Olá, tudo bem?
O tão falado caso “amoroso” e policial, Najila e Neymar, não tem nada a ver com o Robert Smith, icônico vocalista da banda inglesa The Cure. Apenas calhou de ter seu nome junto aos outros no título da postagem.
Semanalmente colaboro junto do psicanalista, escritor e autor da série Psi, da HBO, Contardo Calligaris, ilustrando seu texto na Folha de S.Paulo. Essa semana o título da coluna foi “Najila, Neymar e os comentários”.
Ilustração para a coluna do Contardo Calligaris na Folha de S.Paulo por Luciano Salles
Em um texto assertivo, Contardo, mais uma vez, deixa latente sua visão e posiciona o leitor para refletir sobre o assunto neste mundo instantâneo de análises, julgamentos e sentenças. Convido você a fazer a leitura por esse link: http://bit.ly/2UdFNqu
Robert Smith por Luciano Salles
Já sobre o Robert Smith, eu fiz um desenho do cantor e dei de presente para um amigo de longa data em seu aniversário, que se passou na mesma semana. Só isso, nada que o vincule as peripécias contidas nos parágrafos anteriores.
É isso! Fico por aqui enquanto preparo uma curta imersão de dois meses para os meus leitores.
Um abraço.
Luciano Salles.


Sorteio SUPER COMBO
Ontem lancei um sorteio na minha conta do Instagram com dois super combos idênticos:
– EUDAIMONIA (um exemplar);
– Limiar: Dark Matter (um exemplar);
– O Quarto Vivente (um exemplar);
– Print do Superman (tamanho A4 em comemoração aos 80 anos do personagem);
– Print do Batman (tamanho A4 em comemoração aos 80 anos do personagem).
Para concorrer as regras são: seguir minha conta no Instagram, curtir a postagem – link: http://bit.ly/2XKoQH0 – e marcar um amigo ou amiga nos comentários. O sorteio acontecerá no dia 17/06 às 18h.
O ano de 2019 tem sido o ano onde mais trabalhei com ilustrações e commissions. Não posso reclamar de forma alguma dessa demanda, porém, com certeza, atrasa a produção do meu trabalho com quadrinho.
Fiz alguns trabalhos vendidos para o exterior, outros muitos dentro do nosso país, sem contar o meu trabalho semanal na Folha de S.Paulo. Todos os trabalhos para o jornal você pode conferir em um espaço próprio, com botão próprio e sempre atualizado. Deixo aqui o link para você acessar essa página: http://bit.ly/2MJZx6D
Commission: Nino & Rebeka
É isso. Um breve atualização para você, leitor do blog.
Um grande abraço!
Luciano Salles.

Commission enviada para fora do país

Ilustração para o jornal Folha de S.Paulo por Luciano Salles.
Olá, tudo certinho?
Eu recebo o texto na terça-feira ao final da tarde, por vezes no começo da noite e tenho que enviar o desenho finalizado até às 14h da quarta-feira, para a redação do jornal.
O Contardo tem um escrita fluída, de pensamentos rápidos, ligando assuntos que pouco se atrevem ou se interligam, quase como se escrevesse um ensaio; o motivo dessa postagem é tentar fatorar os meios por onde chego na ilustração que será publicada.
Ao receber o texto direto do e-mail dele, já respondo que recebi para ele ficar tranquilo com sua parte do trabalho. Combinamos o uso do e-mail pela praticidade. 
Os textos sempre dão uns “chacoalhões” e isso desde quando eu assinava o jornal físico (a mais de 15 anos). Não sei se a prática de atender pacientes em consultas o conduz para esse formato de escrita mas, de fato, para mim, sempre foi assim.
A primeira leitura que faço é apenas uma apreciação do texto e por isso, evito pensar que terei de ilustrar sobre o que estou lendo. Por muitas vezes, uma segunda leitura se faz necessária apenas para uma melhor compreensão do que foi escrito.
Sketch “podrera” por Luciano Salles.
É geralmente na terceira leitura e essa, mais nas entrelinhas, que começo a refletir sobre o conteúdo ali exposto. Como é um texto corrente, parece que tudo ali foi preenchido como um rio preenche e percorre seu leito. Esse passa a ser meu desafio.
Penso que a ilustração dever ter o poder de atrair e quem sabe, conduzir os olhos do leitor curioso para o que deve estar escrito ali. Sei que o Contardo tem seus fieis leitores mas não custa tentar angariar um novo. Por esse motivo, essa terceira leitura é bem mais crítica, onde procuro algo que o Contardo não escreveu mas ficou velado entre tantas sentenças.
Foto da página do caderno Ilustrada.

