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Olá, tudo bem?
Tive a honra de participar do podcast imaginário nº 1, do camarada e também quadrinista, Leandro Damasceno. Deixo aqui o link direto para o podcast mas também o incorporo.

Espero que goste da conversa que fluiu por quadrinhos, trabalhos fora das HQ, pessoas travadas em porta giratória de banco, broa com café, quitandas e um pouco mais.

Agradeço mais uma vez ao Leandro Damasceno pelo convite.

Fico por aqui. Saiba que seu comentário é sempre muito bem vindo e será respondido.

Um abraço.

Luciano Salles.

Olá, tudo bem?
Minha loja na Amazon era através da minha produtora cultural, entretanto tive que baixar o CNPJ da empresa e me cadastrar como MEI. Desta forma, cancelei minha conta na Amazon com o CNPJ baixado e cadastrei uma nova como MEI.
E agora a nova loja já está funcionando! Você pode adquirir minhas HQ por lá. Ainda não consegui inserir O Quarto Vivente por um problema na plataforma, mas logo será resolvido.
Você já pode comprar agora sua edição de EUDAIMONIA e Limiar: Dark Matter pela Amazon clicando diretamente nas revistas abaixo!

Sempre lembrando que eu mesmo envio as HQ e por isso sempre seguirão autografadas e com dedicatória.

Garanta seus exemplares ou presenteie um amigo ou amiga com quadrinhos. Sempre são excelente presentes.
Um abraço!
Luciano Salles
Limiar: Dark Matter (Luciano Salles, 2015, independente)
Olá, tudo bem?
Ontem saiu uma resenha de Limiar: Dark Matter no excelente Universo HQ, assinada pelo Charlles Lucena. O texto foi muito preciso em, particularmente, usar o termo “um terço” linkado ao fato de a revista encerrar a trilogia aberta em O Quarto Vivente.
É legal que Limiar ainda colha algumas resenhas até pelo fato de ter sido lançada em 05 de novembro de 2015 e não ser nenhuma novidade neste mundão de lançamentos.
Outro ponto que gostei bastante foi ter citado o fantástico trabalho do Marcelo Maiolo nas cores e na ousada paleta. Como já enfatizei por aqui, trabalhar com o Maiolo é uma tranquilidade. Conversamos muito bem, parece que já conheço o camarada a milênios e para as cores, eu simplesmente indico um filme para ele assistir e captar as sensações que eu gostaria no álbum. O resto é com ele afinal, o que eu entendo de cores para meter o bedelho no trampo do melhor colorista do mundo ?
Você pode ler a resenha logo abaixo ou visitar o site do UHQ para ler por lá e comentar (se achar necessário). Ah! Seus comentários aqui também são muito bem vindos!
Um abraço e um bom natal para você que festeja a data.
Luciano Salles.

