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Olá, tudo bem camarada?
O site Mob Ground, dentro da série Coletivando, escreveu sobre meus quadrinhos, algumas curiosidades, lendas sobre a venda da minha moto e sobre meu primeiro Catarse. A matéria ficou bem legal e disponibilizo aqui o link para você ir direto para o site do Mob Ground, ler e fuçar no tanto de material massa que os caras tem.
Mas também, se preferir, deixo logo abaixo toda pauta.
E falando em meus quadrinhos, você já apoiou o financiamento coletivo de EUDAIMONIA? Se ainda não, acesse o site do Catarse pelo link www.catarse.me/eudaimonia, conheça o projeto e se gostar, saiba que seu apoio é fundamental.
Grande abraço.
Luciano Salles.












[Texto por Diego Penha]

Os gibis de Luciano Salles já deram as caras aqui no Mob Ground. Se você ainda não conhece as publicações deste taquaretinguetano, corra atrás, pois você precisa conhecer Luzcia, a Dona do Boteco, Limiar: Dark Matter, L’amour: 12ozO Quarto Vivente.

Eu mesmo já me arrisquei em resenhar o L’amour: 12oz, e se tem uma coisa que fica clara nesta resenha é a qualidade do trabalho de Luciano e a habilidade que ele tem de fazer da leitura de seus gibis uma “experiência”. Ler suas publicações não é algo fácil, pois eles demandam tempo e atenção. Acredito que isso esteja totalmente relacionado ao próprio tempo e atenção que Salles investe em suas criações. Quem o acompanha no Facebook ou em seu site Dimensão Limbo  pode testemunhar à passos miúdos a gestão de seus projetos. Não só isso como as próprias reflexões do artista quanto as diversas questões que giram em torno das etapas de confecção, divulgação, publicação e distribuição de seus produtos.

Luzcia, a Dona do Boteco, O Quarto Vivente e Limiar: Dark Matter, respectivamente sua primeira, segunda e última publicação foram financiadas de maneira totalmente independente. Reza a lenda que para publicá-las, Luciano precisou não só vender sua moto, mas também vendeu uma vértebra no mercado negro – no vídeo promocional de Eudaimonia, Salles optou por fazer um curta em que ele está correndo na rua ao por-do-sol; sendo intencional ou não, o vídeo ressoa de maneira interessante na lenda da venda da moto, afinal agora ele está à pé para correr atrás de seu trampo.

Na sequência, ele publicou seu L’amour: 12oz como gibi estreante da Editora Mino. Tem um novo gibi à caminho chamado Eudaimonia e uma das novidades é que Luciano decidiu pela alternativa de financiamento coletivo através do Catarse. Enquanto escrevo esse post, ainda restam 21 dias de campanha e restam 4 mil reais para que a meta do financiamento coletivo seja atingida.

Como está especificado na página da campanha é uma publicação curta em preto e branco, com 32 páginas. Será impressa em papel pólen bold LD90g/m², com capa colorida pelo incrível Marcelo Maiolo em papel cartão Triplex LD330g/m² e tamanho 17cm x 26cm.

A história acompanha Piwl-Pa-Col, um estranho e solitário caçador que falha na tentativa de abater “uma parte” de sua presa. O interessante é que segundo a sinopse, Luzcia, a personagem de seu primeiro gibi voltará para auxiliar Piwl-Pa-Col. Assim sendo, de maneira bastante metalinguística, Luciano decide pedir auxilio de seus leitores, para publicar Eudaimonia com financiamento coletivo.

Quem já acompanha o trabalho de Luciano Salles sabe que é um investimento com garantia de qualidade de roteiro, arte, acabamento e talvez o mais e importante e singular dos trabalhos do rapaz: os seus gibis demandam tempo para para serem lidos, não são leituras de compreensão fugaz.

Apoio básico: R$20,00 (PDF); R$25,00  (exemplar impresso)

Meta: R$15.000
Encerramento da campanha: 21/10/2017 às 23h59m59s
APOIO e + INFORMAÇÕES no link: https://www.catarse.me/eudaimonia
Teaser de EUDAIMONIA,
a nova HQ de Luciano Salles.

