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Apoio Cultural para a CCXP 2016

Olá camarada, tudo bem?

Apoio Cultural para a CCXP e agora para
a Bienal de Quadrinhos de Curitiba

Começa o segundo semestre e os eventos quadrinhos vão chegando. Já é certo que irei para a de CCXP pois conto com o apoio cultural (patrocínio mesmo!) da escola Pueri Domus Araraquara, representada pela Mônica Zaher e da World Game do amigo Elio Lio. Sem essa iniciativa privada não teria condições de ficar hospedado 6 dias em São Paulo, bancar minha alimentação e quitar a despesa da minha mesa.

Imagem da HQ Limiar: Dark Matter
Poderia tentar ir sem os apoios mas seria arriscado demais pensar que as vendas quitariam todas as despesas. Eu ficaria tão apreensivo em ter que vender com essa pressão (da dívida) que com certeza faria as vendas ficarem forçadas e inconvenientes.
Da mesma forma, para ir a antiga GIBICON, que agora se chama Bienal de Quadrinhos de Curitiba, é o mesmo esquema. Estou tentando captar apoios aqui na minha cidade. Já tenho um percentual equivalente ao valor das passagens de ônibus (ida e volta de Araraquara – Curitiba). Este também patrocinado pela World Game e por enquanto é só. A mesa no evento eu já consegui graças a generosidade da amiga Bianca Pinheiro e do camarada Liber Paz que cederam um espaço para mim junto deles. Dividiremos a mesa em 3 e desta forma, contabilizo outra despesa.

Essa semana preciso correr atrás da hospedagem, diárias para minha alimentação e meu percentual do custo para a mesa no evento.

Se você chegou até esse ponto da leitura, deve estar se perguntando o motivo dessa postagem. Simples. Ser quadrinista independente é bem isso! É fazer tudo literalmente (além de produzir sua HQ) mesmo percebendo o outro lado das composições. Ou seja, quadrinista independente que nasceu para ser lado B nunca vai ser lado A.

Mesmo que você visite de alguma forma esse mundo paralelo do lado A, vai perceber em essência quem te pertence: o lado B.

Se você fizer uma analogia entre os dois lados, A e B, de um antigo vinil, perceberá que o lado A tem e traz um discurso pronto. E assimilar um discurso pronto é fácil e é o que mais se faz. É natural do ser humano. Já o lado B, para ser acessado, provavelmente, teve de esperar sua vez. Nesse meandro de tempo, você pode se preparar com embasamento sem meras retóricas repetitivas.

Aproveite essa fenda temporal de A para B para se preparar, estudar e buscar sua essência estampada nas suas páginas. Perceba, entenda e assimile as virtudes em ser lado B. Não menospreze o lado A. Seja você em essência.

Um abraço.

Luciano Salles.

Olá!
Uma resenha bem legal, junto de uma entrevista muito bem elaborada, acabou de ser postada no site do Terra Zero!
A pauta O Quarto Vivente e Luciano Salles, inaugura a coluna HQ Brasil! Fico feliz e me sinto lisonjeado, por ser lembrado para estreiar a nova atração aos leitores do site. Agradeço ao convite de Felipe Morcelli.
Fique por aqui mesmo e leia a entrevista ou, vá até o incrível site do Terra Zero, confira a matéria e muito mais do que a página tem para oferecer!
Forte abraço…
Luciano Salles.

