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Olá, tudo bem?
Tive a honra de participar do podcast imaginário nº 1, do camarada e também quadrinista, Leandro Damasceno. Deixo aqui o link direto para o podcast mas também o incorporo.

Espero que goste da conversa que fluiu por quadrinhos, trabalhos fora das HQ, pessoas travadas em porta giratória de banco, broa com café, quitandas e um pouco mais.

Agradeço mais uma vez ao Leandro Damasceno pelo convite.

Fico por aqui. Saiba que seu comentário é sempre muito bem vindo e será respondido.

Um abraço.

Luciano Salles.

Olá, tudo bem?
Minha loja na Amazon era através da minha produtora cultural, entretanto tive que baixar o CNPJ da empresa e me cadastrar como MEI. Desta forma, cancelei minha conta na Amazon com o CNPJ baixado e cadastrei uma nova como MEI.
E agora a nova loja já está funcionando! Você pode adquirir minhas HQ por lá. Ainda não consegui inserir O Quarto Vivente por um problema na plataforma, mas logo será resolvido.
Você já pode comprar agora sua edição de EUDAIMONIA e Limiar: Dark Matter pela Amazon clicando diretamente nas revistas abaixo!

Sempre lembrando que eu mesmo envio as HQ e por isso sempre seguirão autografadas e com dedicatória.

Garanta seus exemplares ou presenteie um amigo ou amiga com quadrinhos. Sempre são excelente presentes.
Um abraço!
Luciano Salles
Olá. Tudo bem?
Eu sei que tenho andado sumido das atualizações do blog. Estou com um prazo de entrega apertado e não consegui parar (ainda) desde o final da CCXP mas finalmente entrego o trabalho em dois dias e volto a programação normal que será:

01. Acabar de escrever o roteiro de “Duplo, eu”;
02. Começar a desenhar as páginas da HQ.

Falando em programação, tive a honra de participar de um quadro do programa LINK POP, da Record News. Minha participação acontece aos 7’50” mas deixo o convite para assistir todo programa.

Um abraço!

Luciano Salles.

Imagem que contém resenha no instagram do Fora do Plástico
Olá. tudo bem?
Na semana passada saiu uma resenha da minha última publicação em quadrinhos pelo Fora do Plástico, uma conta do Instagram que é fantástica e basicamente fala sobre HQ. É muito legal seguir a conta e perceber como eles sabem utilizar extremamente bem a plataforma.
Conheci a Mariana e o Pedro, casal responsável pela página, no FIQ 2018. Não lembro se concedi alguma entrevista para eles que são extremamente simpáticos, interagem muito bem e de forma inteligente, com os autores.
Segue a resenha e aqui está link para você seguir o Fora do Plástico no Instagram. Com certeza vale por toda publicação que fazem!
Deixo aqui meu abraço e, logo abaixo, o link para adquirir seu exemplar de EUDAIMONIA!
Luciano Salles.

Clique na imagem para ser direcionado para minha conta na Amazon. A HQ será enviada com um autografo e dedicatória.

Resenha de EUDAIMONIA pelo Fora do Plástico
Texto por Mariana Viana.

“Eudaimonia não é um quadrinho fácil. Nada ali está explicado ou entregue de forma fácil e evidente. Na verdade, foi somente na segunda leitura que captamos alguns detalhes e nuances que Luciano Salles insere em meio a suas hachuras e traços finos em nanquim. Aqui, acompanhamos um matador de aluguel vestido de leopardo (que parece um tanto tolo) que tem uma segunda chance para efetivar sua caçada. Para isso, ele conta com a ajuda de Luzcia, a rabugenta dona de um boteco.

Com falar característico, olhar duro, e crises de artrite, Luzcia é um personagem que gera empatia no primeiro olhar (mesmo já tendo sido apresentada em um dos primeiros trabalhos do autor). O quadrinista traz para a protagonista uma força visceral feminina, que transmite a garra de uma sobrevivente, custe o que custar. Luzcia parece não conhecer o medo.

Embora a HQ não entregue muita profundidade na construção dos personagens, toda a narrativa de Eudaimonia flui facilmente, embalada pela arte única de Luciano Salles e pelo tom de suspense. É uma pena que o quadrinho seja tão curto. Terminamos com a sensação de que poderíamos ver aquela história se desenrolar por várias páginas, afinal, ela capta o leitor, deixando-o imerso no universo nonsense ali apresentado.

