Luciano Salles é quadrinista e ilustrador da Folha de S.Paulo.
Autor da histórias em quadrinhos EUDAIMONIA (2017, Publicação independente/Catarse), Limiar: Dark Matter (2015, Publicação independente), L’Amour: 12 oz (2014, Editora MINO), O Quarto Vivente (2013, Publicação independente) e da HQzine Luzcia, a Dona do Boteco (2012, Publicação independente).
Contato: lucianosalles@dimensaolimbo.com

31.3.19

HQ para a Folha de S.Paulo: "O que está em jogo na visita de Bolsonaro a Israel?"

O que está em jogo na visita de Bolsonaro a Israel? por Luciano Salles
Olá, tudo bem com você?

Na edição de hoje da Folha de S.Paulo, você pode ver meu trabalho no caderno Mundo. O que foi legal em toda essa empreitada é que tive a liberdade para fazer o roteiro do "quadrinho". 

A proposta era produzir uma história em quadrinhos retratando a "vontade" do Presidente Bolsonaro em mudar a localização da embaixada do Brasil em Israel. A troca seria da cidade de Tel Aviv para Jerusalém, assim como já fez o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Recebi a pauta na quinta-feira de tarde com o prazo para entrega na sexta-feira à noite.

Não sei se reparou mas no primeiro parágrafo, coloquei a palavra quadrinho entres aspas pois montar o roteiro de uma HQ (de uma página) que contém tantas informações e viéses é, definitivamente, um desafio.

Não há espaço para a dinâmica que uma HQ necessita e assim fiz (com o apoio do repórter Daigo Suzuki) um compilado dos melhores pontos tendo a tarefa de ligar cada situação.

Fazer um quadrinho na capa do caderno Mundo, em jornal com o alcance que tem a Folha de S.Paulo é uma tremenda responsabilidade.

São quase 50 mil exemplares com uma HQ logo na cara em um espaço importante do periódico. Alguns pensamentos ecoaram depois de entregar os arquivos:

– Quantas pessoas que nunca leram ou não tem o costume de ler um gibi, uma sequência narrativa com texto e imagens e, de supetão, folheando o jornal, se interessam pela página?
– Quantas pessoas podem gostar do que viram e, de repente, bate aquela nostalgia de comprar um gibi na banca?
– E se uma criança que gosta de desenhar olha aquilo e ficar fascinada com a opção de ler uma história interagindo com imagens?

Por Luciano Salles
E principalmente:

– Como fazer os desenhos serem facilmente assimilados devido a restrição de espaço, excesso de conteúdo que a própria ocasião gera e aberto para todo tipo de público? Quem lerá será um(a) operário(a), um(a) professor(a), um(a) juiz, simpatizantes e não simpatizante ao Presidente, pessoas que entendem de geopolítica, enfim, uma diversidade fantástica!

É um desafio fazer algo que seja didático e também, de certa forma, nada como costumo fazer em minhas histórias. Essas são questões que sempre surgirão.

Espero que tenha gostado do conteúdo da postagem e deixe seu comentário.

Um abraço.

Luciano Salles.

28.3.19

Ilustrações de fevereiro e março para o jornal Folha de S.Paulo

Oi, tudo bem?

Se você acompanha o blog, já sabe que ilustrei a coluna do Daniel Furlan de agosto e 2018 até março 2019. A notícia de não continuar a desenhando para a coluna foi, com certeza, uma notícia triste para mim.

Continuo ilustrando para a Folha de S.Paulo e agora estou desenvolvendo um novo trabalho (e um grande desafio pessoal) para o jornal.

Enfim, seguem as ilustrações de fevereiro e março de 2019 para a coluna da Ilustrada.
Ilustrações para o jornal Folha de S.Paulo
Ilustrações para o jornal Folha de S.Paulo
Fico por aqui.

Um grande abraço!

Luciano Salles.

25.3.19

Minha última ilustração para a coluna do Daniel Furlan

Ilustração para a coluna do Daniel
Furlan
, na Folha de S.Paulo.
Olá, tudo bem com você?

Nessa segunda-feira, publico minha última ilustração para a coluna do Daniel Furlan na Folha de S.Paulo. Continuo ilustrando para o jornal com apoio irrestrito da minha super editora.