HQ Brasil: “O Quarto Vivente” e Luciano Salles

Postado em 06/12/2013, por Morcelli
Em: Análise , Destaque , Matérias

Nesta sexta-feira o Terra Zero inicia uma nova atração aos leitores: a coluna “HQ Brasil“. A ideia é promover uma HQ nacional fazendo comentários sobre ela e entrevistando seu(s) autor(es). Depois de um ano abarrotado de lançamentos no Festival Internacional de Quadrinhos e de projetos de quadrinhos bem sucedidos nas plataformas de financiamento coletivo ficou claro que os sites de quadrinhos, independente de qual escopo possuem, precisam promover o que está acontecendo no Brasil.
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Para a estreia da coluna foi escolhida a HQ “O Quarto Vivente” do araraquarense Luciano Salles. Esta é sua segunda HQ publicada e mais uma vez o autor optou pelo formato independente de lançamento. Focada na vida de uma jovem brasileira num mundo distópico e futurista a história figura entre as grandes obras nacionais de 2013.
A HQ
Luciano criou um universo à parte para sua história. A personagem principal, Juliett-e, é quem se conecta com o leitor, pois é ela que tenta sair da ordem dominadora no mundo. A Europa e a Ásia (chamadas aqui pelo seu antigo nome de Eurásia) afundaram e algumas sociedades se fundiram aos países que sobrevivem às mazelas do Século XXI – entre eles, o Brasil, onde a história se passa. A França foi anexada ao território brasileiro. Portanto, idioma e cultura se confundem e é muito importante que o leitor esteja atento a isso para não se perder nas falas dos personagens. Aliás, a única coisa que poderia fluir um pouco melhor na HQ são os diálogos. Por vezes confusas, as conversas possuem uma estrutura estranha e muitas vezes desconexa. Claro, isto faz parte do mundo em que o leitor imerge ao começar a ler a HQ, mas, às vezes, a coisa fica estranha demais.
Por outro lado, com muito bom gosto, Luciano questiona o marasmo mental de uma sociedade cada vez mais preguiçosa, colocando em xeque a dualidade do individualismo com o pensamento coletivo: como alguém pode se tornar tão individualista e, ao mesmo tempo, fazer exatamente o que todas as outras pessoas fazem? Seria culpa da ordem governamental opressora? Seria uma característica humana que nunca vai mudar? Quando as pessoas vão acordar para desbravarem a vida como a personagem principal tenta fazer nesta história? Estes são alguns dos muitos (e inteligentes) questionamentos que podem ser levantados durante a leitura da HQ.
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“O Quarto Vivente” é um grande trabalho dos quadrinhos nacionais. Luciano conseguiu criar uma distopia que obedece as regras mais clássicas do tema. Ao somar estas características com seu jeito ímpar de trabalhar a ideia e com o tempero brasileiro, o autor entrega uma obra interessantíssima e com um universo cheio de possibilidades de exploração.
Nota: 9/10
A Entrevista
Luciano, lendo “O Quarto Vivente” deu pra notar o quanto seu trabalho é influenciado, principalmente, por obras de ficção científica, em especial aquelas que tratam de possíveis futuros distópicos para o planeta. Quais são suas principais influências para expressar sua arte desta forma?
Acredito que para essa obra, uma grande influência, do gênero que citou, foi o filme Blade Runner. Entretanto gosto muito de alguns romances como “Admirável Mundo Novo” (“Brave New World“) de Aldous Huxley, 1984 e “A Revolução dos Bichos” (“Animal Farm“) de George Orwell. Voltando aos filmes (que são minha maiores influência para qualquer quadrinhos que eu faça), o filme “Fahrenheit 451″ também cito com uma influência para essa obra. E, para o ódio de muitos, acredito que a estética de Lars Von Trier e David Lynch existe nos meus trabalhos.
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Juliett-e é a protagonista da história. É aquela que nasceu ao acaso e quebra as regras da distopia seguindo seu próprio coração. Como artista, você acredita que o acaso está se perdendo e que os quadrinhos (assim como qualquer outra forma de arte) podem mostrar isso aos leitores?
Sim. Acredito no acaso como a mãe da evolução e também acredito, que o fim do acaso, é trabalhado diariamente e por muitas vertentes. Trabalhei com Juliett-e, nascida ao acaso, justamente para ter, como disse, a quebra do paradigma na história. Juliett-e vem com o ímpeto que é tão inerte hoje em dia. Ninguém arrisca contra o que já está imposto e decretado. Vivemos um estágio de torpor. Não sabemos conduzir nada. Somos apenas respostas automáticas. Não quero parecer pessimista e não sou pessimista. A realidade simplesmente é tirada do nosso foco. Simples assim.
A arte tem o poder e deve ser utilizada para o questionamento. Qualquer tipo de arte.