Olá, tudo bem?

Antes de mais nada preciso relatar que minha ansiedade está no auge enquanto escrevo o primeiro parágrafo deste post. Basicamente por dois motivos: por revelar o teaser do meu novo quadrinho EUDAIMONIA e por anunciar a data e minha primeira campanha no Catarse.
Sempre tive em minha cabeça que um financiamento coletivo é algo de imensa responsabilidade pois há uma expectativa enorme da minha parte para que o projeto alcance sua meta e se financie e, ao mesmo tempo, estarei encarregado da expectativa de todos os financiadores que estarão esperando por suas recompensas entregues dentro do prazo que estipulei.

Entendo que ter um projeto no Catarse também é por a prova e, expor, a minha credibilidade como quadrinista independente, desenhista, editor, diagramador, “autochefe” de logística, organização, pontualidade e todos os demais adjetivos que posso inserir aqui. Tudo isso me preocupa bastante e por estes motivos estou adiantado. Aliás, muito bem adiantado em tudo!

A princípio, EUDAIMONIA seria lançada de forma independente e com data de lançamento no dia 06/12/2017, na Comic Con Experience. A data de lançamento continua a mesma mas a ideia do financiamento coletivo surgiu enquanto produzia o quadrinho. Comecei a analisar e estudar a fundo a ferramenta Catarse e entre vários aspectos (positivos e negativos) penso que com ela eu posso atingir um público que não conhece meu trabalho e é claro, poder arrecadar fundos para imprimir meu novo quadrinho e arcar com todos os custos e envios das recompensas. A campanha terá um prazo curto e recompensas serão simples. A sinopse e todos os demais detalhes sobre a HQ serão liberados no lançamento da campanha, dia 11/09/2017.

Pueri Domus AraraquaraSPLINE Multimídia e WorldGame
apoiam minha ida para a CCXP 2017.

A plataforma de financiamento coletivo Catarse funciona assim: vou inserir o projeto da minha nova HQ e o valor total que preciso para financiar todos os custos necessários para se produzir uma revista em quadrinhos. Se o projeto interessar, você contribui com valores de acordo com as recompensas que deixarei disponibilizadas. Assim, se o projeto for bem bem sucedido, você receberá suas recompensas na data estipulada. Se o projeto não for financiado (dê três batinhas na madeira, por favor!), você receberá seu dinheiro de volta.

Mas e aí, me diz! O que achou do teaser?

Deixe sua impressão nos comentários sobre o desenho, a campanha que vou iniciar ou mesmo se tiver alguma dúvida ou algo para perguntar. Com certeza você será respondido! Ah, um detalhe importante: os comentários agora são somente pelo Facebook. Então, se quiser comentar esteja com seu Facebook logado que tudo dará certo.

E para finalizar, precisarei muito de sua ajuda para compartilhar o projeto mas por enquanto, acho que me ajudando a divulgar o teaser já dá para começar essa campanha com o “pé embaixo”. Agende e reserve a data de 11/09/2017 para já contribuir já no primeiro dia da campanha!

Deixo aqui o meu muito obrigado e um abraço.

Luciano Salles.

Olá, tudo bem?
O site Quadrinhosfera, através do Luan Zuchi, entrou em contato e faz uma pequena entrevista sobre ELA. Você pode conferir toda entrevista aqui mesmo ou aproveitar, ler a entrevista e conhecer o Quadrinhosfera.
Um abraço.
Luciano Salles.

11/03/2017

1 – Olá, Luciano! Tudo bem por aí? Muito trabalho nas páginas de ELA, sua nova HQ, eu acredito. E afinal de contas: Quem é ELA?

Olá Luan, tudo bem sim. Bom, não vou dar assim de bandeja quem é ELA mas acho que posso dizer que ELA é tudo que permeará essa minha nova história em quadrinhos. Essa é uma boa resposta.