Limiar: Dark Matter

Data: 23 dezembro, 2016

Limiar: Dark MatterEditora: independente – Edição especial
Autores: Luciano Salles (roteiro e arte) e Marcelo Maiolo (cores).
Preço: R$ 35,00
Número de páginas : 48
Data de lançamento : Novembro de 2015
Sinopse
Com a morte de um confrade, dois amigos, Nádio e Carino, vão quebrar o status quo em busca de vingança por meio da memória do que partiu.
Positivo/negativo
Pow! Dessa forma, com os dedos indicador e médio apontados, como se simulasse uma arma de fogo, Carino atinge fatalmente a testa do servidor de acesso que o perseguia, assim como aos amigos Nádio e Amerício. Este último já se encontra “memorizado”, o que seria o equivalente à morte no futuro distópico conduzido com inquietação e energia vibrante pelo paulista Luciano Salles.
Apesar de não ter sido inicialmente intencional, Limiar: Dark Matter se desenha como o último terço da trilogia iniciada com O Quarto Vivente (independente, 2013) e L’amour: 12 oz (Mino, 2014), suas obras anteriores,que parecem se situar em um mesmo e estranho universo, caoticamente conduzido por Salles, dono de um traço nervoso e detalhista, rompendo o status quo do que se vê no atual mercado nacional de quadrinhos.
Assim como a arte de Salles, os personagens de Limiar também estão dispostos a quebrar as regras. São eles Carino e Nádio, dois terços do grupo de confrades (eles se tratam dessa forma), reunidos após a “memorização” do terceiro elemento da trupe, Amarício.
A ruptura vem por meio da ingestão de Dark Matter, uma potente e antiga substância psicoativa, que os levam a sair da inércia e a reencontrar o já falecido amigo.
O Dark Matter é como a pílula vermelha da trilogia de filmes Matrix ou a toca do coelho de Alice no País das Maravilhas. Uma abertura para um até então novo mundo, o que contraria os interesses dos chamados servidores do equilíbrio, os censores desse asséptico mundo, onde “tudo é porque é”.
É uma verdadeira vingança contra o sistema, contra o conformismo, a partir do momento que os personagens resolvem interromper a ingestão de suas doses de metais representativos diários (antidepressivos? controle social? repressão?) e a atirar para todos os lados usando apenas os seus dedos.
A arte de Luciano é complexa e arrebatadora, assim como o intrincado labirinto no qual ele tece seus roteiros, cheios de referências e entrelinhas, o que faz o leitor recorrer a diversas releituras para melhor compreensão da obra. Mais um tiro certeiro do autor, amparado pela ousada paleta de cores de Marcelo Maiolo (Arqueiro Verde, O Velho Logan). Pow!
Classificação
4,0
Limiar: Dark Matter de Luciano Salles (2015, independente)
Olá camarada, tudo bem?
No dia 22 de Julho saiu uma resenha de Limiar: Dark Matter, meu último quadrinho publicado de forma independente em outubro de 2015.
A resenha foi assinada por Floreal Andrade no excelente site de entretenimento e cultura pop Impulso HQ. Floreal foi ao ponto exato no texto. Sucinto e assertivo, o texto consegue captar muito do que quis na HQ. Enfim, eu adorei a resenha!
Confira toda resenha logo abaixo ou siga direto para ler no site dos camaradas do Impulso HQ e se ficou interessado em adquirir a HQ é só ir por aqui até minha Loja Online!
Forte abraço.
Luciano Salles.
Por Floreal Andrade, 22 de julho de 2016 – publicado originalmente no Impulso HQ.

“Acho tudo muito infantil. Em contrapartida, acredito que ele exprime uma busca de nossos desejos mais profundos…”, Moebius sobre as histórias em quadrinhos.

Impressionante como os quadrinhos de Luciano Salles conseguem nos atingir de maneira tão profunda e tão impactante. É impactante visualmente, é impactante conceitualmente. Como um me disse um amigo um dia desses “como é bom se perder nos labirintos das HQs do Luciano”.
Lançado de maneira independente, Limiar: Dark Matter encerra um ciclo na carreira desse quadrinhista que despontou no mercado nacional em 2012. Audaci Junior diz que Dark Matter tem uma ligação com outro álbum de Luciano Salles, “O Quarto Vivente” de 2013, e se você conhece essa obra irá perceber que estamos em um mesmo universo. Porém, com a brilhante narrativa de Salles, somos apresentados a três personagens no futuro, lembranças que não são suas, um sonho ou um pesadelo.

Amerício, Carino e Nádio são três amigos que buscam vingança sendo que um está morto. Parece complicado não? E é. A trama ambientada nesse futuro distópico também é composta por uma lendária porta que os amigos terão que passar e a vingança traz consequências não só para eles, mas para todo o universo.

Salles não subestima o leitor, pelo contrário, o faz se esforçar e tentar ler nas entrelinhas, nas entrecores, nos entrequadros, entretempos. Estariam os três amigos sobre efeitos de alucinógenos? A porta fez com que eles ganhassem poderes para enfrentar o assassino do amigo morto?

Salles em toda a sua narrativa cria uma sensação de desconforto e de difícil compreensão. E já que falei de “entrecores”, não posso deixar de citar a paleta de Marcelo Maiolo, que assina a colorização do álbum. O colorista optou por cores não tradicionais nas aplicações de pele e um efeito de brilho nos cenários, deixando as composições cromáticas com contrastes bem interessantes. Lembrando que essa parceria entre Maiolo e Salles já pode ser vista no L’Amour: 12 oz, também de autoria de Salles.