Para o texto desta semana, especificamente, o que me atinou foi o fato de que precisamos de fantasias para viver. Não só nos aspecto sexual, como o texto viceja, mas vivemos em prol de fantasias que criamos, acreditamos e realmente são necessárias (as saudáveis no aspecto social geral).

Dentro de toda essa amplitude e carga contextual, convido para a leitura do texto por esse link http://bit.ly/2DT54RI para seguir a trilhas e passos que procurei tomar para chegar na arte publicada.

Fico por aqui no aguardo de comentários, compartilhamentos, sugestões e o que mais quiser inserir logo abaixo.
Um abraço.
Luciano Salles.
Olá, tudo bem?
Esse é um post bem diferente do que costumo fazer mas tive vontade de contar minha viagem.
Precisava comprar alguns itens e suprimentos para os meus desenhos e assim aproveitei que minha esposa faz um curso de formação em Filosofia do Yoga no Instituto Paulista de Sânscrito e, de supetão, estava em São Paulo (isso na sexta-feira passada).
Arte do evento editada as pressas pelo Guilherme Lorandi

SEXTA-FEIRA

Já na capital caótica, entrei em contato com o Guilherme da Loja Monstra (antiga Gibiteria) pois sabia que haveria um troca-troca de gibis e me ofereci para estar ali, levar alguns exemplares de EUDAIMONIA e autografar.
Um detalhe importante! Eu sabia que meu amigo Orlandeli também estava na cidade e perguntei se ele gostaria de participar dessa sessão de autógrafos para quem estivesse na Monstra. Ele topou, o Guilherme deu uma leve alterada no evento e no sábado estaríamos lá.
Orlandeli e eu na Loja Monstra. Apesar de
marcado bem em cima da hora, o evento foi
demais!

Dica! Aproveito e deixo aqui meu agradecimento ao Guilherme, a Loja Monstra e convido você para conhecer o espaço incrível com muitos títulos do Quadrinho Nacional e todo catálogo de HQ que possa imaginar.


Depois de toda essa agitação on-line que fiz para o sábado, fomos eu e minha esposa na Livraria Sol, que fica no bairro da Liberdade, logo em frente a saída do metrô na Praça da Liberdade. Achei o que queria e partimos para a loja A Casa do Artista. Não encontrei o papel Winsor & Newton de tamanho A3 que uso diariamente mas havia um único bloco A4 que é o tamanho que uso para fazer as ilustrações para a Folha de S.Paulo. Garanti esse!
Por falar da Folha, eu e o Contardo Calligaris (que é o autor da coluna que ilustro para o jornal) havíamos combinado de nos encontrar para um café na Livraria Cultura do Conjunto Nacional. Finalmente nos conhecemos pessoalmente e conversamos por horas. Aqui enfatizo que o tempo aprontou, como sempre faz, quando algo é prazeiroso.
Autógrafo do Moebius em um exemplar do BlueBerry.
Falhei em não anotar o nome do dono da revista.

SÁBADO

Logo pela manhã minha esposa foi para seu curso e eu atrás do bloco A3. Fui até a Papelaria Universitária e lá encontrei o A3 mas da marca Hahnemühle. Com as mesmas especificações do Winsor & Newton que gosto de usar; tipo Bristol, gramatura alta e de superfície extra lisa, comprei e vou testá-lo em breve.
Com uma boa janela de horário até a sessão de autógrafos na Monstra, decidi ir até o MIS visitar a exposição Quadrinhos que teve a curadoria do amigo Ivan Freitas da Costa. Uma exposição linda, com inúmeros originais (inclusive esses autógrafos do Moebius), muito bem montada e disposta pelo prédio. Aproveitei por horas lá dentro mas confesso que a iluminação não me foi favorável (em alguns ambientes) pelo fato de não enxergar tão bem.
Dali fui para a sessão de autógrafos com o Orlandeli. Quer saber do resultado do evento na Loja Monstra? Foi fantástico!
DOMINGO
Logo pela manhã fui até ao Instituto de Sânscrito com a minha esposa, que teria aula até às 12h.  Queria conhecer a escola. Voltei caminhando para casa do meu irmão pois tinha o compromisso de desenhar muito com minha sobrinha, Julia. Aproveitei para fazer o trajeto por dentro do Parque da Aclimação o que deixou a manhã ainda mais agradável.
Foi um final de semana tranquilo e recompensador.
Um abraço.
Luciano Salles.
“Reimo” foi um dos personagens criados
no encontro. Foto cedida pela instituiçao.

