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Mostrando postagens de 2020

Acionei meu plano B: sendo quadrinista e ilustrador, recomendo ter estratégias nas mangas

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Olá, como vai?
É difícil ser artista no Brasil.
A frase pode soar genérica, cômoda ou mesmo apenas repetitiva, mas que é difícil ser artista no Brasil, isso é uma verdade.
Não só artista. Arriscaria dizer que deve ser difícil ser artista em qualquer lugar do Globo Terrestre (a Terra não é plana).
Estendo esse fato para os(as) atletas e tantas outras profissões onde você depende, exclusivamente, de você. Deste modo, se está contido entre os habilitados que citei ou impliquei, tenha planos para os eventos que não são de sua alçada ou que estão fora de seu controle; tenha um plano A, tenha um plano B e por que não, um plano C.
A pandemia e a crise vieram de forma tão brutal e avassaladora que quando percebi havia acionado meu plano B. Vinha me preparando desde 2015, mesmo sem saber, perceber ou "se" – e de qual forma – o botão de ignição seria pressionado.
Retrocedo. O começo de 2020 foi promissor. Tinha contratos e eventos para cumprir até julho/agosto, além de estar no núcleo de ar…

FLIP DRAW A3: recebi essa incrível prancheta da MOCHO

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Olá, como vai?
Na segunda-feira recebi um pacote com a etiqueta da MOCHO. Pelo tamanho e peso, suspeitei o que poderia ser (ainda não sabe o que é a MOCHO? Confira logo abaixo e visite o site).
Era o novo lançamento FLIP DRAW A3 MOCHO, uma prancheta portátil, com 6 possibilidades de inclinação, base giratória e composta por apenas 5 peças de encaixe.
Eu que sempre desenhei direto na mesa, estava sentindo necessidade de uma prancheta e essa veio para resolver minha dor no pescoço. Apesar de ser A3, ela cabe na minha mesa e ainda consigo fazer as cores digitalmente usando ela e Photoshop.
Para facilitar, fiz um vídeo no IGTV do meu Instagram e subi ele para o meu canal do YouTube. Você pode conferir a prancheta no vídeo logo abaixo:

Agradeço a MOCHO por enviar o produto e recomendo – se ainda não tem uma prancheta – que confira o valor dessa (R$159,90) e das demais, pois vale cada centavo investido.
Um abraço.
Luciano Salles

Ilustração e texto completo do Contardo Calligaris para a Folha de S.Paulo: "Outra causa da morte de Miguel"

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Olá, como vai?
No meu Instagram(que faço o convite agora para seguir clicando aqui), publiquei a ilustração da semana na Folha de S.Paulo e para o texto do parceiro de coluna, Contardo Calligaris.
Ali avisava que o todo conteúdo do texto seria inserido aqui pois acho válido que muitos tenham acesso.
Eu não sou pai, tenho três sobrinhos e, mesmo assim, me coloquei no lugar (seja em qual for o lugar) no caso do menino Miguel, que despencou de um prédio no Recife.
Segue o texto para reflexão:
"Mais uma causa da morte de Miguel
No dia 2 de junho, no Recife (PE), um menino de 5 anos, Miguel Otávio, caiu do nono andar de um prédio de alto padrão e morreu.
Miguel estava naquele prédio acompanhando a mãe, Mirtes Renata, empregada doméstica de uma família composta por Sari Corte Real, Sérgio Hacker, prefeito de Tamandaré (no litoral do Estado) e os dois filhos pequenos do casal.
Mirtes desceu para passear com a cachorra da família. Enquanto isso, uma manicure estava fazendo a unha de Sari.
Miguel …

Ilustração editorial: como faço para chegar até o desenho

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Olá, como vai?
Decidi falar sobre a ilustração que fiz para a coluna do Contardo Calligaris, publicada hoje na Folha de S.Paulo, somente para tentar mostrar como trabalho com ilustração editorial, ou mesmo, como faço para chegar até o desenho a partir das referências e da abertura em escutar o próprio autor do texto.
Um dia antes de receber o e-mail com a coluna, Contardo me antecipou o título "O triunfo da morte" e o que pretendia explanar; para tal, citou duas referências: uma foto do Pedro LadeiraFolhapress – e o afresco O triunfo da morte, de autoria desconhecida (ou incerta), podendo ser de Guillaume Spicre, de Bordonha ou Pisanello.
Com o texto e referências em mãos, comecei a trabalhar mentalmente de qual forma as informações que tinha se relacionavam. Num primeiro momento, poderia sair desenhando por desenhar, mas pensar, correlacionar as referências, sondar as entrelinhas do texto, além de acontecimentos anteriores relacionados, as práticas do atual governo aditivad…

Dissecando a ideia do meu quadrinho L'Amour: 12 oz

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Olá, como vai?
Pode parecer estranho que eu, como autor, faça uma postagem para esmiuçar uma história em quadrinhos que escrevi e desenhei em 2014. Faço por vários pedidos que recebi nesse intervalo de quase seis anos desde a publicação e por ter recebido novamente essa solicitação, mas para escrever aqui no blog.
Algumas coisas já comentei em entrevistas e por isso mesmo, posso soar redundante. Minha intenção não será explicar a obra – outra demanda para que sou solicitado –; é claro que não farei isso!