2 – Nos seus trabalhos anteriores, você construiu um universo futurista com uma cultura própria e um novo português. Li em algum post seu que O Quarto Vivente, Limiar e L’amour compunham uma trilogia. Sendo assim, ELA será o começo de uma nova trilogia?

Não. Tenho a certeza que não será o começo de uma nova trilogia. Afirmo isso até pelo fato de já saber o que vou fazer depois deste trabalho.
3 – Complementando o tópico anterior, podemos esperar a criação de uma cultura nova, como visto nos teus trabalhos precedentes, ou ELA terá referênciais espaciais, temporais e culturais mais próximos ao cotidiano atual?

ELA tem referências mais próximas do que vivenciamos. Mas não exatamente pois, simplesmente, não consigo fazer isso. Posso citar um simples exemplo. Enquanto escrevia o roteiro, dentro da história, a protagonista recebe um aviso. Poderia simplesmente fazer ela receber uma mensagem no celular. Mas é exatamente neste ponto que fico incomodado. Não gosto de usar nada do que usamos diariamente nas minhas histórias. 
Veja, não estou dizendo será uma história futurista ou coisa assim. Digo apenas que desviar das nossas contemporaneidades é uma obsessão. Posso buscar algo do passado para que ela receba essa notícia.

4 – Em um dos seus posts, comentando sobre o novo trabalho, você liberou uma breve sinopse e dentro dela disse que ELA se trata da história de uma lutadora de artes marciais. Por que a opção por essa temática?

Porque adoro artes marciais. Na real adoro qualquer tipo de luta. Sempre acompanhei lutas de boxe, campeonatos de judo, karatê, luta greco-romana, ou seja, se tiver alguma luta para assistir eu assisto. Lembro que bem no começo dos anos 90 fiquei sabendo que havia lutas que valiam tudo, os “vale tudo”. Logo depois descobri que tinha um conhecido que, não sei como, conseguia gravações dessas lutas em fitas de videocassete. Era um prato cheio! Enfim, gosto de ver lutas.

5 – Fingindo que sou uma criança, seguirei com os “porquês”: Por que preto e branco? Como está sendo a experiência de trabalhar com o nankin e só?

Há algum tempo queria trabalhar somente em PB mas como estava na toada da trilogia, sabia que não poderia abandonar as cores até finalizar Limiar: Dark Matter. O desenho em preto e branco se mostra um desafio quando você sabe que não haverá cores. Precisava disso. Não via a hora de fazer isso!

6 – Você é um desenhista com o estilo caracterizado pelo cuidado e pelo detalhismo, quanto tempo, em média, você está levando para produzir uma página de ELA?

Eu não consigo ficar direto em cima de uma página de ELA pois tenho a Memento 832, que é minha produtora cultural, que preciso dar atenção. Sempre aparecem ilustrações para eu fazer para a Folha de S.Paulo, cursos, bate-papos, oficinas, produções, reuniões e então o trabalho vai aos goles. Mas se for contabilizar, estou fazendo uma página a cada 3 ou 4 dias. Acho que está bom.

7 – Você já teve a experiência de publicar completamente de forma independente e também por meio de uma editora (MINO). Como você avalia essa experiência, que, com o aumento do interesse das editoras pela produção nacional, cada vez mais se misturam na realidade dos autores nacionais?

Acho fantástico tudo o que aconteça em prol do quadrinho nacional. Temos uma cena, um mercado salpicado pelos estados do Brasil. Então, se for para contribuir legal, tudo é válido.

As editoras estão aí e há muita gente fazendo excelentes trabalhos independentes. Poxa, é um prato cheio para os editores mais antenados. Por mais que, por vezes, sempre existe a exposição ou a super exposição de um ou outro quadrinista, o que chamam de “hype”, termo que não acho legal. Acho estranho usar termos em inglês com sinônimos para nossa língua portuguesa. Imagino o tanto de sinônimos que Mario de Andrade ou Machado de Assis teria para isso.

