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Olá camarada, tudo bem?
Geralmente não costumo interrogar no título de um post mas para este, especificamente, preciso desta pontuação. 
Lucky Luke que fiz para a exposição dos 70 anos
do personagem e para a Bienal.

Fui para a Bienal de Quadrinhos de Curitiba de última hora. Não havia reservado mesa e tão pouco me planejado para a antiga Gibicon. A convite da Bianca Pinheiro e do Liber Paz, que ofereceram dividir a mesa com eles, comecei a procurar por apoios culturais (leia-se patrocínio) aqui na minha cidade para os custos de passagens rodoviária e estádia. 

Depois de tanta correria deu tudo certo. Com os apoios da Mondrian Ambiente e da World Game pude viajar para o evento.
A Bienal de Quadrinhos de Curitiba acontece no MuMA, Museu Municipal de Arte, um bonito prédio  no bairro Portão. O clima ajuda muito para passar horas mostrando seu material. Com uma lista IMENSA de convidados, sendo seis internacionais e, se estiver certo, 125 nacionais (!), o evento primou pela diversidade e inclusão, com bons painéis, exposições e tudo mais. Haviam tantos convidados que não vi uma porção deles que estavam citados no site.
Comparativamente com o Festcomix (17,18 e 19 de junho de 2016–SP) e com o FIQ (11 a 15 de novembro 2015 – BH), a Bienal, em questão de vendas, ficou entre os dois eventos. As minhas vendas na Bienal foram bem inferiores ao Festival Internacional de Quadrinhos e muito superiores ao Festcomix
É claro que minhas vendas poderiam ser maiores se tivesse apresentado algum trabalho novo. Mesmo assim, fico grato pelo tanto de pessoas que passaram pela minha mesa para dizer que tem todas as minhas revistas, que adoraram a trilogia, que levaram todas as revistas para eu autografar, que gostam do meu trabalho com roteirista e como desenhista. Fico realmente lisonjeado com todo esse carinho. 
Também percebi o menor alcance que meu trabalho tem na região sul do Brasil. É com certeza a região onde tenho o menor índice de penetração dos meus trabalhos. Eu até tentei deixar alguns exemplares dos meus quadrinhos em um loja especializada que estava no evento mas infelizmente meu trabalho não foi aceito pelo lojista naquele momento. Uma pena.
Alguns aspectos que devo destacar:
– A tentativa da organização da Bienal em disponibilizar um sinal de internet grátis para os expositores foi incrível. 
– A entregar de copos de água para os expositores pois no MuMA não havia bebedouros. Acredito que o público teve que comprar água para aliviar sua sede.
– A falta de bebedouros. Eu não localizei.
– O horário estabelecido das 11h às 21h foi um excelente acerto.
– Os painéis também merecem destaques.
– O período do ano em que a Bienal se encaixa é ideal para um conforto térmico dos expositores como dos visitante. Uma temperatura super agradável. 
– As mesas para os expositores foram ideais em tamanho e conforto.
Balizado pelos eventos que tenho me esforçado muito para ir, a Bienal de Quadrinhos se mostrou fiel a sua proposta. 
É isso. Fique a vontade para deixar seu comentário.
Um abraço!
Luciano Salles.
Olá, tudo bem?
Há dois anos fui de supetão para a antiga Gibicon II, em Curitiba, apenas com uma mochila nas costas e com 35 unidades da minha segunda HQ. Não tinha mesa, só havia publicado Luzcia, a Dona do Boteco e a recém lançada O Quarto Vivente, conhecia poucas pessoas, poucos quadrinistas mas enfim, aquele era meu segundo evento que eu visitava como quadrinista. Só havia participado até então do FIQ – Festival Internacional de Quadrinhos – que acontece em Belo Horizonte.
Hoje a Gibicon mudou de nome e agora, como Bienal de Quadrinhos de Curitiba, vai ser a primeira vez que vou realmente participar do evento. Preciso enfatizar que somente vou para a Bienal pois consegui novamente a parceria e apoio cultural de duas empresas da minha cidade. Uma delas é a Mondrian Ambiente (muito obrigado Teresa e Bela) e a outra é a World Game, do fenomenal Elio (valeu Dom)! Sem esses apoios não teria condições financeiras para arcar com as despesas de viagens, custo da mesa e hospedagem durante os quatro dias de evento.

Outro agradecimento que preciso fazer é para a Bianca Pinheiro e Liber Paz que generosamente se ofereceram para dividir (e de última hora) a mesa comigo. Muito obrigado pelo carinho e consideração.
Vou levar para a Bienal os meus três últimos quadrinhos, três prints (esses que estão ilustrando o post) e três originais. Se você quiser algum print específico ou mesmo comprar uma commission para que eu entregue no evento, é só enviar um e-mail para lucianosalles@dimensaolimbo.com

É isso! Nos vemos em Curitiba…
Um abraço.
Luciano Salles.
Apoio Cultural para a CCXP 2016

Olá camarada, tudo bem?

Apoio Cultural para a CCXP e agora para
a Bienal de Quadrinhos de Curitiba

Começa o segundo semestre e os eventos quadrinhos vão chegando. Já é certo que irei para a de CCXP pois conto com o apoio cultural (patrocínio mesmo!) da escola Pueri Domus Araraquara, representada pela Mônica Zaher e da World Game do amigo Elio Lio. Sem essa iniciativa privada não teria condições de ficar hospedado 6 dias em São Paulo, bancar minha alimentação e quitar a despesa da minha mesa.

Imagem da HQ Limiar: Dark Matter
Poderia tentar ir sem os apoios mas seria arriscado demais pensar que as vendas quitariam todas as despesas. Eu ficaria tão apreensivo em ter que vender com essa pressão (da dívida) que com certeza faria as vendas ficarem forçadas e inconvenientes.
Da mesma forma, para ir a antiga GIBICON, que agora se chama Bienal de Quadrinhos de Curitiba, é o mesmo esquema. Estou tentando captar apoios aqui na minha cidade. Já tenho um percentual equivalente ao valor das passagens de ônibus (ida e volta de Araraquara – Curitiba). Este também patrocinado pela World Game e por enquanto é só. A mesa no evento eu já consegui graças a generosidade da amiga Bianca Pinheiro e do camarada Liber Paz que cederam um espaço para mim junto deles. Dividiremos a mesa em 3 e desta forma, contabilizo outra despesa.

Essa semana preciso correr atrás da hospedagem, diárias para minha alimentação e meu percentual do custo para a mesa no evento.

Se você chegou até esse ponto da leitura, deve estar se perguntando o motivo dessa postagem. Simples. Ser quadrinista independente é bem isso! É fazer tudo literalmente (além de produzir sua HQ) mesmo percebendo o outro lado das composições. Ou seja, quadrinista independente que nasceu para ser lado B nunca vai ser lado A.

Mesmo que você visite de alguma forma esse mundo paralelo do lado A, vai perceber em essência quem te pertence: o lado B.

Se você fizer uma analogia entre os dois lados, A e B, de um antigo vinil, perceberá que o lado A tem e traz um discurso pronto. E assimilar um discurso pronto é fácil e é o que mais se faz. É natural do ser humano. Já o lado B, para ser acessado, provavelmente, teve de esperar sua vez. Nesse meandro de tempo, você pode se preparar com embasamento sem meras retóricas repetitivas.

Aproveite essa fenda temporal de A para B para se preparar, estudar e buscar sua essência estampada nas suas páginas. Perceba, entenda e assimile as virtudes em ser lado B. Não menospreze o lado A. Seja você em essência.

Um abraço.

Luciano Salles.