Você pode terminar este gibi com um ponto de interrogação ou pode se sentir inebriado pela experiência inusitada que o quadrinho proporciona, já buscando retornar à primeira página. Na verdade, não há como prever a reação de um leitor a Eudaimonia. Talvez fosse exatamente esse o objetivo do autor: despertar um resultado imprevisível em quem fecha as últimas páginas do gibi.”


Quadro de EUDAIMONIA, de Luciano Salles
Ola, bom dia.
Por vezes, recebo algumas resenhas esporádicas sobre meus trabalhos.
Eis que essa semana, fui marcado pelo Twitter em uma resenha narrada de forma peculiar. O autor, Lequinho, do site Pipe Bomb Wrestling Podcast, fez quase que um ensaio sobre as obras EUDAIMONIA e O Quarto Vivente, relacionando tudo isso a mim.
Foi um dos textos mais legais sobre meu trabalho e você pode conferir na integra pelo link https://goo.gl/87wG4Y

Você também pode lê-lo por aqui mesmo, ao final da postagem.

Seu comentário será sempre muito bem vindo, recebido e respondido.

Um abraço e fique com a resenha!

Luciano Salles.

Da Boca para Fora 3# – EUDAIMONIA, O Quarto Vivente e Luciano Salles
28 de agosto de 2018
, Lequinho, Colunas, Da Boca pra Fora

Esse escrito não é uma reportagem como a da última edição. Também não sei se é possível chama-lo de resenha. É um texto, e, tal qual as obras sobre as quais falarei hoje, ainda não compreendi totalmente.

A verdade é que a primeira vez que eu abri um quadrinho de Luciano Salles eu não entendi é porra nenhuma.

Foi na Quanta [Academia de Artes]. Eu estudava desenho e sempre antes das aulas (quando não chegava atrasado) pegava alguma coisa para ler. Neste dia o escolhido foi Limiar Dark Matter. Como você pode ver no título, caro leitor, não vamos falar dessa HQ hoje, em primeiro lugar por conta de minha parca memória e em segundo lugar… bom, acredito que introdução deixou as impressões bem claras. O fato é que, mesmo sem entender nada, algo daquilo ficou, alguma coisa daquelas linhas e daquele treco preto que o personagem engoliu, aquelas imagens ficaram guardadas, um tipo de sensação e identidade que eu relembraria no futuro.

Ele chegou.

Dois anos se passaram até eu ler, na qualidade completa que a palavra exige, uma HQ do artista e ex-bancario. Foi Eudaimonia, financiado via Catarse, publicado de maneira independente e distribuído através da produtora de Luciano, a Memento 832; adivinhe o que aconteceu quando eu li a obra pela primeira vez?
EUDAIMONIA

É uma história sobre um homem vestido de onça que se alia a uma idosa usuária de drogas para invadir um cafofo e lobotomizar um sujeito com nome de eletrodoméstico.

EUDAIMONIA

É uma HQ sobre a morte da alma, uma segunda chance, a busca pela felicidade e o cumprimento das tarefas; uma perseguição ao objetivo, aquilo que te completa.

EUDAIMONIA

Um gibi que traz vários canudos (de plástico, mas não esquente com isso, são imaginários) que se enfiam nos crânios de Kubrick, Gaspar Noé, Spike Jonze, David Lynch, Katsuhiro Otomo, Moebius, bifurcando em uma intravenosa conectada ao braço que desenhava este gibi de 32 páginas em preto e branco. Tem hachuras, retículas e pessoas extremamente bem desenhadas que parecem estar sendo constantemente oprimidas ao mesmo tempo que oprimem seu mundos internos, seus próprios ossos existência.

EUDAIMONIA

Foi oficialmente minha primeira leitura do Salles, porque, francamente, nenhuma primeira “primeira” leitura dele pode ser considerada. Seria como considerar um soco na cara sua primeira aula de educação física; é mais um choque, um acordão. Ele te joga na água (quente ou fria) que é aquele mundo e fala “nade”, enquanto você está sem boia, não dá pé e tem dois blocos de concreto amarrados aos tornozelos. É angustiante a descida, mas também é inevitável.

