Foto por Marcela Campos
Olá, camarada. Tudo bem?
Amanhã, sábado, dia 01/09/2018, estarei no SESC Jundiaí para participar do JUNDCOMICS! Chegarei no período da manhã para conhecer a unidade e todo o evento. Quero dar uma passada na feira de quadrinhos e análise de portfólio que acontece praticamente o dia todo, das 10h às 19h.
Às 11h, quero muito ver e ouvir o Daniel Azulay, artista que me encantou no final do anos 70, começo dos anos 80, com seus programas de TV, onde ele desenhava e eu tentava acompanhar.
Tem também a palestra do Sidney Gusman Inovando no bairro do Limoeiro, que pretendo assistir, para então chegar a minha vez de falar, às 15h, na mesa HQ como forma de arte. Estarão comigo na mesa o Fabricio Grellet e o Camilo Solano.
Já no dia seguinte, às 14h, quero ouvir a Bianca Pinheiro, Úrsula Dourada e a Germana Viana falando Sobre a presença feminina na literatura Geek.
Se você for de Jundiaí ou da imensa da região que engloba a cidade, está mais do que convidado! Avise seus amigos e amigas que gostam de quadrinhos, arte, literatura ou simplesmente seja um CDF, geek ou nerd.
Estarei com algumas unidades dos meus quadrinhos EUDAIMONIA, Limiar: Dark Matter e O Quarto Vivente na mochila. Assim você pode adquirir seu(s) exemplar(es) diretamente comigo.
Até amanhã.
Grande abraço!
Luciano Salles.
Quadro de EUDAIMONIA, de Luciano Salles
Ola, bom dia.
Por vezes, recebo algumas resenhas esporádicas sobre meus trabalhos.
Eis que essa semana, fui marcado pelo Twitter em uma resenha narrada de forma peculiar. O autor, Lequinho, do site Pipe Bomb Wrestling Podcast, fez quase que um ensaio sobre as obras EUDAIMONIA e O Quarto Vivente, relacionando tudo isso a mim.
Foi um dos textos mais legais sobre meu trabalho e você pode conferir na integra pelo link https://goo.gl/87wG4Y

Você também pode lê-lo por aqui mesmo, ao final da postagem.

Seu comentário será sempre muito bem vindo, recebido e respondido.

Um abraço e fique com a resenha!

Luciano Salles.

Da Boca para Fora 3# – EUDAIMONIA, O Quarto Vivente e Luciano Salles
28 de agosto de 2018
, Lequinho, Colunas, Da Boca pra Fora

Esse escrito não é uma reportagem como a da última edição. Também não sei se é possível chama-lo de resenha. É um texto, e, tal qual as obras sobre as quais falarei hoje, ainda não compreendi totalmente.

A verdade é que a primeira vez que eu abri um quadrinho de Luciano Salles eu não entendi é porra nenhuma.

Foi na Quanta [Academia de Artes]. Eu estudava desenho e sempre antes das aulas (quando não chegava atrasado) pegava alguma coisa para ler. Neste dia o escolhido foi Limiar Dark Matter. Como você pode ver no título, caro leitor, não vamos falar dessa HQ hoje, em primeiro lugar por conta de minha parca memória e em segundo lugar… bom, acredito que introdução deixou as impressões bem claras. O fato é que, mesmo sem entender nada, algo daquilo ficou, alguma coisa daquelas linhas e daquele treco preto que o personagem engoliu, aquelas imagens ficaram guardadas, um tipo de sensação e identidade que eu relembraria no futuro.

Ele chegou.

Dois anos se passaram até eu ler, na qualidade completa que a palavra exige, uma HQ do artista e ex-bancario. Foi Eudaimonia, financiado via Catarse, publicado de maneira independente e distribuído através da produtora de Luciano, a Memento 832; adivinhe o que aconteceu quando eu li a obra pela primeira vez?
EUDAIMONIA

É uma história sobre um homem vestido de onça que se alia a uma idosa usuária de drogas para invadir um cafofo e lobotomizar um sujeito com nome de eletrodoméstico.

EUDAIMONIA

É uma HQ sobre a morte da alma, uma segunda chance, a busca pela felicidade e o cumprimento das tarefas; uma perseguição ao objetivo, aquilo que te completa.

EUDAIMONIA

Um gibi que traz vários canudos (de plástico, mas não esquente com isso, são imaginários) que se enfiam nos crânios de Kubrick, Gaspar Noé, Spike Jonze, David Lynch, Katsuhiro Otomo, Moebius, bifurcando em uma intravenosa conectada ao braço que desenhava este gibi de 32 páginas em preto e branco. Tem hachuras, retículas e pessoas extremamente bem desenhadas que parecem estar sendo constantemente oprimidas ao mesmo tempo que oprimem seu mundos internos, seus próprios ossos existência.

EUDAIMONIA

Foi oficialmente minha primeira leitura do Salles, porque, francamente, nenhuma primeira “primeira” leitura dele pode ser considerada. Seria como considerar um soco na cara sua primeira aula de educação física; é mais um choque, um acordão. Ele te joga na água (quente ou fria) que é aquele mundo e fala “nade”, enquanto você está sem boia, não dá pé e tem dois blocos de concreto amarrados aos tornozelos. É angustiante a descida, mas também é inevitável.

Foi uma felicidade ver que a edição vinha com um autografo muito bonito do autor, este que saí mostrando pela casa, inclusive para o meu avô. Ele folheou a revista e adorou, mostrando aqui e ali algum desenho.

“Olha esse aqui” dizia ele enquanto estava deitado no sofá. Aposto que ele entendeu tudo de primeira.

