Posts

321 Fast Comics por Luciano Salles, Marcelo Maiolo
Quando somente lia história em quadrinhos procurava me afastar de qualquer discussão sobre o tema. Qualquer que fosse a pauta que gerasse o devido impasse, sempre me ausentava ou calava. Hoje, como autor, mantenho esse posicionamento.

Não que tenha receio de demonstrar, defender ou aceitar uma mudança dos meus argumentos. Me calo pelo fato de não achar necessário. Tudo do que as histórias em quadrinhos não precisam é de segmentação. E tenho certeza que você sabe do poderio problemático que a palavra segmentação, quando mal utilizada, pode angariar. 

Ao meu ver, a mais respeitosa mídia de entretenimento, tão jovem e instável no Brasil, não carece de tal desserviço. E por entretenimento posso usar como sinônimos algumas palavras: passatempo, diversão, distração, espairecimento, divertimento, lazer, prazer e tantas mais quanto qualquer dicionário pode ensinar.

Um(a) autor(a) pode escrever e criar o que quiser. É livre para tudo e é assim que sempre deve ser. E o mesmo autor deve entender que ele responde por sua liberdade criativa ou seja, ele é responsável pelo conteúdo da sua obra. Cabe ao leitor ter total liberdade de escolha para suas leituras e é assim que sempre deve ser.

Como leitor, leio o que quiser, quando quiser e absorvo o que melhor me apaziguar ou incomodar. Como autor, escrevo o que quiser, da forma que quiser, não esperando algo de determinado leitor mas sim o leitor determinado para aquele meu quadrinho. Desenho de acordo com a sensação que a obra pede. Eu escolho e tenho o controle.

Exatamente desta mesma forma, cabe ao leitor escolher ou não meu álbum em quadrinhos para sua leitura e apreciação. Simples assim.

Acho que nessa altura você pode imaginar o que quero com esse texto?

Basicamente, eu não quero nada.

Luciano Salles.

Olá, tudo bem?

Em 07/10/2014 foi publicado em minha coluna no Stout Club o texto O Mercado dos Quadrinhos Independentes. Esse texto escrevi especialmente para o Stout e originalmente publicado ali. A partir de então, com essa pequena publicação, eu comecei a receber e-mails, mensagens direta via Twitter e mensagens inbox no Facebook sobre o que escrevi.

E, entre as mensagens comecei a perceber uma demanda e correlação que me fez pensar e analisar todo aquele conteúdo. Mas isso é assunto para uma próxima postagem.

Gostaria então de registrar aqui no blog, o texto que foi originalmente publicado no site do Stout Club.

O Mercado dos Quadrinhos Independentes

Camarada, faz dois anos que vivo exclusivamente pelos quadrinhos. Antes, labutei como engenheiro civil e depois em uma grande instituição financeira tendo as HQ, apenas como um entretenimento que ocupava a lacuna “sonhos” em minha cabeça. Esse período englobou quase 20 anos da minha vida.

Em abril de 2012, por motivo de saúde, pedi demissão e mergulhei de cabeça em produzir meus próprios quadrinhos. De repente, o famigerado e monstruoso mercado nacional das bandas desenhadas, “valorizou” o meu trabalho.

Explico melhor.

Sempre ouço alguém dizendo que o mercado não valoriza os quadrinhos nacionais, que só prioriza os mesmos, que as edições agora tem uma mísera tiragem de 1.500 cópias, ou até que não existe um mercado de HQ no país. Confesso que tenho dificuldades em entender o embasamento dessas perguntas.

Logo acima, quando disse que o mercado “valorizou” o meu trabalho, foi simplesmente pelo fato de que eu fiz uma revista. Ou seja, o mercado “viu” meu produto pois eu pensei em uma história, acreditei nela, escrevi um roteiro, desenhei tudo isso, fiz as cores, fui até uma gráfica rápida e imprimi 100 cópias, dobrei todas as folhas, fiz uma capa para o melhor acabamento que eu podia oferecer e enviei 3 ou 4 revistas para sites que costumam resenhar quadrinhos. Afinal, eu precisava de um parâmetro para a minha primeira experiência.

Recebi uma crítica muito legal de um destes sites e a trabalhei no meu blog e redes socias. O resultado foi que os 100 exemplares impressos foram vendidos! Você pode pensar: 100 edições e o camarada está comemorando? Sim! Exatamente! Comemorei o fato de uma ideia minha ter sido direcionada para a nona arte e essa ter sido aceita por 100 pessoas. O que mais eu poderia querer? Editoras correndo atrás de mim e do meu trabalho? Ser contratado para desenhar para a Marvel? DC? Ser convidado para festivais de quadrinhos? Isso é estar no mercado?

