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Ilustração de 04/03/2019 para
a Ilustrada, por Luciano Salles.

Olá. Tudo bem com você?

Sabe, eu ilustro para o jornal Folha de S.Paulo desde 2015.
Comecei fazendo ilustrações esporádicas, ou de forma “freelance”, como é denominado – infelizmente – na linguagem falada (não gosto e evito usar termos em inglês para palavras tão bonitas da língua portuguesa mas é claro que muitas vezes falho).
Retrocedendo para o meio dos anos 80, sempre adorava ler e recortar as tirinhas do Laerte, Angeli, e Fernando Gonzales que eram publicadas no caderno de cultura Ilustrada da Folha e S.Paulo além de algumas ilustrações que me encantavam pelo jornal. Guardava tudo em uma pasta verde de elásticos, junto da minha honrada “coleção” de uma dezena de gibis. Deixava tudo exposto, decorando, uma peça que havia no quarto. Tudo isso em Araraquara.
Hoje, quase 35 anos depois, ilustro semanalmente para o mesmo jornal em uma coluna assinada pelo ator Daniel Furlan. Eu nunca imaginei, nem em sonho, que isso poderia ser possível. Até porque, era algo tão distante da minha realidade que jamais tive a intensão de trabalhar com meus desenhos.
O que fazia eram desenhos diários mas sem vínculos com nada. Se estivesse com vontade de desenhar a cadeira da cozinha, desenhava. Se estivesse com vontade de desenhar um bode com tetas, desenhava. Se fosse a vez do homem-Aranha, desenhava.
Matéria com meu trabalho na
Folha Ilustrada.

Desde de então, uma ou duas vidas se passaram, até que um dia, saiu uma reportagem sobre meu trabalho como quadrinista, naquele mesmo caderno de cultura, do mesmo jornal, que eu recortava as tirinhas. Aquilo já foi estranho demais para mim. Quem assinou a matéria foi o camarada, Télio Navega.

Como se não bastasse, um grande amigo e fotografo chamado Mastrangelo Reino, organizou um evento onde haveria exposições de fotos, música ao vivo e uma oficina de diagramação em jornal. O que me interessou para ir ao evento foi essa tal oficina. Sinto uma enorme dificuldade em diagramar qualquer coisa e pensei que, mesmo que fosse sobre diagramação em jornal, de alguma forma seria extremamente útil.
Cheguei com antecedência de umas duas horas do horário da oficina e de repente, quem iria ministrar o curso sobre diagramação era a pessoa que havia montado aquela mesma reportagem comigo na Ilustrada (essa da imagem ao lado). Ela me reconheceu e disse que havia trabalhado na matéria sobre meu trabalho com quadrinista.
A partir de então, o papo e a afinadade aconteceram. Como sempre ando com meus quadrinhos em minha mochila, ela ficou com um exemplar de O Quarto Vivente e de L’Amour: 12 oz. Folheou as revistas e me perguntou (ali mesmo) se eu desejava ilustrar esporadicamente para o caderno de cultura Ilustrada do jornal Folha de S.Paulo (aquele mesmo que eu fazia os recortes).

A Thea era a editora de arte do caderno.

Foto da oficina sobre diagramação. Não tenho os créditos
para a foto.

Após a oficina, fomos almoçar juntos no Frios da 7, um restaurantinho com uma comida bem caseira e sempre deliciosa, bem próximo ao evento.

Desde esse dia, eu nunca mais vi fisicamente a Thea, minha editora. Sempre nos falamos mas nunca nos vemos.

Um dia (ainda esse ano) vou para São Paulo me encontrar com ela, conhecer a redação do jornal e agradecer pessoalmente a oportunidade que ela me concedeu.

Um abraço.
Luciano Salles.
Olá, tudo bem?

De acordo com a wikipédia, fã-arte “é uma obra de arte baseada em um personagem, fantasia, item ou obra notoriamente conhecida, que foi criada por fãs. O termo pode ser aplicado tanto à arte feita por fãs de personagens de determinado(s) livro(s), como também arte derivada de mídias visuais, como quadrinhos, filmes e/ou Video games.

Com essa breve definição (onde faço um adendo em “…obra notoriamente conhecida”), receber estas artes é alguma coisa além do que poderia imaginar há 5 anos. Eu não acreditava nos meus desenhos e nas histórias que poderia contar até que em determinado momento me vi “obrigado’ a fazer quadrinhos.