Olá, tudo bem com você?

No dia 10 de maio, dei uma aula de desenho e criação de personagens na Fundação CASA (Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente) que, antigamente, tinha o nome de FEBEM.

ADENDO: devido às normas da instituição, fotos dos internos não são permitidas e por isso, para ilustrar a postagem, usei um desenho resultante da oficina.

Estava com tudo preparado. A apresentação para projeção, exercícios práticos, exercícios para reflexão e expansão da percepção, folhas de sulfite, lápis e tudo mais para boas horas de trabalho.

Era hora de ir para a Fundação Casa.

Como disse, estava com tudo preparado em minha mochila mas, a partir do momento que olhei a porta de entrada da Fundação, percebi que não estaria apto para o que encontraria.
Passando a primeira porta, recebi uma revista de praxe em uma sala minúscula com apenas um banco de alvenaria. Dali seguimos por um caminho tranquilo e entramos em um prédio que mais parecia uma escola. Um corredor com salas nas laterais.
Ao final do corredor viramos a esquerda, andando um pouco mais e saímos dessa área; paramos em frente a uma porta de barras de ferro de aproximadamente 4 cm de diâmetro. Entramos por ali e ficamos enclausurados entre essa porta e outra totalmente fechada com apenas um pequeno vidro escuro. Avisaram que era a funcionária “Juliana” com o rapaz que daria o curso de desenho. Nossa passagem foi liberada.
A sensação e sentimentos que tive foram de apequenar minha existência. Fiquei angustiado com aqueles muros de mais de 4 ou 5 metros de altura além de metros e metros de concertinas. Antes deste muro ainda havia um gradil muito alto.
Ela me levou onde aconteceria a aula e começamos a montar o projetor quando um menino apareceu na porta. Era um interno. Uma criança.
Percebi que para os funcionários, aquele é um ambiente normal de trabalho e a situação passa a ser rotineira e, de certa forma, comum. Qualquer pessoa que trabalhe em um local de reclusão de pessoas se acostuma com o ambiente assim como nos acostumamos a trabalhos em bancos, contando muito dinheiro que não é nosso, ou qualquer outro lugar de trabalho.
Os meninos iam entrando e a turma se formou com 12 garotos entre 15 e 18 anos. Entre os que estavam diretamente envolvidos na oficina (eu e a garotada reclusa), eu era o único branco.
As duas horas e trinta minutos passaram num piscar de olhos e a oficina foi fantástica com um resultado incrível! Fechamos a oficina, fizemos uma foto muito legal de toda turma, nos despedimos com abraços e voltei para o meu estúdio.
Ainda penso muito sobre essa oportunidade incrível que tive.
Ainda penso muito naqueles muros e concertinas.
Ainda penso muito em como meninos entram e saem em um fluxo quase que “natural” pela instituição.
Ainda penso muito que nascer aqui ou ali, determina, em grandes percentuais, sua passagem por um centro de reclusão e ressocialização.

Ainda penso muito.

Um abraço.

Luciano Salles.

