12 oz que havia sido publicada em 2014 pela Editora MINO. Para 2018 apresentarei meu novo quadrinho EUDAIMONIA, novos prints e algumas poucas edições de O Quarto Vivente e Dark Matter.
FIQ 2015
De 2013 para 2018 aprendi muito sobre fazer quadrinhos e ainda me considero um iniciante. Meu desenho está em constante procura do melhor e mais coeso traço, busco incansavelmente formas de melhorar meus roteiros, enquadramentos, sempre na tentativa  de sintonizar as boas ideias para contar e assim apresentar um bom quadrinho.
Desde a minha primeira participação, vi o surgimento de muito quadrinistas. Alguns vão sumindo e não publicam mais, outros se mantem sempre crescendo em seus processos.
Particularmente, eu não tenho como mensurar isso dentro do meu trabalho até porque um quadrinho meu só pode ser validado pelo mais distante observador/leitor que a obra vier a ter.

Nos vemos em Belo Horizonte, de 30 de maio a 03 de junho, na Serraria Souza Pinto.

Estarei na MESA 82!

Um abraço.
Luciano Salles.

Olá.
De 30 de maio a 3 de junho estarei em Belo Horizonte para o 10º FIQ – Festival internacional de quadrinhos – que acontece na linda Serraria Souza Pinto.
Essa vai ser minha terceira participação como artista no evento. Estou bem contente que consegui o apoio cultural exclusivo da Escola Pueri Domus de Araraquara que arcou com as minhas passagens, hospedagem durante todo evento, aluguel da mesa e diárias de alimentação. Ir para um evento de quadrinho tem um custo alto, ainda mais quando não se tem mais vinte e poucos anos, que é quando você consegue dormir em qualquer sofá, toma banho frio e se enxuga com toalha de rosto.

Uma coisa é certa, se vou para o evento é exclusivamente pelo apoio cultural do Pueri Domus. Muito obrigado de coração, Mônica!

Ir para o FIQ é sempre muito bom. É ali que consigo um tempinho mais tranquilo para conversar com meus amigos Vitor, Paula, Lu e Damasceno. Sempre encontro o amigo e mega talentoso cruzeirense Conrado Almada e tantos outros artistas de norte a sul do Brasil. São sempre nestes eventos que nos revemos. 
Compre agora sua edição
de EUDAIMONIA
Vou com meu lançamento EUDAIMONIA e alguns novos prints. Você sabe que seu comentário é sempre muito bem vindo e ainda mais agora, que inseri o DISQUS para facilitar a vida de quem visita o blog.
Nos vemos em BH na esperança de uma temperatura ambiente amena, girando em torno de uns 22ºC ?
Um abraço.

Luciano Salles.
Patrocinadores para minha participação na CCXP 2017

Olá, tudo bem?

