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Olá, tudo bem?
Seja bem vindo se é um(a) novo(a) leitor(a). Se já visita o blog, obrigado por mais essa leitura.
Ilustração para o jornal Folha de S.Paulo, por Luciano Salles
Toda semana ilustro para o jornal Folha de S.Paulo, a coluna do psicanalista Contardo Calligaris. O nome do texto da última edição de quinta-feira era “As mulheres têm desejos e fantasias” (clique no nome da coluna para lê-la).
Como sempre faço, assim que recebo o texto, no começo da noite de terça-feira, leio uma primeira vez para ter um entendimento básico e logo após, uma segunda leitura vasculhando meandros entre os parágrafos.
Feito isso, vou dormir às 20h30 para acordar às 3h da quarta-feira e iniciar o trabalho da ilustração. Fiz todo o procedimento como de costume e já finalizando as cores do desenho, minha esposa – Lilian  Penteado – veio até meu estúdio e perguntou o que eu havia desenhado.
Ela olhou, leu novamente o texto (ela já havia lido na noite anterior) e me disse: “o desenho está lindo mas existem inúmeras maneiras, olhares e ângulos para se desenhar um livro gozando“. Conversamos um pouco mais e ela ainda continuou, “não é você mesmo sempre fala que o homem é um fusca e as mulheres são disco voadores”.
NOTA: Por vezes faço essa relação; “os homens estão para as mulheres assim como um fusca está para um disco voador”. Não estou dizendo que um disco voador seja melhor que um fusca. Não é isso. Ambos tem a mesma função de transportar mas cada um com suas peculiaridades.
Desenho que havia feito para ser publicado e que contou
com a editoração da Lilian
Peguei uma nova folha já com a ideia para o novo desenho que é o que abre a postagem e recomecei a arte pelo qual fui elogiado. O próprio Contardo enviou uma mensagem dizendo que havia recebido vários e-mails – principalmente de leitoras –, elogiando a ilustração.

Esse desenho ao lado era o que enviaria para ser publicado.

Desta maneira, todos os méritos e adjetivos que recebi pela ilustração, preciso dividir com minha esposa e por vezes, editora, Lilian.
Fico por aqui.
Um abraço.
Luciano Salles.
Olá, tudo bem?
O tão falado caso “amoroso” e policial, Najila e Neymar, não tem nada a ver com o Robert Smith, icônico vocalista da banda inglesa The Cure. Apenas calhou de ter seu nome junto aos outros no título da postagem.
Semanalmente colaboro junto do psicanalista, escritor e autor da série Psi, da HBO, Contardo Calligaris, ilustrando seu texto na Folha de S.Paulo. Essa semana o título da coluna foi “Najila, Neymar e os comentários”.
Ilustração para a coluna do Contardo Calligaris na Folha de S.Paulo por Luciano Salles
Em um texto assertivo, Contardo, mais uma vez, deixa latente sua visão e posiciona o leitor para refletir sobre o assunto neste mundo instantâneo de análises, julgamentos e sentenças. Convido você a fazer a leitura por esse link: http://bit.ly/2UdFNqu
Robert Smith por Luciano Salles
Já sobre o Robert Smith, eu fiz um desenho do cantor e dei de presente para um amigo de longa data em seu aniversário, que se passou na mesma semana. Só isso, nada que o vincule as peripécias contidas nos parágrafos anteriores.
É isso! Fico por aqui enquanto preparo uma curta imersão de dois meses para os meus leitores.
Um abraço.
Luciano Salles.

Ilustração para o jornal Folha de S.Paulo por Luciano Salles.
Olá, tudo certinho?
Eu recebo o texto na terça-feira ao final da tarde, por vezes no começo da noite e tenho que enviar o desenho finalizado até às 14h da quarta-feira, para a redação do jornal.
O Contardo tem um escrita fluída, de pensamentos rápidos, ligando assuntos que pouco se atrevem ou se interligam, quase como se escrevesse um ensaio; o motivo dessa postagem é tentar fatorar os meios por onde chego na ilustração que será publicada.
Ao receber o texto direto do e-mail dele, já respondo que recebi para ele ficar tranquilo com sua parte do trabalho. Combinamos o uso do e-mail pela praticidade. 
Os textos sempre dão uns “chacoalhões” e isso desde quando eu assinava o jornal físico (a mais de 15 anos). Não sei se a prática de atender pacientes em consultas o conduz para esse formato de escrita mas, de fato, para mim, sempre foi assim.
A primeira leitura que faço é apenas uma apreciação do texto e por isso, evito pensar que terei de ilustrar sobre o que estou lendo. Por muitas vezes, uma segunda leitura se faz necessária apenas para uma melhor compreensão do que foi escrito.
Sketch “podrera” por Luciano Salles.
É geralmente na terceira leitura e essa, mais nas entrelinhas, que começo a refletir sobre o conteúdo ali exposto. Como é um texto corrente, parece que tudo ali foi preenchido como um rio preenche e percorre seu leito. Esse passa a ser meu desafio.
Penso que a ilustração dever ter o poder de atrair e quem sabe, conduzir os olhos do leitor curioso para o que deve estar escrito ali. Sei que o Contardo tem seus fieis leitores mas não custa tentar angariar um novo. Por esse motivo, essa terceira leitura é bem mais crítica, onde procuro algo que o Contardo não escreveu mas ficou velado entre tantas sentenças.
Foto da página do caderno Ilustrada.