Porém, acho que posso trazer pormenores que agrade quem aprecie essa história em quadrinhos, que tem por premissa básica duas histórias de amor que acontecem ao mesmo tempo 1) de um antigo pugilista e seu moribundo marido, 2) ao mesmo tempo que é narrado o início de uma outra história de amor que acontece com sua neta (isso não é spoiler apesar de muitos leitores não perceberem esses fatos).
A origem de L'Amour: 12 oz (lê-se L'Amour, doze onças) Como sempre acontece, o ato de …

Ser ilustrador da Folha de S.Paulo

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Olá, como vai?
O título da postagem é algo que escuto muito em forma de pergunta, afinal, "como é ser ilustrador da Folha de S.Paulo?" Existem outras vertentes dessa pergunta: "como você fez para ser ilustrador da Folha?" ou ainda, "como faz para trabalhar com arte para um jornal?"
Infelizmente não tenho resposta, afinal as coisas acontecem e por vezes temos o controle e outras vezes não. A Folha aconteceu comigo sem eu perceber até eu estar desenhando para o jornal. Foram conjunções, encontros e oportunidades não desperdiçadas. Sorte? Não sei se seria um caso de sorte, até porque, o que é a sorte?
Para não fugir do tema e se você tem a ideia de ilustrar para algum lugar ou trabalhar profissionalmente com desenho ou ilustração, mas ainda não tem seu nome entre editores, monte um site, um blog, uma página no deviantArt, no Artstation (ou onde preferir), e consolide ali seus trabalhos. Se você já participou de algum curso, bate-papo, mesa ou mesmo uma conv…

Algo diferente do que sempre faço

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Olá, como vai?
Fiz uma postagem no Instagram e desenvolvi ali, um rápido e curto texto, sobre o desenho que publicava. A tentativa era fazer o perfil de um rosto com o mínimo possível de linhas na tentativa de manter o meu traço. Desenhei rapidamente a cabeça e como parecia conhecer aquela pessoa, resolvi colocar um heróico topete e estava revelado que havia rabiscado o rosto do Clark Kent.
Insiro aqui o texto que fiz no Instagram(aliás, se ainda não segue minha conta no IG, convido a segui-la): "Estudo pouco desenho; praticamente nada. Tudo o que faço é por demanda e não me considero um preguiçoso por isso. 
Você então pode se perguntar se eu me pergunto se deveria estudar mais.  Eu não faço essa pergunta. O desenho é, e sempre foi, intuitivo pra mim (não quero dizer fácil) e não me gabo por isso. Acho que desenho porque observo as coisas com atenção. Não tenho uma memória fotográfica, mas procuro entender, por exemplo, quando coloco o macarrão na água quente, como ele vai entrando,…

A angústia de um quadrinista da série C

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Olá, como vai?
Antes de começar, preciso explicar o enunciado; a citada série C, refere-se às nomeadas categorias disputadas pelo futebol brasileiro e que certa vez citei como exemplo ao amigo e editor da Balão Editorial, Guilherme Kroll. Lembro que em determinado momento da conversa, achou injusto da minha parte me inserir dentro deste contexto e especificamente nessa série, mas apresento algumas ponderações.
Não estava me rebaixando como quadrinista pois considero a série C do futebol nacional uma liga disputada, honrada e onde as partidas são embatidas em sinônimo de igualdade; lembro ainda que defini para chegar nesta chamada série C, os seguintes critérios.

Existem os quadrinistas, artistas ou ilustradores do tipo:
Champions League; – Série A do Brasileirão; – Série B (seja qual for o campeonato); – Série C (seja qual for o campeonato); – E as séries continuam (e podem continuar) da forma como quiser, pois meu critério se encerrou onde me encaixava na época e onde ainda me enc…

De volta ao modelo antigo

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Olá, como vai?
A quanto tempo que não nos vemos por aqui?

A última vez foi em um outro mundo, onde uma pandemia seria algo que soaria como um futuro distópico, coisa de filme; mas aconteceu e como sempre foi sabido mas nunca assumido, somos impotentes a natureza, a sua força, as suas mutações, tão naturais e seletivas que só estamos aqui por ela. Somos poeira, talco, regolito soltos nesse vasto universo.
Quer saber o motivo da minha ausência?
Foi simplesmente por uma tentativa de mudar a plataforma do blog. Tive o privilégio de ganhar um site novíssimo, lindo, interativo e todos os maiores elogios que puder fazer mas, entretanto, não conseguia me acostumar com a plataforma, sentia dificuldades para fazer atualizações.
Tenho que agradecer publicamente ao Alysson, que me presenteou com aquele lindo site, blog, loja e que tentei (ah, como tentei) me afeiçoar a ele. Não consegui e por isso pedi – para a mesma pessoa que tão espontaneamente fez tudo aquilo pra mim –, para que voltasse a m…