Na mesma semana que recebi EUDAIMONIA em minha vida, Luciano estaria lançando-a em um evento na escola de desenho supracitada. Fui lá.

Naquela noite comprei O Quarto Vivente e, como sinopse, recebi o final da história da boca do próprio escritor, que apontou para mim e completou “isso ai é spoiler para você, inclusive”. Se pararmos para pensar, já era ele mesmo que ia me contar tal acontecido, de uma forma ou de outra. E já que o próprio Luciano não liga para spoilers, vou presumir que você também não.

O Quarto Vivente.

É um gibi sobre uma garota que dá à luz a uma baleia.

Um mundo de muitas cores e emoções, de verbos em 3ª pessoa, de coisas que se espalham. Líquidos e palavras e sentimentos e fases da vida. É outra confusão completamente diferente de EUDAIMONIA. É um trabalho mais antigo, o que faz dele ao mesmo tempo mais novo pela inexperiência e mais velho pela idade. Um outro mundo, diferente do nosso, ainda que reconhecível; uma outra sociedade ao passo que é a mesma, problemas iguais. Entrando de cabeça ali é impossível saber para onde olhar, mas também dificilmente você irá fechar os olhos.

Foi bom pegar um dos primeiros trabalhos para ler logo após ter consumido o mais recente. A evolução ficou mais clara, tanto em diagramação, em pensar o produto e em escolhas estéticas, quanto no próprio traço, que apesar de já ser uma porrada (ou um chute, você que escolhe), foi ganhando mais e mais sustância com o tempo.

Ambos são gibis difíceis, muito mais sinestésicos do que cartesianos, então se você não gosta de não entender algo, é provável que torça o nariz.

E tudo bem.

Parece pouco saudável falar que se gosta ou não de algo simplesmente por não conseguir tirar uma conclusão sobre aquilo, tanto em ficção quanto na vida. O negócio com os gibis desse autor, pelo menos para mim, é que você entende tudo, se entende, pega as coisas e digere, mas no final não sabe disso. Da mesma forma que as vezes olha-se para um lado, para o outro e a vida simplesmente não faz sentido, ainda que seja totalmente coerente.

É bom, é ruim, é aquilo que está na página e o que está entre a página. Também é o que está em sua volta, por trás, nos livros, nos filmes, é um apanhado de coisas. Me desculpe por falar tantas vezes sobre o que as coisas SÃO e NÃO SÃO, mas nessa confusão toda e nesse turbilhão que existe nas obras do autor residente de Araraquara fica realmente complicado não se perder.

Sobre o autor? Na ocasião em que o conheci, além de ter sido muito atencioso, mostrou ser alguém de pensamentos muito digeridos e concretos, seja no que tange arte ou até mesmo seu modo de viver ou de seguir sua carreira. Luciano Salles é sóbrio, extremamente sóbrio, ele sabe o que está fazendo, mesmo que você não saiba o que está lendo. “Esse aqui é meu material de trabalho“ disse ele me mostrando o estojo. Talvez não tenham sido exatamente essas palavras, mas faz realmente um certo tempo (seis meses entre o evento narrado e a conclusão deste texto.)

Estou sem saber como arrematar tudo… então vou pelo caminho mais fácil: Durante a confecção desse texto, EUDAIMONIA foi indicada ao troféu HQMIX nas categorias “publicação independente de autor” e “publicação independente edição única”, além do desenhista, que concorre ao prêmio “desenhista nacional”. A entrega do troféu acontece no dia 16/09, as 17h no SESC Pompeia.

Salles também faz as ilustrações semanais da coluna de Daniel Furlan (grande craque) dentro da Folha de S. Paulo. Procure as obras, ache-as e, depois disso, procure mais um pouco ali dentro.

Obedeças para serdes feliz.

Olá.