Para o texto desta semana, especificamente, o que me atinou foi o fato de que precisamos de fantasias para viver. Não só nos aspecto sexual, como o texto viceja, mas vivemos em prol de fantasias que criamos, acreditamos e realmente são necessárias (as saudáveis no aspecto social geral).

Dentro de toda essa amplitude e carga contextual, convido para a leitura do texto por esse link http://bit.ly/2DT54RI para seguir a trilhas e passos que procurei tomar para chegar na arte publicada.

Fico por aqui no aguardo de comentários, compartilhamentos, sugestões e o que mais quiser inserir logo abaixo.
Um abraço.
Luciano Salles.
Olá, tudo bem?
Esse é um post bem diferente do que costumo fazer mas tive vontade de contar minha viagem.
Precisava comprar alguns itens e suprimentos para os meus desenhos e assim aproveitei que minha esposa faz um curso de formação em Filosofia do Yoga no Instituto Paulista de Sânscrito e, de supetão, estava em São Paulo (isso na sexta-feira passada).
Arte do evento editada as pressas pelo Guilherme Lorandi

SEXTA-FEIRA

Já na capital caótica, entrei em contato com o Guilherme da Loja Monstra (antiga Gibiteria) pois sabia que haveria um troca-troca de gibis e me ofereci para estar ali, levar alguns exemplares de EUDAIMONIA e autografar.
Um detalhe importante! Eu sabia que meu amigo Orlandeli também estava na cidade e perguntei se ele gostaria de participar dessa sessão de autógrafos para quem estivesse na Monstra. Ele topou, o Guilherme deu uma leve alterada no evento e no sábado estaríamos lá.
Orlandeli e eu na Loja Monstra. Apesar de
marcado bem em cima da hora, o evento foi
demais!

Dica! Aproveito e deixo aqui meu agradecimento ao Guilherme, a Loja Monstra e convido você para conhecer o espaço incrível com muitos títulos do Quadrinho Nacional e todo catálogo de HQ que possa imaginar.


Depois de toda essa agitação on-line que fiz para o sábado, fomos eu e minha esposa na Livraria Sol, que fica no bairro da Liberdade, logo em frente a saída do metrô na Praça da Liberdade. Achei o que queria e partimos para a loja A Casa do Artista. Não encontrei o papel Winsor & Newton de tamanho A3 que uso diariamente mas havia um único bloco A4 que é o tamanho que uso para fazer as ilustrações para a Folha de S.Paulo. Garanti esse!
Por falar da Folha, eu e o Contardo Calligaris (que é o autor da coluna que ilustro para o jornal) havíamos combinado de nos encontrar para um café na Livraria Cultura do Conjunto Nacional. Finalmente nos conhecemos pessoalmente e conversamos por horas. Aqui enfatizo que o tempo aprontou, como sempre faz, quando algo é prazeiroso.
Autógrafo do Moebius em um exemplar do BlueBerry.
Falhei em não anotar o nome do dono da revista.