Foram 8 meses de parceira entre agosto de 2018 até 25/03/2019. Reconheço que gostava muito de fazer as ilustrações para os textos, mas tudo tem um início e um término. O importante é que continuo a ilustrar com alguns novos desafios solicitados pelo jornal.

Agradeço imensamente as inúmeras mensagens de leitores e as pessoas que gostavam do trabalho que fazia na coluna. Agradeço a minha editora por montar esse time com o Furlan. Agradeço ao Daniel pela parceria nestes 8 (oito) meses de colaboração. Estou triste, mas grato pela oportunidade que me concederam. Muito obrigado.

Esse é o link para a leitura da coluna: https://goo.gl/LQ6VaE

Um abraço.

Luciano Salles.


Compre agora EUDAIMONIA, minha última publicação em quadrinhos que teve 3 (três) indicações para o troféu HQMIX! Sua HQ chegará autografada e com dedicatória.

15.3.19

Duplo, eu [novidade 02]

Miniférias
Olá, tudo bem?

Da primeira postagem sobre minha nova HQ – Duplo, eu [novidades 01] – pouco fiz até então. Alguns trabalhos encomendados, alguns dias atribulados e uma miniférias de 3 dias na Serra da Canastra, resultaram em somente duas páginas desenhadas.

De volta aos trabalhos, reenergizado por montanhas e cachoeiras, agora o foco é intenso na HQ!

Vamos as [novidades 02]:

07. Pretendo desenhar todas as páginas em 6 meses;
08. O Catarse por assinatura ainda é uma ideia que preciso estudar um pouco mais e logo defino se farei ou não;
09. Se decidir pelo Catarse por assinatura, ele vai durar somente 6 meses ou o tempo que levar para desenhar a revista. Se desenhar tudo em cinco meses, vai durar somente cinco meses;
10. A revista terá quase 80 páginas porém, quero que o preço fique entre R$20,00 e R$30,00.

Se ainda não tem meu último lançamento aqui está o link para adquiri-lo. É só clicar na imagem. Sempre envio a revista assinada com dedicatória!


Muito obrigado por acompanhar o blog e seu comentário é sempre bem vindo e será respondido. Por enquanto é isso. Agora é desenhar, desenhar e desenhar!

Um abraço.

Luciano Salles.

5.3.19

Que viagem!

Ilustração de 04/03/2019 para
a Ilustrada, por Luciano Salles.
Olá. Tudo bem com você?

Sabe, eu ilustro para o jornal Folha de S.Paulo desde 2015.

Comecei fazendo ilustrações esporádicas, ou de forma "freelance", como é denominado – infelizmente – na linguagem falada (não gosto e evito usar termos em inglês para palavras tão bonitas da língua portuguesa mas é claro que muitas vezes falho).

Retrocedendo para o meio dos anos 80, sempre adorava ler e recortar as tirinhas do Laerte, Angeli, e Fernando Gonzales que eram publicadas no caderno de cultura Ilustrada da Folha e S.Paulo além de algumas ilustrações que me encantavam pelo jornal. Guardava tudo em uma pasta verde de elásticos, junto da minha honrada "coleção" de uma dezena de gibis. Deixava tudo exposto, decorando, uma peça que havia no quarto. Tudo isso em Araraquara.

Hoje, quase 35 anos depois, ilustro semanalmente para o mesmo jornal em uma coluna assinada pelo ator Daniel Furlan. Eu nunca imaginei, nem em sonho, que isso poderia ser possível. Até porque, era algo tão distante da minha realidade que jamais tive a intensão de trabalhar com meus desenhos.

O que fazia eram desenhos diários mas sem vínculos com nada. Se estivesse com vontade de desenhar a cadeira da cozinha, desenhava. Se estivesse com vontade de desenhar um bode com tetas, desenhava. Se fosse a vez do homem-Aranha, desenhava.

Matéria com meu trabalho na
Folha Ilustrada.
Desde de então, uma ou duas vidas se passaram, até que um dia, saiu uma reportagem sobre meu trabalho como quadrinista, naquele mesmo caderno de cultura, do mesmo jornal, que eu recortava as tirinhas. Aquilo já foi estranho demais para mim. Quem assinou a matéria foi o camarada, Télio Navega.