A vingança é dada pela memória, afinal, de acordo com Salles em uma de suas entrevistas, “somos apenas memória e isso se aplica para tudo, inclusive ao Universo”.


Exato. Mais uma vez, Luciano não traz uma leitura fácil. É preciso se esforçar para acompanhar suas páginas. O trio está nascendo ou morrendo? São várias perguntas que podem não ter respostas.

Faça um teste curioso: peça aos amigos que leiam a história e depois que contem a sua versão da mesma. Você perceberá que milhares de outras histórias virão à tona.


Por isso é tão difícil classificar a obra de Luciano Salles apresentada até agora. E pra que classificar se o melhor é ler. Ler e se perder. Aqui estou eu perdido no traço e nas cores singulares de Luciano Salles.

Quando cheguei à última página, não sabia se chegava ao fim ou ao início da aventura.


Limiar: Dark Matter

Edição independente
Roteiro e arte: Luciano Salles
Cores: Marcelo Maiolo
Colorido
21 x 27,5 cm
50 páginas


R$ 35,00
Resenha por Igor Toscano
Olá camarada, tudo bem?
Hoje saiu um mini texto sobre Limiar: Dark Matter no instagram do Igor Toscano. Essa resenha veio junto com o término da 22 Fest Comix, o primeiro evento de quadrinhos do ano.
Se ainda não tem a HQ, é só clicar aqui na Loja Online e garantir a sua, que enviarei autografada e direto para sua casa. Limiar: Dark Matter tem sido muito bem recebida e encerrar a trilogia aberta em O Quarto Vivente e que passa por L’Amour: 12 oz.
Se você fez alguma resenha sobre a HQ ou mesmo fã arte, é só deixar o link nos comentários para eu compartilhar e incorporar aqui no blog.

Forte abraço.
Luciano Salles.
Olá!
Com certeza o mercado de quadrinhos no Brasil está tomando forma, se contorcendo e tentando respirar entre um infortúnio e outro. Mas é certo que temos muito coisa boa sendo publicada. E sendo assim, confesso que fico contente ao ver meus quadrinhos em listas de melhores leituras do ano.
É legal isso! Te deixa contente, mexe com teu ego ver seu gibi (que trabalhou por afinco por quase 10 meses) junto de tantos que você admira. E convenhamos: ego é o que não falta neste ou em qualquer mercado onde a vaidade não vai pedir licença e se adiantar alguns passos a frente ao seu corpo físico. E assim vamos vivendo em tempos insanos onde ninguém escuta ninguém… ou estou louco, então?
Enfim, divagações à parte, minha HQ Limiar: Dark Matter entrou na lista do site Raio Laser. Confesso que é uma lista de peso e você pode conferir direto por aqui todos os nomes.
Fico agradecido pela citação e lembro que Limiar: Dark Matter + L’Amour: 12 oz e O Quarto Vivente estão na promoção TRIdistoLOGIA! Vocês leva as três revistas com frete incluso ouseja, só paga pelas revistas e o frete é por minha conta! Entre na loja para garantir seu combo com frete grátis!
Agora deixo um forte abraço para você que está lendo esse post ou é leitor assinante do blog. Muito obrigado de coração!
Luciano Salles.
Olá camarada, tudo certo?
Ano ímpar é ano de FIQ – Festival Internacional de Quadrinhos – que acontece em Belo Horizonte entre os dia 11 e 15 de novembro.
Estou na Mesa 01 e tenho a honra em dividir novamente com o amigo Camilo Solano! O que vou apresentar ali? Estarei com minha nova HQ, recém lançada, Limiar: Dark Matter, alguns prints bacanas e também alguns exemplares de O Quarto Vivente.
Grande abraço e nos encontramos em BH, na Serraria Souza Pinto.
Luciano Salles.
Olá, tudo bem?
Neste post vou concentrar tudo o que escreverem sobre Limiar: Dark Matter. Também vale o que desenharem e os comentários que receber sobre a HQ. Ah, é não é somente por mídias especializadas, ok?

Por Floreal Andrade, 22 de julho de 2016 – publicado originalmente no Impulso HQ.



“Acho tudo muito infantil. Em contrapartida, acredito que ele exprime uma busca de nossos desejos mais profundos…”, Moebius sobre as histórias em quadrinhos.