É com muita honra e gratidão que apresento esses incríveis trabalhos baseados nas minhas HQ. Os desenhos estarão (+ ou – ) em ordem de data de recebimento da imagem.

Um detalhe: fã-arte é o termo usual mas alguns desenho são “amigos-arte”, “camaradas-arte” e “conhecidos-arte”. O termo fã-arte parece causar certo distanciamento.

Seus comentários são sempre super bem vindos e todos serão respondidos.

Um grande abraço.

Luciano Salles.


(R) por Marcos Vieira























Luzcia por Samuel Sajo

























(R) por Arthur (não sei o sobrenome)














Carino por Lucas Henrique Silva






































Toda trilogia por Matheus Huve























(R) por Magno Costa
(R) por Kaio Moreira
(R) por Camilo Solano

Juliett-e Manon por Geral Borges
(R) por Dell Carvalho
Juliett-e Manon por Kaio Moreira

(R) por Vini
(R) por Ricardo Lucchiari

Batman por Luciano Salles
Olá, tudo bem?
Camarada, com minha campanha do Catarse em andamento, as atualizações aqui no blog tem ficado atrasadas e até, por vezes, confusas.
Dia 23/09 comemora-se o Batman Day. Não sou muito ligado nessas coisas de dia do negócio tal, dia do amigo, dia da paçoca mas o Batman é o Batman. O dia passou e eu só fiz um desenho do homem morcego no dia posterior. Não por obrigação é sim porque adoro desenhar o batman. Se eu não tenho o que desenhar, tome Batman.
Um abraço.
Luciano Salles.

Olá, tudo bem?

Há pouco tempo fiz a capa do novo disco da banda, aqui de Araraquara, Os Capial. O Marcelo Tucci (Tucciname Produções), vocalista e guitarrista da banda, fez um vídeo comigo sobre o processo, nuances e sobre alguns detalhes inseridos na ilustração. 

Fico por aqui e volto para os desenhos dos meus novos trabalhos em quadrinhos.
Um abraço.
Luciano Salles.
Jack Kirby por Luciano Salles
Jack Kirby, como se estivesse vivo, com 100 anos,
por Luciano Salles
Olá, tudo bem?
Essa postagem se originou após conversar com um colega. Dois mil e dezessete (2017) é o aniversário de centenário de grande criador de mundos, Jack Kirby. Se ele estivesse vivo, acredito eu, estaria somente mais magro e talvez com um pouco menos de cabelo?
A partir disso, veio a ideia do desenho o busto de Kirby como se tivesse 100 anos. E ainda com um detalhe! Fazer da forma mais realista possível dentro do meu estilo de desenho.
Por vezes faço alguns exercícios assim. Tento desenhar algo mais realista até algo caindo mais para o cartoon, entretanto, sempre dentro do meu traço. É um exercício bem legal de se fazer para você que se propõe a ser um desenhista ou ilustrador. Como também trabalho com ilustrações (basicamente para a Folha de S.Paulo), sempre que posso faço esse desafio.
Lamborghini, por Luciano Salles
O desenho ao lado, de Jack Kirby, em lápis, nanquim e aguada de nanquim, foi uma tentativa ir ao mais realista possível dentro do meu traço. Já o desenho do menino, mais cartunesco, fantasiando dentro de sua potente Lamborghini, são dois exemplos desta prática. 
Outra vertente, que acredito ser mais legal para você que nunca fez este exercício, é desenhar a mesma peça nos dois extremos: mais realista e bem cartoon. Tente fazer! Garanto que você irá se surpreender com os resultados.
E, se quiser compartilhar suas impressões, opiniões, outros exercícios ou mesmo algum comentário, é só deixar logo abaixo!
Um abraço.
Luciano Salles.
Lambordream por Luciano Salles
Olá, tudo bem?
Antes de mais nada, se o termo commission não soou familiar, explico: o vocábulo em inglês commission é utilizado para a encomenda de um desenho originai a pedido de determinada pessoa. Geralmente a pessoa gosta do traço de um artista e quer ver seu pedido com essas características.
Feito essa breve explanação, recebi a solicitação de uma destas encomendas para uma criança de nove  (9) anos. Geralmente as commissions que faço são sempre personagens das histórias em quadrinhos.
Original: Lambordream por Luciano Salles
A tia deste menino que adora velocidade, jogos de corridas e carrões potentes, me procurou para fazer o desenho para ele. Achei demais tudo isso e aceitei fazer o trabalho. Perguntei para a tia se ela sabia ou já tinha ouvido falar de algum destes “carrões” que ele tanto gosta. Não titubeou em me dizer: Lamborghini
Sketch podrão: Lambordream por Luciano Salles
Já de posse das informações que precisava, o desenho animado O fantástico mundo de Bobby veio poluindo minha cabeça com todas aquelas viagens e percepções infantis do protagonista. Bom, o desenho que faria seria para alguém de nove anos e deveria me conter para que o desenho, realmente fosse, para uma criança desta idade.
De praxe, fiz a arte-final em nanquim com uma leve aguada da mesma tinta, mais duas cópias em cores.
Se desejar ter um desenho original, aqui está a página COMMISSIONS do blog, destinada exatamente para isso, com os preços e todos os demais detalhes sobre sua encomenda e os demais procedimentos ?
Finalizando e como sempre, fique a vontade para qualquer pergunta, dúvida ou comentários.