O manual de funcionamento da inseminação possui um olho em sua capa. Este mesmo olho está na contra-capa de “O Quarto Vivente” e nos autógrafos que você deu a cada fã que adquiriu o volume. Seria “O Quarto Vivente” um manual para que as pessoas deem mais atenção ao acaso e não à forma sistemática em que vivem? Todos deviam ser como Juliett-e?
Não só o olho. Cada página da revista. Se eu for falar do olho, posso entregar a história para quem ainda não leu a revista! Em cada página da HQ, coloquei intencionalmente, detalhes que acredito que muitos podem notar o que quero dizer. Não só detalhes em forma de desenho. Os nomes dos personagens foram pensados dentro da coesão da história. O nome da revista sintetiza muita coisa.
Mas também, acredito que fui direto ao que queria, no texto da história. Recebo críticas que dizem que é uma história linda e que, após o término da primeira leitura, a pessoa fechou a revista, pensou e, leu novamente. Esse é o maior feedback que posso receber. Consegui a atenção do leitor e o ciclo se fechou.
Ainda no aspecto filosófico que Juliett-e representa para a obra, o diálogo dela com o camaleão sugere que, mesmo sendo adaptável, nem mesmo ele evitou a própria extinção. Estaria você, como autor, sugerindo que a natureza adaptável do ser-humano não é mais suficiente para o mundo de hoje?
O ser humano foi adaptável em uma época pré histórica ou coisa assim. Hoje somos confortáveis. E o motivo de sermos seres confortáveis é que os pensamentos estão cada vez mais voltados para o ‘um’, para o único. Assim, temos a sensação de tudo certo. Funcionamos na base de choques. A limitação é tamanha, que somente acontecendo um hiper impacto, para mudarmos algo ou ligar a chave da adaptação. Isso é da essência humana e em todos os aspectos. Somos substâncias reativas e rasas. Acho que respondi sua pergunta (risos).
Já no começo da obra, especialmente na primeira página, é perceptível o quanto o português foi mudado para se adaptar à situação geo-política que você criou para “O Quarto Vivente”. Chega a ser intrigante como uma história que toma por inspiração autores estrangeiros tenha conseguido funcionar tão bem dentro do Brasil. Por outro lado, o país sempre foi um abrigo de várias culturas. Em que momento do roteiro você percebeu que misturar nações seria benéfico para sua narrativa?
Eu já tinha o roteiro pronto e já havia começado a desenhar a revista, quando fiz uma viagem de 21 dias para a França. Interrompi o trabalho. Lá, em um estúdio alugado, no frio de fim do outono e andando por toda Paris com minha esposa, comecei a fazer muitas conexões com minha história. Muito das coisas que havia procurado ambientar na HQ, acabei buscando dessa viagem. O silêncio que havia em alguns lugares, mesmo com muitas pessoas e, em especial, no dia que estava embarcando para o Brasil, sendo levado pela imensa esteira do aeroporto Charles De Gaulle, em um ambiente de isolamento imenso.
Ali, naqueles 21 dias, troquei os nomes das personagens, inclui a Europa na história e as Unidades Fraternais, mas o motivo central do roteiro não foi alterado.
E falando em nações e na nova geo-política proposta pela sua obra, por que a França foi a escolhida como principal parceira do Brasil? Outros países e culturas foram considerados enquanto você preparava a obra?
A França foi a escolhida pelo motivo real da viagem que fiz. Muitas lacunas que poderiam haver no roteiro foram preenchidas. E dessa forma, não havia dúvida que a França deveria ser acolhida fraternalmente. E um outro detalhe que devo citar é que me incomodou muito visitar alguns museus. Muito da parte egípcia que existe no Louvre, está lá pois foi saqueado, de alguma forma. E milhões de pessoas, assim com eu fiz, pagam para ver um produto que é parte de furto, roubo e atentado violente contra uma cultura. Somos uma coisa estranha e bizarra.
Juliett-e tem todo um futuro pela frente, mas muitos momentos da história podem ser explorados em futuras obras que revisitem este universo – tais como mostrar o dia-a-dia brasileiro do futuro mais detalhadamente e possíveis outros “dissidentes” desta distopia com mentalidade um pouco diferente de Juliett-e. Você tem planos para isso?
Esse universo que criei está congelado com essa história. Ainda não é o momento de revisitá-lo. E quando isso for feito, não será exatamente no momento que a deixei. Já pensei em opções.
Mas, na realidade, já tenho pronto o roteiro da minha nova história em quadrinhos. Estou fazendo uma terceira revisão e pretendo ter a revista pronta para impressão, no mais tarde, em Outubro de 2014. Mas já posso adiantar o nome da revista, que será: “L’Amour“.
PT por Luciano Salles
Bom dia, camarada! E, se você é um camarada pai horrorshow, parabéns também!
Dando sequência a ilustrações, hoje participo com o desenho 04/30. De acordo com a ordem, pela página oficial do Tribunal Superior Eleitoral, a quarta chapa é o Partido dos Trabalhadores, ou simplesmente, PT.