Quando as antigas civilizações criaram, de acordo com suas convicções religiosas e crenças, o período definido como as 24h que contemplam um dia, nunca imaginariam a precisão centesimal que atingiriam os relógios atômicos (e nem era esse o propósito). 
É incrível como essa divisão do tempo em que se baseia nossa existência, é capaz de nos alegrar em “exato” momento (com mais de “não sei quantas” casas decimais após a vírgula) e, mais do que de repente, a vida apresenta seu potencial incrível para acabar com seu viço, aquela energia vital que habitava seu corpo e estava exuberante.
HQMIX
Encontrei nestes dois parágrafos introdutórios a forma ideal para expressar que não venci nenhuma da três categorias em que fui indicado no 30º trofeu HQMIX. Claro que parabenizo todos os vencedores em suas respectiva categorias!
Não ganhei na categoria publicação independente edição única porém a vencedora foi minha amiga Bianca Pinheiro com sua HQ Alho-poró. Não ganhei na categoria publicação independente de autor e aqui novamente, a Bianca abocanhou com Alho-poró. Ao mesmo tempo que fico triste por não ganhar, fico feliz pelo quadrinho dela ter levado os prêmios nestas duas categorias. 
Não ganhei na categoria desenhista nacional. Aqui o prêmio foi para o premiadíssimo Marcelo D’Salete, autor de Angola Janga. Novamente o mesmo sentimento, triste por ter perdido e feliz pelo Marcelo.
Você que lê o post pode até pensar: …o Luciano está chateado pois inveja os que ganharam. Não mesmo! Inveja é diferente de cobiça. Eu cobiço um HQMIX desde que fui indicado pela primeira vez e ao todo, já foram 9 indicações entre os meus trabalhos.
Então, novamente, você pode imaginar: …poxa, o camarada está reclamando que não ganhou mas já foi indicado esse monte de vezes. Ser indicado também é legal demais! Você está certo se imaginou isso. Ser indicado é bem legal, significa que seu trabalho foi analisado por especialistas e mereceu estar entre aquele tanto de gente talentosa, mas existe uma grande diferença entre ser indicado e vencer. 
A diferença está na validação que somente um prêmio confere, incrementa ao seu trabalho como quadrinista, desenhista, roteirista, colorista. É a confirmação daquele artista como um profissional da área, como um bom contador de histórias em quadrinhos. Ao mesmo tempo, você concorre entre tantas pessoas talentosas que a votação torna-se algo totalmente subjetivo. Digo pela diferença e critério de exposição dos artistas que estão disputando a mesma categoria, em que vitrine ele ou ela aparecem, como ele ou ela permanecem na mente dos demais que votam entre tantas outras e inúmeras variáveis e possibilidades.
Novamente enfatizo, não confunda inveja com cobiça. São sentimentos bem diferentes e quase que antagônicos.
ProAC
Estava esperando o resultado do HQMIX para revelar que novamente não fui contemplado com o prêmio do edital.
Resumindo: preciso melhorar e sigo em frente. Preciso e vou criar melhores histórias, preciso e vou ser um melhor desenhista do que fui ontem, preciso e vou entender vários processos e seus meandros.
Agradeço a você que votou em mim, torce pelos meus trabalhos e provavelmente estarei na entrega do prêmio, no SESC Pompeia.
Grande abraço.
Luciano Salles.
Ilustrações para a coluna do ator Daniel Furlan, publicadas todas as segundas-feira pela Folha de S.Paulo, na Ilustrada
Olá, leitor ou leitora do blog. Tudo bem com você?
Esse mês de agosto foi especial pois foi a primeira vez, desde 2015, que ilustro com frequência semanal para a Folha de S.Paulo. Tive início como ilustrador freelancer do jornal em 18/05/2015 e desde então, comecei atendendo somente o caderno de cultura Ilustrada e aos poucos, fui passando a ilustrar todos os cadernos e até a capa do jornal.
Na noite de sexta-feira, 03/08/2018, fui acordado pelo meu telefone que ainda não havia entrado em modo “não perturbe”. Era minha editora, naquela velocidade das impressoras de uma gráfica, perguntando se eu queria ilustrar uma coluna semanal. Claro que ao acordar, você não entende direito o que está acontecendo e lentamente fui entrando no ritmo da conversa, compreendendo o assunto e no final, topei ilustrar a coluna do ator Daniel Furlan.
Depois que acertamos tudo, veio a breve conversa:
– Mas pra quando você precisa deste desenho?
– Pra amanhã.
– Amanhã? Amanhã cedo vou viajar!
– Uhm, faz agora!
Enfim, mudei o despertador do meu celular para às 2h da manhã e entreguei a primeira ilustração. Parti para minha viagem contente e feliz pela oportunidade.
Reuni os links para você ler os quatro primeiro textos de agosto:
– Recreio da Revolução https://goo.gl/d8knhD
– Evaristo de Macedo https://goo.gl/36Tho2
– Brainstorm https://goo.gl/ghvXYW
Adendo: A coluna do Daniel com meus desenhos não fica liberada para você ler digitalmente mas se fizer um cadastro no site da Folha conseguirá acesso a um bom tanto de matérias por mês. Se esses acessos não forem suficientes, pode assinar o jornal digitalmente ou buscar sua edição na banca, o que é sempre o mais legal de tudo.
Por aqui me despeço.
Um abraço!
Luciano Salles.
Olá, tudo bem?
Dei uma entrevista para o fórum Multiverso Bate-Boca e o resultado ficou demais. Agradeço a iniciativa e contato do Gustavo Soares pela perguntas feitas e fundamentadas pelos leitores do site.
Batemos um longo papo e falei sobre formação, com é ser quadrinista, se dá para viver assim, influências, dinheiro, música, processo criativo, explicações sobre detalhes das minhas HQ, conversamos sobre outros quadrinistas, dificuldades, motivações, enfim, uma longa e sincera entrevista.
Adicionei todo conteúdo logo abaixo mas deixo o link para lê-la direto no MBB, com direito a imagens e comentários antes de depois da pauta.
Muito obrigado.
Luciano Salles.
– Poderia começar se apresentando? (quem é, onde nasceu e cresceu, família, formação acadêmica, como começou a ler quadrinhos e desenhar, etc.)
Meu nome é Luciano Salles, nasci no dia 14/02/1975, em Taquaritinga, uma pequena cidade no interior do estado de SP. Ainda criança minha família mudou-se para Araraquara, uma cidade vizinha cinco ou seis vezes maior. Araraquara me acolheu muito bem e chegando na cidade encontrei tudo o que mais precisava na época: fanzine, skate, música e o movimento punk.

Minha família teve que se mudar para São Carlos e eu continue morando em Araraquara, isso com 16 anos. Então já com essa idade aprendi a me virar sozinho. Me formei em Engenharia Civil, pós graduei em Engenharia de Segurança do Trabalho e atuei na área até ir trabalhar em uma instituição bancária.

Ainda em Taquaritinga já lia turma da Mônica pois gostava de desenhar e meus pais compravam uma revista no mês pra mim. Lembro que eu lia tudo e ficava tentando desenhar os personagens das histórias do Penadinho.