Foi uma felicidade ver que a edição vinha com um autografo muito bonito do autor, este que saí mostrando pela casa, inclusive para o meu avô. Ele folheou a revista e adorou, mostrando aqui e ali algum desenho.

“Olha esse aqui” dizia ele enquanto estava deitado no sofá. Aposto que ele entendeu tudo de primeira.

Na mesma semana que recebi EUDAIMONIA em minha vida, Luciano estaria lançando-a em um evento na escola de desenho supracitada. Fui lá.

Naquela noite comprei O Quarto Vivente e, como sinopse, recebi o final da história da boca do próprio escritor, que apontou para mim e completou “isso ai é spoiler para você, inclusive”. Se pararmos para pensar, já era ele mesmo que ia me contar tal acontecido, de uma forma ou de outra. E já que o próprio Luciano não liga para spoilers, vou presumir que você também não.

O Quarto Vivente.

É um gibi sobre uma garota que dá à luz a uma baleia.

Um mundo de muitas cores e emoções, de verbos em 3ª pessoa, de coisas que se espalham. Líquidos e palavras e sentimentos e fases da vida. É outra confusão completamente diferente de EUDAIMONIA. É um trabalho mais antigo, o que faz dele ao mesmo tempo mais novo pela inexperiência e mais velho pela idade. Um outro mundo, diferente do nosso, ainda que reconhecível; uma outra sociedade ao passo que é a mesma, problemas iguais. Entrando de cabeça ali é impossível saber para onde olhar, mas também dificilmente você irá fechar os olhos.

Foi bom pegar um dos primeiros trabalhos para ler logo após ter consumido o mais recente. A evolução ficou mais clara, tanto em diagramação, em pensar o produto e em escolhas estéticas, quanto no próprio traço, que apesar de já ser uma porrada (ou um chute, você que escolhe), foi ganhando mais e mais sustância com o tempo.

Ambos são gibis difíceis, muito mais sinestésicos do que cartesianos, então se você não gosta de não entender algo, é provável que torça o nariz.

E tudo bem.

Parece pouco saudável falar que se gosta ou não de algo simplesmente por não conseguir tirar uma conclusão sobre aquilo, tanto em ficção quanto na vida. O negócio com os gibis desse autor, pelo menos para mim, é que você entende tudo, se entende, pega as coisas e digere, mas no final não sabe disso. Da mesma forma que as vezes olha-se para um lado, para o outro e a vida simplesmente não faz sentido, ainda que seja totalmente coerente.

É bom, é ruim, é aquilo que está na página e o que está entre a página. Também é o que está em sua volta, por trás, nos livros, nos filmes, é um apanhado de coisas. Me desculpe por falar tantas vezes sobre o que as coisas SÃO e NÃO SÃO, mas nessa confusão toda e nesse turbilhão que existe nas obras do autor residente de Araraquara fica realmente complicado não se perder.

Sobre o autor? Na ocasião em que o conheci, além de ter sido muito atencioso, mostrou ser alguém de pensamentos muito digeridos e concretos, seja no que tange arte ou até mesmo seu modo de viver ou de seguir sua carreira. Luciano Salles é sóbrio, extremamente sóbrio, ele sabe o que está fazendo, mesmo que você não saiba o que está lendo. “Esse aqui é meu material de trabalho“ disse ele me mostrando o estojo. Talvez não tenham sido exatamente essas palavras, mas faz realmente um certo tempo (seis meses entre o evento narrado e a conclusão deste texto.)

Estou sem saber como arrematar tudo… então vou pelo caminho mais fácil: Durante a confecção desse texto, EUDAIMONIA foi indicada ao troféu HQMIX nas categorias “publicação independente de autor” e “publicação independente edição única”, além do desenhista, que concorre ao prêmio “desenhista nacional”. A entrega do troféu acontece no dia 16/09, as 17h no SESC Pompeia.

Salles também faz as ilustrações semanais da coluna de Daniel Furlan (grande craque) dentro da Folha de S. Paulo. Procure as obras, ache-as e, depois disso, procure mais um pouco ali dentro.

Obedeças para serdes feliz.
EUDAIMONIA indicada para o
30º trofeu HQMIX em três categorias:
publicação independe de autor,
publicação independente edição única
e desenhista nacional.

Olá, tudo bem?

