Um ano de parceria com a Maria Homem na Folha de S.Paulo

Ilustração para a coluna de 29/08/2022

Há um ano fiz a primeira ilustração para um texto da Maria Homem. Um texto para sua recente coluna na Folha de S.Paulo.

Ilustro para o jornal desde 2015. Aliás, sei que minha estreia foi em maio de 2015, mas não me recordo da data. Lembro exatamente como aconteceu o convite para fazer freelas para a Folha, da matéria que me foi pautada, mas a data? Por que será que essa data não me recordo? Posso dar um Google, olhar aqui no meu blog, mas não localizo em minha memória. O que faz marca tão evidente em algo a ponto de se comemorar um aniversário?

Talvez por que ilustrar a coluna da MH tenha acontecido por conta do falecimento do Contardo Calligaris? Não exatamente por conta da morte, mas sim, talvez, dos laços que se atreveram a se conectar e então, pelas contingências, um vínculo se fez?

O Contardo teve um rápido e grande impacto em minha vida (quase dois anos ilustrando os textos dele pra Folha). A Maria era esposa, a companheira do CC. O último desenho que fiz para a última coluna (póstuma) do Contardo ficou meses ao lado da minha mesa de trabalho. Eu sabia que ele estava ali, ao meu lado, dentro de uma pasta preta cujos elásticos haviam arrebentado.

Fiz o movimento de não querer que aquele desenho ficasse onde estava. Ali não era lugar para aquele desenho que tive que fazer em tão pouco tempo. Eu sabia que ali dentro da pasta não era o lugar dele. Queria que aquela peça, tivesse um local, seu lugar adequado. Fiz o movimento atrevido e agora, enquanto escrevo este texto, me pergunto: há algum local que seja adequado para alguma memória?

Não é para ser um texto triste, muito pelo ao contrário! É que geralmente fazemos balanços, reflexões em nossos aniversários. Enfim, hoje comemoro o primeiro ano de parceria com a Maria Homem em sua coluna para a Folha de S.Paulo.

Deixo aqui o link para você conferir todas as ilustrações desta colaboração.

Obrigado, MH.

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