É por isso que digo não entender quando alguém já sai metralhando o mercado de HQs no Brasil. Aquela era minha primeira história em quadrinhos. Eu a fiz sozinho e o ciclo se fechou quando cada uma, das 100 pessoas, leu a revista.

O mercado é consequência do que crio. Ainda hoje não tenho uma editora que publica meus trabalhos. Entre as tantas etapas para lançar minha terceira HQ autoral, confesso que muita coisa mudou e para melhor.

Minha segunda empreitada foi com O Quarto Vivente. Eu vendi a minha moto para bancar a impressão da revista. Separei mais de 100 edições, de uma tiragem de 2.000, para enviar aos sites especializados em resenhas e para pessoas que trabalham diretamente com a mídia. Até o momento vendi 1.100 revistas. Muitas diretamente pelo meu blog e tantas outras por lojas especializadas em quadrinhos, as quais procurei para consignar minha revista. Lançei o álbum no dia 12 de junho de 2013 e ainda hoje trabalho todos os dias em cima de O Quarto Vivente, pois sei que ainda existem muitas pessoas que nem sequer ouviram falar dessa HQ.

Pergunta: O mercado se abriu para mim? O mercado “valorizou” meu trabalho? O mercado me aceitou?

Se você tem a certeza de que ama fazer algo e quer aquilo para sua vida, faça. Faça de coração aberto, verdadeiramente e sendo sincero com você mesmo. Trabalhe 12, 14, 20 horas por dia. Produza sua ideia e não espere a amargura do tempo e paradigmas esmagarem seus desejos.

O famigerado mercado dos quadrinhos autorais e independentes é apenas reativo ao seu trabalho, e garanto, ele existe e apenas aguarda a sua HQ. Pode ter certeza!

Olá camarada, tudo bem?

Você já conhece o delicioso Stout Club?

O motivo da pergunta é o fato de que tenho uma coluna ali e desta vez escrevi sobre a adaptação homônima da HQzine Luzcia, a Dona do Boteco para o cinema em forma de curta-metragem.

Aqui você vai direto para a coluna ali no Stout!

Assim, faça um visita ao site, leia a coluna e conheça o conteúdo fodástico do espaço. Música, quadrinhos, filme, fotografia, ensaios fotográficos, tatuagem e muito mais. A iniciativa foi do renomado quadrinista e camarada Rafa Albuquerque junto da sua esposa e fotografa Deb Dorneles e do camarada Scavone. Fica a dica!

Grande abraço!

Luciano Salles.

História de Marcelo Caraciolo Tucci e arte pelo Eder

Olá, camarada, tudo certo?

E com muita felicidade que atualizo o bloguesaite com a notícia que vai sair a segunda edição da revista HQuê!

Esse foi um projeto que teve início em uma Oficina que conduzi no SESC Araraquara, em maio de 2014. O grupo formado na oficina se manteve e agora lança a segunda edição da revista. Uma coletânea com 12 histórias de até quatro páginas por autor.

Recebi o convite para escrever o posfácio desta segunda edição e ainda ganhei uma baita homenagem ao ser retratado na história do Marcelo Caraciolo Tucci, desenhada magistralmente pelo Eder e que você pode conferi aqui.

Ainda não há data para o lançamento da nova edição de HQuê, mas assim que souber, compartilho com vocês!

E exatamente em cima do que foi dito nesta postagem, ontem foi publicada a minha segunda coluna no Stout Club. Escrevi sobre o ‘Famigerado Mercado dos Quadrinhos Independentes’ e minha experiência com o mesmo.

Leia a coluna na integra direto no Stout Club e conheça essa beleza de site, onde há muito sobre fotografia, artes, quadrinhos, mulher bonita e música.

Grande abraço.

Luciano Salles.

Olá, camarada. Tudo certo?

É com muita satisfação que estreio como colunista no StoutClub.
Para quem não conhece, StoutClub é um site organizado pelo quadrinista Rafael Albuquerque e a fotografa Deb Dorneles e o designer Rafael Scavone.

Mas enfim, deixa eu para de teclar e colocar o endereço para você conhecer de verdade esse esquema massa demais: StoutClub

Grande abraço!

Luciano Salles