Ontem foram anunciadas as indicações para o 30º trofeu HQMIX, o prêmio mais relevante para o quadrinho nacional, e tive a honra de ser indicado para concorrer em três categorias:
Publicação independente de autor, por EUDAIMONIA;
Publicação independente edição única, por EUDAIMONIA;
Desenhista nacional.
Apesar de nunca ter ganhado o prêmio, é gratificante saber que todos os meus trabalhos (com  exceção de Limiar: Dark Matter), foram indicados para concorrer ao trofeu. É claro que gostaria de ter faturado alguma destas estatuetas mas a indicação, por si só, já é algo legal demais.
A entrega aos escolhidos será no dia 16/09/2018, às 17h, na comedoria SESC Pompeia. Agradeço imensamente a você que tem curtido meus trabalhos, seja ele nos quadrinhos ou com os desenhos e as ilustrações.
O período de votação foi aberto, vai até 14/08/2018 e somente os profissionais da área e cadastrados podem votar. É claro que conto com seu voto e com a sua torcida!
Grande abraço.
Luciano Salles.
[Edição]: Olá, o promoção foi encerrada no dia 31/07/2018 e foi um sucesso! Obrigado a todos e todas que participaram, que ajudaram compartilhando pelas redes sociais ou mesmo no boca a boca.

Grande abraço e mais uma vez, muito obrigado!

Olá, tudo bem?

Como as vendas de quadrinhos estão devagar, decidi fazer uma promoção da pesada!
Comprando uma edição de Limiar: Dark Matter (2015, independente) você ganha uma edição de EUDAIMONIA (2017, independente/Catarse). Se já tiver EUDAIMONIA, que é meu lançamento mais recente, pode optar por ganhar meu outro quadrinho O Quarto Vivente.
O que achou da promoção? Gostou? Então é só seguir os passos abaixo:
01. Clique na imagem de Limiar: Dark Matter (logo abaixo) abaixo e será redirecionado para o site da AMAZON.
02. Bastar comprar somente a edição de Limiar: Dark Matter por R$35,00 + frete do site e me informar qual outra HQ deseja ganhar (se nada for informado, enviarei uma edição de EUDAIMONIA)
03. Você pode comunicar sua escolha pelo próprio site, no momento da compra, ou ainda enviando um e-mail para lucianosalles@dimensaolimbo.com

Garanta agora suas duas HQ (clique na imagem) comprando apenas uma!

 Curiosidade: Sabia que essa HQ foi colorida pelo Marcelo Maiolo?! ♥️

Você pode escolher
EUDAIMONIA

Ou, pode escolher,
O Quarto Vivente
















OBSERVAÇÕES:
– Essa promoção tem duração até dia 31/07/2018 para compras feitas até às 23h59min59seg.
– Todas as edições serão enviadas autografadas com dedicatória e um desenho na própria revista.
– Sabia que essa HQ que vai comprar (Limiar: Dark Matter)foi utilizada em sala de aula pelo curso de Psicologia da Universidade Federal de Pelotas? Entenda como pelo link: https://goo.gl/XbRw7t

Espero que tenha gostado da promoção! Se ainda tiver alguma dúvida, é só inseri-la logo abaixo no comentários que respondo rapidamente.

Ah! Esse é o vídeo que fiz para o lançamento de Limiar: Dark Matter.

Um abraço.

Luciano Salles.

Minha mesa no FIQ 2018 com EUDAIMONIA (2018,
independente), Limiar: Dark Matter (2015, independente)
e O Quarto Vivente (2013, independente)

Olá, tudo bem?