Como percebeu, abri esse novo post com um questionamento: ir para um evento de quadrinhos é muito caro. Por onde começar?
O princípio da resposta é que escolho “a dedo” o evento que pode ser melhor – dentre inúmeros tópicos – para todo o processo que envolve uma participação em um festival. E esses tópicos ou variáveis, perfazem uma boa lista de itens que analiso pontuando objetivamente e subjetivamente, se realmente ir para determinado evento vale todo o investimento e tempo despendido.
Um adendo importante: se tivesse condição de ir para todo festival de quadrinhos que tenho vontade, com certeza iria! Qualquer que seja o evento é mais do que válido para o trabalho de um quadrinista. Tenho muita vontade de ir para aos eventos que nunca fui como a Santos Comic Expo, Comiccon RS, CCXP Tour e sempre tentar voltar à Bienal de quadrinhos de Curitiba, UGRA Fest, Fest Comix, Festival Internacional de Quadrinhos – FIQ entre tantos outros.
Vou fazer uma rápida lista de despesas para levantar os custos da minha ida para a CCXP e inserir algum breve comentário sobre cada item. Vale lembrar que vou usar a Comic Con Experience como exemplo pois é o próximo que participarei. Se estivesse por participar do FIQ, os valores seriam similares ou até maiores.
Custos fixos.
R$72,35 (passagem de Araraquara para São Paulo).
R$75,20 (passagem de São Paulo para Araraquara).
R$800,00 (MESA com data de vencimento do boleto¹ em 27/06/2017).
¹ O detalhe aqui é que para contratar a MESA implica que sua despesa para ir ao evento começa praticamente há 5 meses antes mesmo dele acontecer.
R$1.675,80 (hospedagem já contratada²).
² A hospedagem é um item subjetivo pois você pode morar em São Paulo, pode escolher ficar na casa de um conhecido(a), parente, hostel ou hotel. Apesar de eu ter um irmão que mora em São Paulo e um amigo que sempre me oferece estadia em sua casa, prefiro fazer reserva em um hotel próximo ao evento por vários motivos.
R$400,00 (valor estimado de deslocamento do hotel para o evento³).
³ Como faço a opção de ficar em hotéis credenciados ao evento, sempre existe alguma empresa que faz o transporte de leva e traz. Fico atento a este detalhe pois contratar este serviço implica em um custo logístico muito menor do que depender de táxi ou UBER, sem contar com a comodidade de não ter que esperar em enormes filas para pegar um táxi ao final de cada dia. Esse valor estimado que estipulei é quase certo pois sempre uso deste transporte na CCXP.
R$120,00 (UBER ou táxi⁴).
⁴ Contabilizo 3 (três) despesas “extraordinárias” no valor de R$40,00 para o imprevisto de perder alguma ida ou volta com o transporte contratado.
R$350,00 (diárias de alimentação⁵).
⁵ Chego para o evento no dia 05/12 e volto somente no dia 11/12, ou seja, fico 8 (oito) dias precisando me alimentar. Para isso, determino 7 (sete) diárias de alimentação no valor de R$50,00 por dia. Com esse valor consigo comprar frutas, pães, frios, sucos e assim preparo alguns lanches para levar e consumir no evento. Além do fato de procurar sempre almoçar “de verdade” para ficar bem em tantos dias de trabalho intenso.
TOTAL: R$3.493,35 (em despesas nas linhas de custos fixos).
CCXP 2016

Você tem a liberdade em poder pensar que estou sendo extremamente detalhista ou até mesmo procurando conforto demais em minha estadia durante a CCXP. Mas para aguentar legal todos os dias e atender muito bem a todos que passarem pela minha mesa é preciso estar bem alimentado, de bom humor, descansado com algumas boas horas de sono e, principalmente (para mim), ter a tranquilidade em saber que muitas  dessas despesas já estarão honradas pelos apoiadores culturais. Dessa maneira, as vendas do eventos entrarão como fluxo de caixa para quitar a impressão da minha nova HQ e, como lucro para as minhas revistas que já se pagaram. Ainda estou com 88,55% das despesas acima patrocinadas mas pretendo chegar aos 100%.

Esses apoiadores culturais são pessoas que, através de suas marcas, aceitam vincular suas empresas a minha imagem como quadrinistas e ilustrador, além de aceitarem minhas contrapartidas. Essa é a única forma de eu poder ir para um evento.

Para a Comic Con Experience 2017, a Escola Pueri Domus Araraquara é minha grande apoiadora. A SPLINE Multimídia, é a mais nova empresa que aceitou vincular sua marca e suporte. A World Game é minha terceira grande parceira cultural e isso desde a primeira CCXP!

Entretanto, fica difícil que essas mesmas empresas apoiem minha ida para o próximo FIQ, que acontecerá em maio de 2018. A crise está para todos.

Procurando apoiadores.

Eu não sou um artista nato. Digo no aspecto de que não fiz só isso da minha vida. Tenho uma longa história com a engenharia civil, engenharia de segurança do trabalho e como funcionário e gestor em instituições financeiras. Aliás, muito mais tempo fazendo coisas assim do que como quadrinista e ilustrador e de certa forma, tudo isso me ajuda hoje a conseguir os apoiadores culturais.

Por muito tempo fui gerente jurídico no Banco Santander e assim conheci muitas empresa, de grande e pequeno porte, lojas e todo tipo de estabelecimento comercial. E, enquanto gerente, você acaba desenvolvendo um vínculo de amizade e parceria com alguns donos de empreendimentos. Muito destes apoios que consigo vem deste percurso que vivenciei.

Mas é claro que sempre apresento uma proposta formal, em envelope lacrado com uma apresentação legal, explicando do que se trata o evento, sua relevância, o que pretendo, minhas contrapartidas, tudo de forma extremamente clara e objetiva.

Espero que, se chegou até aqui, essa leitura tenha sido útil de alguma forma. Fique a vontade para deixar seus comentários e ponderações.

Um abraço!

Luciano Salles.