Impressionante como os quadrinhos de Luciano Salles conseguem nos atingir de maneira tão profunda e tão impactante. É impactante visualmente, é impactante conceitualmente. Como um me disse um amigo um dia desses “como é bom se perder nos labirintos das HQs do Luciano”.
Lançado de maneira independente, Limiar: Dark Matter encerra um ciclo na carreira desse quadrinhista que despontou no mercado nacional em 2012. Audaci Junior diz que Dark Matter tem uma ligação com outro álbum de Luciano Salles, “O Quarto Vivente” de 2013, e se você conhece essa obra irá perceber que estamos em um mesmo universo. Porém, com a brilhante narrativa de Salles, somos apresentados a três personagens no futuro, lembranças que não são suas, um sonho ou um pesadelo.

Amerício, Carino e Nádio são três amigos que buscam vingança sendo que um está morto. Parece complicado não? E é. A trama ambientada nesse futuro distópico também é composta por uma lendária porta que os amigos terão que passar e a vingança traz consequências não só para eles, mas para todo o universo.

Salles não subestima o leitor, pelo contrário, o faz se esforçar e tentar ler nas entrelinhas, nas entrecores, nos entrequadros, entretempos. Estariam os três amigos sobre efeitos de alucinógenos? A porta fez com que eles ganhassem poderes para enfrentar o assassino do amigo morto?

Salles em toda a sua narrativa cria uma sensação de desconforto e de difícil compreensão. E já que falei de “entrecores”, não posso deixar de citar a paleta de Marcelo Maiolo, que assina a colorização do álbum. O colorista optou por cores não tradicionais nas aplicações de pele e um efeito de brilho nos cenários, deixando as composições cromáticas com contrastes bem interessantes. Lembrando que essa parceria entre Maiolo e Salles já pode ser vista no L’Amour: 12 oz, também de autoria de Salles.


A vingança é dada pela memória, afinal, de acordo com Salles em uma de suas entrevistas, “somos apenas memória e isso se aplica para tudo, inclusive ao Universo”.


Exato. Mais uma vez, Luciano não traz uma leitura fácil. É preciso se esforçar para acompanhar suas páginas. O trio está nascendo ou morrendo? São várias perguntas que podem não ter respostas.

Faça um teste curioso: peça aos amigos que leiam a história e depois que contem a sua versão da mesma. Você perceberá que milhares de outras histórias virão à tona.


Por isso é tão difícil classificar a obra de Luciano Salles apresentada até agora. E pra que classificar se o melhor é ler. Ler e se perder. Aqui estou eu perdido no traço e nas cores singulares de Luciano Salles.

Quando cheguei à última página, não sabia se chegava ao fim ou ao início da aventura.


Limiar: Dark Matter


Edição independente
Roteiro e arte: Luciano Salles
Cores: Marcelo Maiolo
Colorido
21 x 27,5 cm
50 páginas


R$ 35,00

Print da tela do Facebook
Fã arte por Henrique Silva

Recebi essa fã arte do camarada Henrique Silva, que sempre comenta aqui no blog. Adorei ver o personagem Carino em seu ápice!

Aqui está a imagem em alta numa postagem que fez exclusivamente no blog dele:  https://goo.gl/0RVgfa
Valeu Henrique.
Abraço!
LDM na lista de melhores do ano pelo O Grito


“Uma coisa é certa sobre este quarto trabalho de Luciano Salles: o bagulho é louco! Com arte e narrativa que remetem à ficção científica mais psicodélica que a cultura pop pode conceber, Limiar é uma história de vingança ambientada na memória de um morto. Sem economizar em cenas de impacto (“disparar” com a mão e os dedos em forma de revólver, acredite, traz consequências…), Salles consegue combinar ideias e imagens com uma voz peculiar. Não é, definitivamente. uma HQ fácil. Mas, quando o mundo caminha para fórmulas fáceis, é um alívio ver um artista disposto a correr riscos.”

“Esse é uma gibi difícil: imagens, diálogos, interpretações, tudo desafia o leitor. Mas não há uma resposta definitiva para o enigma e a HQ é aberta para a interpretação pessoal. O resultado é uma obra impactante e duradoura, que insiste em voltar à lembrança quando menos se espera”.