Por vezes escrevo textos sobre algumas reflexões que faço, sozinho, no meu isolamento interiorano e penso que, por esse aspecto, divulgá-los aqui seja uma boa forma de compartilhar essas análises com você que acompanha o blog.
Depois de participar da 10º edição do FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte), comecei a pensar sobre o fato de vários artistas vincularem seus lançamentos aos eventos de quadrinhos. É claro que isso é ótimo pois junta o melhor dos mundos: um livro novinho esperando por consumidores em um evento onde estará o público que compra esse tipo de publicação.
Do ponto de vista do mercado e vendas (somos todos vendedores), é o momento ideal para se lançar um livro. Mas até que ponto isso pode garantir que sua HQ seja um “sucesso” de vendas? O que garante que um gibi venderá bem nesta conjuntura? Somente pelo fato dele ser novinho, cheiroso e estar no meio de muito dos leitores e colecionadores do país?
Os próprios eventos, em suas fichas de inscrição para seleção de mesa, sempre perguntam se você pretende lançar algum novo título no festival. Isso acontece praticamente em todo processo de seleção de mesa dos eventos.
Um adendo: na CCXP (Comic Con Experience) do ano passado, fiz o lançamento de EUDAIMONIA, meu mais recente quadrinho. Você quer saber se a venda foi boa? Foi excelente mas, menos do que esperava. O que houve de errado? Minha expectativa estava muito alta com o fato de ter um lançamento no maior evento de quadrinhos e cultura pop do país? Minha “frustração” quanto aos números de exemplares vendidos foi por eu ter superdimensionado o que poderia vender? Eu deveria ter me “frustado” por ter vendido tão bem?
Percebe como esse tema pode gerar muitos questionamentos sobre a viabilidade de casar novas publicações com as datas dos festivais de quadrinhos?
Voltando ao FIQ, conforme informação no próprio site do evento, havia 217 lançamentos nas mesas dos(as) artistas sem contar nos estandes. Aqui está o link para você conferir os títulos lançados em Belo Horizonte: todos os lançamentos do FIQ 2018!
Eu acho incrivelmente fantástico o tanto de títulos que está sendo produzido mas o seu ficará pulverizado entre tantos outros lançamentos (será mais uma HQ de 217 avos). A não ser que você seja um(a) quadrinista categoria Champions League, sua HQ vai ficar fragmentada entre tantas outras.

Resolvi elencar, pelo menos, 5 (cinco) pontos positivos e negativos em associar seu lançamento a um evento. Vamos começar:

PONTOS POSITIVOS
• Sua HQ e seu nome serão citados(as) no site do evento (como no link acima);
• Sua HQ e seu nome também serão citados (as) em sites de quadrinhos que também fazem esses levantamentos;
• Você vai para o evento feliz da vida com sua nova publicação;
• Suas vendas poderão ter um incremento considerável devido ao seu novo trabalho;
• Sua HQ vai gerar curiosidade e com isso atrair mais leitores(as) até sua mesa.

PONTOS NEGATIVOS
• Expectativa alta em conseguir boas vendas do seu novo material;
• Ajustar seu cronograma de trabalho com as datas dos eventos para sempre ter algo novo;
• Trabalhar de forma rápida (e por vezes, não dando seu melhor) somente para conseguir lançar seu novo produto;
• Sentir-se obrigado a ter uma nova história em quadrinhos para cada evento;
• Acreditar que com uma nova publicação, suas chances de ser selecionado(a) para ter um mesa no festival aumentará consideravelmente;

Enfim, é um assunto vasto e subjetivo. Eu mesmo não acredito que um(a) quadrinista precisa estar com um novo título todo ano ou a cada ano e meio. No meu caso que escrevo a história e desenho, isso se torna cada vez mais verdade. Existe o processo de escolher exatamente qual história contar, escrever o roteiro, desenhar as páginas, arte-finalizar, escanear, fazer o letreiramento, o tratamento gráfico para a impressão e muitos outros detalhes no meio destes poucos itens. Além do mais, cada um tem o seu tempo para dar seu melhor.

E você? O quê acha de tudo isso? Seja você autor(a) de quadrinhos, desenhista, colorista, leitor(a) ou o que quer que o(a) vincule a esse mundo das HQ, deixe suas impressões nos comentários.

Grande abraço.

Luciano Salles.

FIQ 2018, por Luciano Salles

Olá. Tudo bem?

Somente na física e em condições específicas, como por exemplo na CNTP (para o estudo de gases), é que existem mundos ideais. Mesmo que esteja vivendo uma situação perfeita, um momento único e extremamente agradável, somos naturalmente impelidos, pela nossa ancestral ansiedade, a buscar ou supor que algo possa, de fato, interromper aqueles poucos momentos em que se percebe ser ou estar em estado de felicidade.
No FIQ 2018 foi bem assim. Lutei para simplesmente manter o foco com quem estava ali comigo, naquele exato instante, em alguns poucos segundos acumulados em uma conversa, entrevista, venda ou então, estando comigo mesmo, sentindo a oportunidade de estar ali, presente, naquele que se tornou o melhor evento de quadrinhos que participei.
Uma honra ter como vizinho de mesa o
underground do quadrinho nacional,
Franciso de Assis F***ing Marcatti
 

Um festival que foi cancelado em 2017, perigando não acontecer em 2018 e que então vem bem organizado, com muitos visitantes e artistas expondo seus quadrinhos, ideias e ideais. Poderia listar muitos itens positivos assim como negativos porém, o fiel da balança justificou sua honesta precisão.