Enfim, sou um quadrinista de Araraquara, bem do interior do estado de São Paulo e me encaro com os times de futebol do interior, aqueles da terceira, quarta divisão, sabe? Sou um quadrinista da terceira divisão. Então, o fato de já ter publicado por um editora é uma vitória legal. O fato de ter participado do livro Mônica(s) foi incrível. Acho que desviei um pouco da pergunta, mas é isso.

8 – Como sei que você é um workaholic extremamente dedicado e organizado, acredito que já tenha tudo planejado, então me arrisco a perguntar: Quando ELA estará pronta?

Para essa HQ eu não coloquei data de lançamento. Para todas as anteriores havia data de lançamento assim que começava a desenhar. Como farei tudo em PB, decidi que cada página vai merecer minha melhor atenção e dedicação. O leitor que adquirir um exemplar de ELA vai notar todo meu empenho em cada linha e por isso não determinei uma data de lançamento. Quero fazer valer cada centavo de um provável leitor. E não somente no tocante aos desenhos. Tomei um cuidado absurdo com o roteiro e tudo mais. Decidi até que não irei para nenhum evento de quadrinhos até essa revista estar impressa na minha mão. É claro que se for convidado para algum evento irei com certeza, mas preparar toda logística para ir a um evento por conta não vai acontecer. Mas garanto que se eu sumir um pouquinho será por um bom motivo.

9 – Bom, muito obrigado pela entrevista e bom trabalho por aí, Luciano! Se quiser acrescentar algo sobre o qual não lhe foi perguntado, sinta-se à vontade, o espaço é seu.

Eu que agradeço a gentileza de abrir um espaço no seu site. Só gostaria de enfatizar que tudo o que faço está no meu blog dimensaolimbo.com. É o melhor jeito de me achar.
Mais uma vez, muito obrigado, Luan.

Olá camarada, tudo bem?

Fui convidado para ajudar a desenvolver um novo projeto em quadrinhos. A princípio pensamos em uma continuidade semanal e que teria no máximo quatro ou cinco páginas. Uma coisa rápida e continuada.

Mas por algumas razões e outras pautas é possível que as histórias sejam de apenas uma página, o que é bem legal também. Outra coisa bem interessante é que este projeto não é só pra mim. Estamos trabalhando para convidar quadrinistas que topem o desafio e acredito que todos que forem convidados aceitarão. É um projeto bacana em uma baita mídia massa!

Resumindo tudo o que escrevi acima é que acabei fazendo uma HQ de quatro páginas e que agora posso compartilhar com você!

Apresento Táxon, uma história em quadrinhos escrita, desenhada e colorida por mim, sempre com as revisões do editor, apresentador, amigo e camarada Daniel Lopes.

Espero que goste. Um abraço!

Luciano Salles.

Táxon é uma HQ de Luciano Salles
Táxon é uma HQ de Luciano Salles
Táxon é uma HQ de Luciano Salles
Táxon é uma HQ de Luciano Salles
Tintin and the President of the Society of Sober Sailors
por Luciano Salles

Olá camarada, tudo certo?

Apresento Tintin and the President of the Society of the Sober Sailors.

Estou terminando de desenhar minha nova HQ e já estou com uma demanda legal para eventos como o FIQ (com o apoio cultural da World Game) e em especial para a CCXP (com o apoio cultural e suporte pela Mondrian Ambiente).

Estava afim de fazer um desenho do Tintin, um ícone dos quadrinhos franco-belga. É claro que trabalhando em cima do meu novo quadrinho estava difícil. Mas recebi um e-mail do camarada PH dizendo que havia encontrado L’Amour: 12 oz na Blooks Livraria que fica na praia do Botafogo – Rio de Janeiro – e gostaria de fazer uma entrevista para o seu blog Tujaviu.

É claro que topei a entrevista e ele pediu se eu não poderia fazer um sketch para ilustrar a mesma. Perguntei o que ele acharia legal e ele respondeu, destilando o amor pelos quadrinhos franco-belgas, que poderia ser um Tintin, Asterix, Lucky Luke entre outros.