Grande abraço!

Luciano Salles.

PTB por Luciano Salles
Olá! Minha saga em desenhar a Classe Política Brasileira continua. E, o segundo Partido, na ordem do site do TSE é o PTB.
Então, para você, ei-lo.
Abraço!
Luciano Salles.

PMDB por Luciano Salles
Olá camarada. Tudo bem?
Você sabia que existem 30 (trinta) partidos políticos registrados no Tribunal Superior Eleitoral?
Sim, existem 30 (trinta) partidos com propostas diferentes, para você ser obrigado a escolher qual melhor representa suas aspirações.
Assim, tive a ideia e decidi representar cada partido, com um desenho. A partir de hoje, seguindo a ordem de registro no TSE, farei uma ilustração por partido que representa a Classe Política Brasileira.
Forte abraço.
Luciano Salles.
Olá, camarada!
Hoje, 17. 06. 2013, é um grande dia para o Brasil! Acordamos o gigante! Vamos nos mobilizar, mas sem violência!
Leve seu celular ou sua máquina fotográfica e registre qualquer tipo de crime contra os manifestantes! Compartilhe nas redes sociais!
Agora é a hora!
Forte abraço.
Luciano Salles.
Eu, Luciano Salles, quadrinista, ilustrador e artista, apoio e fortaleço o movimento divulgando aqui do interior do estado de São Paulo, de Araraquara, O Grande Ato!
Por favor, sem violência!
Luciano Salles.

Olá, camaradas!

Sim, vinte e quatro horas antes do lançamento oficial da minha nova HQ, confira teaser com direção, imagem e edição por Leila Penteado e produção pela Memento 832.

Vale lembrar que a partir do dia 07. 06. 2013, você pode adquirir sua revista por aqui mesmo!

Por enquanto, fique com o vídeo!

Forte abraço.

Luciano Salles.

O Quarto Vivente, a nova HQ de Luciano Salles
Olá, camarada! Tudo bem?
O processo é trabalhoso, mas aqui está o resultado!

As revistas chegaram da Gráfica e estão impecáveis. Ficaram realmente lindas e exatamente como tinha em mente. 

Se você está acompanhando a contagem regressiva do blogue, já sabe que o lançamento oficial da HQ será no dia 07. 06. 2013.
As opções de compra são online, aqui no Dimensão Limbo, ou nos eventos por onde estarei nesse ano! Na página inicial deste blogue você pode acompanhar todos os eventos.
O Quarto Vivente
Alguns sinceros agradecimentos:

Lilian Penteado, minha esposa, que sempre deu suporte para toda essa mudança radical em minha vida! Minha eterna gratidão e amor.

Daniel Lopes, apresentador do programa Pipoca e Nanquim, que desde o início acredita no meu trabalho. Ah, também é responsável pelas inúmeras revisões em meus textos, e é dono do posfácio da HQ!

Ivan Freias da Costa, um amigo recente, que aposta suas fichas! Muito obrigado por aceitar, acreditar e ter participado da HQ, com o lindo prefácio! 

• Ao programa Pipoca e Nanquim, que sempre destaca, comenta e divulga meus trabalhos! E, me acompanha desde quando era bancário!

Para saber mais de perto o que estou fazendo, aqui estão meu Twitter, Instagram e Facebook.

O Quarto Vivente

Agora, se quiser agendar algum evento em seu estabelecimento, basta entrar em contato pelo e-mail contato@dimensaolimbo.com

Forte abraço!

Luciano Salles.

Para quem ainda não sabe, aqui vão as especificações técnicas da revista:

Formato A4, toda colorida em couchê fosco 170 g/m², capa em papel DUO Design 350 g/m² com laminação fosca e verniz de reserva.
A HQ contém código de barras, ISBN e Ficha Catalográfica.

Olá, camarada! Tudo bem?

Coloquei cores no super-herói mais carismático das bandas desenhadas. Esse você também encontrará no FIQ 2013 para levar pra casa.
Agora volto minha atenção para os ajustes de impressão da minha nova HQ.
Já adianto alguns itens: Capa acartonada triplex com verniz de reserva, formato A4, couchê fosco 170 gramas e 44 páginas.
Sim, uma HQ de excelente qualidade para sua coleção.
Preço? Dez cédulas de menor valor da moeda corrente brasileira!
Agora o cabeça de teia para você!
Grande abraço!
Luciano Salles.
Spiderman por Luciano Salles