– Aos 37 anos você deixou de ser bancário para se dedicar exclusivamente aos quadrinhos. Como foi essa decisão? Qual a reação das pessoas mais próximas?
Eu adoeci na empresa que trabalhava e acho que adoeceria em qualquer trabalho que fizesse naquela época. Adorava trabalhar no banco porém, dos 35 aos 37 anos comecei a perceber que algo não ia bem com minha saúde. Fiquei durante um ano me consultando com médicos, das mais diversas especialidades, para tentar descobrir o que estava acontecendo comigo até que tive minha primeira crise de uma doença chamada síndrome de pânico.

É algo que não desejo para ninguém pois não existe nada mais horrível e sofrível neste mundo. É comum as pessoas confundirem ansiedade aguda, pressão no trabalho, tristeza, achar que vai morrer entre outros vários sintomas com a doença mas quem irá diagnosticar será um bom médico psiquiatra. Esse realmente foi o motivo que tive que deixar o Banco. Eu não tinha mais capacidade neurológica e psicológica de trabalhar ali.

Até tentei voltar mas o cargo que tinha não permitia erros e comecei a cometer falhas primárias até que a direção do Banco decidiu atender e, entender, meus pedidos de desligamento (foram vários) por perceber que eu não tinha mais condição. A diretoria do Banco foi extremamente atenciosa, gentil e tão humana que me demitiram, recebendo  assim, todos os meus direitos. Sou muito grato por isso.

Minha esposa foi a primeira pessoa a me dizer para pedir demissão. Ela havia percebido que algo não ia bem comigo então, tive total apoio da família.

Faço aqui um adendo: trato da minha síndrome do pânico desde 2012 com medicamentos, yoga, andando muito de bicicleta e visitando bimestralmente meu psiquiatra. Ainda tenho meus altos e baixos e o acompanhamento é fundamental. O que quero dizer é que não use o Google como um guia médico achando que tem tal doença. Se sentir que algo não está certo, vá a um médico de referência no assunto.

– Financeiramente falando, consegue hoje viver somente de sua arte?
Consigo. Claro que não ganho tão bem como ganhava com meu trabalho anterior. Tem meses que são excelentes e outros que posso não receber nada. Então, um boa gestão financeira é fundamental. Aliás, percebo que muitas pessoas são praticamente ignorantes neste aspecto.


– Quais desenhistas influenciaram seus trabalhos? E roteiristas?
Desenhistas posso citar três: Moebius (sempre em primeiro lugar), Lourenço Mutarelli e hoje percebo o quanto (e cada vez mais) Frank Miller também me influenciou. Agora roteiristas, já é algo que acredito que minhas influências vem do cinema. Aliás, minha maior influência para fazer quadrinhos vem do cinema. Sou fascinado por alguns diretores como David Lynch, Stanley Kubrick, Gaspar Noe, David Cronenberg, Pedro Almodóvar, Gus Van Sant, Lars von Trier. Penso que esses são minhas influências como e, para roteiristas.

– Você já fez ilustrações de Laranja Mecânica (cinema), The end of the f***ing world (seriado) e já fez capa de álbum musical (Os Capial). Quais suas referências nessas três artes (cinema, seriado e música)? Há alguma influência delas em suas obras?
Acabei respondendo um pouco desta pergunta na questão anterior. Existe uma total influência do cinema e música nas minhas obras. Sou fascinado por essas duas artes. Minha mãe é pianista (não exerce como profissão) e sempre tivemos piano na minha casa, sempre ouvia minha mãe tocando os mais diversos temas e compositores. Meu irmão mais novo não é pianista mas estudou um pouco e tem um ouvido incrivelmente apurado. Meu irmão mais velho também tocava violão. 
– Seu processo criativo é sempre o mesmo ou varia de acordo com a obra? Poderia descrevê-lo? (roteiriza e depois desenha; rascunha enquanto roteiriza?) Sempre trabalha com papel ou também desenha digitalmente?Geralmente é sempre o mesmo. Por vezes a ideia de uma história pode surgir de uma simples observação. Por exemplo, a história de L’Amour: 12 oz, surgiu do fato de em uma manhã, eu observar a caneca de café que eu estava tomando: o tempo passa, o café vai esfriando e eu vou gostando mais ou menos dele. Em EUDAIMONIA, a história veio toda em minha cabeça por observar e pesquisar qual felino seria o mais efetivo em suas caçadas.

Pode parecer estranho mas é assim que as ideias para as histórias surgem pra mim. Alguma coisa me chama a atenção, observo, crio a relação com algo que pode vir a ser um bom tema, uma boa história e vou montando toda ela somente na minha cabeça sem anotar absolutamente nada. Não posso ter um caderninho de notas. Isso geralmente me atrapalha.

Com toda a história pronta na cabeça, vou direto para o computador escrever o roteiro, que faço como um roteiro de cinema, bem detalhado, descritivo pois assim ganho tempo na hora de desenhar as páginas.

Tendo o roteiro finalizado, envio para uma primeira revisão. Voltando corrigido, já começo a desenhar as páginas, que sempre são em um bom papel e com pincel e nanquim. Digitalmente eu só faço as cores, se necessário.

– Todos seus trabalhos até então são de autoria somente sua (roteiro e arte). Já recebeu proposta de desenhar roteiro de terceiros? Tem vontade de trabalhar com algum outro roteirista ou desenhista? Se sim, quem?
Já recebi várias propostas de desenhar para outros roteiristas mas é algo difícil para mim e sinto que seria angustiante. Desenhei uma história do Raphael Fernandes e simplesmente parece que não fui eu que desenhei.

Penso que seria mais fácil (pra mim) desenhar algo que o público já conheça. Por exemplo, desenhar uma história do Justiceiro. Pronto, é algo que faria. E se fosse, por exemplo, com um roteiro do Frank Miller, do Mark Millar, do Gaspar Noe. Esse é um detalhe que tenho: sempre gosto de pensar alto, vai que acontece, rs.