Bingo!

Uma boa oportunidade para eu antecipar e fazer o famoso repórter. Logo abaixo você pode conferi por aqui a entrevista ou mesmo leia pelo blog Tujaviu.
Espero que tenha gostado!

Grande abraço.

Luciano Salles.

Luciano Salles dá entrevista ao Tujaviu e, aproveitando a ocasião, cria ilustração com Capitão Haddock e Tintin

Postado por:  , 
Untfgfgfgfgitled-2Luciano Salles é um dos mais talentosos quadrinista brasileiros. Dono de um estilo único, o desenhista nasceu em 1975, no interior de São Paulo, e mora em Araraquara. Formado em Engenharia Civil e tendo trabalhado como bancário, passou dezoito anos nestas atividades, para então dedicar-se aos quadrinhos. Em 2012, lançou sua primeira HQzine, Luzcia, A Dona do Boteco.
Para a alegria de meus leitores e minha própria, consegui entrevistar o artista, por e-mail, enquanto se prepara para publicar mais um trabalho, depois de L’Amour: 12 oz. Com o objetivo de ilustrar o post, perguntei se Luciano poderia fazer uma arte que tivesse a ver com a temática franco-belga dos quadrinhos, paixão declarada do site tujaviu.com. Como ele já estava com este pensamento na cabeça, as coisas acabaram se encaixando perfeitamente.
Eu, PH, só posso a agradecer a Luciano por toda a atenção que me dedicou e dizer que o desenho ficou simplesmente irado! E não pensem que não reparei na meia do Tintin, onde o cachorro Milu aparece discretamente. Fantástico!
Abaixo, veja a ilustração que ele criou, inspirada no universo idealizado por Hergé, mostrando o Capitão Haddock e Tintin, além de suas respostas para as perguntas que formulei.
Tintin_Haddock
1 – Quando sentiu que tinha jeito para as HQs?
Sempre foi o que gostei mais como leitor. Fiz minha primeira HQ com 37 anos. Antes percorri um longo caminho como engenheiro civil e trabalhando em uma grande instituição financeira. Mas sempre fã, colecionador e admirador destes artistas. Por um motivo de saúde grave, pedi demissão do meu emprego e senti que precisava produzir a minha história em quadrinhos. Foi assim que lancei a HQzine ‘Luzcia, a dona do Boteco’ em junho de 2012. Realmente nunca fui precoce em nada e os quadrinhos demoraram todo esse período para aflorar.
2 – É mais ligado nos comics americanos ou na Nona Arte Europeia?
Já li muito quadrinhos norte-americanos e de lá acabei migrando para algumas coisas europeias. Moebius foi o caminho que me mostrou o que também poderia ser feito. Hoje confesso que leio muito mais publicações nacionais. É claro que quando sai alguma coisa legal, encadernada de alguma publicação norte-americana ou européia e que tenho apreço, procuro comprar.
3 – Enxergo em seu traço algo de Seth Fisher e Geoff Darrow, devido ao grau de detalhes de seus desenhos. Confirma estas influências?
Não tem como você não olhar um desenho desses dois artistas e não ficar impressionado. Claro que admiro demais ambos mas a minha influência direta nos desenhos sempre foi Moebius. E quando você é novo e tenta emular um traço como o de Moebius é certo que seu desenho ficará horrível. Mas sempre admirei tanto que meu traço foi tomando a forma que hoje trago nos meus desenhos. Agora quanto a detalhes, confesso que hoje seguro um pouco a mão no quesito.
4 – Existem outros desenhistas estrangeiros que te influenciaram?
Existem muitos que de uma forma ou de outra te influenciam. Como desenhista você observa linhas, texturas e tipos de arte final que encantam. Ou pela sutileza ou por um traço brusco. E desenhando muito, todos os dias, seu traço tende a se sobrepujar a todas as influência e seu desenho começa a tomar uma personalidade. Acho que é natural a todo desenhista isso. Ter um desespero para que seu traço seja icônico é algo que vai prejudicar no andamento das coisas. Acho que curtir cada desenho, sacar o que funciona e que o faz feliz, sentindo realizado com o trabalho, é o caminho para achar seu traço. Agora voltando a pergunta, acredito que o Frank Miller me instigou quando li Ronin.
