Posts

Tintin and the President of the Society of Sober Sailors
por Luciano Salles

Olá camarada, tudo certo?

Apresento Tintin and the President of the Society of the Sober Sailors.

Estou terminando de desenhar minha nova HQ e já estou com uma demanda legal para eventos como o FIQ (com o apoio cultural da World Game) e em especial para a CCXP (com o apoio cultural e suporte pela Mondrian Ambiente).

Estava afim de fazer um desenho do Tintin, um ícone dos quadrinhos franco-belga. É claro que trabalhando em cima do meu novo quadrinho estava difícil. Mas recebi um e-mail do camarada PH dizendo que havia encontrado L’Amour: 12 oz na Blooks Livraria que fica na praia do Botafogo – Rio de Janeiro – e gostaria de fazer uma entrevista para o seu blog Tujaviu.

É claro que topei a entrevista e ele pediu se eu não poderia fazer um sketch para ilustrar a mesma. Perguntei o que ele acharia legal e ele respondeu, destilando o amor pelos quadrinhos franco-belgas, que poderia ser um Tintin, Asterix, Lucky Luke entre outros.

Bingo!

Uma boa oportunidade para eu antecipar e fazer o famoso repórter. Logo abaixo você pode conferi por aqui a entrevista ou mesmo leia pelo blog Tujaviu.
Espero que tenha gostado!

Grande abraço.

Luciano Salles.

Luciano Salles dá entrevista ao Tujaviu e, aproveitando a ocasião, cria ilustração com Capitão Haddock e Tintin