– Você produz, edita, divulga e vende diretamente. É uma escolha esse domínio de todo o processo ou gostaria de poder se dedicar exclusivamente à criação?
Gosto de todo esse processo (neste aspecto sou extremamente punk), gosto de receber uma resposta do leitor pois todo o caminho de se produzir uma HQ se encerra com o leitor(a). Ele(a) é a peça chave de todo ciclo.

Financeiramente, manter esse processo é mais lucrativo. Claro que gostaria muito de algum auxílio para ir aos Correios ou fazer pacotes, por exemplo, mas enquanto posso e consigo tempo para fazer isso, faço com prazer.

Seria muito bom e, diferente, somente me dedicar a criação mas ainda não chegou esse momento.

– Dos seus cinco trabalhos: três foram publicados de forma independente (Luzcia, a dona do boteco; O quarto vivente; Limiar: dark matter); um por editora (L’Amour: 12 oz pela Mino); e um  financiado através do Catarse (Eudaimonia). Quais as diferenças e qual a sua preferência?
Definitivamente o financiamento coletivo é onde melhor me encaixo. Apesar de ter publicado com a MINO, nunca tiver um editor direto. L’Amour: 12 oz estava pronta quando a MINO entrou em contato comigo e publicou então, basicamente, fiz e faço tudo sozinho entretanto, sempre confio a alguém muito competente a revisão dos meus trabalhos. Até o momento as pessoas que fizeram as revisões foram o Daniel Lopes e o Audaci Junior.
– É raro vermos quadrinistas independentes reimprimindo suas obras esgotadas. No seu caso, Luzcia, a dona do boteco esgotou faz tempo. Por que não reimprimir?
Por ter sido uma “HQzine” tão simples, feita de forma inocente, despretenciosa, toda dobrada a mão, grampeada e com uma tiragem de 100 cópias, reimprimi-la deve ser algo muito especial e quando chegar o momento, saberei como fazer.
– Atualmente o Catarse e outros sites de financiamento coletivo estão passando por um momento complexo: de um lado há crise de credibilidade em relação a projetos independentes, pois muitos projetos (inclusive de HQ) recolheram o dinheiro e não entregaram as recompensas; de outro lado cada vez mais editoras buscam ali financiar suas publicações, como a Figura e a Editora 85. Como foi sua experiência de financiamento coletivo? Pretende repetir?
Minha experiência foi fantástica e minha próxima publicação será pela mesma plataforma. Existem esses casos que citou, que deveria prejudicar a imagem de quem fez e faz as besteiras e não a plataforma, pois o método do financiamento coletivo é algo fantástico. É uma das grandes benesses que a internet pode proporcionar.

Estudando a plataforma, entendendo bem como funciona aqui no Brasil, sabendo dos riscos e padrões, fazer uma campanha bem sucedida não é somente bater a meta do valor requerido. É fazer todos as apoiadores receberem suas recompensas antes de qualquer distribuição ou venda da revista. O apoiador terá sempre a preferência.

– Em seu blog (dimensaolimbo.com.br) você já compartilhou algumas trocas de informações entre você e outros quadrinistas, como Rafael Grampá, Fabio Bá e Marcelo Maiolo – este com direito até a print da conversa. Você também ministra cursos e oficinas de quadrinhos. Entretanto você é autodidata. Busca oferecer algo que acredita ter lhe faltado? Faltam professores e informações sobre quadrinhos?
Essa realmente é uma pergunta complexa. Como autodidata, aprendo todos os dia alguma coisa nova no tocante a fazer quadrinhos. E também, como autodidata, aprendo muito quando aceito todas as criticas que meu trabalho possa receber de pessoas como o Grampá, o Bá e o Maiolo.

Foram pessoas que conheci, admiro muito e que sinceramente criticam meu trabalho de um forma que só faz crescer. Todas essas criticas são lições que aprendo para nunca mais esquecer. Me sinto um privilegiado de o Bá, chegar em mim no FIQ 2018, e falar o que achou da minha nova HQ. Isso pelo fato de eu ter pedido um sincero feedback. Aqueles 15 minutos que conversamos foram uma das melhores aulas que já tive sobre fazer quadrinhos.

Nos curso que coordeno, procuro passar tudo o que aprendi e tenho aprendido, como faço, o motivo de fazer daquele jeito, meios de como procurar uma ideia não tão comum, enfim, meus cursos são muito mais subjetivos e introspectivos do que me propor a ensinar como fazer um desenho realista, técnicas de aguada, aquarela, cores e o que for, até porque, não sei nada disso.

– [PERGUNTA COM SPOILER DE QUARTO VIVENTE E LIMIAR: DARK MATTER] Suas obras são marcadas por flertarem com o abstrato em algum momento. Há algo de nonsense ou tudo tem algum sentido específico? Alguns autores preferem não comentar pontos específicos de suas obras, deixando as interpretações para o público. Como pensa sobre isso? O que diria para alguém que lhe perguntasse “o que significa aquela beluga” ou “Nadio e Carino morreram”?
Não tem nada de nonsense nas minhas histórias e tudo que está ali tem um sentido específico e função. O que acontece é que insiro alguns níveis de camadas na história e faço isso propositalmente, pois cada pessoa é única assim como sua leitura. O processo de ler é igual para todos(as) mas a absorção no interior da mente daquela pessoa, junto de toda bagagem de vida que ela carrega, é que moldam o que escrevi. Bem, sei que isso é arriscado mas trabalho assim. Existem os(as) que gostam e os(as) que não gostam assim como tem que gosta de repolho e outros(as) não.