Olá camarada, tudo certo?
Ano ímpar é ano de FIQ – Festival Internacional de Quadrinhos – que acontece em Belo Horizonte entre os dia 11 e 15 de novembro.
Estou na Mesa 01 e tenho a honra em dividir novamente com o amigo Camilo Solano! O que vou apresentar ali? Estarei com minha nova HQ, recém lançada, Limiar: Dark Matter, alguns prints bacanas e também alguns exemplares de O Quarto Vivente.
Grande abraço e nos encontramos em BH, na Serraria Souza Pinto.
Luciano Salles.
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Batman Vs Superman por Luciano Salles
Olá camarada, tudo certo?
Parece incrível mas os dois maiores festivais de quadrinhos já estão aí! Além da minha nova HQ Limiar: Dark Matter, levarei alguns prints para o FIQ e outros exclusivos para a Comic Con Experience.
Acredito que ainda não é a hora de abrir uma lista de commission entretanto levarei alguns originais para vender nos eventos.
Por exemplo, levarei o print deste Batman vs Superman e provavelmente o original estará a venda na Comic Con Experience. Aqui coloquei algumas frases do processo deste desenho. Espero que goste.
Grande abraço.
Luciano Salles.

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Batman Vs Superman por Luciano Salles
Um vídeo publicado por Luciano Salles (@lucianosalles) em
Quarta capa de Limiar: Dark Matter

Onze dias após publicar meu novo quadrinho e com a ansiedade já controlada, posso dividir com vocês que tudo está indo legal.

Ainda não comecei a distribuir as revistas pelas livrarias do pais. Estou aguardando o momento ideal e os melhores parceiros para isso. Já fiz dois lançamentos em Araraquara e um em São Paulo, na Gibiteria. O evento na Gibiteca de Santos foi cancelado, infelizmente. No próximo sábado, dia 24/10, estarei na Quanta Academia, novamente em SP, autografando as edições da HQ.

Entretanto, você já deve saber que por aqui, consegue comprar sua edição já com direito a autógrafo e dedicatória se preferir. O envio é para todo Brasil e faço as postagens com seguro para sua maior segurança.
Abaixo estão três páginas internas da HQ e a capa do álbum.

No vídeo que produzi para o lançamento da HQ é possível ter uma melhor noção da revista como tamanho, o verniz de reserva e outros detalhes.

Grande abraço.
Luciano Salles.
Olá, tudo bem?
Há pouco tempo recebi o pedido de uma entrevista do site Colecionadores de HQ. Sigo a página deles no Facebook, os camaradas são gente boa pacas e fiquei contente com as perguntas do Alexandre Morgado. Hoje, para a minha surpresa, o site deles foi atualizado com essa pauta.
Conheça os site do Colecionadores de HQ e já leia a entrevista neste link ou se preferir, toda ela está disponível logo abaixo.
Espero que goste do bate-papo e fique a vontade para comentar!
Grande abraço.
Luciano Salles.

Entrevista | Luciano Salles: Quanto vale um sonho?

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Para o desenhista Luciano Salles vale muito. Após abandonar sua carreira de bancário, Luciano apostou em uma de suas paixões de garoto, e começou a focar na sua nova carreira de quadrinista.
Luciano Salles vem acumulando vários trabalhos de alto nível. Estreou com sua Hqzine “Luzcia, a Dona do Boteco”, trabalho esse que se tornou um curta metragem. Depois vieram “O Quarto Vivente”, trabalho autofinanciado, sobre um futuro distópico com referências ao livro do Apocalipse. Luciano foi o primeiro artista a lançar pela Editora Mino, com o seu “L’Amour: 12 oz”.
Em breve, teremos o seu mais novo trabalho “Limiar: Dark Matter”, programado para outubro desse ano. Nessa entrevista, Luciano conta um pouco sobre seus projetos, seus gostos e de como fez para concretizar os seus sonhos.
Como e quando você começou a desenhar?
O desenho é nato para a criança. É só entregar uma folha em branco e qualquer coisa que a risque que ela tentará desenhar algo. Todos nós desenhamos, mas em algum momento muitos escolhem parar de fazer isso. Eu nunca parei e confesso que é o que mais gosto de fazer na vida. Sendo objetivo, desenho desde os 04 ou 05 anos.
Você deixou a sua carreira de bancário, pra se tornar quadrinista. Como foi deixar tudo para trás e começar a trabalhar com desenhos?
É verdade. Eu ‘abandonei’ minha formação específica e minha carreira como bancário. Digo carreira, pois sabia que lá dentro eu estava em uma ascendente. Eu gostava muito do meu trabalho, mas tive que pedir para ser desligado. Ainda hoje recebo perguntas por e-mail, mensagens pelo meu blog sobre esse processo. Não foi alguma coisa simples, pois tudo aconteceu pelo fato de uma doença. E quando isso acontece você instintivamente opta pela sua sobrevivência. Porém, saí sabendo que deveria fazer algo relacionado com meus desenhos. Sempre tive como paixão os quadrinhos, então, estava fechado o acordo comigo mesmo.
Muitas pessoas pensam que o seu primeiro trabalho foi o “Quarto Vivente”. Mas o primeiro é o Fanzine chamado “Luzcia, a Dona do Boteco”, não é?
Isso mesmo. Meu primeiro quadrinho é algo que chamo de HQzine. É uma história curta, de 12 páginas, que fiz em uma gráfica rápida no formato A5. Para certo esmero, fiz uma capa em folha de seda vermelha, pois conversava com o que o leitor encontraria dentro da HQ. Acho legal ressaltar que “Luzcia, a Dona do Boteco” foi impresso em uma gráfica rápida. Recortei todas as folhas, capas de folha de seda, grampeei uma por uma. Um trabalho artesanal de 100 unidades. Com a revista pronta e em mãos, montei meu blog e criei uma conta no PayPal para vender a revista online. Foi assim que começou tudo.