5 – O que acha do momento atual dos quadrinhos no Brasil.
Com certeza é o melhor momento e para essa pergunta poderia desenvolver linhas de raciocínio. As publicações autorais estão sendo lançadas como nunca. Algumas editoras, ainda em estado letárgico, estão percebendo o potencial dos quadrinhos. Novas e ousadas editoras como a MINO acreditam no mercado. Um régua não tão calibrada pode ser o Catarse. São tantos projetos que iniciaram sua captação de recurso neste abril/maio de 2015 que é uma lindeza. Sem contar o eventos como o FIQ, a CCXP, Gibicon, a FLiQ em Natal, a Bienal do Livro de Minas que em 2014 dedicou um lindo espaço para os quadrinhos e tive a honra de ser convidado para o evento.
6 – Gosta da Linha Clara, cujo maior representante é Hergé e seu famoso Tintin?
Sim, gosto muito. Não sou um especialista na história das HQ, mas sei que Hergé com sua intitulada Linha Clara revolucionou. Aquelas linhas grossas, quase um ‘infantil ao contrário’ no meu ponto de vista, trouxeram um minimalismo que até hoje é muito usado e sempre será.
7 – O excelente L’amour: 12 Oz data de 2014. Como estão os trabalhos para seu próximo quadrinho?
Estou finalizando as páginas de Limiar: Dark Matter, que é minha nova HQ e será lançada em outubro de 2015. A revista está toda encaminhada e pela minha vontade será um álbum independente. As pessoas me perguntam se a HQ sairá pela editora MINO. A MINO é uma editora fantástica, com pessoas fantástica e de mente aberta como acredito ser o melhor para tudo. Entretanto, Limiar: Dark Matter precisa ser independente. Ela fecha um ciclo que se iniciou em 2013 com O Quarto Vivente. Não digo que é uma trilogia mas acredito que as histórias se conversam. Apesar de nada em comum entre os enredos diretamente, quando acabei de escrever o roteiro do meu novo trabalho, percebi esse fato. Fiz de forma inconsciente um ciclo que se abriu e agora encontra sua outra ponta.
8 – Quais são os desenhistas nacionais de HQs que mais curte?
Que pergunta difícil. De supetão posso citar o Rafael Albuquerque, Greg Tocchini e o Rafael Grampá. Esses ai são os caras que olho e penso: “…velho, eu não desenho nada! Nada!” rs. Mas é impossível não citar o Lourenço Mutarelli (outra grande influência no meu trabalho), o Marcelo Braga, Gustavo Duarte, Camilo Solano, Amilcar Pinna, Roger Krux e poderia ficar lembrando de nomes que acho que adoro o traço. São tantos!
9 – Pensa em fazer carreira  na Europa?
Deixo isso para o tempo. Procuro fazer o melhor que posso, da melhor forma possível e honesta comigo. Não forço nada, mas que não quer dizer que não anseie. Se acontecer, estarei bem preparado. Acredito ser assim que funcione o que chamam de sorte.
Olá camarada, tudo certo?
Assim como fiz com a minha HQ O Quarto Vivente, começo nesse post, com as notícias sobre meu novo trabalho em quadrinhos, que se chamará, L’Amour.
Bom, sendo assim, vamos lá!
01: O roteiro já está pronto e revisado pelo meu camarada e grande amigo, Daniel Lopes, apresentador do excelente Pipoca e Nanquim.
02: Pelo roteiro, a revista terá 58 páginas de história. 
03: Obedecendo meus cronogramas, começo a desenhar a revista no dia 30/12/2013.
04: Não costumo mostrar meus rascunhos de personagens, mas aqui está um que provavelmente estará em L’Amour!
Essas são as primeiras novidades e notícias sobre meu novo projeto em quadrinhos. Espero que acompanhe as postagens, que deixe suas impressões e tudo o que quiser, aqui no bloguesaite!