Não tenho problema em comentar pontos específicos dos meus trabalhos. Se vier uma pergunta direta, como essa que fez, respondo que a beluga foi o ponto máximo que pude conceber e que traria uma ruptura brusca no processo de evolução da humanidade.

Se Nádio e Carino morreram? Sim, claro que morreram! Até deixo isso bem claro no texto da última página da HQ. Nádio está nocauteado no chão enquanto Carino sofre as consequências de uma overdose de Dark Matter. Ali uso o recurso de quadros narrativos onde Nádio relata ao leitor: “Tudo isso me foi informado e este sou eu memorizado” lembrando que o termo “memorizado” criei para ser um sinônimo para “estar morto”, algo que deixo claro durante toda HQ.

E então ele continua e comenta que Carino é “…nossa fagulha memorizada, a explosão não contida, a ordem para um novo limiar”. Aqui também, se ler atentamente, junto do caminhar da HQ, perceberá que Carino não suportou a overdose de Dark Matter e como uma fagulha basta para uma explosão, o corpo dele explode como uma bomba atômica, dizimando tudo e todos ao seu redor, ou seja, “…a ordem se dissipando para um novo limiar” ou simplificando, um modelo fracassado se desfazendo para o início de uma nova proposta.

Existem HQ que tem um leitura direta, simples (o que não vejo problema algum e gosto também), como se faz uma simples redação com uma introdução, o desenvolvimento da ideia e a conclusão, mas formulas foram criadas para dimensionar uma ponte, um viga que suporta um vão livre de 30 metros. Gosto de usar formulas para isso e não para escrever uma história

– Você, assim como 90% dos quadrinistas autorais brasileiros, produz obras curtas. As poucas exceções como Marcelo D’Salete (Cumbe e Angola Janga), Rafael Coutinho (Mensur) e Marcelo Quintanilha (Tungstênio e Talco de vidro) são sucesso de público e crítica. Por que essas obras longas aqui ainda são tão raras? Pretende fazer algo assim?
Eu produzo obras curtas pelo fato de gostar muito de ler obras curtas, de fazer obras curtas e por ser um quadrinista independente que precisa bancar a impressão, depois carregar o peso dos gibis nas costas, distribuir, pagar os envios pelos correios, organizar e fazer lançamentos e finalmente, apresentar um preço coerente com o mercado editorial sem essas distorções que tem acontecido ultimamente com o efeito Amazon.

Todos os autores e exemplos que citou foram publicados por excelentes editoras e não sei a forma que receberam para fazer as obras, por isso, não posso argumentar sobre algo que não tenho conhecimento.

– Falando sobre obras mais longas, aproximadamente um ano atrás você postou no blog que por diversos motivos pessoais (lá detalhados) estava engavetando um projeto mais longo, chamado Ela (136 páginas, enquanto suas maiores tiveram 50). Alguma novidade sobre essa HQ?
Por enquanto não mas quando houver, logo saberão.

_ Quais as grandes dificuldades no mercado de quadrinhos nacional? E o que o motiva a seguir nesse caminho?
Eu vivo pelos quadrinhos pois sempre adorei desenhar e criar histórias. Sejam quais forem as dificuldades, não sou um colecionador delas. Tento me ajustar para estar em eventos de quadrinhos, me adequar em como divulgar melhor meus trabalhos e procuro sempre fazer tudo com excelência para que o leitor(a) tenha uma experiência  única, boa e intimista com a HQ e, que valha o valor que ele pagou pelo produto.

Outra coisa que me motiva é que posso viver também pelas ilustrações. Isso, cada vez mais, tem me empolgado! Pensando melhor, existe uma dificuldade que posso apontar. Há algo de natural aos brasileiros, que é a formação de grupos que se preservam e só validam o que acontece entre eles. Acredito que essa seja uma dificuldade que sempre haverá entre qualquer circuito criativo.

– Antes os quadrinistas nacionais tinham dois objetivos: entrar no mercado de super-heróis ou trabalhar para o Mauricio de Souza. Já hoje em dia os quadrinhos autorais parecem ser uma terceira boa opção. Acredita que essa mudança perdurará? O que acha dessa cada vez maior quantidade de editoras e lançamentos?
Penso que esses dois objetivos que citou no início da sua pergunta ainda perduram. Vejo inúmeras publicações genéricas as Graphics MSP e outras tantas similares ao mercado de super-heróis. Acho que ainda exista um novo e terceiro objetivo que é fazer quadrinhos para ser vendido para o cinema, Netflix.

O quadrinhos autorais são a quarta opção e ainda bem que estão cada vez mais valorizados dentro do mercado em geral. Eu tenho certeza de que isso continuará por um bom tempo e que temos uma produção consistente para manter o mercado fortalecido em títulos e diversidade.

Quando mais editoras e lançamentos tivermos é melhor para todos e todas. Muitas editora surgirão e sumirão assim como autores(as). É assim mesmo, um ciclo onde, por um momento, haverá uma ebulição e de repente, um arrefecimento, entretanto, hoje, a oscilação entre as ondas estão brandas e tendem a ser cada vez mais serenas.

– Você é presença constante em eventos de quadrinhos. Ainda o faz pelo prazer de estar no evento ou encara como um compromisso de trabalho?
Adoro estar em eventos de quadrinhos pois faço dele um compromisso de trabalho onde encontro colegas, amigos, vinculados a ganhar novos leitores que não conhecem o que faço.

A logística para se ir ao evento é financeiramente dispendiosa e por isso priorizo o FIQ, a CCXP e priorizava a Bienal de Quadrinhos de Curitiba.