É sempre muito bom reencontrar os(as) colegas e amigos(as) que são extremamente carinhosos(as) e cordiais comigo. Espero sinceramente que a minha recíproca seja tão verdadeira.

No tocante ao “saldão de balanço” – anunciado no nome da postagem –, confirmei que foi o evento que minhas vendas foram basicamente para leitores. Claro que todos nós somos leitores, entretanto existem os leitores que também produzem histórias em quadrinhos e foi neste aspecto que, por um levantamento junto da minha planilha de controle de vendas, constatei que aproximadamente entre 80% a 90% dos que compraram meus gibis eram “somente leitores”.

O super casal Fora do Plástico,
representando todos os youtubers!

Você pode estar se perguntando: mas como é que o Luciano sabe quem produz ou não quadrinhos? Em toda venda que faço, geralmente converso de boa com a pessoa e é claro que o papo sempre é direcionado para desenhos, gibis, animação, filmes e então, tenho a resposta se aquele(a) determinada pessoa produz quadrinhos ou não.

Claro que esse percentual indicado tem suas margens de erro mas mesmo assim, fiquei extremamente satisfeito com esse potencial de “somente leitores” consumindo quadrinho nacional, mas deixando esclarecido que, esses números foram nos meus controles de vendas.

Pensei em fazer esse post de forma precisa com números, listando cada ponto positivo e negativo que o evento apresentou (na minha visão), valores, ressalvas, mas isso fica por conta da percepção dos organizadores, que enfatizo mais um vez, estão de parabéns pelo melhor FIQ que pude participar.

Agradeço o apoio cultural de 100% das minhas despesas pela Escola Pueri Domus Araraquara. Somente assim para ir a um evento tão longe de casa e poder trabalhar tranquilo, sabendo que tenho o suporte de pessoas tão especiais.

O mesão, pelo garçom extremamente
educado e cordial que nos atendeu e que,
infelizmente, não anotei o nome para
crédito da foto.

Fico no aguardo de seu comentário, se foi ao evento, se passou por minha mesa, o que achou do festival, enfim, deixe suas impressões pois todas serão respondidas.

Muito obrigado pelo visita ao blog, pela visita a minha mesa e muito obrigado, Mônica e Pueri ♥️

Um abraço.

Luciano Salles.

FIQ 2013
Olá, tudo bem?
Essa vai ser minha terceira participação como artista no Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte. Meu primeiro evento foi em 2013 onde apresentava O Quarto Vivente, participava da exposição Ícones dos Quadrinhos e também da edição do álbum Mônica(s). Foi um evento incrível para um recente artista que caia de paraquedas entre tantos autores que admirava e ainda admiro.
Em 2015, estava novamente no festival apresentando minha nova HQ Limiar: Dark Matter. Estava também com L’Amour: 12 oz que havia sido publicada em 2014 pela Editora MINO. Para 2018 apresentarei meu novo quadrinho EUDAIMONIA, novos prints e algumas poucas edições de O Quarto Vivente e Dark Matter.
FIQ 2015
De 2013 para 2018 aprendi muito sobre fazer quadrinhos e ainda me considero um iniciante. Meu desenho está em constante procura do melhor e mais coeso traço, busco incansavelmente formas de melhorar meus roteiros, enquadramentos, sempre na tentativa  de sintonizar as boas ideias para contar e assim apresentar um bom quadrinho.
Desde a minha primeira participação, vi o surgimento de muito quadrinistas. Alguns vão sumindo e não publicam mais, outros se mantem sempre crescendo em seus processos.
Particularmente, eu não tenho como mensurar isso dentro do meu trabalho até porque um quadrinho meu só pode ser validado pelo mais distante observador/leitor que a obra vier a ter.

Nos vemos em Belo Horizonte, de 30 de maio a 03 de junho, na Serraria Souza Pinto.

Estarei na MESA 82!

Um abraço.
Luciano Salles.