Alexandre Carvalho via IG
Por Leandro Damasceno via Twitter










Por Murilo Reis via blog O Paralelo

“Ao ver o nome de Luciano Salles estampado na capa duma revista, o leitor sabe que se deparará com uma história diferente daquilo do qual está habituado…
A arte de Luciano é extraordinária. Ele compõe cenários fantásticos e insólitos que convidam o leitor a parar por um bom tempo diante duma página, analisando cada detalhe daquele traço ao mesmo tempo grotesco e poético”.

Leia toda resenha e entrevista por aqui!

Por Paulo Ramos via Facebook
“Tem um quê de Moebius o roteiro de “Limiar: Dark Matter”, novo álbum de Luciano Salles, publicado de forma independente. Desenhos dele – primorosos – continuam um capítulo à parte”.


Por Ramon Vitral via o site Vitralizado
“Se o objetivo de Salles em seu quarto título foi criar essa mesma sensação de desconforto, o quadrinho é um sucesso. Difícil de ser compreendido e com uma colorização bastante incômoda de autoria de Marcelo Maiolo, Limiar: Dark Matter é um dos quadrinhos mais estranhos, difíceis e curiosos do ano”.
Leia toda resenha e entrevista por aqui!


Por Gustavo Soares via e-mail

“Prezado Luciano,

Recebi hoje a HQ e já furou a sempre longa fila das leituras pendentes. Se me permite, alguns comentários: a edição tá linda (o verniz na capa e contracapa sempre dá um charme) e o desenho no autógrafo ficou muito bacana! 

Só li uma vez (suas HQs costumam “pedir” algumas releituras e essa não é diferente) e já posso garantir que gostei muito! Sua arte está ainda mais dinâmica e curti a diagramação (a segunda página dupla – com o “SPOILER” – deu o impacto que a cena merecia). 

Como leitor compulsivo tenho um ritmo acelerado de leitura e acho que essa foi a primeira vez que me peguei olhando para duas páginas SPOILER e pensando/absorvendo informação, enfim, realmente lendo seu conteúdo.

Divulgarei nos fóruns que participo para tentar trazer novos leitores para suas obras.

Enfim, parabéns por mais um ótimo trabalho e obrigado por não tomar sua dose habitual de metais representativos!

Abraço,
Gustavo Soares
Olá camarada, tudo certo?
Concedi uma entrevista para o site O Quadro e o Risco do camarada Thiago Borges. Foi uma entrevista super bem feita e bacana. Convido você para a leitura por aqui mesmo (logo abaixo) ou, no site O Quadro e o Risco que por sinal, é bem bonito!
Acompanhe também a contagem regressiva para o lançamento da minha nova HQ pois, já na segunda, a revista estará a venda aqui na Loja Online.
Grande abraço!
Luciano Salles.
Não há dúvidas de que o paulistano Luciano Salles seja uma das forças criativas mais fortes do quadrinho nacional atual. Um verdadeiro feito pra quem, até 2012, trabalhava como engenheiro e bancário – mas compreensível quando se entra em contato com suas obras, complexas e inquietantes, com traços que remetem à arte científica e hiperdetalhada de Moebius e Geof Darrow.
Na próxima segunda-feira, dia 12 de outubro, Salles lança sua nova HQ, chamada Limiar: Dark Matter. Ficção científica viajandona, que envolve três personagens (Carino, Nádio e Amerício) em uma aventura sobre amizade, vingança, morte e os mistérios da existência – mais detalhes sobre o enredo só lendo a obra. O álbum é um projeto totalmente independente e poderá ser adquirido (por enquanto) na lojinha do site dele a partir de segunda.
No bate-papo abaixo, Salles explica a concepção de Limiar: Dark Matter e outros detalhes desse projeto.
Capa_Fechada_RGB