– Apesar de somente ter trabalhos autorais você já tem um belo acervo de ilustrações de super-heróis. Tem vontade de trabalhar no mainstream? Se pudesse escolher personagens da Marvel e da DC para trabalhar, quais seriam?
Tenho pensado nisso ultimamente. Acho que gostaria de trabalhar neste mercado mas de uma forma muito particular. Sei que não sou um desenhista para fazer uma série mensal de algum título mas adoraria fazer histórias curtas, capas variantes e outras coisas. Se pudesse escolher um personagem seria o Aranha e o Bizarro.
– Pelos seus relatos, você é próximo do Rafael Grampá e suas artes possuem semelhanças. O que acha do rumo que o amigo tomou profissionalmente? Tem vontade de atuar no mercado publicitário, mesmo que isso signifique se afastar dos quadrinhos?
Acho que jamais conseguiria trabalhar no mercado publicitário. Acho que é um tipo de trabalho que não combina com meu jeito de ser. Quanto ao Grampá escolher o que quiser fazer é critério dele. Cada um é livre para fazer o que quiser, como quiser e se tem uma coisa que ele faz bem é isso! O cara é um gênio, excelente profissional e se engana quem acha que ele se afastou das HQ.
Ele acha estranho quando dizem que dizem que nossas artes possuem semelhanças. Na animação Dark Noir, que dirigiu com o apoio do pessoal da Red Knuckle, ele me chamou para desenhar as tatuagens do personagem principal e fazer boa parte do storyboard. Acredito que nossos trabalhos conversam entre si e funcionam muito bem quando juntos.
– Tem algum novo trabalho em andamento? Pode nos dizer algo sobre ele?
Sim, tenho. O que posso dizer por enquanto é que a história esta pronta em minha cabeça e desta vez, só vou mostrar algo ou falar sobre ele quando tudo estiver pronto.

– Você já disse que tudo na sua carreira é pensado e planejado. Quais os seus planos para o futuro mais distante?
Tenho realmente tudo pensado e planejado mas só tenho o controle sobre o agora. Então, se eu quiser que as coisas aconteçam, tenho que zelar e viver somente pelo instante em que estou respirando. O futuro será feito das ações que tomar hoje. Ou seja, eu sei onde quero chegar mas só tenho o agora para trabalhar.

– O que não falta no MBB é leitor querendo indicações, do mainstream a obras mais obscuras. Quais suas HQs preferidas?
Gosto muito de quadrinho japonês e europeu. Leia qualquer coisa do Suehiro Maruo e também recomendo Pluto. Agora mainstream… bom, acho que Pluto é mainstream.

– Ainda tem tempo para ser leitor? Se sim, o que tem lido ultimamente?
Tenho lido pouco quadrinhos. Estou relendo Lobo Solitário, Pluto e AKIRA.
Desenho escolhido para ilustrar
a caneca, por Luciano Salles
Olá, tudo bem?
Tenho uma amiga que é atleta. O nome dela é Maira Lopes, é uma das professoras de Yoga junto da minha esposa Lilian Penteado (confira aqui o blog dela ?) na escola  Shanti Yoga, pedala muito e descobriu que tem um potencial diferencial para correr. E corre, corre muito mesmo. Sua especialidade é trail run ou corrida de montanhas, em uma razoável tradução para a língua portuguesa. 
Mas o nome da postagem se deve ao fato de após muito conversarmos, percebemos que artistas e atletas lutam por seus sonhos da mesma forma. Correm atrás de patrocinadores, dão aulas, palestras, e se viram para conseguir viabilizar o que se ama.
Em março deste ano, ela foi vice-campeã no XTerra Brazil, o que a qualificou para disputar o XTerra Trail

Desenho colorido com cores e sombras, o que
não traria bons resultados com a técnica de silk
aplicada no preparo da caneca.

Run World Championship, que acontecerá em dezembro no Hawaii, um dos 50 estado norte americanos. Isso é absolutamente incrível e como não vai rolar de ir correndo pra lá, ela está na batalha para angariar fundos para as despesas da longa viagem e campeonato.

E é aqui que atleta e artistas se unem! Após algumas conversas por WhatsApp, fizemos uma reunião na Mondrian Ambiente e fechamos um jeito legal para arrecadar fundos! Ela me convidou para fazer o desenho e ilustrar uma caneca, junto da frase do professor e poeta, Tadeu Marcato. Todos araraquarenses (eu nasci em Taquaritinga mas Araraquara me acolheu como quando você adota um cachorro ou gatinho), unindo forças para realizar um produto legal, útil e que você pode levar para seu trabalho ao invés de ficar pegando copinhos de plástico para cada gole de água que for tomar ?
Com o desenho e frase prontas, a Maira fez todo trabalho de cotar, mandar fazer as canecas e organizar o evento que acontece neste sábado, na Mondrian Ambiente. Quer coisa mais legal?
Imagem da caneca com a frase do Tadeu e o desenho aplicado. 
Maira Lopes. Foto por Bruna Menescal

Então anote aí! O lançamento do Projeto #GoToRauai acontece sábado, dia 18/08/2018, a partir das 10h30 na Mondrian Ambiente. A Maira, o Tadeu e eu, estaremos lá!
Segue o cronograma do evento:
10h30 – Recepção;
11h00 – Bate-papo com a Maira e os convidados (eu e o Tadeu);
12h00 – Vendas das canecas com direito a autógrafo da atleta;
15h00 – Encerramento.
Importante: o investimento na caneca é de R$35,00 e as compras serão somente aceitas em dinheiro. Não temos maquininha de cartão para esse lançamento e assim, se puder, leve o dinheiro trocado. Vai ajudar muito!