Postado por:  , 
Untfgfgfgfgitled-2Luciano Salles é um dos mais talentosos quadrinista brasileiros. Dono de um estilo único, o desenhista nasceu em 1975, no interior de São Paulo, e mora em Araraquara. Formado em Engenharia Civil e tendo trabalhado como bancário, passou dezoito anos nestas atividades, para então dedicar-se aos quadrinhos. Em 2012, lançou sua primeira HQzine, Luzcia, A Dona do Boteco.
Para a alegria de meus leitores e minha própria, consegui entrevistar o artista, por e-mail, enquanto se prepara para publicar mais um trabalho, depois de L’Amour: 12 oz. Com o objetivo de ilustrar o post, perguntei se Luciano poderia fazer uma arte que tivesse a ver com a temática franco-belga dos quadrinhos, paixão declarada do site tujaviu.com. Como ele já estava com este pensamento na cabeça, as coisas acabaram se encaixando perfeitamente.
Eu, PH, só posso a agradecer a Luciano por toda a atenção que me dedicou e dizer que o desenho ficou simplesmente irado! E não pensem que não reparei na meia do Tintin, onde o cachorro Milu aparece discretamente. Fantástico!
Abaixo, veja a ilustração que ele criou, inspirada no universo idealizado por Hergé, mostrando o Capitão Haddock e Tintin, além de suas respostas para as perguntas que formulei.
Tintin_Haddock
1 – Quando sentiu que tinha jeito para as HQs?
Sempre foi o que gostei mais como leitor. Fiz minha primeira HQ com 37 anos. Antes percorri um longo caminho como engenheiro civil e trabalhando em uma grande instituição financeira. Mas sempre fã, colecionador e admirador destes artistas. Por um motivo de saúde grave, pedi demissão do meu emprego e senti que precisava produzir a minha história em quadrinhos. Foi assim que lancei a HQzine ‘Luzcia, a dona do Boteco’ em junho de 2012. Realmente nunca fui precoce em nada e os quadrinhos demoraram todo esse período para aflorar.
2 – É mais ligado nos comics americanos ou na Nona Arte Europeia?
Já li muito quadrinhos norte-americanos e de lá acabei migrando para algumas coisas europeias. Moebius foi o caminho que me mostrou o que também poderia ser feito. Hoje confesso que leio muito mais publicações nacionais. É claro que quando sai alguma coisa legal, encadernada de alguma publicação norte-americana ou européia e que tenho apreço, procuro comprar.
3 – Enxergo em seu traço algo de Seth Fisher e Geoff Darrow, devido ao grau de detalhes de seus desenhos. Confirma estas influências?
Não tem como você não olhar um desenho desses dois artistas e não ficar impressionado. Claro que admiro demais ambos mas a minha influência direta nos desenhos sempre foi Moebius. E quando você é novo e tenta emular um traço como o de Moebius é certo que seu desenho ficará horrível. Mas sempre admirei tanto que meu traço foi tomando a forma que hoje trago nos meus desenhos. Agora quanto a detalhes, confesso que hoje seguro um pouco a mão no quesito.
4 – Existem outros desenhistas estrangeiros que te influenciaram?
Existem muitos que de uma forma ou de outra te influenciam. Como desenhista você observa linhas, texturas e tipos de arte final que encantam. Ou pela sutileza ou por um traço brusco. E desenhando muito, todos os dias, seu traço tende a se sobrepujar a todas as influência e seu desenho começa a tomar uma personalidade. Acho que é natural a todo desenhista isso. Ter um desespero para que seu traço seja icônico é algo que vai prejudicar no andamento das coisas. Acho que curtir cada desenho, sacar o que funciona e que o faz feliz, sentindo realizado com o trabalho, é o caminho para achar seu traço. Agora voltando a pergunta, acredito que o Frank Miller me instigou quando li Ronin.
5 – O que acha do momento atual dos quadrinhos no Brasil.
Com certeza é o melhor momento e para essa pergunta poderia desenvolver linhas de raciocínio. As publicações autorais estão sendo lançadas como nunca. Algumas editoras, ainda em estado letárgico, estão percebendo o potencial dos quadrinhos. Novas e ousadas editoras como a MINO acreditam no mercado. Um régua não tão calibrada pode ser o Catarse. São tantos projetos que iniciaram sua captação de recurso neste abril/maio de 2015 que é uma lindeza. Sem contar o eventos como o FIQ, a CCXP, Gibicon, a FLiQ em Natal, a Bienal do Livro de Minas que em 2014 dedicou um lindo espaço para os quadrinhos e tive a honra de ser convidado para o evento.
6 – Gosta da Linha Clara, cujo maior representante é Hergé e seu famoso Tintin?
Sim, gosto muito. Não sou um especialista na história das HQ, mas sei que Hergé com sua intitulada Linha Clara revolucionou. Aquelas linhas grossas, quase um ‘infantil ao contrário’ no meu ponto de vista, trouxeram um minimalismo que até hoje é muito usado e sempre será.
7 – O excelente L’amour: 12 Oz data de 2014. Como estão os trabalhos para seu próximo quadrinho?
Estou finalizando as páginas de Limiar: Dark Matter, que é minha nova HQ e será lançada em outubro de 2015. A revista está toda encaminhada e pela minha vontade será um álbum independente. As pessoas me perguntam se a HQ sairá pela editora MINO. A MINO é uma editora fantástica, com pessoas fantástica e de mente aberta como acredito ser o melhor para tudo. Entretanto, Limiar: Dark Matter precisa ser independente. Ela fecha um ciclo que se iniciou em 2013 com O Quarto Vivente. Não digo que é uma trilogia mas acredito que as histórias se conversam. Apesar de nada em comum entre os enredos diretamente, quando acabei de escrever o roteiro do meu novo trabalho, percebi esse fato. Fiz de forma inconsciente um ciclo que se abriu e agora encontra sua outra ponta.
8 – Quais são os desenhistas nacionais de HQs que mais curte?
Que pergunta difícil. De supetão posso citar o Rafael Albuquerque, Greg Tocchini e o Rafael Grampá. Esses ai são os caras que olho e penso: “…velho, eu não desenho nada! Nada!” rs. Mas é impossível não citar o Lourenço Mutarelli (outra grande influência no meu trabalho), o Marcelo Braga, Gustavo Duarte, Camilo Solano, Amilcar Pinna, Roger Krux e poderia ficar lembrando de nomes que acho que adoro o traço. São tantos!
9 – Pensa em fazer carreira  na Europa?
Deixo isso para o tempo. Procuro fazer o melhor que posso, da melhor forma possível e honesta comigo. Não forço nada, mas que não quer dizer que não anseie. Se acontecer, estarei bem preparado. Acredito ser assim que funcione o que chamam de sorte.
Olá, camarada. Tudo bem?
Movido pelo maior Festival de Quadrinhos da América Latina, hoje cheguei em Belo Horizonte e após burocracias hoteleiras, parti para a Serraria Souza Pinto, para ver as montagens finais, retirar minha credencial e encontrar minha mesa.
Fui surpreendido pela recepção afetuosa de todos os envolvidos de alguma forma com o evento.
Todos muito bem treinados, atenciosos, educados e com um sorriso no rosto. Isso desde a chegada ao prédio da Serraria.
Nem tenho como agradecer o carinho com que me receberam e sei que será assim com todos que lá forem! 
Valeu ressaltar que estou com o Apoio Cultural da Mondrian Ambiente, que sempre acreditou nos meus trabalhos e tem sido um grande parceiro amigo e cultural!