Capa de Limiar: Dark Matter: lançamento é feito de forma independente, sem passar por editoras
Luciano, com Limiar: Dark Matter você volta ao terreno da ficção científica – gênero ao qual pertence outra obra sua, O Quarto Vivente. Qual sua relação com a ficção científica?
Luciano Salles: Sempre adorei o tema, mas o fato de Limiar ser sobre o assunto foi algo natural. Não fico matutando sobre o que será minha próxima HQ, se vou escrever algo de terror, erótico ou mesmo outra ficção. Simplesmente algum tema me intriga e vou montando uma história em minha cabeça.
E como será a abordagem da história? Seguirá uma linha narrativa mais reflexiva, assim como seus outros trabalhos?
Diferente de L’Amour: 12 oz, sigo reto em Limiar, inclusive narrativamente. Entretanto, eu gosto de me comunicar com o leitor, de poder deixar aberto algumas questões dentro da história e quem sabe, de alguma forma, incentivá-lo a conhecer uma nova zona de interesse. Mas tudo isso é a história que me concede. Não fico forçando a barra.
Dark matter significa “matéria escura”, um dos elementos mais importantes para a formação do universo, porém menos compreendidos pela ciência. Por que usar um termo tão desconhecido logo no título?
A matéria escura compõe praticamente 95% do universo. Há teorias, hipóteses e muitos testes sendo feitos sobre ela, mas não a compreendemos por enquanto. E o fato de não compreender algo me intriga. Quando estava trabalhando na produção da obra, tinha duas opções: ou Limiar ou Dark Matter. Queria muito usar a primeira, mas achava a segunda muito sonora. Para resolver o conflito, foi só acrescentar dois pontinhos ali.

Você já comentou que Limiar fecha um arco de histórias iniciado em O Quarto Vivente e aprofundado em L’Amour: 12 oz. Essas obras foram pensadas para funcionar como uma trilogia ou a ligação temática surgiu naturalmente?
Elas nunca foram pensadas em funcionar como trilogia – até pelo fato de que imaginar isso me traz certo incomodo. Somente quando estava relendo o roteiro de Limiar para a primeira revisão (feita pelo Daniel Lopes, do Pipoca e Nanquim) que percebi que havia unido de forma sutil as três histórias. Não há elementos em comum entre elas, mas se conversam. O que abri em 2013 com O Quarto Vivente se encerra subjetivamente em Limiar: Dark Matter. Quem acompanhou a sequência das histórias sentirá isso. Todavia, se alguém for ler Limiar sem ter lido as outras, não há nada que atrapalhe.
Limiar traz ainda sua segunda parceria com o colorista Marcelo Maiolo (nota do blog: entrevistei o Maiolo aqui). Como se dá a questão criativa quando outro profissional trabalha com você?
Antes de mais nada, ter a honra de trabalhar com um profissional da estirpe do Marcelo Maiolo é algo incrível. E, respondendo sua pergunta, dou liberdade criativa total para ele criar a paleta de cores. O que faço é enviar o roteiro e indicar um filme para ele assistir. Esse filme mostra o caminho por onde desejo que as sensações das cores fluam – para este trabalho, indiquei Enter the Void, do argentino Gaspar Noé.
E, a partir desse ponto, ele vai me enviando as páginas – e fico assustado como ele entende perfeitamente o que eu imaginava. Acredito que deixo a liberdade criativa dele trabalhar associada a uma ideia primária minha.
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Página de Limiar: a arte de Salles remete ao hiperdetalhismo de um Moebius, um Geof Darrow
Seu trabalho reflete uma visão europeia sobre a arte, na qual o sentido de uma obra só se completa no espectador/leitor. Digo isso pois muitos resenhistas de quadrinhos consideram que suas HQs são leituras mais complexas, pois você não costuma entregar os significados de bandeja para o público. Você busca, de forma consciente, instigar a participação do leitor na construção da obra?
Sim, faço de forma consciente – e não quer dizer que vá fazer isso sempre -, contudo acredito ser algo fundamental no modo em que trabalho. Eu gosto que o leitor, com sua carga afetiva e seus embasamentos de vida, leia e se aproprie conforme sua condição o conforta ou, principalmente, o desconforta. Parece ser coisa de doido isso, mas me incomoda a pasteurização da cultura.
Isso pode soar presunçoso, mas é a melhor forma que descobri para me comunicar com as pessoas. Não quero dizer que meu trabalho é bom, e talvez não seja nada além de outra pasteurização, porém é como consigo levar minha voz por textos e imagens. De nenhuma outra forma conseguiria. Não é presunção e, sim, contato.
Um tema recorrente em seus quadrinhos é a existência humana: ao mesmo tempo em que somos seres físicos, ocupando um espaço físico no mundo, também somos formados por conceitos, símbolos (que podem ser sentimentos, memórias). Existe algum motivo pessoal para essa sua busca em entender o que é ser humano?
A condição humana sempre me instigou. Não tenho resposta para nada, somente milhões de “por ques” em minha cabeça. Muitos conceitos me incomodam. Qualquer forma de poder, controle ou mesmo grupos seletivos trazem certo desconforto. Um exemplo simples, ordinário e que existe em todos os lugares: clubes.
Clubes privativos, em que o ingresso se dá mediante um convite ou mesmo mensalidade, mostram nossa mesquinharia e segregação. Qualquer tipo de partido me incomoda pois sempre defenderá primordialmente seus interesses. Entretanto, pelo fato de termos duas orelhas e uma boca, eu prefiro ouvir mais do que falar.
Quanto tempo você levou entre a concepção e a finalização de Limiar?
Demorei uns nove meses. Não gosto de fazer um álbum correndo. Se, por exemplo, a dois meses de um FIQ ou Comic Con Experience eu não tiver uma nova HQ para ser lançada, não farei algo somente para ter o quê apresentar. Durante quase vinte anos, trabalhei contra o relógio com metas, gestão de pessoas, orçamentos, prazos e tudo mais que possa deixar alguém doente. Não quero que as histórias em quadrinhos tomem esse caminho.
E, aproveitando a ideia da trilogia inconsciente formada pelos seus três últimos álbuns: existe alguma chance de você revisitar os personagens de Limiar em trabalhos futuros?
Sinceramente, se for pra fazer isso será com Luzcia, protagonista da minha primeira HQ, Luzcia, A Dona do Boteco (pode ser lida online aqui). Adoro a pinga dela.
Limiar: Dark Matter de Luciano Salles com as cores por
Marcelo Maiolo
Olá, tudo bem?
Essas são as últimas novidades sobre o andamento do meu novo trabalho em quadrinhos. O que posso garantir é que a revista está bonitona! As cores do Maiolo ficaram fantásticas!
Deixo aqui os links para as novidades anteriores:

E agora vamos as novas:
32. O preço de venda da revista será de R$ 35,00.
33. Por se tratar do fechamento de um arco aberto em 2013 com O Quarto Vivente, Limiar: Dark Matter mantém o mesmo padrão gráfico de L’Amour: 12 oz e, sendo redundante, O Quarto Vivente.
34. Especificação técnica da revista.
A HQ terá 50 páginas todas colorida em couche fosco 150 gsm, será no formato A4, capa em papel DUO DESIGN 350 gsm com verniz de reserva e orelhas, lombada quadrada de 4mm, ISBN e Ficha Catalográfica. Optei pela cola PUR (a mesma que foi usada em O Quarto Vivente) pela resistência para uma lombada de 4mm.
35. A data de lançamento será em 12/10/2015 e nos primeiros minutos deste dia você conseguirá comprar sua edição pela Loja Online do Dimensão Limbo. Se quiser, seu edição pode seguir autografada e com dedicatória!
36. Eventos de lançamento já confirmados:
– Araraquara (SESC Araraquara com oficina de roteiro e narrativa) – 14 e 15/10/2014
– Araraquara (Mondrian Ambiente) – 16/10/2015
– São Paulo (Gibiteria) em 17/10/2015
– Santos (Gibiteca de Santos) em 18/10/2015
– São Paulo (Quanta Academia de Artes) em 24/10/2015
– Belo Horizonte (FIQ – Serraria Souza Pinto) entre 11 e 15/11/2015
– São Paulo (CCXP – São Paulo EXPO) entre 3 e 6/12/2015
37. A HQ tem uma página no Facebook onde publicarei resenhas, desenhos de outros artistas, entrevistas, ou seja, tudo o que for relacionado ao quadrinho.
38. No dia 01/10/2015 divulgarei a capa da HQ.
É isso!
Agende a data de 12/10/2015 para já garantir sua edição.
Grande abraço!
Luciano Salles.