Um abraço.

Luciano Salles.
Ilustração por Luciano Salles
Ilustração para capa da Ilustrada,
da Folha de S.Paulo, por Luciano Salles
Olá, tudo bem?
Na quinta-feira, às 21h, recebi uma mensagem da editora da Folha de S.Paulo me convidando fazer a arte da capa do caderno de cultura Ilustrada. Topei, finalizei o curso de quadrinhos que estava conduzindo na Memento 832 e já logo às 4h da manhã, sentei para começar a desenhar pois tinha de entregar a arte finalizada às 15h.
Corrido, muito corrido, corrido pacas! Aproveito e abro aqui, um precedente para agradecer meu amigo ,cineasta e cinéfilo, Guilherme Bonini. Eu simplesmente não havia assistido nenhum filme indicado ao Oscar e a ilustração era exatamente sobre isso. Com a paciência de um monge, ele me passou as imagens que representariam os filmes em um primeiro olhar, uma breve sinopse de cada um com o que ele achava o melhor dos filmes.
Então, se esse trabalho somente aconteceu legal mesmo, foi pela paciência e camaradagem deste meu amigo mega talentoso!
“Gui, muito obrigado de coração!”
Ilustração por Luciano Salles
Ilustração para a capa da Folha de S.Paulo,
por Luciano Salles
Foto da capa da edição
Foto da capa da Ilustrada

Voltando as ilustrações, não desenho digitalmente então o meu processo é old school. Já havia recebido o e-mail com as diretrizes para o desenho. Como sempre comento por aqui, gosto de antes de sentar para começar os trabalhos, já ter pensado todo o desenho e ter ele mentalmente pronto. Esse processo é mais fácil para mim e evito enfrentar uma pavorosa folha em branco. Mas como já havia recebido o briefing e o tempo só faz o café esfriar, tinha que desenhar. Desenhar praticamente sem pensar.

O briefing pedia que todo o desenho estivesse em layers separados. Então, para isso, fiz todas as peças isoladas para então montar tudo no Photoshop.
Finalizado esse trabalho, a editora me chamou novamente mas para agora, fazer a capa de edição. Achei legal pois manteria uma identidade visual com a ilustração lá dentro do jornal, na Ilustrada. Em um espaço todo torto e recortado, tive que montar uma “apoteose” do Oscar neste período de carnaval.

Deixe suas ponderações, dúvidas ou comentários logo abaixo que respondo para você!

“Rafe podrão” para aprovação da edição do jornal e
então para a capa da Folha de S.Paulo de 26/02/2017
Um abraço.

Luciano Salles.

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Iron Fist por Luciano Salles
Olá, tudo certo?
Em 2016 quero me dedicar as ilustrações.
Entre elas estou incluindo as conhecidas commissions ou encomendas de arte original. Esse Iron fist ou “Punho de ferro” foi a primeira encomenda do ano. Gostei do resultado e como sempre, demoro mais para pintar e descobrir como fazer as coisas no esquema tentativa e erro, do que desenhar. Mas gosto deste processo.
Coloquei o sketch ou rascunho inicial e mais alguns processos.
Espero que tenha gostado e fique sabendo que você pode ter sua arte exclusiva.
Grande abraço.
Luciano Salles.

Um vídeo publicado por Luciano Salles (@lucianosalles) em

Sketch