Exposição Ícones dos Quadrinhos : FIQ 2013

Exposição Ícones dos Quadrinhos : FIQ 2013
Exposição Ícones dos Quadrinhos : FIQ 2013
Fiz algumas fotos da exposição Ícones, que já estava totalmente montada e, adjetivada justamente com fantástica!
Estarei na Mesa 01, junto do meu camarada, Camilo Solano!
Lá venderei minha recente HQ, O Quarto Vivente, e alguns prints, ambos, por R$ 2O,OO.
Entre esses prints estão Spider-man, Batman, Superman e Watchmen (que está no livro Ícones dos Quadrinhos).
Além da minha HQ e dos prints, também terei exemplares da revista Quatro Estações, que colaborei como artista, para a história de Raphael Fernandes.
Além disso tudo, se você adquirir o livro Ícones dos Quadrinhos e o Mônica(s), que será lançado no Festival, não se acanhe em levar os dois exmplares para eu autografar minhas contribuição para essas lindezas!
Amanhã é o dia!
Nos vemos lá…
Baita abraço.
Luciano Salles.
Exposição Ícones dos Quadrinhos : FIQ 2013

Camarada, em Junho de 2012, lançei minha primeira HQ, ‘Luzcia, a Dona do Boteco’. Aliás, eu a chamo de HQzine, pois tem um formato A5. Todo processo foi manual então, fiz somente 100 unidade e como diria a protagonista da história: ‘Quem comprou, compraste’!

Aqui a resenha mais legal que essa pequena revista recebeu: Quando David Lynch visitou um boteco e virou quadrinista.

Uma oportunidade surgiu e nessa página você verá que existe a versão em Francês, ‘Luzcia, La Patrone Du Bistro’, que ficou muito legal.
Assim, você que tem a curiosidade de ler minha primeira revista, chegou a hora! Clique nas capas para ler.

Forte abraço, Luciano Salles!

Leather Horns by Luciano Salles

Olá, camarada. Tudo certo!

Não é novidade para ninguém que minha maior influência sempre foi o vanguardista e atemporal, Jean Giraud Moebius.
Minha identificação com suas obras e desenhos sempre foram imediatas.
Ontem, ao pensar em fazer esse desenho que chamei de Leather Hornes, sabia que poderia remeter demais ao francês Gir.
Leather Horns by Luciano Salles – Color Full

Todavia, decidi fazer a peça, pois como sempre enfatizei, minha formação como desenhista e quadrinista foi erguida lendo as linhas suaves e poéticas do Mestre, que nos abandonou em 2012.

Para sempre e sempre, Moebius!

Grande abraço!

Luciano Salles.

Olá, camaradas!

Sim, vinte e quatro horas antes do lançamento oficial da minha nova HQ, confira teaser com direção, imagem e edição por Leila Penteado e produção pela Memento 832.

Vale lembrar que a partir do dia 07. 06. 2013, você pode adquirir sua revista por aqui mesmo!

Por enquanto, fique com o vídeo!

Forte abraço.

Luciano Salles.

Camaradas, só posso adiantar que minha nova HQ está ficando bem legal!
Juliett-e Manon é uma garota que irá sacudir algumas cabeças. E como as coisas estão caminhando super bem, decidi, após uma noite de insônia, fazer um desenhão para aguçar a curiosidade de vocês!
Assim, essa é a primeira Teaser Imagem de ‘O quarto Vivente’ e uma breve frase do que está por vir.
Grande abraço!
Luciano Salles.

‘Para a tolerância há um limite que não cabe ao amor’.
O Quarto Vivente, de Luciano Salles.
Onde fica o impacto visual de um desenho?
Onde se esconde a honestidade de um traço?
Na maioria das vezes gosto de detalhes nos meus desenhos. Vocês já devem ter percebido isso! Então,  dependendo do trabalho, posso demorar até 8 horas em uma única ilustração. Isso, desde o sketch a lápis até a última gota de tinta.
Mas, de vez em quando, faço um sketch de trinta segundos, pego direto uma caneta do tipo Chisel (uso Prismacolor chisel tip marker) e faço o mais rápido possível os traços. Esse Superman, por exemplo,  entre o lápis e a caneta gastei menos de um minuto e meio.
Lápis + Prismacolor chisel tip marker.

Hora das cores!
Nesse ícone pop não precisei escolher as cores, lógico! Usei dois tons de azul para o roupa e um vermelho para a capa. Um único amarelo para o cinto e o símbolo. Tempo gasto? Entre uma demão e outra, cinco minutos ao total.
Assim, gastei ao máximo uns sete minutos para fazer esse Clark Kent disfarçado não tão convencional. 
Cores com Prismacolor marker.
Mas um photoshop de fundinho…

É de foder os ventrículos!

Beijos e abraços!
Acabaram as 1oo unidades da minha HQ ‘Luzcia, a dona do boteco’. E como a mesma diria: …quem comprou comprastes!

Muito obrigado pelo apoio e suporte de todos que me ajudaram nessa aventura punk!



Camaradas!
Aqui estão os últimos desenhos que fiz enquanto estava em Paris.
E agora volto com muitas das ideias necessárias para finalizar o roteiro da minha nova HQ.
Algumas alterações e já começo a desenhar esse ano.
MMXIII promete!
Grande abraço!
Cerveau des poissons

Dentes en or

Acordeon

Tenho que entregar um trabalho mas dei uma travada e decidi fazer um segundo The strongest man in the world… .

E ai está!
The strongest man in the world bathed Panoramix.
Minha versão, quase total fiel, de Obélix.
Boa semana a todos!