Grande abraço!

Luciano Salles

Olá, camarada! Tudo certo?
E para deixar esse FIQ que acabou de passar ainda mais lindo, foi lançado na quarta-feira, dia 18/11/2013, o espetacular Mônica(s)!
Mônica, por Luciano Salles
A obra contou com a co-autoria de 150 artistas de todo mundo e, tive o imenso privilégio de ter sido convidado para essa publicação. Esse livro é uma obra de arte e deve fazer parte da coleção de qualquer aficcionado pelas bandas desenhadas.
Essa ao lado, é minha versão da baixinha e dentuça (que ela não me ouça), mais carismática do Brasil!
Enfim, foi uma experiência única e incrível participar desse livro, afinal, comecei a ler meus primeiros gibis lá em Taquaritinga, nos primeiros anos da década de 80. Você já imagina que gibi eram esses? Sim, da Turma da Mônica.
Baita Abraço…
Luciano Salles.
Capa do livro Mônica(s), por Benício
Festival Internacional de Quadrinhos
Olá, camarada. Tudo bem?
Movido pelo maior Festival de Quadrinhos da América Latina, hoje cheguei em Belo Horizonte e após burocracias hoteleiras, parti para a Serraria Souza Pinto, para ver as montagens finais, retirar minha credencial e encontrar minha mesa.
Fui surpreendido pela recepção afetuosa de todos os envolvidos de alguma forma com o evento.
Todos muito bem treinados, atenciosos, educados e com um sorriso no rosto. Isso desde a chegada ao prédio da Serraria.
Nem tenho como agradecer o carinho com que me receberam e sei que será assim com todos que lá forem! 
Valeu ressaltar que estou com o Apoio Cultural da Mondrian Ambiente, que sempre acreditou nos meus trabalhos e tem sido um grande parceiro amigo e cultural!

Exposição Ícones dos Quadrinhos : FIQ 2013

Exposição Ícones dos Quadrinhos : FIQ 2013
Exposição Ícones dos Quadrinhos : FIQ 2013
Fiz algumas fotos da exposição Ícones, que já estava totalmente montada e, adjetivada justamente com fantástica!
Estarei na Mesa 01, junto do meu camarada, Camilo Solano!
Lá venderei minha recente HQ, O Quarto Vivente, e alguns prints, ambos, por R$ 2O,OO.
Entre esses prints estão Spider-man, Batman, Superman e Watchmen (que está no livro Ícones dos Quadrinhos).
Além da minha HQ e dos prints, também terei exemplares da revista Quatro Estações, que colaborei como artista, para a história de Raphael Fernandes.
Além disso tudo, se você adquirir o livro Ícones dos Quadrinhos e o Mônica(s), que será lançado no Festival, não se acanhe em levar os dois exmplares para eu autografar minhas contribuição para essas lindezas!
Amanhã é o dia!
Nos vemos lá…
Baita abraço.
Luciano Salles.
Exposição Ícones dos Quadrinhos : FIQ 2013

Camarada, em Junho de 2012, lançei minha primeira HQ, ‘Luzcia, a Dona do Boteco’. Aliás, eu a chamo de HQzine, pois tem um formato A5. Todo processo foi manual então, fiz somente 100 unidade e como diria a protagonista da história: ‘Quem comprou, compraste’!

Aqui a resenha mais legal que essa pequena revista recebeu: Quando David Lynch visitou um boteco e virou quadrinista.

Uma oportunidade surgiu e nessa página você verá que existe a versão em Francês, ‘Luzcia, La Patrone Du Bistro’, que ficou muito legal.
Assim, você que tem a curiosidade de ler minha primeira revista, chegou a hora! Clique nas capas para ler.

Forte abraço, Luciano Salles!