SÁBADO

Logo pela manhã minha esposa foi para seu curso e eu atrás do bloco A3. Fui até a Papelaria Universitária e lá encontrei o A3 mas da marca Hahnemühle. Com as mesmas especificações do Winsor & Newton que gosto de usar; tipo Bristol, gramatura alta e de superfície extra lisa, comprei e vou testá-lo em breve.
Com uma boa janela de horário até a sessão de autógrafos na Monstra, decidi ir até o MIS visitar a exposição Quadrinhos que teve a curadoria do amigo Ivan Freitas da Costa. Uma exposição linda, com inúmeros originais (inclusive esses autógrafos do Moebius), muito bem montada e disposta pelo prédio. Aproveitei por horas lá dentro mas confesso que a iluminação não me foi favorável (em alguns ambientes) pelo fato de não enxergar tão bem.
Dali fui para a sessão de autógrafos com o Orlandeli. Quer saber do resultado do evento na Loja Monstra? Foi fantástico!
DOMINGO
Logo pela manhã fui até ao Instituto de Sânscrito com a minha esposa, que teria aula até às 12h.  Queria conhecer a escola. Voltei caminhando para casa do meu irmão pois tinha o compromisso de desenhar muito com minha sobrinha, Julia. Aproveitei para fazer o trajeto por dentro do Parque da Aclimação o que deixou a manhã ainda mais agradável.
Foi um final de semana tranquilo e recompensador.
Um abraço.
Luciano Salles.
Olá, tudo bem?
Vamos para dois assuntos em um único post: 
#mickeyfeio #mickeyfeio2019 por Luciano Salles
#mickeyfeio
Pelo que pesquisei, essa é a sétima edição do Concurso Mundial Mickey Feio que foi idealizado pelos designers pernambucanos Stuart Marcelo e Cecília Torres. Eu não conhecia esse “concurso” mas vi a hashtag e fiquei com vontade de fazer um Mickey feio.
Fiz o desenho, liguei o computador, abri o Photoshop e fiz as cores em, no máximo, 10 ou 12 minutos. Deveria ter cronometrado pois acredito que nem deu tudo isso de tempo e esse fato me levou a uma séria reflexão: “por que diabos esse não é meu traço? Faria tudo 20 vezes mais rápido!”
Quadrinho para a Folha de S.Paulo.
Na última quinta-feira, como de costume, ilustrei a coluna do Contardo Calligaris de uma forma narrativa. 
Não gostei tanto do trabalho publicado devido a inúmeros motivos; não é nenhuma ideia original, não fiquei contente com minha arte-final e alguns outros que não vem ao caso.
Mandei um e-mail para o Contardo revelando esses sentimentos quanto a ilustração (abusei do meu colega psicanalista) e para minha surpresa, ele havia gostado. Fiquei mais aliviado.
Ilustração para o jornal Folha de S.Paulo por Luciano Salles
Como ilustrador, sempre me proponho a cavar algo que ficou implícito no texto e por esse viés, a ilustração foi acertada.
Deixe seus comentários!
Um abraço.
Luciano Salles.
Ilustração para a coluna do Contardo Calligaris na Ilustrada da Folha de S.Paulo
Foto da qualidade da impressão com essa
escolha de cores
Olá, tudo bem?
Não tenho uma resposta exata para a pergunta que dá nome ao post e, principalmente, quando a impressão será feita para um jornal. Não entendo sobre impressão gráfica, não tenho um traquejo em cores e faço tudo o que faço, basicamente, no instinto. Você pode se perguntar: isso é bom? Claro que não!
Sempre defendo para quem se pretende ser um desenhista, ilustrador ou quadrinista, que faça um curso de desenho, de cores, perspectiva e tudo mais o que puder aprender. Não tive essa oportunidade devido aos caminhos que escolhi (e não me arrependo) porém, sinto falta de algumas ou bastantes orientações.
Digo isso pois é sempre uma dificuldade acertar as cores das ilustrações que envio para a Folha de S.Paulo. 
A ilustração dessa semana ficou fantástica na impressão do jornal porém, a da semana passada, não ficou exatamente como eu esperava que ficasse. O problema não é da impressão do jornal e sim das escolhas das cores e suas variáveis dentro do espectro CMYK. 
Na próxima semana entrarei em contato com uma pessoa na Folha que entende muito sobre processo de impressão e tratamento de imagens no jornal.
Assim que tiver maiores informações sobre o que aprender e o que me for passado, um novo post com informações precisas será feito.
Um abraço!
Luciano Salles.
Ilustração para a coluna do Contardo Calligaris para o jornal Folha de S.Paulo
Print da Folha de S.Paulo online
Olá, tudo bem com você?
Durante 8 meses ilustrei a coluna do Daniel Furlan na Folha de S.Paulo. Depois desse tempo, a minha super editora fez o convite para uma nova parceria com o dramaturgo, escritor e psicanalista, Contardo Calligaris.
Fiquei encantado com o convite por vários motivos: já fui assinante da Folha do S.Paulo (quando nem em sonho imaginava trabalhar profissionalmente com meus desenhos) e uma das colunas que lia era a dele; por inúmeras vezes ouvi o Contardo falando na TV, dando entrevistas ou conduzindo algumas aulas em outros momentos e sempre como um ouvinte atento as palavras deste italiano radicado no Brasil há duas décadas.
Dois parágrafos foram necessários para a abertura deste post intitulado Bacante; Fiquei entorpecido quando recebi o texto (ainda bruto) do Contardo. Quase como um ensaio, as palavras fluem por assuntos que, de tal modo, tudo se encaixa e, por vezes, uma segunda leitura (no meu caso) se faz necessária.
A ilustração emanou a partir desta segunda passada de olhos pelo texto. O desenho tinha que ter 4 (quatro) tranças sendo puxadas sem que o leitor não tenha a visão de quem as estirava. Além disso, precisava distorcer muito a imagem que faria. Queria o limite da dor no prazer ou do prazer na dor.

Sketch “podrera”
Pé da minha esposa Lilian como referência

Enquanto pensava na ilustração, recebi um e-mail do Contardo, onde anexava um arquivo em .PDF com algumas imagens de uma exposição com telas da artista Regina Parra. Lendo o e-mail (sempre carinhoso), percebi que estava no caminho certo.

Por aqui termino com um curto vídeo onde passo nanquim nas tranças.

Grande abraço.
Luciano Salles.