“Luzcia, a Dona do Boteco” virou um curta metragem, dirigido por Paulo Delfini. Conte como foi que sua HQ se tornou um curta e como foi ver esse trabalho ganhar vida? 
Tudo isso foi incrível. Acho importante um adendo aqui. Eu sempre estive envolvido com artes em geral. Assim, conhecia de longa data o cineasta Paulo Delfini. Aliás, o Paulinho é um grande amigo que tenho em Araraquara. Um dia, do nada, o camarada chegou na Memento 832, meu estúdio e produtora cultural da qual sou um dos sócios e ele simplesmente falou que queria adaptar minha HQzine como um curta-metragem. Achei a ideia fantástica. Tudo aconteceu muito rápido e em três meses o filme já estava pronto e sendo enviado para festivais de curtas. Essa foi uma experiência fantástica, pois ver seu personagem vivo, andando e falando como eu escrevi é surreal.
O que você acha de histórias longas, com mais de 200, 300 páginas, já que é pouco explorado aqui pelos autores nacionais? Você pretende algum dia se arriscar em história desse tipo?
Se uma história for boa, 200 páginas fluem e quando perceber você fechou a revista e se passaram 3 horas. Como sou praticamente um autor independente, trabalhar com histórias mais longas é caro. Basicamente é isso. Penso em escrever algo de fôlego, mas que não ultrapasse 150 páginas, entretanto, ainda não é o momento. Sigo muito o que estou sentindo que devo fazer. Quando chegar a hora irei saber.
Você desenhou uma história com roteiro escrito pelo Raphael Fernandes na HQ “Quatro Estações” e com Marcelo Maiolo numa história do primeiro volume de “321 Fast Comics”. Como é desenhar histórias escritas por outros artistas?
Confesso que não me sinto tão confortável fazendo isso. Com o Maiolo foi mais tranqüilo, pois ele já estava colorindo “L’Amour: 12 oz”, era uma história de apenas três páginas e eu já havia desenvolvido com ele uma certa desenvoltura. Não que houve problemas com o Raphael Fernandes, muito pelo contrário! Entretanto eu gosto tanto de desenhar como de escrever. Antes de escrever o roteiro de uma HQ eu já tenho pronta na minha cabeça. Toda ela, aliás. Resolvo tudo mentalmente para depois digitar. E em todas essas fases estou criando os desenhos antes mesmo de riscar no papel. Tenho certa dificuldade em enfrentar uma folha em branco. Preciso ter exatamente tudo pronto em minha cabeça para depois descarregar no papel.
Conte como é trabalhar com o colorista Marcelo Maiolo!
Fantástico. Sempre fui fã do trabalho do Maiolo. Poder contar com suas cores em um trabalho meu é uma honra. Sem contar o fato de que ele valoriza demais o meu traço… aliás, o traço de qualquer um. Sei que ele gosta do meu trabalho, de como escrevo e acredito que por isso já temos dois quadrinhos juntos. Agora pessoalmente, parece que o Marcelo tem apenas um órgão dentro daquele tamanho todo. Um coração enorme habita ali. E um detalhe que acho fundamental acrescentar: o pessoal do HQMIX deveria criar uma categoria “Colorista Nacional” para reconhecer ainda mais o trabalho do Marcelo Maiolo.
“Quarto Vivente” é um trabalho bem elaborado, com várias referências não explicitas na HQ. Surpreendeu-te o fato desse seu trabalho ter tido uma repercussão tão grande em tão pouco tempo? 
Sim, muito. Nunca imaginei que isso fosse acontecer, afinal faço quadrinhos há três anos. Eu trabalho sempre no limite do que eu posso oferecer tanto com os textos e desenhos que quero para aquela história. Então ali, naquelas poucas páginas, está tudo de mim. Considero “O Quarto Vivente” como um passaporte que me inseriu como quadrinista no mercado nacional. E é incrível que mesmo após mais de dois anos de publicada, ainda vendo semanalmente a HQ através do meu blog. Até uma “Análise e Interpretação” de “O Quarto Vivente” foi escrita e esse texto está hospedado no site Pipoca e Nanquim.