Olá, tudo bem?
Vamos para dois assuntos em um único post: 
#mickeyfeio #mickeyfeio2019 por Luciano Salles
#mickeyfeio
Pelo que pesquisei, essa é a sétima edição do Concurso Mundial Mickey Feio que foi idealizado pelos designers pernambucanos Stuart Marcelo e Cecília Torres. Eu não conhecia esse “concurso” mas vi a hashtag e fiquei com vontade de fazer um Mickey feio.
Fiz o desenho, liguei o computador, abri o Photoshop e fiz as cores em, no máximo, 10 ou 12 minutos. Deveria ter cronometrado pois acredito que nem deu tudo isso de tempo e esse fato me levou a uma séria reflexão: “por que diabos esse não é meu traço? Faria tudo 20 vezes mais rápido!”
Quadrinho para a Folha de S.Paulo.
Na última quinta-feira, como de costume, ilustrei a coluna do Contardo Calligaris de uma forma narrativa. 
Não gostei tanto do trabalho publicado devido a inúmeros motivos; não é nenhuma ideia original, não fiquei contente com minha arte-final e alguns outros que não vem ao caso.
Mandei um e-mail para o Contardo revelando esses sentimentos quanto a ilustração (abusei do meu colega psicanalista) e para minha surpresa, ele havia gostado. Fiquei mais aliviado.
Ilustração para o jornal Folha de S.Paulo por Luciano Salles
Como ilustrador, sempre me proponho a cavar algo que ficou implícito no texto e por esse viés, a ilustração foi acertada.
Deixe seus comentários!
Um abraço.
Luciano Salles.
Commission por Luciano Salles
Olá, tudo bem?
No meio de fevereiro recebi um pedido de commission (termo utilizado para a encomenda e compra de um trabalho original e exclusivo), de um cidadão norte-americano que reside especificamente no estado da California.
Todos os processo formais formam feitos, fiz o desenho com o tema que ele queria e enviei para o endereço indicado.
O comprador recebeu o trabalho e de forma educada e pragmática como os americanos são, disse que amou o desenho mas enfatizou estar um pouco confuso quanto ao tamanho do trabalho. 
ELE TINHA RAZÃO! Eu recebi a encomenda em formato A3 e, simplesmente, fiz a arte no formato A4. Não sei o que me levou a isso! Onde eu estava com minha cabeça durante todo o tempo que fiz o desenho? Por qual motivo não revisei nossas trocas de mensagens antes de confirmar o tamanho da encomenda?
Sinceramente? Não sei…
Fui educado pelos meus pais a assumir qualquer erro que tivesse cometido e vou confessar que errei muito! Se errou, assuma, diziam eles. Faça um sincero pedido de desculpas e repare o erro o quanto antes.
Foi o que fiz. Pedi desculpas pelo ocorrido. Expliquei que não entendi o que me motivou a fazer o desenho no tamanho errado e que estava claro que a arte deveria ser em tamanho A3. Aliás, um detalhe importante: eu cobrei o valor por uma arte no tamanho A4 então estou ciente também do prejuízo financeiro que terei (meu tempo desenhando, o custo da postagem, papel, tintas, embalagem e correios).
Entretanto erros acontecem e hoje começo o novo desenho para o californiano e que tanto aprecia meus trabalhos.
Um adendo: enfatizo que a instituição financeira que trabalhei, principalmente onde comecei (Banco Real), tinha uma política de que erros acontecem, devem ser entendidos, não repetidos e reparados de forma rápida e sem custos para o cliente.
Retrabalho é chato mas estou fazendo como se fosse a primeira encomenda. Aliás, vou fazer um desenho totalmente diferente do que está ilustrando o post.
E você? Já errou “gostoso” assim?
Deixe suas cagadas nos comentários e vamos nos consolando…
Um abraço.
Luciano Salles.
Ilustração para a coluna do Contardo Calligaris na Ilustrada da Folha de S.Paulo
Foto da qualidade da impressão com essa
escolha de cores
Olá, tudo bem?
Não tenho uma resposta exata para a pergunta que dá nome ao post e, principalmente, quando a impressão será feita para um jornal. Não entendo sobre impressão gráfica, não tenho um traquejo em cores e faço tudo o que faço, basicamente, no instinto. Você pode se perguntar: isso é bom? Claro que não!
Sempre defendo para quem se pretende ser um desenhista, ilustrador ou quadrinista, que faça um curso de desenho, de cores, perspectiva e tudo mais o que puder aprender. Não tive essa oportunidade devido aos caminhos que escolhi (e não me arrependo) porém, sinto falta de algumas ou bastantes orientações.
Digo isso pois é sempre uma dificuldade acertar as cores das ilustrações que envio para a Folha de S.Paulo. 
A ilustração dessa semana ficou fantástica na impressão do jornal porém, a da semana passada, não ficou exatamente como eu esperava que ficasse. O problema não é da impressão do jornal e sim das escolhas das cores e suas variáveis dentro do espectro CMYK. 
Na próxima semana entrarei em contato com uma pessoa na Folha que entende muito sobre processo de impressão e tratamento de imagens no jornal.
Assim que tiver maiores informações sobre o que aprender e o que me for passado, um novo post com informações precisas será feito.
Um abraço!
Luciano Salles.
Olá, tudo bem?
Ontem fiz uma thread em minha conta do Twitter sobre a dificuldade que encontro para produzir minha nova HQ. Vou replicar aqui:
Queria muito ter um boa notícia ou um post melhor para fazer mas por enquanto é isso.
Um abraço.
Luciano Salles.