O endereço da Mondrian Ambiente é na Alameda Rogério Pinto Ferraz, 955, bem perto do teatro municipal de Araraquara. 
Ah! Esse evento não é apenas para atletas e artistas e sim aberto para toda comunidade e se quiser ir de bicicleta, haverá um lugar seguro para guardar a sua.
Eu, a Maira e o Tadeu esperamos por você no sábado.
Um abraço.
Luciano Salles.

Olá. Tudo bem?
Essa será uma postagem em dois tópicos:
Commission por Luciano Salles, com base
na foto de Terry O’Neill
01. Commission David Bowie:
Recebi essa encomenda de arte original para ser feita com base na foto de Terry O’Neill, para a divulgação do disco Diamond Dogs (1974, RCA Records). Como sempre faço, pesquiso bastante antes do trabalho e descobri tantas coisas sobre a sessão de fotos, sobre o contato do músico com o fotógrafo, a posição das fotos não utilizadas e tantas outras curiosidades que, caso seja fã de David Bowie, vale muito uma pesquisa a fundo sobre o álbum e as fotos de divulgação.
02. Pinup para a campanha do Catarse de CHAOS, nova HQ de Felipe Folgosi. Não tenho muito claro como foi que  conheci o Felipe. É claro que eu sabia que ele é um ator, que fez e faz teatro, novelas em grande emissoras e que de repente, o via em eventos de quadrinhos, em sua mesa e com suas publicações. O fato é que não me recordo exatamente quando é que começamos a conversar. Acabei participando de um documentário produzido por ele e pelo Jun Sakuma, e assim, flui.

Gabriel, personagem de Felipe Folgosi
em CHAOS, sua nova HQ em campanha
de financiamento coletivo pelo Catarse
Em algumas destas conversas, tive que negar dois pedidos dele por questão de cronograma e prazos até que deu certo. Ele me convidou para fazer um desenho do seu personagem Gabriel, um garoto de uns 8, 9 anos, detentor poderes paranormais e que dará continuação ao seu quadrinho Aurora.

Adendo: fiz um lançamento de EUDAIMONIA em São Paulo, na deliciosa escola Quanta Academia de Arte, um dos meus pontos de parada preferidos quando vou para a capital.

Chego de viagem, tomo um café por um preço normal, como um pão de queijo por um preço normal, vou ao banheiro, escovo os dentes, reabasteço minha garrafinha de água, fico por ali, conversando, desenhando e por vezes, trocando ideias com fenomenal e famigerado, Marcelo Campos.

Por fim, no lançamento, apenas um autor de quadrinhos foi ao evento. E este foi o Felipe. Guardo isso com carinho.


Sempre é bem legal que recebo comentários por aqui. Isso é sinal que estamos nos desvinculando um pouco das redes sociais. Pra mim é uma vitória!
Grande abraço.
Luciano Salles.
EUDAIMONIA indicada para o
30º trofeu HQMIX em três categorias:
publicação independe de autor,
publicação independente edição única
e desenhista nacional.

Olá, tudo bem?

Ontem foram anunciadas as indicações para o 30º trofeu HQMIX, o prêmio mais relevante para o quadrinho nacional, e tive a honra de ser indicado para concorrer em três categorias:
Publicação independente de autor, por EUDAIMONIA;
Publicação independente edição única, por EUDAIMONIA;
Desenhista nacional.
Apesar de nunca ter ganhado o prêmio, é gratificante saber que todos os meus trabalhos (com  exceção de Limiar: Dark Matter), foram indicados para concorrer ao trofeu. É claro que gostaria de ter faturado alguma destas estatuetas mas a indicação, por si só, já é algo legal demais.
A entrega aos escolhidos será no dia 16/09/2018, às 17h, na comedoria SESC Pompeia. Agradeço imensamente a você que tem curtido meus trabalhos, seja ele nos quadrinhos ou com os desenhos e as ilustrações.
O período de votação foi aberto, vai até 14/08/2018 e somente os profissionais da área e cadastrados podem votar. É claro que conto com seu voto e com a sua torcida!
Grande abraço.
Luciano Salles.
Ilustração para a Ilustrada,
da Folha de S.Paulo.
Olá, tudo bem?
A partir desta segunda-feira, estreio ilustrando o debutar da coluna semanal do ator Daniel Furlan na Ilustrada, “um caderno cultural” da Folha de S.Paulo
Recebi o convite naquela velocidade e horários que só a loucura de uma redação de um grande jornal deve proporcionar. Como minha editora é incrível e o convite foi demais, aceitei – quase que – na hora¹ e fiquei bem feliz em saber que todas as segundas essa parceria será publicada.

Daniel Furlan é ator, comediante e tem tantos outros adjetivos que deixo o link da wikipedia para saber mais sobre o camarada. Teve grande destaque na TV Quase, um canal do Youtube, onde interpreta o motorista de van Renan (dono de uma Towner azul bebê), no programa Choque de Cultura.

Deixo o link para a leitura de “Recreio da Revolução”, primeira coluna dessa parceria: https://goo.gl/guW78z
Muito obrigado por visitar o blog, por ler a postagem e se tiver alguma pergunta ou ponderação, é só inserir nos comentários que agora é pelo Disqus e logo respondo a todos e todas.

Foto da nova coluna que estreia hoje na Folha de S.Paulo

Grande abraço.

Luciano Salles.

¹Para quem me conhece, sabe que durmo muito cedo e demorei para entender as mensagens da  minha editora espalhadas e quicando no meu telefone.