L’Amour é o seu terceiro trabalho, sendo o primeiro a ser lançado por uma editora. O que você achou de ter lançado esse trabalho por uma editora, no caso a Editora Mino?
“L’Amour: 12 oz” estava praticamente pronta quando a editora Mino apareceu com a proposta de publicar a revista. Foi o álbum que inaugurou as publicações da editora e me sinto muito honrado como esse fato. A Mino é uma editora atenta a detalhes e prima principalmente pelos autores. Para “L’Amour: 12 oz” foi excelente e essencial a publicação pela Editora Mino. Como disse acima, eu escuto muito pela minha intuição e senti que era o momento de lançar por uma editora. Não podia ter acontecido melhor casamento.
L’Amour é uma história que não segue o padrão começo meio e fim. Você gosta de desafiar os leitores com as suas histórias, não?
Essa é uma pergunta recorrente. Eu gosto quando leio algo que me incomoda ou me inspira através daquilo que estou consumindo. Adoro assistir a um filme que me faça refletir de alguma forma. Gosto de ir ao teatro e sentir sensações além do que estou vendo. Dessa mesma forma procuro (tento) trazer o leitor para dentro do que estou passando através de palavras e desenhos. Desenhos (imagens) têm um poder absurdo de sintetizar muita informação. Finalizando, não é que eu desafio o leitor, mas sim que o imagino imerso com sua bagagem emocional, intelectual e de vida dentro da história que quis contar. Acredito que assim tudo fica melhor.
A Folha de São Paulo convidou você e outros quadrinistas para ilustrar semanalmente uma mini-história em seu caderno cultural. Como você analisa o trabalho que a mídia faz para o mercado de HQs?
Estamos no começo de tudo novamente. Sabe quando um começo começa de novo? Então, é isso. Engatinhamos e acredito que o que a mídia fizer para o mercado do quadrinho nacional é lucro. A grande exposição e de qualidade só ajuda o mercado. Agora não posso esperar que a mídia sempre enfatize algo. Preciso produzir independente do que ou de quem vai divulgar. Uso meu blog para isso.
O seu próximo trabalho será a HQ chamada “Limiar: Dark Matter”, Por que você decidiu lançá-la como independente?
Por um princípio. Depois que acabei de escrever o roteiro de “Limiar: Dark Matter” percebi que eu estava encerrando um arco aberto em “O Quarto Vivente”. E como abri esse arco de forma independente, preciso encerrá-lo da mesma forma. A Editora Mino entendeu e deixou as portas abertas (ainda bem) para um futuro trabalho.
Limiar: “Dark Matter” é uma sequência do “Quarto Vivente”? 
Não, não é uma sequência. Apenas as histórias entre “O Quarto Vivente”, “L’Amour: 12 oz” e “Limiar: Dark Matter” de certa forma se conversam. Não são continuidades, mas que as três formam um arco, isso formam.
Quem são os artistas que te influenciaram?
Nas HQ minha maior influência é Moebius. Ainda acho que Moebius é uma referência imensa para meus quadrinhos. Entretanto sou muito influenciado por cinema e especificamente seus diretores. Gaspar Noé, David Lynch, Stanley Kubrick, Lars von Trier, Almodóvar, sempre me fascinam. Também sou fã do trabalho do diretor de teatro Bob Wilson. Isso sem contar a música!
O que você leu recentemente que mais gostou? 
Li “A Era das Máquinas Espirituais” de Ray Kurzweil e adorei. Em quadrinhos gostei bastante de “Shazam” do Jeff Smith.