Como se não bastasse, um grande amigo e fotografo chamado Mastrangelo Reino, organizou um evento onde haveria exposições de fotos, música ao vivo e uma oficina de diagramação em jornal. O que me interessou para ir ao evento foi essa tal oficina. Sinto uma enorme dificuldade em diagramar qualquer coisa e pensei que, mesmo que fosse sobre diagramação em jornal, de alguma forma seria extremamente útil.

Cheguei com antecedência de umas duas horas do horário da oficina e de repente, quem iria ministrar o curso sobre diagramação era a pessoa que havia montado aquela mesma reportagem comigo na Ilustrada (essa da imagem ao lado). Ela me reconheceu e disse que havia trabalhado na matéria sobre meu trabalho com quadrinista.

A partir de então, o papo e a afinadade aconteceram. Como sempre ando com meus quadrinhos em minha mochila, ela ficou com um exemplar de O Quarto Vivente e de L'Amour: 12 oz. Folheou as revistas e me perguntou (ali mesmo) se eu desejava ilustrar esporadicamente para o caderno de cultura Ilustrada do jornal Folha de S.Paulo (aquele mesmo que eu fazia os recortes).

A Thea era a editora de arte do caderno.
Foto da oficina sobre diagramação. Não tenho os créditos
para a foto.

Após a oficina, fomos almoçar juntos no Frios da 7, um restaurantinho com uma comida bem caseira e sempre deliciosa, bem próximo ao evento.

Desde esse dia, eu nunca mais vi fisicamente a Thea, minha editora. Sempre nos falamos mas nunca nos vemos.

Um dia (ainda esse ano) vou para São Paulo me encontrar com ela, conhecer a redação do jornal e agradecer pessoalmente a oportunidade que ela me concedeu.

Um abraço.

Luciano Salles.

1.3.19

Arte para um rótulo de cerveja premiada!

Jessye N. para o rótulo da cerveja "Opera Jessye N." por Luciano Salles
Olá, tudo bem?

Ano passado fui contratado para fazer a arte de um rótulo para a cervejaria Ópera.

A bebida de nome Opera Jessye N, em homenagem a soprano estado-unidense, Jessye Mae Norman, uma da mais admiradas cantoras contemporâneas de ópera, acabou de ser lançada e faturou o prêmio de melhor IPA sul-americana.
Rótulo finalizado, aprovado e com as especificações para a ce

Após ouvir e assistir ela cantando, fiquei encantado com o perfil eolhos de Jessye, isso é claro, sem contar sua voz. Como não costumo ouvir ópera então, não conhecia a cantora.

Fiz o desenho para o rótulo e não economizei no espaço mesmo sabendo das inúmeras e inúmeras especificações necessárias que a estampa da bebida deve trazer. Deixei o "problema" para a RIMA design, da minha talentosíssima amiga, Marina Amaral, resolver.

O rótulo ficou perfeito, a cerveja ficou pronta e já levou um prêmio (terceiro lugar) como melhor IPA das Américas.
Imagem fornecida pela RIMA.

Para quem se interessa por questões técnicas, seguem as especificações que a cervejaria forneceu para eu inserir e deixar o post mais legal:
Imagem cedida pela cervejaria Ópera.

Nome: Opera Jessye N.
Estilo: BLACK IPA
ABV: 5,5%
IBU: 60

Descritivo breve:  Jessye N. Black IPA é nossa homenagem à cantora lírica Americana, homônima, de voz ímpar e presença marcante!  Essa black India vai te surpreender com um trio bacana no DRY HOP: CITRA, ELLA e MOSAIC, ficou interessante. Água muito bem filtrada e corrigida de sais, ficou uma pegada suave, valorizou o crisp final, mantendo um drinkability interessante. Fermento americano WLP 001 foi a bola da vez, com uma fermentação limpa, só resta sentir os aromas frutados dessa trinca de lúpulos! Saúde!

Lúpulos: Chinook, Centennial na fervura e late hopping; Citra, Mosaic e Ella no dry hop.

Harmonização:  Comida condimentada, linguiças, Hamburgueres e queijos.

Ainda não provei a cerveja mas, logo em breve, haverá um evento de lançamento com uma sessão de autógrafos na Cervejaria Ópera. Estarei lá rabiscando rótulos!

Não sou grande fã de cerveja mas essa quero experimentar legal.

Um abraço!

Luciano Salles.